Axé UmbandaAxé Umbanda
Simpatia · Saúde

Simpatia de São Lázaro para a Saúde e o Alívio dos Doentes

São Lázaro é o santo das chagas e dos cachorros, padroeiro dos doentes, dos pobres e dos animais doentes, e na Umbanda é lembrado pelo sincretismo com Obaluaê e Omulu, o Orixá da terra, da doença e da cura. Esta simpatia simples, com uma vela branca, um copo de água, o nome de quem precisa escrito num papel e uma caridade feita de coração, pede saúde, alívio e força para atravessar a doença. Ela nasce da devoção popular e da lição da parábola: olhar por quem sofre. Acompanha o tratamento e nunca toma o lugar dele.

Simpatia: Simpatia de São Lázaro para a Saúde e o Alívio dos Doentes
Resposta rápida

São Lázaro é o santo das chagas e dos cachorros, padroeiro dos doentes, dos pobres e dos animais doentes, e na Umbanda é lembrado pelo sincretismo com Obaluaê e Omulu, o Orixá da terra, da doença e da cura. Esta simpatia simples, com uma vela branca, um copo de água, o nome de quem precisa escrito num papel e uma caridade feita de coração, pede saúde, alívio e força para atravessar a doença.

Ela nasce da devoção popular e da lição da parábola: olhar por quem sofre. Acompanha o tratamento e nunca toma o lugar dele. Simpatia de saúde, feita com imagem ou santinho de são lázaro, vela branca (palito), pires de louça e outros itens simples. Faça com fé, concentração e respeito, a simpatia alinha a sua intenção e caminha junto com a sua atitude.

Conteúdo de fé e informativo: simpatia não obriga ninguém e não substitui o seu esforço nem ajuda profissional. Ver cuidados

Sobre a simpatia de são lázaro para a saúde e o alívio dos doentes

O nome Lázaro quer dizer Deus ajudou, e no Evangelho há dois personagens com esse nome que a fé do povo costuma juntar. Lázaro de Betânia é o irmão de Marta e Maria, amigo de Jesus, ressuscitado quatro dias depois de morto, segundo o Evangelho de João. O pobre Lázaro da parábola, contada no Evangelho de Lucas, vivia coberto de feridas à porta de um homem rico, e eram os cães que lambiam as suas feridas.

A imagem que o povo conhece, do homem coberto de chagas, de muletas e com cachorros aos pés, é a do pobre da parábola. Por isso São Lázaro é venerado como santo dos enfermos, dos desamparados e dos animais doentes. Em Salvador, o santuário de São Lázaro fica num lugar marcado pela dor: segundo o padre responsável, ali chegavam os africanos escravizados e os doentes ficavam ali mesmo, onde mais tarde funcionou um leprosário.

Hoje a festa reúne católicos e o povo de axé na mesma procissão. Na Umbanda e no Candomblé, São Lázaro é sincretizado com Obaluaê e Omulu, o Orixá da terra, da doença e da cura, que cobre o corpo marcado com a roupa de palha. Muitas casas ligam Omulu a São Lázaro e Obaluaê a São Roque, outras usam os dois santos para o mesmo Orixá, e há quem reze a São Lázaro só como santo.

Sincretismo não quer dizer que santo e Orixá sejam a mesma figura: são tradições diferentes que se encontraram na fé do povo. A vela branca serve ao santo e ao Orixá, a água acalma e recebe o pedido, o nome escrito dá forma à intenção e a caridade cumpre a lição da parábola, a de não passar indiferente por quem sofre. Esta simpatia é uma prática popular de devoção, inspirada nessas tradições, e não um preceito fechado nem uma obrigação de santo.

O jeito de pedir a São Lázaro muda de casa para casa. Na Umbanda e na fé popular, o que dá força à simpatia é a fé, a intenção limpa e o respeito à tradição.

FinalidadeSaúde
ElementoVela
Melhor diaA segunda-feira é o dia mais usado, porque muitas casas de Umbanda dedicam esse dia a Obaluaê e às Almas. As datas de São Lázaro variam: a mais citada no Brasil é 17 de dezembro; em Salvador, a grande festa acontece no último domingo de janeiro, no santuário de São Lázaro e São Roque, na Federação; e há calendários e reportagens que lembram o santo em agosto, perto do dia de São Roque, 16 de agosto, o dia maior de Obaluaê na Bahia. Em Salvador, a primeira e a última segunda-feira do ano também lotam a igreja. Em caso de doença, a simpatia pode ser feita em qualquer dia. Quem é de terreiro deve seguir o calendário da sua casa.
DificuldadeSimples

