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Saudação a Oxum: o que significa Ora yê yê ô e como saudar Mamãe Oxum

Ora yê yê ô! É assim que a Umbanda saúda a senhora das águas doces. Entenda o que a saudação quer dizer, de onde vem a palavra yêyê, como ela é usada na gira, na cachoeira e em casa, e por que o 12 de outubro é um dia tão especial para dizê-la.

Por Weverton Pansan e Maria Amélia Pansan·11 de outubro de 2026·7 min de leitura
Saudação a Oxum: o que significa Ora yê yê ô e como saudar Mamãe Oxum
Resposta rápida

Ora yê yê ô! É assim que a Umbanda saúda a senhora das águas doces. Entenda o que a saudação quer dizer, de onde vem a palavra yêyê, como ela é usada na gira, na cachoeira e em casa, e por que o 12 de outubro é um dia tão especial para dizê-la.

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A saudação a Oxum é Ora yê yê ô, expressão de origem iorubá que costuma ser traduzida como salve a mãezinha benevolente. É com ela que os filhos de fé cumprimentam a Orixá das águas doces, do amor, do ouro e da fertilidade. Neste artigo você entende o que a saudação significa, como ela é dita nos terreiros e por que cada casa tem o seu jeito de escrever e de responder.

Resposta rápida

Ora yê yê ô é a saudação de Oxum. A tradução mais difundida é salve a mãezinha benevolente, ou clamemos pela benevolência da mãezinha. A palavra yêyê quer dizer mãe em iorubá.

Ela é dita quando Oxum chega na gira, quando se canta para ela, na beira do rio ou da cachoeira e no começo de uma prece. Muitas casas respondem repetindo a mesma saudação, e a grafia muda bastante: Ora yê yê ô, Ora iê iê ô, Ora yeyê ô ou Ore yeye o.

O que significa Ora yê yê ô

A parte mais firme da tradução é a palavra yêyê. Um artigo publicado na revista Saber Científico lembra que o nome de Oxum é sempre precedido de yeye, que na língua iorubá significa mãe. Por isso tantos filhos de fé a chamam de Mamãe Oxum.

O restante da frase recebe traduções livres que variam de fonte para fonte. As mais repetidas são salve a mãezinha, salve a senhora da bondade e salve a mãe benevolente. Todas apontam para a mesma ideia: um chamado carinhoso e reverente à mãe.

Vale a honestidade: a saudação veio pela tradição oral, e cada casa a explica do seu jeito. Se o seu dirigente ensina outra leitura, ela tem valor.

Quem é a Oxum que recebe essa saudação

Oxum é a senhora dos rios, das cachoeiras e das águas doces. Ela rege o amor, a fertilidade, a gestação, a doçura e a prosperidade, e é lembrada como a dona do ouro. O seu espelho, o abebé, fala da vaidade e também do olhar para dentro de si.

Na Umbanda a sua cor é o amarelo ou o dourado e o seu dia é o sábado. Por isso a saudação ganha força especial nas giras de sábado e nas festas dedicadas a ela.

Em algumas tradições de origem banto, Oxum é chamada de Dandalunda. Os nomes mudam, mas o carinho de mãe permanece.

Quando se diz Ora yê yê ô

  • Na chegada de Oxum na gira. Quando a Orixá se manifesta, a corrente e a assistência a saúdam com respeito.
  • Nos pontos cantados. Muitos pontos de Oxum terminam ou começam com a saudação, como o ponto Eu vi Mamãe Oxum na cachoeira.
  • Na beira da água. Ao chegar a um rio ou a uma cachoeira, muita gente pede licença e saúda Oxum antes de tocar na água.
  • Nas preces. A oração a Oxum costuma começar ou terminar com Ora yê yê ô.
  • Nas oferendas. Ao entregar uma oferenda de Oxum, a saudação abre o pedido.

Não existe hora proibida para saudar uma mãe. O que se pede é respeito e intenção sincera.

Como responder e como se portar

Quando alguém puxa Ora yê yê ô, a resposta mais comum é repetir a saudação, com voz firme e carinhosa. Em muitas casas também se diz axé, que significa que assim seja.

O gesto acompanha a palavra. Há terreiros em que a pessoa leva as mãos ao peito, outros em que abre as palmas para a frente e outros em que se curva ou bate cabeça diante do congá. Algumas casas usam ainda o paó, as palmas ritmadas.

Se você é novo no terreiro, observe os mais antigos e faça como eles. Na dúvida, pergunte ao cambono ou ao dirigente. Ninguém espera perfeição de quem está chegando.

Ora yê yê ô, Ora iê iê ô ou Ore yeye o?

Todas essas formas aparecem nos terreiros e nos livros. A diferença vem da passagem do iorubá, uma língua tonal, para o português, cada um escrevendo como ouve.

