Ponto cantado · Iemanjá

Ponto de Iemanjá: Rainha das Ondas, Sereia do Mar

Rainha das ondas, sereia do mar

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Vídeo: Rainha das Ondas, Sereia do Mar (com letra) - Ponto cantado de Iemanjá, canal TEUMA (YouTube). Os direitos da gravação pertencem ao autor/canal; reproduzido aqui via player oficial do YouTube.
IemanjáIemanjá

Letra do ponto

Rainha das ondas, sereia do mar,ó Iemanjá, vem me abençoar.Como é lindo o canto de Iemanjá,faz até o pescador chorar.Quem escuta a Mãe da água cantar,vai com ela pro fundo do mar.Odô iyá, odô iyá,salve a Rainha do Mar!

Letra de tradição oral; pode variar de casa para casa.

Significado

Este é um dos pontos mais cantados para Iemanjá, a Orixá das águas salgadas, Rainha do Mar e mãe de muitas cabeças. A letra é simples e cheia de imagens do mar, e cada verso guarda uma leitura dentro das casas.

O nome dela vem do iorubá e costuma ser traduzido como mãe cujos filhos são peixes. Na Umbanda, Iemanjá é a grande mãe que acolhe, cuida e ampara, e por isso é chamada de mãe de todos e, em muitas casas, de mãe dos Orixás.

O ponto abre chamando Iemanjá de Rainha das ondas e sereia do mar. A onda fala do movimento da vida, que vai e volta, e da força que limpa a areia a cada maré. A sereia é a imagem popular da Orixá no Brasil, a dona do mar que encanta e protege quem vive dele.

Logo vem o pedido central: ó Iemanjá, vem me abençoar. Quem canta se coloca como filho diante da mãe. Não é um pedido de luxo, é o pedido de quem precisa de colo, de calma e de bênção para seguir.

Os versos sobre o canto de Iemanjá que faz o pescador chorar lembram a ligação antiga da Orixá com os pescadores. Foram eles que começaram a festa do Rio Vermelho, em Salvador, em 1923, levando presentes ao mar em agradecimento e pedindo proteção nas pescarias.

Quem escuta a Mãe da água cantar vai com ela pro fundo do mar. Na leitura das casas, o fundo do mar é o mistério, o lugar profundo onde a mãe guarda e transforma o que a gente entrega a ela. Cantar esse verso é aceitar mergulhar no acolhimento de Iemanjá e deixar as mágoas com ela.

O ponto fecha com Odô iyá e salve a Rainha do Mar. Odô iyá é a saudação de Iemanjá, escrita também como Odoyá ou Odoiá, e as casas costumam traduzi-la como mãe das águas. A grafia muda nos cadernos de ponto, e nenhuma delas é errada: é oralidade viva.

O sincretismo de Iemanjá muda conforme a região. Na Bahia e em boa parte do Nordeste e do Sul, ela é ligada a Nossa Senhora dos Navegantes e das Candeias, festejada em 2 de fevereiro. No Sudeste é muito comum a ligação com Nossa Senhora da Conceição, de 8 de dezembro, quando as praias de São Paulo se enchem de umbandistas. Iemanjá é Orixá e as santas são católicas, cada uma com a sua história.

As cores mais usadas para Iemanjá na Umbanda são o azul claro e o branco, e algumas casas usam também o prateado. O dia mais citado é o sábado. Entre os símbolos estão o abebé prateado, as conchas, as estrelas do mar e as flores brancas, que muita gente leva à praia.

Canta-se este ponto pedindo proteção para a família, equilíbrio emocional, limpeza das mágoas, fartura e caminhos abertos. É também um ponto de gratidão, muito cantado por quem já recebeu o colo da Rainha do Mar.

Como todo ponto de tradição oral, a letra varia de casa para casa, com versos repetidos e melodias diferentes. A versão que a sua gira canta é a que vale para você.

Quando se canta

Na gira de Iemanjá e nas louvações à Rainha do Mar, para saudar a Orixá na chegada da linha e pedir proteção, acolhimento e limpeza das mágoas. O ritmo costuma ser embalado e cadenciado, como o vai e vem das ondas.

