Ponto cantado · Oxumaré (Orixá do arco-íris, da serpente e da renovação dos ciclos)

Ponto de Oxumaré: O Sol Brilhou na Umbanda

O sol brilhou na Umbanda, choveu, ventou, arco-íris no céu

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Vídeo: Ponto de Oxumaré: O Sol Brilhou na Umbanda | Terreiro de Umbanda Caboclo Treme Terra, canal Essência de Umbanda (YouTube). Os direitos da gravação pertencem ao autor/canal; reproduzido aqui via player oficial do YouTube.
Oxumaré (Orixá do arco-íris, da serpente e da renovação dos ciclos)Oxum

Letra do ponto

O sol brilhou na Umbanda,choveu, ventou,arco-íris no céu!O sol brilhou na Umbanda,choveu, ventou,arco-íris no céu!Mas vejam só que coisa linda,Oxumaré no terreiro de Umbanda!Mas vejam só que coisa linda,Oxumaré no terreiro de Umbanda!Arê, arê, arê, Oxumaré,arê, arê, arê, Oxumaré.

Letra de tradição oral; pode variar de casa para casa.

Significado

O sol brilhou na Umbanda é um dos pontos mais cantados para Oxumaré nos terreiros. É de tradição oral, sem autor conhecido, e circula de casa em casa com pequenas variações. Os próprios canais que o gravaram registram a letra como de autoria desconhecida.

A letra conta uma cena que todo mundo já viu. Fez sol, depois choveu, ventou, e de repente aparece o arco-íris no céu. É exatamente assim que Oxumaré se mostra: no encontro do sol com a chuva, ligando o alto e a terra numa faixa de cores.

Mas vejam só que coisa linda é o espanto de quem reconhece o sagrado na natureza. O arco-íris deixa de ser só um fenômeno do tempo e passa a ser a presença do Orixá, que desce até o terreiro de Umbanda. O refrão final, Arê, arê, Oxumaré, é chamada festiva e louvação, cantada em coro.

Oxumaré é o Orixá do arco-íris e da serpente. Nas tradições de matriz africana ele aparece ora como cobra, ora como arco-íris, e é muito lembrado pela imagem da serpente que morde a própria cauda, formando um círculo. Essa figura fala de continuidade, de movimento e de tudo o que termina para recomeçar.

Por isso ele é ligado à renovação dos ciclos, à chuva que fertiliza a terra e à prosperidade que vem depois dela. Também é lembrado pela dupla natureza, pois muitas casas dizem que ele passa metade do tempo de um jeito e metade de outro, como o sol e a chuva do ponto.

A saudação mais usada é Arroboboi, Oxumaré. Em muitos terreiros ele é sincretizado com São Bartolomeu e festejado em 24 de agosto. As cores variam conforme a casa: há quem use verde e amarelo, há quem vista todas as cores do arco-íris.

Na Umbanda, Oxumaré nem sempre aparece entre as Sete Linhas tradicionais, e o culto a ele muda bastante de uma casa para outra. Em algumas correntes ele forma par com Oxum, ligado ao amor e à renovação; em outras é saudado dentro da linha das águas. Por isso este site agrupa o ponto junto da linha de Oxum.

A letra também varia. Há casas que cantam um arco-íris no céu, outras arco-íris no céu, e o refrão pode vir como Arê, arê, Oxumaré ou Arerê, Oxumaré. Uma das gravações indica o toque de cabula, mas cada curimba escolhe o seu. A versão que a sua casa canta é a que vale para você.

Quando se canta

Na saudação a Oxumaré, quando a casa abre espaço para louvar o Orixá do arco-íris. É um ponto alegre e luminoso, de refrão fácil, e o Arê, Arê, Oxumaré do final costuma ser respondido por toda a corrente, batendo palma.

Muitas casas cantam no dia 24 de agosto, data de São Bartolomeu, com quem Oxumaré é sincretizado em boa parte dos terreiros, e nas giras das águas, ao lado dos pontos de Oxum. Também aparece em trabalhos de renovação e de abertura de caminhos.

Oxumaré não tem gira própria em todos os terreiros, e há casas em que ele é saudado só dentro da linha das águas doces. A ordem dos pontos e o toque de cada um são sempre do dirigente e do ogã da casa.

