Axé UmbandaAxé Umbanda
Ponto cantado · Exu Caveira (Povo do Cemitério, linha das Almas)

Ponto de Exu Caveira: Firma Seu Ponto na Folha da Bananeira

Ê Caveira, firma seu ponto na folha da bananeira

Ouça o ponto

▶ Tocar no YouTube · Ronald Baker
Vídeo: Ponto cantado de Exu Caveira - Ê Caveira, afirma ponto na folha da bananeira..., canal Ronald Baker (YouTube). Os direitos da gravação pertencem ao autor/canal; reproduzido aqui via player oficial do YouTube.
Exu Caveira (Povo do Cemitério, linha das Almas)Esquerda

Letra do ponto

Ê Caveira,firma seu pontona folha da bananeira.Ê Caveira,firma seu pontona folha da bananeira.

Letra de tradição oral; pode variar de casa para casa.

Significado

Ê Caveira, firma seu ponto na folha da bananeira é um dos cantos mais conhecidos para Exu Caveira. É de tradição oral, sem autor conhecido, e aparece registrado como cantiga de Umbanda cantada em giras de Exus e Pombagiras, inclusive em trabalho acadêmico publicado pela revista Linguagens, da FURB.

O ponto é quase só um chamado. Ê Caveira é a voz da corrente que se dirige ao guardião pelo nome, sem rodeio. O resto do verso diz o que se pede a ele: que firme o seu ponto.

Firmar o ponto, na linguagem do terreiro, é assentar a força da entidade naquele lugar e naquela hora. Pode ser o ponto riscado com a pemba, a vela acesa, a firmeza no chão ou simplesmente a vibração que se estabelece na gira. Quando a corrente canta firma seu ponto, ela pede que Exu Caveira chegue, se apresente e fique.

A folha da bananeira é elemento muito presente nos terreiros, usada por muitas casas para forrar oferendas e firmezas no chão. No ponto, ela marca o lugar onde o guardião deve assentar a sua força. As leituras sobre o porquê da bananeira variam bastante de raiz para raiz, e o que vale é o fundamento ensinado na sua casa.

Exu Caveira é entendido pela tradição como uma falange, um grupo de espíritos que trabalham sob o mesmo nome e a mesma vibração, ligada ao Povo do Cemitério e à linha das Almas. Muitas casas o colocam sob a regência de Omulu e o descrevem como guardião da calunga pequena, o cemitério, que encaminha espíritos perdidos e corta o que ficou preso ao que já terminou.

Nomes como Tatá Caveira e João Caveira aparecem na mesma família de guardiões. Há casas que os tratam como chefes da falange, outras como falanges irmãs, e outras ainda como entidades distintas. Não existe uma hierarquia única para toda a Umbanda.

Vale repetir, porque o preconceito ainda circula: Exu na Umbanda não é o diabo nem entidade do mal. A caveira assusta quem olha de fora, mas dentro das casas ela fala de fim de ciclo, de transformação e de proteção. Exu Caveira é procurado justamente para guardar a porteira e limpar o que pesa.

Por isso o ponto ganha força perto de Finados. É tempo de lembrar dos que partiram, rezar pelas almas e pedir aos guardiões da calunga que cuidem da passagem. Não é culto à morte: é respeito ao ciclo e a quem veio antes.

Como todo ponto de tradição oral, a letra varia. Há casas que cantam Ê Caveira e outras que esticam o chamado, há quem repita o verso muitas vezes seguidas e há terreiros que emendam este canto com outros pontos de Exu Caveira. Siga sempre a versão cantada na sua casa.

Quando se canta

Na gira de Esquerda, quando a curimba chama o Povo do Cemitério e a casa quer firmar a chegada de Exu Caveira. É um ponto curto, de chamada e de firmeza, que a corrente repete até a vibração assentar.

Muitas casas também o cantam nas giras de Almas e nos trabalhos de descarrego, quando é preciso pedir ao guardião que tome conta da porteira e segure o que ficou pesado. Há terreiros que o usam ainda no momento em que se risca ou se firma o ponto da entidade.

Com a chegada de Finados, em 2 de novembro, ele aparece com mais frequência nas giras dedicadas às almas e ao povo da calunga. O toque, o andamento e a ordem dos pontos variam de casa para casa e são sempre decisão do dirigente e do ogã.

