Ponto cantado · Omulu (Obaluaê), o senhor da Terra e da passagem

Ponto de Omulu: O Velho Omulu Vem Caminhando Devagar

O velho Omulu vem caminhando devagar

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Vídeo: O velho Omulu vem caminhando devagar..., canal exuguerreiro (YouTube). Os direitos da gravação pertencem ao autor/canal; reproduzido aqui via player oficial do YouTube.
Omulu (Obaluaê), o senhor da Terra e da passagemObaluaê

Letra do ponto

O velho Omulu vem caminhando devagar,o velho Omulu vem caminhando devagar.Apoiado em seu cajado, ele vem nos ajudar,apoiado em seu cajado, ele vem nos ajudar.Omulu é dono da terra, Atotô Obaluaê,Omulu é dono da terra, Atotô Obaluaê.

Letra de tradição oral; pode variar de casa para casa.

Significado

O velho Omulu vem caminhando devagar é um ponto de Omulu de tradição oral, sem autor conhecido, cantado há décadas nos terreiros e registrado em várias coletâneas de pontos de raiz. Como todo ponto antigo, muda um pouco de palavra e de melodia de uma casa para outra.

A primeira imagem é a de um velho que chega sem pressa. Muitas casas de Umbanda leem Omulu como a face mais antiga e recolhida do Orixá da Terra, e Obaluaê como a face mais jovem. Outras tratam os dois nomes como um só. O ponto chama o velho, e por isso tem um peso de respeito e de silêncio.

Caminhar devagar não é fraqueza. É o passo de quem conhece o caminho inteiro, do nascimento à passagem, e não precisa correr. Na leitura das casas, esse andar lento ensina paciência a quem sofre: a cura do corpo e da alma tem o seu tempo, e Omulu acompanha cada passo.

Apoiado em seu cajado, ele vem nos ajudar. O cajado é o apoio do ancião, mas também é sinal de autoridade e de quem guia. O verso é uma promessa simples: o velho chega cansado da estrada, e mesmo assim chega para ajudar. É por isso que tanta gente canta este ponto nos dias de doença e de luto.

Omulu é dono da terra, diz a última parte. Ele rege o chão que sustenta a vida e que recebe o corpo no fim dela. Muitos autores umbandistas explicam que Omulu não traz a morte: ele ampara o desencarne, encaminha quem parte e corta o que atenta contra a vida. Não é para ser temido, e sim respeitado.

Atotô é a saudação dele, que as casas traduzem como silêncio ou silêncio para o grande Rei da Terra. Por isso o ponto não é cantado como grito de festa. A palha da costa que cobre o Orixá, a pipoca chamada de deburu e o cruzeiro das almas são símbolos que costumam aparecer junto deste canto na gira.

No sincretismo, Omulu foi aproximado de São Lázaro e Obaluaê de São Roque, e a segunda-feira é o dia mais lembrado, o mesmo que muitas casas dedicam às almas. As cores variam bastante: preto, branco e vermelho em muitas casas, preto e branco em outras. Vale sempre o fundamento da sua casa.

A letra ganha variações. Há quem cante Atotô Abaluaê no lugar de Obaluaê, há casas que repetem a primeira parte mais vezes enquanto o Orixá dança e há quem emende o ponto com outros cantos de Omulu. Cantar com fé é pedir saúde e amparo, mas isso não substitui orientação médica: Omulu ampara, e o tratamento continua com quem cuida do corpo.

Quando se canta

Na gira de Omulu e Obaluaê, quando a corrente já saudou o Orixá e a curimba precisa de um ponto de sustentação, de andamento lento e firme, para segurar a vibração enquanto o trabalho acontece. Muitas casas o cantam em voz baixa, com a assistência recolhida.

Também é muito ouvido nas giras das Almas, nos trabalhos de cura e de saúde e nas sessões em que a casa reza por quem já partiu. Por isso aparece tanto na semana de Finados, em 2 de novembro, quando muitos terreiros dedicam a gira a Omulu, a Nanã e ao povo das Almas.

O toque mais citado é o nagô, cadenciado e pesado, mas há casas que o levam em outro ritmo, conforme a raiz. A ordem dos pontos, o número de repetições e o momento exato de cantar são sempre decisão do dirigente e do ogã.

