Ponto cantado · Oxum

Ponto de Oxum: Eu Vi Mamãe Oxum na Cachoeira

Eu vi mamãe Oxum na cachoeira

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Vídeo: Ponto de Oxum - ELA É OURO SÓ, canal Sandro Luiz Umbanda (YouTube). Os direitos da gravação pertencem ao autor/canal; reproduzido aqui via player oficial do YouTube.
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Letra do ponto

Eu vi mamãe Oxum na cachoeira,Sentada à beira do rio,Colhendo lírio, lírio ê,Colhendo lírio, lírio á,Colhendo lírio para enfeitar o congá.Ai, ai, ai, que amor de Oxum,Ai, ai, ai, ela é a rainha,A dona da cachoeira, mamãe Oxum, ora ieiê ô.

Letra de tradição oral; pode variar de casa para casa.

Significado

Este é um dos pontos mais conhecidos de Oxum, a Orixá das águas doces, dos rios e das cachoeiras, do amor, da fertilidade e da prosperidade. A força dele está na imagem simples que a letra desenha, e cada pedaço dessa cena tem leitura dentro das casas.

Quem canta diz que viu mamãe Oxum na cachoeira. A cachoeira e o rio são o ponto de força de Oxum, o lugar da natureza onde o axé dela se sente mais vivo. A água que cai e corre é lida pelas casas como purificação e renovação, e é para lá que muitos terreiros levam as suas oferendas.

Ela aparece sentada à beira do rio, sem pressa. A postura fala da calma e da paciência de quem cuida com doçura, sem atropelar ninguém. Oxum não chega como tempestade: chega como água mansa, que vai abrindo caminho devagar.

E ela colhe lírios não para si, mas para enfeitar o congá, o altar da casa de Umbanda. Essa é a parte mais bonita do ponto: a mãe que se ocupa de deixar bonito o lugar onde os filhos rezam. Na leitura das casas, os lírios lembram a pureza, a delicadeza e o carinho.

O gesto de enfeitar o congá ensina que beleza, na Umbanda, também é forma de fé e de cuidado com o sagrado. Por isso há casas que oferecem flores claras ou amarelas a Oxum. A escolha das flores e da oferenda, porém, segue sempre a orientação do dirigente.

O refrão ai, ai, ai, que amor de Oxum, ela é a rainha, a dona da cachoeira, é louvação direta. Ele reconhece a realeza de Oxum e o amor dela pelos filhos, e costuma ser repetido várias vezes pela corrente, como é comum nos pontos.

O verso final traz a saudação Ora ieiê ô, expressão de origem iorubá que as casas costumam traduzir como salve a mãe benevolente, ou salve a nossa mãezinha. Ela aparece escrita de muitos jeitos nos cadernos de ponto, como Ora yê yê ô, Orá iê iê ô e Ora ieieo, e nenhuma grafia é errada.

Oxum é a dona do ouro e do espelho. O abebé, o leque redondo que muitas vezes traz um espelho, é o símbolo que ela carrega na mão, e fala de beleza, de autoconhecimento e de amor próprio. O amarelo e o dourado são as cores mais usadas para ela, e o sábado é o dia mais citado, embora algumas casas tenham outro costume.

No Sudeste e no Centro-Oeste, o sincretismo mais conhecido liga Oxum a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, festejada em 12 de outubro. Em outras regiões, sobretudo na Bahia, Oxum é ligada a Nossa Senhora da Conceição, festejada em 8 de dezembro, e há casas que lembram as duas datas.

Canta-se este ponto pedindo amor, amor próprio, união na família, harmonia nas relações, fertilidade e prosperidade. Ele também é cantado para acalmar o coração, porque as águas doces de Oxum lavam a mágoa e devolvem a doçura.

Como todo ponto de tradição oral, a letra varia de casa para casa, com versos repetidos, refrões trocados e melodias diferentes. A versão que a sua gira canta é a que vale para você.

Quando se canta

Na gira de Oxum e nas louvações à dona das águas doces, para saudar a Orixá na chegada da linha e pedir amor, doçura, harmonia e prosperidade. O ritmo costuma ser suave e cadenciado, como a água que corre no rio.

Muitas casas cantam este ponto também nas festas de Oxum e nas oferendas à beira do rio ou da cachoeira, quando a corrente vai ao ponto de força da Orixá. Há quem o cante nos trabalhos de harmonia, de união da família e de limpeza do coração.

No calendário, ele é muito lembrado em 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, e em 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, conforme o sincretismo de cada região. A ordem dos pontos é sempre do dirigente.