Perguntas frequentes

O que significa o ponto de exu caveira: firma seu ponto na folha da bananeira?
Ê Caveira, firma seu ponto na folha da bananeira é um dos cantos mais conhecidos para Exu Caveira. É de tradição oral, sem autor conhecido, e aparece registrado como cantiga de Umbanda cantada em giras de Exus e Pombagiras, inclusive em trabalho acadêmico publicado pela revista Linguagens, da FURB. O ponto é quase só um chamado. Ê Caveira é a voz da corrente que se dirige ao guardião pelo nome, sem rodeio. O resto do verso diz o que se pede a ele: que firme o seu ponto. Firmar o ponto, na linguagem do terreiro, é assentar a força da entidade naquele lugar e naquela hora. Pode ser o ponto riscado com a pemba, a vela acesa, a firmeza no chão ou simplesmente a vibração que se estabelece na gira. Quando a corrente canta firma seu ponto, ela pede que Exu Caveira chegue, se apresente e fique. A folha da bananeira é elemento muito presente nos terreiros, usada por muitas casas para forrar oferendas e firmezas no chão. No ponto, ela marca o lugar onde o guardião deve assentar a sua força. As leituras sobre o porquê da bananeira variam bastante de raiz para raiz, e o que vale é o fundamento ensinado na sua casa. Exu Caveira é entendido pela tradição como uma falange, um grupo de espíritos que trabalham sob o mesmo nome e a mesma vibração, ligada ao Povo do Cemitério e à linha das Almas. Muitas casas o colocam sob a regência de Omulu e o descrevem como guardião da calunga pequena, o cemitério, que encaminha espíritos perdidos e corta o que ficou preso ao que já terminou. Nomes como Tatá Caveira e João Caveira aparecem na mesma família de guardiões. Há casas que os tratam como chefes da falange, outras como falanges irmãs, e outras ainda como entidades distintas. Não existe uma hierarquia única para toda a Umbanda. Vale repetir, porque o preconceito ainda circula: Exu na Umbanda não é o diabo nem entidade do mal. A caveira assusta quem olha de fora, mas dentro das casas ela fala de fim de ciclo, de transformação e de proteção. Exu Caveira é procurado justamente para guardar a porteira e limpar o que pesa. Por isso o ponto ganha força perto de Finados. É tempo de lembrar dos que partiram, rezar pelas almas e pedir aos guardiões da calunga que cuidem da passagem. Não é culto à morte: é respeito ao ciclo e a quem veio antes. Como todo ponto de tradição oral, a letra varia. Há casas que cantam Ê Caveira e outras que esticam o chamado, há quem repita o verso muitas vezes seguidas e há terreiros que emendam este canto com outros pontos de Exu Caveira. Siga sempre a versão cantada na sua casa.
Quando se canta esse ponto?
Na gira de Esquerda, quando a curimba chama o Povo do Cemitério e a casa quer firmar a chegada de Exu Caveira. É um ponto curto, de chamada e de firmeza, que a corrente repete até a vibração assentar. Muitas casas também o cantam nas giras de Almas e nos trabalhos de descarrego, quando é preciso pedir ao guardião que tome conta da porteira e segure o que ficou pesado. Há terreiros que o usam ainda no momento em que se risca ou se firma o ponto da entidade. Com a chegada de Finados, em 2 de novembro, ele aparece com mais frequência nas giras dedicadas às almas e ao povo da calunga. O toque, o andamento e a ordem dos pontos variam de casa para casa e são sempre decisão do dirigente e do ogã.
Posso cantar esse ponto em casa?
Pode, com respeito e fé. Os pontos cantados são orações em forma de música; cantar em casa ajuda a firmar a fé e a sintonia. Para trabalhos de terreiro, siga sempre a orientação do dirigente da sua casa, pois cada terreiro tem seu fundamento e a letra pode variar.
A letra é sempre igual?
Não. Os pontos são de tradição oral e variam de casa para casa, com pequenas diferenças de letra e melodia. A versão aqui é uma das mais conhecidas; a da sua casa pode ter variações.
Qual a letra do ponto Firma seu ponto na folha da bananeira?
A versão mais difundida é curta: Ê Caveira, firma seu ponto na folha da bananeira, repetido duas vezes ou mais. Há pequenas variações de casa para casa no chamado e no número de repetições.
Esse ponto tem autor?
Não há autoria conhecida. É um ponto de raiz, de tradição oral, registrado como cantiga de Umbanda das giras de Exus e Pombagiras. A gravação indicada foi publicada no canal Ronald Baker, a quem vão os créditos do vídeo.
O que significa firmar o ponto?
Firmar o ponto é assentar a força da entidade naquele lugar e naquela hora, seja pelo ponto riscado, pela vela, pela firmeza no chão ou pela própria vibração da gira. Ao cantar, a corrente pede que Exu Caveira chegue e fique.
Por que a folha da bananeira?
A folha da bananeira é muito usada nos terreiros para forrar oferendas e firmezas. No ponto, ela indica o lugar onde o guardião assenta a sua força. As explicações sobre o fundamento da bananeira mudam de raiz para raiz, e vale o que ensina a sua casa.
Quem é Exu Caveira na Umbanda?
É uma falange de Exus ligada ao Povo do Cemitério e à linha das Almas. Muitas casas o colocam sob a regência de Omulu e o veem como guardião da calunga, que encaminha espíritos perdidos e corta demandas. Cada casa tem seu fundamento sobre ele.
Exu Caveira é do mal?
Não. Na Umbanda, Exu é guardião, mensageiro e executor da lei, e não o diabo. A imagem da caveira fala de fim de ciclo e de transformação. Ele é procurado para proteger a porteira e limpar o que ficou pesado.
Quando se canta esse ponto na gira?
Na gira de Esquerda, na chamada do Povo do Cemitério, e em giras de Almas e trabalhos de descarrego. Perto de Finados ele aparece com mais frequência. A ordem dos pontos é sempre do dirigente e do ogã.
Qual a saudação de Exu Caveira?
A saudação mais usada para Exu é Laroyê, muitas vezes completada como Laroyê Exu, Exu é Mojubá. Algumas casas, pela ligação com Omulu, também saúdam com Atotô. A forma exata varia de terreiro para terreiro.
Posso cantar esse ponto em casa?
Pode cantar com respeito, como oração e saudação. O que não se faz por conta própria é abrir gira, firmar ponto de Exu ou chamar entidade para incorporar. Para isso, procure uma casa séria com dirigente responsável.
Conteúdo informativo e de fé. Os pontos cantados são de tradição oral e variam de casa para casa, na letra e na melodia. Os vídeos são de canais do YouTube, com os devidos créditos, e cada autor mantém os direitos da sua gravação. Para o uso ritual, siga sempre a orientação do dirigente do seu terreiro.
← Ver todos os pontos