Do que você precisa

  • Imagem ou santinho de São Lázaroopcional: uma imagem pequena ou um santinho de São Lázaro; quem não tiver faz só com a vela e a oraçãoComprar
  • Vela branca (palito)uma vela branca de palito, a cor mais segura para o santo e para ObaluaêComprar
  • Pires de louçaum pires de louça para firmar a vela com segurançaComprar
  • Copo de vidroum copo de vidro transparente e limpoComprar
  • Água mineralágua mineral ou filtrada para encher o copoComprar
  • Papelum pedaço de papel branco para escrever o nome de quem precisa de saúdeComprar
  • Caneta ou lápispara escrever com calma e letra legívelComprar
  • Pano branco de algodãoopcional: um pano branco limpo para forrar o lugar da simpatiaComprar
  • Caixa de fósforospara acender a vela, como pede o costume das casas de féComprar

Ao tocar em Comprar, você será levado à loja que preferir: Mercado Livre ou Shopee.

Como afiliado, o Axé Umbanda pode receber comissão por compras qualificadas pelos links dos itens, sem custo extra para você.

Como fazer (passo a passo)

  1. Escolha um momento tranquilo, faça uma breve oração e concentre-se na sua intenção, pedindo licença e proteção aos seus guias.
  2. Antes de tudo, confira a parte prática: a consulta marcada, o exame feito, o remédio no horário. São Lázaro é o santo dos doentes, e pedir a ele faz mais sentido quando a gente também segue o que o médico orientou.
  3. Escolha o dia. A segunda-feira é o dia que muitas casas dedicam a Obaluaê e às Almas, e é também o dia em que devotos lotam a igreja de São Lázaro em Salvador. Em caso de aflição, faça em qualquer dia, com calma e com a casa em silêncio.
  4. Se tiver o costume, tome antes um banho comum e, depois, um banho de ervas de calma jogado do pescoço para baixo. A cabeça fica de fora, porque cuidado de cabeça é assunto do terreiro.
  5. Separe um lugar firme e seguro, como uma mesa ou o seu cantinho de oração, longe de cortinas, papéis soltos e do alcance de crianças e animais. Forre com o pano branco, se tiver, e coloque ali a imagem ou o santinho.
  6. Escreva no papel o nome completo de quem precisa de saúde, que pode ser você mesmo. Embaixo, se quiser, escreva o pedido com palavras simples, como a cura da ferida da minha avó ou força para o meu tratamento. Se o pedido é por um animal doente, escreva o nome do bicho.
  7. Dobre o papel com o nome para dentro e coloque embaixo do copo. Encha o copo de água limpa. Firme a vela branca no pires, ao lado do copo.
  8. Acenda a vela com fósforo e respire fundo três vezes. Quem é de terreiro pode saudar Obaluaê com Atotô; quem tem devoção católica faz o sinal da cruz. Os dois caminhos são de respeito.
  9. Reze a oração de São Lázaro que você conhece ou fale com palavras suas. Um jeito simples: Glorioso São Lázaro, amigo de Jesus e consolo dos doentes, olhai por (diga o nome). Aliviai as dores do corpo, fortalecei o espírito, dai sabedoria às mãos de quem cuida e não deixeis faltar a esperança. Amém.
  10. Fique uns minutos em silêncio diante da chama, mentalizando a pessoa com saúde e em paz. Deixe a vela queimar até o fim, sempre com alguém por perto. Se precisar sair ou dormir, apague com um abafador, sem soprar, e acenda de novo quando voltar.
  11. Quando a vela terminar, despeje a água do copo na terra de um jardim ou de um vaso, agradecendo. Guarde o papel dobrado junto da imagem até a melhora, ou queime com cuidado num pires e leve as cinzas para a terra.
  12. Complete a simpatia com uma caridade concreta, que é o coração da devoção a São Lázaro: doar alimento, visitar um doente, levar ração a um abrigo ou dar comida e água a um cachorro de rua. Na parábola, foram os cães que consolaram Lázaro quando ninguém olhou por ele.
  13. Se quiser, repita por sete segundas-feiras seguidas, sempre com vela nova e água limpa. Quando a graça vier, agradeça com outra caridade e com uma vela branca de agradecimento.
  14. Ao terminar, agradeça de coração e confie. Lembre-se: a simpatia apoia, mas é a sua ação no dia a dia que completa o pedido.