Perguntas frequentes

O que significa o ponto de oxumaré: o sol brilhou na umbanda?
O sol brilhou na Umbanda é um dos pontos mais cantados para Oxumaré nos terreiros. É de tradição oral, sem autor conhecido, e circula de casa em casa com pequenas variações. Os próprios canais que o gravaram registram a letra como de autoria desconhecida. A letra conta uma cena que todo mundo já viu. Fez sol, depois choveu, ventou, e de repente aparece o arco-íris no céu. É exatamente assim que Oxumaré se mostra: no encontro do sol com a chuva, ligando o alto e a terra numa faixa de cores. Mas vejam só que coisa linda é o espanto de quem reconhece o sagrado na natureza. O arco-íris deixa de ser só um fenômeno do tempo e passa a ser a presença do Orixá, que desce até o terreiro de Umbanda. O refrão final, Arê, arê, Oxumaré, é chamada festiva e louvação, cantada em coro. Oxumaré é o Orixá do arco-íris e da serpente. Nas tradições de matriz africana ele aparece ora como cobra, ora como arco-íris, e é muito lembrado pela imagem da serpente que morde a própria cauda, formando um círculo. Essa figura fala de continuidade, de movimento e de tudo o que termina para recomeçar. Por isso ele é ligado à renovação dos ciclos, à chuva que fertiliza a terra e à prosperidade que vem depois dela. Também é lembrado pela dupla natureza, pois muitas casas dizem que ele passa metade do tempo de um jeito e metade de outro, como o sol e a chuva do ponto. A saudação mais usada é Arroboboi, Oxumaré. Em muitos terreiros ele é sincretizado com São Bartolomeu e festejado em 24 de agosto. As cores variam conforme a casa: há quem use verde e amarelo, há quem vista todas as cores do arco-íris. Na Umbanda, Oxumaré nem sempre aparece entre as Sete Linhas tradicionais, e o culto a ele muda bastante de uma casa para outra. Em algumas correntes ele forma par com Oxum, ligado ao amor e à renovação; em outras é saudado dentro da linha das águas. Por isso este site agrupa o ponto junto da linha de Oxum. A letra também varia. Há casas que cantam um arco-íris no céu, outras arco-íris no céu, e o refrão pode vir como Arê, arê, Oxumaré ou Arerê, Oxumaré. Uma das gravações indica o toque de cabula, mas cada curimba escolhe o seu. A versão que a sua casa canta é a que vale para você.
Quando se canta esse ponto?
Na saudação a Oxumaré, quando a casa abre espaço para louvar o Orixá do arco-íris. É um ponto alegre e luminoso, de refrão fácil, e o Arê, Arê, Oxumaré do final costuma ser respondido por toda a corrente, batendo palma. Muitas casas cantam no dia 24 de agosto, data de São Bartolomeu, com quem Oxumaré é sincretizado em boa parte dos terreiros, e nas giras das águas, ao lado dos pontos de Oxum. Também aparece em trabalhos de renovação e de abertura de caminhos. Oxumaré não tem gira própria em todos os terreiros, e há casas em que ele é saudado só dentro da linha das águas doces. A ordem dos pontos e o toque de cada um são sempre do dirigente e do ogã da casa.
Posso cantar esse ponto em casa?
Pode, com respeito e fé. Os pontos cantados são orações em forma de música; cantar em casa ajuda a firmar a fé e a sintonia. Para trabalhos de terreiro, siga sempre a orientação do dirigente da sua casa, pois cada terreiro tem seu fundamento e a letra pode variar.
A letra é sempre igual?
Não. Os pontos são de tradição oral e variam de casa para casa, com pequenas diferenças de letra e melodia. A versão aqui é uma das mais conhecidas; a da sua casa pode ter variações.
Qual a letra do ponto O sol brilhou na Umbanda?
A versão mais cantada é: O sol brilhou na Umbanda, choveu, ventou, arco-íris no céu. Mas vejam só que coisa linda, Oxumaré no terreiro de Umbanda. Cada parte se repete duas vezes, e o ponto termina com Arê, arê, arê, Oxumaré, respondido pela corrente.
O que significa o ponto O sol brilhou na Umbanda?
Ele descreve o arco-íris que surge quando o sol encontra a chuva e reconhece nele a presença de Oxumaré. É um ponto de louvação, que celebra a chegada do Orixá ao terreiro e a beleza da renovação depois da tempestade.
Esse ponto tem autor?
Não há autoria conhecida. É um ponto de tradição oral, cantado em vários terreiros, e os canais que o gravaram registram a letra como de autor desconhecido. O vídeo indicado traz uma versão de terreiro, com crédito ao canal que a publicou.
Quem é Oxumaré?
É o Orixá do arco-íris e da serpente, ligado ao movimento, à continuidade e à renovação dos ciclos. Liga o céu e a terra, está associado à chuva que fertiliza e à prosperidade, e é representado pela cobra que morde a própria cauda.
Qual a saudação de Oxumaré?
A saudação mais usada é Arroboboi, Oxumaré, com variações de grafia como Arrobobói. É dita ao saudar o Orixá, no começo e no fim dos pontos dele.
Qual o dia de Oxumaré na Umbanda?
Em muitas casas ele é festejado em 24 de agosto, dia de São Bartolomeu, com quem é sincretizado. O dia da semana varia: há casas que o saúdam na terça-feira e outras que seguem outro calendário. Vale o que a sua casa ensina.
Quais são as cores de Oxumaré?
Variam bastante. Há terreiros que usam verde e amarelo, e outros que vestem e enfeitam com todas as cores do arco-íris. Siga sempre a orientação da sua casa.
Oxumaré faz parte das Sete Linhas de Umbanda?
Depende da corrente. Em muitas formações tradicionais das Sete Linhas ele não aparece com linha própria. Em outras, forma par com Oxum, ligado ao amor e à renovação, ou é saudado dentro da linha das águas. Cada casa organiza suas linhas do seu jeito.
Posso cantar esse ponto em casa?
Pode. Cantar ponto com respeito, como saudação e oração, é costume antigo, e muita gente canta para Oxumaré pedindo renovação e caminhos abertos. O que não se faz por conta própria é abrir gira ou chamar entidade para incorporar. Para isso, procure uma casa séria.
Conteúdo informativo e de fé. Os pontos cantados são de tradição oral e variam de casa para casa, na letra e na melodia. Os vídeos são de canais do YouTube, com os devidos créditos, e cada autor mantém os direitos da sua gravação. Para o uso ritual, siga sempre a orientação do dirigente do seu terreiro.
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