Ponto cantado · Mamãe Oxum (Orixá das águas doces)

Ponto de Oxum: A Cachoeira da Mamãe Oxum

A cachoeira da mamãe Oxum é tão bonita que dá gosto ver

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Mamãe Oxum (Orixá das águas doces)Oxum

Letra do ponto

A cachoeira da mamãe Oxumé tão bonita que dá gosto ver.A cachoeira da mamãe Oxumé tão bonita que dá gosto ver.As águas rolam, as águas brilham,mas que beleza, minha mãe, que maravilha!As águas rolam, as águas brilham,mas que beleza, minha mãe, que maravilha!Aiê iê ô, minha mãe,me leva nos braços, aiê iê ô.Aiê iê ô, minha mãe,me leva nos braços, aiê iê ô.

Letra de tradição oral; pode variar de casa para casa.

Significado

Este é um dos pontos de Oxum mais cantados nos terreiros, de autoria desconhecida e passado de curimba em curimba, como todo ponto de raiz. Ele aparece em cadernos de ponto de casas de várias regiões, sempre com a mesma imagem no centro: a cachoeira de Oxum, tão bonita que dá gosto ver.

A letra não pede nada logo de saída. Ela começa olhando. É um ponto de contemplação, de quem chega perto da água e para, encantado. Essa é uma das formas mais antigas de louvar Oxum: reconhecer a beleza do lugar onde ela mora antes de qualquer pedido.

A cachoeira é o ponto de força de Oxum na Umbanda. Ela é a Orixá das águas doces, dos rios e das cascatas, ligada ao amor, à maternidade, à fertilidade, à doçura e à prosperidade. Quando o ponto fala da cachoeira, fala dela inteira: a água que corre é a própria presença da mãe.

As águas rolam, as águas brilham. O verso guarda duas ideias que as casas repetem muito. A água que rola é a que não fica parada, que lava e leva embora o que pesa. A água que brilha lembra o ouro de Oxum, a riqueza e o brilho que ela devolve a quem anda apagado.

O refrão muda o tom. Depois de olhar a cachoeira, o filho pede colo: minha mãe, me leva nos braços. É a imagem mais forte de Oxum na fé popular, a mãe que acolhe, embala e consola. Muitos médiuns contam que esse é o verso em que a corrente se emociona.

O aiê iê ô do refrão é a saudação de Oxum cantada. Nas casas ela aparece escrita de muitos jeitos, como Ora iê iê ô, Ora yeyê ô, Aieieô ou Ayeyê ô, e todas querem dizer a mesma coisa: salve a mãe bondosa. Nenhuma grafia é a errada, porque o ponto vive na boca do povo.

No sincretismo, Oxum é ligada a Nossa Senhora da Conceição em boa parte do Brasil e a Nossa Senhora Aparecida em muitas casas do Sudeste. Por isso há terreiros que cantam este ponto também em 12 de outubro. O amarelo e o dourado são as cores mais lembradas para ela, e o sábado é o dia mais citado.

Como todo ponto de tradição oral, este tem muitas versões. Há casas que cantam é tão linda que dá gosto ver, casas que trocam o refrão por oi me pega e me joga no aiê iê ô, e casas que emendam outro ponto conhecido, aquele que diz que a cachoeira de Oxum está guardada por soldados de Ogum. A versão que a sua gira canta é a que vale para você.

Quando se canta

Na gira de Oxum e nas louvações às águas doces, em geral quando a linha dela é chamada e a corrente canta para receber a Orixá com alegria. É um ponto de festa e de contemplação ao mesmo tempo, que faz a gira inteira cantar junto.

Muitas casas cantam também nos trabalhos de cachoeira, na chegada ao rio, antes de fazer a saudação e entregar as flores. Há quem cante nas giras de sábado, dia que muitos terreiros dedicam às mães das águas, e nas festas de Oxum, como o 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, e o 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, conforme o sincretismo da casa.