Quando fazer

A tradição costuma associar esta simpatia a A segunda-feira é o dia mais usado, porque muitas casas de Umbanda dedicam esse dia a Obaluaê e às Almas. As datas de São Lázaro variam: a mais citada no Brasil é 17 de dezembro; em Salvador, a grande festa acontece no último domingo de janeiro, no santuário de São Lázaro e São Roque, na Federação; e há calendários e reportagens que lembram o santo em agosto, perto do dia de São Roque, 16 de agosto, o dia maior de Obaluaê na Bahia.

Em Salvador, a primeira e a última segunda-feira do ano também lotam a igreja. Em caso de doença, a simpatia pode ser feita em qualquer dia. Quem é de terreiro deve seguir o calendário da sua casa.. Faça com calma; pode repetir quando sentir necessidade de renovar o ânimo. O mais importante é a fé e a sinceridade do seu pedido.

Cuidados e responsabilidade

Esta simpatia acompanha o tratamento e nunca substitui orientação médica. Não suspenda remédio, não adie exame e não troque tratamento por promessa de cura, nem por chá ou garrafada indicada por alguém. Desconfie de quem cobra caro dizendo que a doença é trabalho feito e que só sara com ritual pago: casa séria de Umbanda não vende cura e sempre manda o consulente ao médico.

Em caso de urgência, ligue para o SAMU no 192. Para animal doente, a simpatia não substitui o veterinário. Se a doença trouxe tristeza funda ou pensamentos de desistir, procure um profissional de saúde mental, e em sofrimento intenso ligue para o CVV no 188. Cuidado com o fogo: vela só com supervisão, firme no pires, longe de cortinas, papéis, cilindro de oxigênio e do alcance de crianças e animais.

Em hospital, não acenda vela: reze sem chama. A água do copo é de assentar, não de beber. Ao alimentar animais de rua, ofereça comida adequada e água limpa, nunca restos com osso, tempero ou chocolate. Com velas acesas, redobre a atenção: use suporte seguro (prato ou castiçal), longe de cortinas e material inflamável, e nunca deixe a chama sem vigilância. Simpatia é ato de fé e não substitui o seu esforço, nem acompanhamento médico, psicológico ou jurídico quando necessário.

Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém. Observação: Cada casa e cada família pede a São Lázaro do seu jeito. Há quem acrescente pipoca sem sal num pratinho ao lado da vela, como na simpatia da pipoca de Obaluaê, e há casas que usam vela preta e branca para Omulu. No Nordeste existe a tradição do banquete dos cachorros, em que devotos pagam promessa servindo uma refeição especial aos cães da vizinhança, com reza antes da comida.

Em Salvador, muita gente recebe a limpeza com pipoca na porta da igreja de São Lázaro nas segundas-feiras. Há quem faça uma novena antes de uma cirurgia, quem acenda a vela só no dia 17 de dezembro e quem leve o santinho na bolsa nos dias de consulta. Nenhuma versão é a única certa: siga o costume da sua casa. Conteúdo informativo e de fé: a forma de fazer varia muito de casa para casa e de região para região. Confie no seu coração e, se for da sua fé, na orientação do seu terreiro.