Perguntas frequentes

O que significa o ponto de oxum: eu vi mamãe oxum na cachoeira?
Este é um dos pontos mais conhecidos de Oxum, a Orixá das águas doces, dos rios e das cachoeiras, do amor, da fertilidade e da prosperidade. A força dele está na imagem simples que a letra desenha, e cada pedaço dessa cena tem leitura dentro das casas. Quem canta diz que viu mamãe Oxum na cachoeira. A cachoeira e o rio são o ponto de força de Oxum, o lugar da natureza onde o axé dela se sente mais vivo. A água que cai e corre é lida pelas casas como purificação e renovação, e é para lá que muitos terreiros levam as suas oferendas. Ela aparece sentada à beira do rio, sem pressa. A postura fala da calma e da paciência de quem cuida com doçura, sem atropelar ninguém. Oxum não chega como tempestade: chega como água mansa, que vai abrindo caminho devagar. E ela colhe lírios não para si, mas para enfeitar o congá, o altar da casa de Umbanda. Essa é a parte mais bonita do ponto: a mãe que se ocupa de deixar bonito o lugar onde os filhos rezam. Na leitura das casas, os lírios lembram a pureza, a delicadeza e o carinho. O gesto de enfeitar o congá ensina que beleza, na Umbanda, também é forma de fé e de cuidado com o sagrado. Por isso há casas que oferecem flores claras ou amarelas a Oxum. A escolha das flores e da oferenda, porém, segue sempre a orientação do dirigente. O refrão ai, ai, ai, que amor de Oxum, ela é a rainha, a dona da cachoeira, é louvação direta. Ele reconhece a realeza de Oxum e o amor dela pelos filhos, e costuma ser repetido várias vezes pela corrente, como é comum nos pontos. O verso final traz a saudação Ora ieiê ô, expressão de origem iorubá que as casas costumam traduzir como salve a mãe benevolente, ou salve a nossa mãezinha. Ela aparece escrita de muitos jeitos nos cadernos de ponto, como Ora yê yê ô, Orá iê iê ô e Ora ieieo, e nenhuma grafia é errada. Oxum é a dona do ouro e do espelho. O abebé, o leque redondo que muitas vezes traz um espelho, é o símbolo que ela carrega na mão, e fala de beleza, de autoconhecimento e de amor próprio. O amarelo e o dourado são as cores mais usadas para ela, e o sábado é o dia mais citado, embora algumas casas tenham outro costume. No Sudeste e no Centro-Oeste, o sincretismo mais conhecido liga Oxum a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, festejada em 12 de outubro. Em outras regiões, sobretudo na Bahia, Oxum é ligada a Nossa Senhora da Conceição, festejada em 8 de dezembro, e há casas que lembram as duas datas. Canta-se este ponto pedindo amor, amor próprio, união na família, harmonia nas relações, fertilidade e prosperidade. Ele também é cantado para acalmar o coração, porque as águas doces de Oxum lavam a mágoa e devolvem a doçura. Como todo ponto de tradição oral, a letra varia de casa para casa, com versos repetidos, refrões trocados e melodias diferentes. A versão que a sua gira canta é a que vale para você.
Quando se canta esse ponto?
Na gira de Oxum e nas louvações à dona das águas doces, para saudar a Orixá na chegada da linha e pedir amor, doçura, harmonia e prosperidade. O ritmo costuma ser suave e cadenciado, como a água que corre no rio. Muitas casas cantam este ponto também nas festas de Oxum e nas oferendas à beira do rio ou da cachoeira, quando a corrente vai ao ponto de força da Orixá. Há quem o cante nos trabalhos de harmonia, de união da família e de limpeza do coração. No calendário, ele é muito lembrado em 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, e em 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, conforme o sincretismo de cada região. A ordem dos pontos é sempre do dirigente.
Posso cantar esse ponto em casa?
Pode, com respeito e fé. Os pontos cantados são orações em forma de música; cantar em casa ajuda a firmar a fé e a sintonia. Para trabalhos de terreiro, siga sempre a orientação do dirigente da sua casa, pois cada terreiro tem seu fundamento e a letra pode variar.
A letra é sempre igual?
Não. Os pontos são de tradição oral e variam de casa para casa, com pequenas diferenças de letra e melodia. A versão aqui é uma das mais conhecidas; a da sua casa pode ter variações.
Quem é Oxum na Umbanda?