O toque mais citado para ele é o samba cabula, com andamento animado, mas há curimbas que levam no ijexá, mais cadenciado. O ritmo, a ordem e as repetições são sempre do dirigente e do ogã da casa.

Perguntas frequentes

O que significa o ponto de oxum: a cachoeira da mamãe oxum?
Este é um dos pontos de Oxum mais cantados nos terreiros, de autoria desconhecida e passado de curimba em curimba, como todo ponto de raiz. Ele aparece em cadernos de ponto de casas de várias regiões, sempre com a mesma imagem no centro: a cachoeira de Oxum, tão bonita que dá gosto ver. A letra não pede nada logo de saída. Ela começa olhando. É um ponto de contemplação, de quem chega perto da água e para, encantado. Essa é uma das formas mais antigas de louvar Oxum: reconhecer a beleza do lugar onde ela mora antes de qualquer pedido. A cachoeira é o ponto de força de Oxum na Umbanda. Ela é a Orixá das águas doces, dos rios e das cascatas, ligada ao amor, à maternidade, à fertilidade, à doçura e à prosperidade. Quando o ponto fala da cachoeira, fala dela inteira: a água que corre é a própria presença da mãe. As águas rolam, as águas brilham. O verso guarda duas ideias que as casas repetem muito. A água que rola é a que não fica parada, que lava e leva embora o que pesa. A água que brilha lembra o ouro de Oxum, a riqueza e o brilho que ela devolve a quem anda apagado. O refrão muda o tom. Depois de olhar a cachoeira, o filho pede colo: minha mãe, me leva nos braços. É a imagem mais forte de Oxum na fé popular, a mãe que acolhe, embala e consola. Muitos médiuns contam que esse é o verso em que a corrente se emociona. O aiê iê ô do refrão é a saudação de Oxum cantada. Nas casas ela aparece escrita de muitos jeitos, como Ora iê iê ô, Ora yeyê ô, Aieieô ou Ayeyê ô, e todas querem dizer a mesma coisa: salve a mãe bondosa. Nenhuma grafia é a errada, porque o ponto vive na boca do povo. No sincretismo, Oxum é ligada a Nossa Senhora da Conceição em boa parte do Brasil e a Nossa Senhora Aparecida em muitas casas do Sudeste. Por isso há terreiros que cantam este ponto também em 12 de outubro. O amarelo e o dourado são as cores mais lembradas para ela, e o sábado é o dia mais citado. Como todo ponto de tradição oral, este tem muitas versões. Há casas que cantam é tão linda que dá gosto ver, casas que trocam o refrão por oi me pega e me joga no aiê iê ô, e casas que emendam outro ponto conhecido, aquele que diz que a cachoeira de Oxum está guardada por soldados de Ogum. A versão que a sua gira canta é a que vale para você.
Quando se canta esse ponto?
Na gira de Oxum e nas louvações às águas doces, em geral quando a linha dela é chamada e a corrente canta para receber a Orixá com alegria. É um ponto de festa e de contemplação ao mesmo tempo, que faz a gira inteira cantar junto. Muitas casas cantam também nos trabalhos de cachoeira, na chegada ao rio, antes de fazer a saudação e entregar as flores. Há quem cante nas giras de sábado, dia que muitos terreiros dedicam às mães das águas, e nas festas de Oxum, como o 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, e o 12 de outubro, dia de Nossa Senhora Aparecida, conforme o sincretismo da casa. O toque mais citado para ele é o samba cabula, com andamento animado, mas há curimbas que levam no ijexá, mais cadenciado. O ritmo, a ordem e as repetições são sempre do dirigente e do ogã da casa.
Posso cantar esse ponto em casa?
Pode, com respeito e fé. Os pontos cantados são orações em forma de música; cantar em casa ajuda a firmar a fé e a sintonia. Para trabalhos de terreiro, siga sempre a orientação do dirigente da sua casa, pois cada terreiro tem seu fundamento e a letra pode variar.