Perguntas frequentes

Para que serve a simpatia de são lázaro para a saúde e o alívio dos doentes?
São Lázaro é o santo das chagas e dos cachorros, padroeiro dos doentes, dos pobres e dos animais doentes, e na Umbanda é lembrado pelo sincretismo com Obaluaê e Omulu, o Orixá da terra, da doença e da cura. Esta simpatia simples, com uma vela branca, um copo de água, o nome de quem precisa escrito num papel e uma caridade feita de coração, pede saúde, alívio e força para atravessar a doença. Ela nasce da devoção popular e da lição da parábola: olhar por quem sofre. Acompanha o tratamento e nunca toma o lugar dele. É uma simpatia de saúde, da tradição popular brasileira.
Do que eu preciso?
Itens simples: imagem ou santinho de são lázaro, vela branca (palito), pires de louça, copo de vidro, água mineral, papel, caneta ou lápis, pano branco de algodão, caixa de fósforos. Use o que tiver com fé; o essencial é a sua intenção.
Como fazer passo a passo?
Escolha um momento tranquilo, faça uma breve oração e concentre-se na sua intenção, pedindo licença e proteção aos seus guias. Antes de tudo, confira a parte prática: a consulta marcada, o exame feito, o remédio no horário. São Lázaro é o santo dos doentes, e pedir a ele faz mais sentido quando a gente também segue o que o médico orientou. Escolha o dia. A segunda-feira é o dia que muitas casas dedicam a Obaluaê e às Almas, e é também o dia em que devotos lotam a igreja de São Lázaro em Salvador. Em caso de aflição, faça em qualquer dia, com calma e com a casa em silêncio. Se tiver o costume, tome antes um banho comum e, depois, um banho de ervas de calma jogado do pescoço para baixo. A cabeça fica de fora, porque cuidado de cabeça é assunto do terreiro. Separe um lugar firme e seguro, como uma mesa ou o seu cantinho de oração, longe de cortinas, papéis soltos e do alcance de crianças e animais. Forre com o pano branco, se tiver, e coloque ali a imagem ou o santinho. Escreva no papel o nome completo de quem precisa de saúde, que pode ser você mesmo. Embaixo, se quiser, escreva o pedido com palavras simples, como a cura da ferida da minha avó ou força para o meu tratamento. Se o pedido é por um animal doente, escreva o nome do bicho. Dobre o papel com o nome para dentro e coloque embaixo do copo. Encha o copo de água limpa. Firme a vela branca no pires, ao lado do copo. Acenda a vela com fósforo e respire fundo três vezes. Quem é de terreiro pode saudar Obaluaê com Atotô; quem tem devoção católica faz o sinal da cruz. Os dois caminhos são de respeito. Reze a oração de São Lázaro que você conhece ou fale com palavras suas. Um jeito simples: Glorioso São Lázaro, amigo de Jesus e consolo dos doentes, olhai por (diga o nome). Aliviai as dores do corpo, fortalecei o espírito, dai sabedoria às mãos de quem cuida e não deixeis faltar a esperança. Amém. Fique uns minutos em silêncio diante da chama, mentalizando a pessoa com saúde e em paz. Deixe a vela queimar até o fim, sempre com alguém por perto. Se precisar sair ou dormir, apague com um abafador, sem soprar, e acenda de novo quando voltar. Quando a vela terminar, despeje a água do copo na terra de um jardim ou de um vaso, agradecendo. Guarde o papel dobrado junto da imagem até a melhora, ou queime com cuidado num pires e leve as cinzas para a terra. Complete a simpatia com uma caridade concreta, que é o coração da devoção a São Lázaro: doar alimento, visitar um doente, levar ração a um abrigo ou dar comida e água a um cachorro de rua. Na parábola, foram os cães que consolaram Lázaro quando ninguém olhou por ele. Se quiser, repita por sete segundas-feiras seguidas, sempre com vela nova e água limpa. Quando a graça vier, agradeça com outra caridade e com uma vela branca de agradecimento. Ao terminar, agradeça de coração e confie. Lembre-se: a simpatia apoia, mas é a sua ação no dia a dia que completa o pedido.
Qual o melhor dia para fazer?
A tradição costuma associar esta simpatia a A segunda-feira é o dia mais usado, porque muitas casas de Umbanda dedicam esse dia a Obaluaê e às Almas. As datas de São Lázaro variam: a mais citada no Brasil é 17 de dezembro; em Salvador, a grande festa acontece no último domingo de janeiro, no santuário de São Lázaro e São Roque, na Federação; e há calendários e reportagens que lembram o santo em agosto, perto do dia de São Roque, 16 de agosto, o dia maior de Obaluaê na Bahia. Em Salvador, a primeira e a última segunda-feira do ano também lotam a igreja. Em caso de doença, a simpatia pode ser feita em qualquer dia. Quem é de terreiro deve seguir o calendário da sua casa.. Faça com calma; pode repetir quando sentir necessidade de renovar o ânimo. O mais importante é a fé e a sinceridade do seu pedido.
Quais os cuidados?