Oxum é a Orixá das águas doces, dos rios e das cachoeiras, ligada ao amor, à fertilidade, à maternidade, à beleza e à prosperidade. Na Umbanda ela é muito procurada para pedir harmonia nas relações, amor próprio, união na família e limpeza do coração. Cada casa tem o seu fundamento sobre ela, e quem explica a Oxum da sua casa é o dirigente dela.
O que significa o ponto Eu vi mamãe Oxum na cachoeira?
O ponto descreve Oxum sentada à beira do rio, colhendo lírios para enfeitar o congá, o altar do terreiro. A cachoeira é o ponto de força dela, a postura sentada fala de calma e paciência, e o gesto de enfeitar o congá mostra a mãe que cuida do lugar onde os filhos rezam. O refrão reconhece Oxum como rainha e dona da cachoeira, e o verso final traz a saudação Ora ieiê ô.
O que quer dizer Ora ieiê ô?
É a saudação de Oxum, de origem iorubá. As casas costumam traduzi-la como salve a mãe benevolente, ou salve a nossa mãezinha, um chamado à bondade e à doçura da Orixá. A grafia muda bastante nos cadernos de ponto, como Ora yê yê ô, Orá iê iê ô e Ora ieieo, e nenhuma delas é errada: é oralidade viva.
Por que a cachoeira é o lugar de Oxum?
Porque a Umbanda entende que cada Orixá tem um ponto de força na natureza, e o de Oxum são as águas doces: rios, nascentes, lagos e cachoeiras. A água que cai e corre é lida como purificação e renovação, e muitas casas fazem ali as suas louvações e oferendas a ela. Por isso o ponto coloca mamãe Oxum justamente na cachoeira.
Por que se canta este ponto no 12 de outubro?
Porque no Sudeste e no Centro-Oeste o sincretismo mais conhecido liga Oxum a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, festejada em 12 de outubro. Muitos umbandistas aproveitam a data para louvar a Orixá com pontos, flores e preces. Em outras regiões, sobretudo na Bahia, Oxum é ligada a Nossa Senhora da Conceição, de 8 de dezembro, e há casas que celebram as duas datas.
Oxum e Nossa Senhora Aparecida são a mesma?
Não exatamente. O sincretismo aproximou as duas pela imagem da mãe ligada às águas, já que a imagem de Aparecida foi encontrada no rio, mas Oxum é Orixá e Aparecida é santa católica, cada uma com a sua própria história. Muitos umbandistas honram as duas no mesmo dia com respeito, e cada casa explica do seu jeito essa ligação.
Como cantar este ponto na gira?
Na maior parte das casas ele é cantado na chegada da linha de Oxum ou na louvação à Orixá, puxado pelo curimbeiro ou pelo ogã e respondido pela corrente. O ritmo costuma ser suave e cadenciado, combinando com a doçura das águas doces. O toque do atabaque, a melodia e a ordem dos pontos mudam de casa para casa, então vale aprender ouvindo a sua gira.
Qual é a cor, o dia e o símbolo de Oxum?
As cores mais usadas são o amarelo e o dourado, e algumas casas usam também o azul claro ou o rosa. O dia mais citado é o sábado, embora haja casas com outro costume. O símbolo mais conhecido é o abebé, o leque redondo que muitas vezes traz um espelho, ligado à beleza e ao autoconhecimento, e Oxum é também chamada de dona do ouro.
O que significam os lírios no ponto?
Na leitura das casas, os lírios lembram a pureza, a delicadeza e o carinho de Oxum. O fato de ela colhê-los para enfeitar o congá mostra que a beleza, na Umbanda, também é forma de fé e de cuidado com o sagrado. Por isso há casas que oferecem flores claras ou amarelas a Oxum, mas a escolha da oferenda segue sempre a orientação do dirigente.
Posso cantar esse ponto em casa?
Sim. Cantar ponto em casa com respeito, como saudação e oração, é costume antigo e tranquilo, e muita gente canta para Oxum pedindo amor, calma e prosperidade, sobretudo no 12 de outubro. O que não se faz por conta própria é abrir gira, chamar entidade para incorporar ou conduzir trabalho, porque isso pede corrente, preparo e dirigente responsável. Se sentir vontade de ir além da saudação, procure uma casa séria e converse.
Conteúdo informativo e de fé. Os pontos cantados são de tradição oral e variam de casa para casa, na letra e na melodia. Os vídeos são de canais do YouTube, com os devidos créditos, e cada autor mantém os direitos da sua gravação. Para o uso ritual, siga sempre a orientação do dirigente do seu terreiro.
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