A letra é sempre igual?
Não. Os pontos são de tradição oral e variam de casa para casa, com pequenas diferenças de letra e melodia. A versão aqui é uma das mais conhecidas; a da sua casa pode ter variações.
Qual a letra do ponto A cachoeira da mamãe Oxum?
A versão mais cantada diz: a cachoeira da mamãe Oxum é tão bonita que dá gosto ver, as águas rolam, as águas brilham, mas que beleza, minha mãe, que maravilha, e fecha com o refrão aiê iê ô, minha mãe, me leva nos braços. Cada parte costuma ser repetida duas vezes. Como todo ponto de raiz, a letra muda um pouco de casa para casa.
O que significa esse ponto de Oxum?
É um ponto de contemplação e de colo. Primeiro ele louva a beleza da cachoeira, o ponto de força de Oxum, e depois pede amparo: minha mãe, me leva nos braços. As casas leem a água que rola como limpeza e a água que brilha como o ouro e a prosperidade de Oxum.
O que quer dizer aiê iê ô?
É a saudação de Oxum, que aparece escrita de muitos jeitos, como Ora iê iê ô, Ora yeyê ô ou Aieieô. As casas costumam traduzir como salve a mãe bondosa ou salve a mãezinha. É puxada pela curimba e respondida pela corrente inteira.
Quando se canta esse ponto na gira?
Na gira de Oxum, na chegada da linha dela e nas louvações às águas doces. Muitas casas cantam também nos trabalhos de cachoeira e nas festas de Oxum. O toque mais citado é o samba cabula, mas a ordem dos pontos e o ritmo são sempre do dirigente e do ogã.
Quem é Oxum na Umbanda?
Oxum é a Orixá das águas doces, dos rios e das cachoeiras, ligada ao amor, à maternidade, à fertilidade, à doçura e à prosperidade. Na Umbanda ela é saudada com Ora iê iê ô, tem o amarelo e o dourado entre as cores mais citadas e é sincretizada com Nossa Senhora da Conceição ou com Nossa Senhora Aparecida, conforme a região e a casa.
Por que alguns terreiros cantam para Oxum em 12 de outubro?
Porque muitas casas, sobretudo no Sudeste, ligam Oxum a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, festejada em 12 de outubro. Outras casas fazem a grande festa de Oxum em 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição. As duas datas aparecem no calendário umbandista, e quem define a da sua casa é o dirigente.
A letra desse ponto é sempre igual?
Não. Há versões que dizem é tão linda que dá gosto ver, versões em que o refrão vira oi me pega e me joga no aiê iê ô e casas que emendam com o ponto que fala da cachoeira guardada por soldados de Ogum. Ponto de raiz é tradição oral, e a versão da sua curimba é a que vale.
Esse ponto tem autor?
Não há autoria conhecida. Ele é de tradição oral, foi passado de terreiro para terreiro e aparece em cadernos de ponto de muitas casas, sempre com pequenas diferenças de letra e melodia. O vídeo indicado aqui traz uma dessas versões, com crédito ao canal que a publicou.
Posso cantar esse ponto em casa ou na cachoeira?
Pode. Cantar ponto com respeito, como saudação e oração, é costume antigo, e muita gente canta para Oxum ao acender a vela ou ao chegar à cachoeira. O que não se faz por conta própria é abrir gira, chamar incorporação ou conduzir trabalho. Na cachoeira, leve só o que a natureza aceita e traga de volta todo o resto.
Conteúdo informativo e de fé. Os pontos cantados são de tradição oral e variam de casa para casa, na letra e na melodia. Os vídeos são de canais do YouTube, com os devidos créditos, e cada autor mantém os direitos da sua gravação. Para o uso ritual, siga sempre a orientação do dirigente do seu terreiro.
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