Perguntas frequentes

O que significa o ponto de omulu: o velho omulu vem caminhando devagar?
O velho Omulu vem caminhando devagar é um ponto de Omulu de tradição oral, sem autor conhecido, cantado há décadas nos terreiros e registrado em várias coletâneas de pontos de raiz. Como todo ponto antigo, muda um pouco de palavra e de melodia de uma casa para outra. A primeira imagem é a de um velho que chega sem pressa. Muitas casas de Umbanda leem Omulu como a face mais antiga e recolhida do Orixá da Terra, e Obaluaê como a face mais jovem. Outras tratam os dois nomes como um só. O ponto chama o velho, e por isso tem um peso de respeito e de silêncio. Caminhar devagar não é fraqueza. É o passo de quem conhece o caminho inteiro, do nascimento à passagem, e não precisa correr. Na leitura das casas, esse andar lento ensina paciência a quem sofre: a cura do corpo e da alma tem o seu tempo, e Omulu acompanha cada passo. Apoiado em seu cajado, ele vem nos ajudar. O cajado é o apoio do ancião, mas também é sinal de autoridade e de quem guia. O verso é uma promessa simples: o velho chega cansado da estrada, e mesmo assim chega para ajudar. É por isso que tanta gente canta este ponto nos dias de doença e de luto. Omulu é dono da terra, diz a última parte. Ele rege o chão que sustenta a vida e que recebe o corpo no fim dela. Muitos autores umbandistas explicam que Omulu não traz a morte: ele ampara o desencarne, encaminha quem parte e corta o que atenta contra a vida. Não é para ser temido, e sim respeitado. Atotô é a saudação dele, que as casas traduzem como silêncio ou silêncio para o grande Rei da Terra. Por isso o ponto não é cantado como grito de festa. A palha da costa que cobre o Orixá, a pipoca chamada de deburu e o cruzeiro das almas são símbolos que costumam aparecer junto deste canto na gira. No sincretismo, Omulu foi aproximado de São Lázaro e Obaluaê de São Roque, e a segunda-feira é o dia mais lembrado, o mesmo que muitas casas dedicam às almas. As cores variam bastante: preto, branco e vermelho em muitas casas, preto e branco em outras. Vale sempre o fundamento da sua casa. A letra ganha variações. Há quem cante Atotô Abaluaê no lugar de Obaluaê, há casas que repetem a primeira parte mais vezes enquanto o Orixá dança e há quem emende o ponto com outros cantos de Omulu. Cantar com fé é pedir saúde e amparo, mas isso não substitui orientação médica: Omulu ampara, e o tratamento continua com quem cuida do corpo.
Quando se canta esse ponto?
Na gira de Omulu e Obaluaê, quando a corrente já saudou o Orixá e a curimba precisa de um ponto de sustentação, de andamento lento e firme, para segurar a vibração enquanto o trabalho acontece. Muitas casas o cantam em voz baixa, com a assistência recolhida. Também é muito ouvido nas giras das Almas, nos trabalhos de cura e de saúde e nas sessões em que a casa reza por quem já partiu. Por isso aparece tanto na semana de Finados, em 2 de novembro, quando muitos terreiros dedicam a gira a Omulu, a Nanã e ao povo das Almas. O toque mais citado é o nagô, cadenciado e pesado, mas há casas que o levam em outro ritmo, conforme a raiz. A ordem dos pontos, o número de repetições e o momento exato de cantar são sempre decisão do dirigente e do ogã.
Posso cantar esse ponto em casa?
Pode, com respeito e fé. Os pontos cantados são orações em forma de música; cantar em casa ajuda a firmar a fé e a sintonia. Para trabalhos de terreiro, siga sempre a orientação do dirigente da sua casa, pois cada terreiro tem seu fundamento e a letra pode variar.
A letra é sempre igual?
Não. Os pontos são de tradição oral e variam de casa para casa, com pequenas diferenças de letra e melodia. A versão aqui é uma das mais conhecidas; a da sua casa pode ter variações.
Qual a letra do ponto O velho Omulu vem caminhando devagar?
A versão mais difundida diz: O velho Omulu vem caminhando devagar. Apoiado em seu cajado, ele vem nos ajudar. Omulu é dono da terra, Atotô Obaluaê. Cada verso costuma ser cantado duas vezes, e há pequenas variações de casa para casa.
Esse ponto tem autor?
Não há autoria conhecida. É um ponto de raiz, de tradição oral, que aparece em várias coletâneas de pontos de Omulu sem crédito de compositor. A gravação indicada foi publicada no canal exuguerreiro, a quem vão os créditos do vídeo.
Por que o ponto fala de um velho com cajado?
Porque muitas casas de Umbanda veem Omulu como a face anciã do Orixá da Terra. O cajado é o apoio de quem já andou muito e também sinal de quem guia. O verso mostra que, mesmo cansado da estrada, ele chega para ajudar.
Omulu e Obaluaê são o mesmo Orixá?
Depende da casa. Muitos terreiros tratam os dois nomes como o mesmo Orixá, outros veem Omulu como a face mais velha e Obaluaê como a mais jovem, e há linhas de Umbanda que os descrevem como forças distintas que trabalham juntas. O fundamento da sua casa é o que vale.
O que significa Atotô?
Atotô é a saudação de Omulu e Obaluaê. As casas costumam traduzi la como silêncio, ou silêncio para o grande Rei da Terra. Por isso os pontos dele são cantados com recolhimento, sem euforia.
Quando se canta esse ponto na gira?
Na gira de Omulu e Obaluaê, como ponto de sustentação, e também nas giras das Almas, nos trabalhos de cura e nas sessões de oração por quem partiu. É muito cantado na semana de Finados. A ordem dos pontos é sempre do dirigente.
Por que Omulu é lembrado no Dia de Finados?
Porque ele rege a terra que recebe o corpo e ampara a passagem de quem desencarna. Muitos umbandistas louvam Omulu, Nanã e o povo das Almas em 2 de novembro. Não é culto à morte: é cuidado com a passagem e respeito a quem veio antes.
Omulu é um Orixá que castiga?
Não. É comum ouvir que Omulu é severo, mas muitos autores umbandistas explicam que ele é rigoroso e compreensivo ao mesmo tempo. Ele corta o que atenta contra a vida e ampara a saúde e a passagem. Merece respeito, não medo.
Qual o dia e a cor de Omulu?
A segunda-feira é o dia mais citado, o mesmo que muitas casas dedicam às almas. As cores variam: preto, branco e vermelho em muitas casas, preto e branco em outras, sempre com a palha da costa. O detalhe muda de terreiro para terreiro.
Posso cantar esse ponto em casa?
Pode. Cantar ponto com respeito, como oração, é costume antigo, e muita gente canta para Omulu pedindo saúde e amparo. Isso não substitui orientação médica. O que não se faz por conta própria é abrir gira ou chamar entidade para incorporar. Para isso, procure uma casa séria.
Conteúdo informativo e de fé. Os pontos cantados são de tradição oral e variam de casa para casa, na letra e na melodia. Os vídeos são de canais do YouTube, com os devidos créditos, e cada autor mantém os direitos da sua gravação. Para o uso ritual, siga sempre a orientação do dirigente do seu terreiro.
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