Esta simpatia acompanha o tratamento e nunca substitui orientação médica. Não suspenda remédio, não adie exame e não troque tratamento por promessa de cura, nem por chá ou garrafada indicada por alguém. Desconfie de quem cobra caro dizendo que a doença é trabalho feito e que só sara com ritual pago: casa séria de Umbanda não vende cura e sempre manda o consulente ao médico. Em caso de urgência, ligue para o SAMU no 192. Para animal doente, a simpatia não substitui o veterinário. Se a doença trouxe tristeza funda ou pensamentos de desistir, procure um profissional de saúde mental, e em sofrimento intenso ligue para o CVV no 188. Cuidado com o fogo: vela só com supervisão, firme no pires, longe de cortinas, papéis, cilindro de oxigênio e do alcance de crianças e animais. Em hospital, não acenda vela: reze sem chama. A água do copo é de assentar, não de beber. Ao alimentar animais de rua, ofereça comida adequada e água limpa, nunca restos com osso, tempero ou chocolate. Com velas acesas, redobre a atenção: use suporte seguro (prato ou castiçal), longe de cortinas e material inflamável, e nunca deixe a chama sem vigilância. Simpatia é ato de fé e não substitui o seu esforço, nem acompanhamento médico, psicológico ou jurídico quando necessário. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém. Observação: Cada casa e cada família pede a São Lázaro do seu jeito. Há quem acrescente pipoca sem sal num pratinho ao lado da vela, como na simpatia da pipoca de Obaluaê, e há casas que usam vela preta e branca para Omulu. No Nordeste existe a tradição do banquete dos cachorros, em que devotos pagam promessa servindo uma refeição especial aos cães da vizinhança, com reza antes da comida. Em Salvador, muita gente recebe a limpeza com pipoca na porta da igreja de São Lázaro nas segundas-feiras. Há quem faça uma novena antes de uma cirurgia, quem acenda a vela só no dia 17 de dezembro e quem leve o santinho na bolsa nos dias de consulta. Nenhuma versão é a única certa: siga o costume da sua casa. Conteúdo informativo e de fé: a forma de fazer varia muito de casa para casa e de região para região. Confie no seu coração e, se for da sua fé, na orientação do seu terreiro.
Para que serve a simpatia de São Lázaro?
É um pedido de saúde, alívio e força para quem está doente, em tratamento ou se recuperando, e também pela saúde dos animais. Ela é feita com vela branca, água, o nome no papel e uma caridade, e sempre acompanha o tratamento médico, nunca o substitui.
Quem foi São Lázaro?
O Evangelho fala de dois Lázaros: o de Betânia, amigo de Jesus, ressuscitado segundo o Evangelho de João, e o pobre da parábola de Lucas, coberto de feridas, cujas chagas eram lambidas pelos cães. A imagem popular, com muletas e cachorros, é a do pobre da parábola, padroeiro dos doentes e dos desamparados.
São Lázaro é qual Orixá na Umbanda?
Ele não é um Orixá. Pelo sincretismo, é ligado a Obaluaê e Omulu, o Orixá da terra, da doença e da cura. Muitas casas ligam Omulu a São Lázaro e Obaluaê a São Roque, e outras usam os dois santos para o mesmo Orixá.
Qual o melhor dia para fazer a simpatia de São Lázaro?
A segunda-feira, dia que muitas casas dedicam a Obaluaê e às Almas. Entre as datas do santo, a mais citada no Brasil é 17 de dezembro, e em Salvador a grande festa é no último domingo de janeiro. Em caso de doença, pode fazer em qualquer dia.
Qual a cor da vela de São Lázaro?
A branca, que serve sempre e saúda tanto o santo quanto Obaluaê. Algumas casas usam vela preta e branca para Omulu. Siga o costume do seu terreiro e nunca deixe a vela acesa sem alguém por perto.
Posso fazer a simpatia de São Lázaro pelo meu cachorro doente?
Pode. São Lázaro é lembrado também como protetor dos animais doentes, por causa dos cães da parábola. Escreva o nome do bicho no papel e faça o pedido com carinho, mas leve o animal ao veterinário: a simpatia acompanha o cuidado e não o substitui.
Qual a diferença desta simpatia para a da pipoca de Obaluaê?
A simpatia da pipoca de Obaluaê é dirigida ao Orixá e usa a pipoca sem sal, a flor do velho, como elemento principal. Esta é uma devoção ao santo, com vela, água, o nome no papel e uma caridade. As duas podem caminhar juntas, conforme o costume da sua casa.
Por que a caridade faz parte da simpatia?
Porque a parábola de Lázaro fala de um rico que passava todos os dias pelo pobre e não o via. Agradecer e pedir a São Lázaro com uma caridade concreta, como doar alimento, visitar um doente ou cuidar de um animal de rua, é a forma mais antiga de devoção a ele.
Posso fazer sem ser da Umbanda?
Pode. É uma devoção simples, com vela, água, oração e caridade, que não envolve fundamento reservado nem pede iniciação. Faça com respeito e, se você frequenta um terreiro, converse com o dirigente para seguir o costume da casa.

Conheça outras simpatias

Conteúdo informativo e de fé. As simpatias são da tradição popular e variam de casa para casa. São atos de fé que não obrigam ninguém e não substituem o seu esforço nem ajuda profissional, médica ou jurídica. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém.
← Ver todas as simpatias