  • Ora yê yê ô: a forma mais usada na Umbanda.
  • Ora iê iê ô: a mesma saudação com grafia aportuguesada.
  • Ora yeyê ô: junta o yeyê, deixando claro que é uma palavra só, mãe.
  • Ore yeye o: forma mais próxima da escrita iorubá, comum no Candomblé.

Nenhuma delas está errada. O que importa é a intenção e o respeito com que a saudação é dita.

12 de outubro: Aparecida e Oxum

No sincretismo, Oxum é associada a Nossa Senhora da Conceição em boa parte do Brasil, festejada em 8 de dezembro. Em muitas regiões, sobretudo no Sudeste, ela também é ligada a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, celebrada em 12 de outubro.

A imagem de Aparecida foi encontrada nas águas do rio Paraíba do Sul, e isso aproxima muito as duas figuras na devoção popular. Por isso muitos terreiros saúdam Oxum com carinho especial nesse dia.

Esse é um bom exemplo do sincretismo que forma a Umbanda. Cada casa decide se celebra Oxum em outubro, em dezembro ou nas duas datas.

Saudação de Oxum e saudações dos outros Orixás

Cada Orixá tem a sua saudação. Ogum é saudado com Ogunhê, Oxóssi com Okê arô, Xangô com Kaô Kabecilê, Iansã com Eparrei e Iemanjá com Odoyá. A de Oxum é a mais doce de todas, um chamado à mãe.

Para conhecer a lista completa e o sentido de cada uma, veja o artigo sobre as saudações da Umbanda. E se quiser preparar algo para ela, veja a comida de Oxum na Umbanda.

Em resumo

Ora yê yê ô é a saudação de Oxum e quer dizer, em linhas gerais, salve a mãezinha benevolente; yêyê significa mãe em iorubá. Ela é dita na gira, nos pontos, nas preces e na beira da água.

A grafia e a resposta mudam de casa para casa, e todas têm valor. Saúde com o coração, siga o costume do seu terreiro e, neste 12 de outubro, lembre da mãe das águas doces. Ora yê yê ô, Mamãe Oxum!

Fontes e referências

Perguntas frequentes

Qual é a saudação de Oxum?
É Ora yê yê ô, também escrita Ora iê iê ô, Ora yeyê ô ou Ore yeye o. É com ela que os filhos de fé cumprimentam Oxum na gira, nos pontos cantados, nas preces e na beira da água doce.
O que significa Ora yê yê ô?
A tradução mais difundida é salve a mãezinha benevolente, ou clamemos pela benevolência da mãezinha. A palavra yêyê significa mãe em iorubá. As traduções do restante da frase variam entre as fontes e as casas.
Como responder quando alguém diz Ora yê yê ô?
O mais comum é repetir a saudação, Ora yê yê ô, com respeito. Em muitas casas também se responde axé, que quer dizer que assim seja. Observe os mais antigos do seu terreiro e siga o costume da casa.
Qual a forma certa de escrever a saudação de Oxum?
Não há uma só forma certa. A saudação veio do iorubá pela tradição oral e cada um escreve como ouve. Ora yê yê ô é a forma mais usada na Umbanda, e Ore yeye o é a mais próxima da escrita iorubá.
Quando se deve saudar Oxum?
Quando ela chega na gira, nos pontos cantados para ela, nas preces, nas oferendas e ao chegar à beira de um rio ou de uma cachoeira. O sábado, dia de Oxum na Umbanda, e as suas festas são momentos especiais.
Por que Oxum é chamada de Mamãe Oxum?
Porque o seu nome é tradicionalmente precedido de yeye, que significa mãe em iorubá, e porque ela rege a fertilidade, a gestação e o cuidado com as crianças. A própria saudação é um chamado à mãe.
Oxum é Nossa Senhora Aparecida?
No sincretismo, Oxum é associada a Nossa Senhora da Conceição em boa parte do Brasil e, em muitas regiões, também a Nossa Senhora Aparecida, celebrada em 12 de outubro. Cada casa segue o sincretismo da sua região.
Quem não é da Umbanda pode saudar Oxum?
Pode, desde que com respeito. A saudação é um gesto de reverência e carinho. Se estiver num terreiro como visitante, acompanhe a corrente e siga as orientações da casa.
Qual a diferença entre a saudação de Oxum e a de Iemanjá?
Oxum, senhora das águas doces, é saudada com Ora yê yê ô. Iemanjá, rainha do mar, é saudada com Odoyá. São Orixás diferentes, cada uma com a sua saudação, as suas cores e os seus fundamentos.
Axé Umbanda
Escrito porWeverton Pansan e Maria Amélia Pansan

Weverton Pansan e Maria Amélia Pansan são médiuns de um terreiro de Umbanda em São Paulo e mantêm o Axé Umbanda com fundamento, respeito à tradição e fontes confiáveis.

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Conteúdo informativo e de fé, escrito com respeito à tradição e baseado nas fontes citadas. A Umbanda varia de casa para casa; em caso de dúvida, procure sempre o dirigente do seu terreiro. Este texto não substitui orientação médica, jurídica ou psicológica.
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