
As saudações da Umbanda são palavras de reverência aos Orixás e guias: Saravá para os guias, Laroyê para Exu, Atotô para Obaluaê, Okê Arô para Oxóssi, Eparrei para Iansã, Odoyá para Iemanjá e Kaô Kabecilê para Xangô. Entenda o que cada uma significa e quando usar.
As saudações da Umbanda são as palavras com que se reverencia cada Orixá, cada guia e a própria fé. Dizer Saravá, Laroyê, Atotô ou Okê Arô é reconhecer com respeito e amor a presença daquela força na gira. Cada Orixá tem a sua saudação própria, quase sempre herdada do iorubá, e usá-la com fé é firmar a sintonia com a corrente. Veja o significado das principais saudações e quando dizer cada uma.
O que são as saudações na Umbanda
Saudar, na Umbanda, é reverenciar. As saudações são pequenas frases ou palavras de respeito que abrem a comunicação com os Orixás e com os guias, reconhecendo a sua vibração e pedindo a sua bênção. A maioria vem do iorubá, língua trazida da África, e por isso soa diferente do português do dia a dia. Não são fórmulas mágicas nem superstição: são gestos de fé e de educação espiritual, ditos com o coração, muitas vezes acompanhados de um movimento do corpo ou das mãos.
Saravá, Axé e Agô: as saudações gerais
Antes das saudações de cada Orixá, há três palavras que valem para toda a Umbanda. Saravá é a saudação geral aos guias e à própria Umbanda, no sentido de salve, que a força esteja com você. Axé é a energia vital, a força sagrada que faz a vida acontecer, e dizer axé é desejar que essa força se manifeste e se firme. Agô quer dizer com licença, o pedido de passagem e de permissão que se faz com humildade ao se aproximar do sagrado. São as saudações que costuram todas as outras.
As saudações dos Orixás
Cada Orixá tem a sua saudação. As mais conhecidas na Umbanda são: Epa Babá ou Exê ê Babá para Oxalá, o pai de todas as cabeças; Ogunhê ou Patakori Ogum para Ogum, senhor dos caminhos; Okê Arô para Oxóssi, o caçador da mata; Kaô Kabecilê para Xangô, o rei da justiça; Eparrei para Iansã, dona dos ventos e dos raios; Ora ie ie ô para Oxum, senhora das águas doces e do amor; Odoyá para Iemanjá, a rainha do mar; Saluba Nanã para Nanã, a mais velha das Orixás; e Atotô para Obaluaê ou Omulu, o senhor da cura e da Terra. Cada saudação carrega a história e a natureza daquele Orixá.
As saudações dos guias e das linhas
Os guias também são saudados. Laroyê é a saudação de Exu, guardião dos caminhos, e vale também para a linha da esquerda. Aos Pretos-Velhos se diz Adorei as Almas, ao que se responde Salve as Almas. Aos Caboclos se saúda com Okê ou Okê Caboclo, ligado a Oxóssi. Aos Baianos, Boiadeiros, Marinheiros e Ciganos, cada casa tem a sua forma carinhosa de saudar, e o Saravá geral serve a todos. O importante é a intenção de respeito.
Quando e como usar as saudações
As saudações aparecem o tempo todo na gira: na abertura dos trabalhos, ao chegar a corrente de um Orixá, ao receber o passe de um guia e no encerramento. Quem visita o terreiro pela primeira vez não precisa decorar tudo: basta acompanhar com respeito e responder ao Saravá quando ele vier. Diga a saudação com calma e com fé, sem gritar nem transformar em modismo. Cada casa tem os seus costumes, e o certo é sempre seguir a orientação do dirigente do seu terreiro.
Fontes e referências
Perguntas frequentes
O que significa Saravá na Umbanda?
Qual é a saudação de cada Orixá?
O que quer dizer Laroyê?
O que significa Axé?
Preciso decorar as saudações para ir ao terreiro?
Weverton Pansan e Maria Amélia Pansan são médiuns de um terreiro de Umbanda em São Paulo e mantêm o Axé Umbanda com fundamento, respeito à tradição e fontes confiáveis.
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