Muitas casas cantam este ponto nas oferendas à beira da praia, quando a corrente leva flores, velas e barquinhos ao mar, e também nas giras de fim de ano, quando é costume pedir a bênção de Iemanjá para o ano que começa.

No calendário, ele é muito lembrado em 2 de fevereiro, dia de Nossa Senhora dos Navegantes e das Candeias, e em 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, conforme o sincretismo de cada região. Algumas casas cantam ainda aos sábados, dia mais citado para a Orixá. A ordem dos pontos é sempre do dirigente.

Perguntas frequentes

O que significa o ponto de iemanjá: rainha das ondas, sereia do mar?
Este é um dos pontos mais cantados para Iemanjá, a Orixá das águas salgadas, Rainha do Mar e mãe de muitas cabeças. A letra é simples e cheia de imagens do mar, e cada verso guarda uma leitura dentro das casas. O nome dela vem do iorubá e costuma ser traduzido como mãe cujos filhos são peixes. Na Umbanda, Iemanjá é a grande mãe que acolhe, cuida e ampara, e por isso é chamada de mãe de todos e, em muitas casas, de mãe dos Orixás. O ponto abre chamando Iemanjá de Rainha das ondas e sereia do mar. A onda fala do movimento da vida, que vai e volta, e da força que limpa a areia a cada maré. A sereia é a imagem popular da Orixá no Brasil, a dona do mar que encanta e protege quem vive dele. Logo vem o pedido central: ó Iemanjá, vem me abençoar. Quem canta se coloca como filho diante da mãe. Não é um pedido de luxo, é o pedido de quem precisa de colo, de calma e de bênção para seguir. Os versos sobre o canto de Iemanjá que faz o pescador chorar lembram a ligação antiga da Orixá com os pescadores. Foram eles que começaram a festa do Rio Vermelho, em Salvador, em 1923, levando presentes ao mar em agradecimento e pedindo proteção nas pescarias. Quem escuta a Mãe da água cantar vai com ela pro fundo do mar. Na leitura das casas, o fundo do mar é o mistério, o lugar profundo onde a mãe guarda e transforma o que a gente entrega a ela. Cantar esse verso é aceitar mergulhar no acolhimento de Iemanjá e deixar as mágoas com ela. O ponto fecha com Odô iyá e salve a Rainha do Mar. Odô iyá é a saudação de Iemanjá, escrita também como Odoyá ou Odoiá, e as casas costumam traduzi-la como mãe das águas. A grafia muda nos cadernos de ponto, e nenhuma delas é errada: é oralidade viva. O sincretismo de Iemanjá muda conforme a região. Na Bahia e em boa parte do Nordeste e do Sul, ela é ligada a Nossa Senhora dos Navegantes e das Candeias, festejada em 2 de fevereiro. No Sudeste é muito comum a ligação com Nossa Senhora da Conceição, de 8 de dezembro, quando as praias de São Paulo se enchem de umbandistas. Iemanjá é Orixá e as santas são católicas, cada uma com a sua história. As cores mais usadas para Iemanjá na Umbanda são o azul claro e o branco, e algumas casas usam também o prateado. O dia mais citado é o sábado. Entre os símbolos estão o abebé prateado, as conchas, as estrelas do mar e as flores brancas, que muita gente leva à praia. Canta-se este ponto pedindo proteção para a família, equilíbrio emocional, limpeza das mágoas, fartura e caminhos abertos. É também um ponto de gratidão, muito cantado por quem já recebeu o colo da Rainha do Mar. Como todo ponto de tradição oral, a letra varia de casa para casa, com versos repetidos e melodias diferentes. A versão que a sua gira canta é a que vale para você.
Quando se canta esse ponto?
Na gira de Iemanjá e nas louvações à Rainha do Mar, para saudar a Orixá na chegada da linha e pedir proteção, acolhimento e limpeza das mágoas. O ritmo costuma ser embalado e cadenciado, como o vai e vem das ondas. Muitas casas cantam este ponto nas oferendas à beira da praia, quando a corrente leva flores, velas e barquinhos ao mar, e também nas giras de fim de ano, quando é costume pedir a bênção de Iemanjá para o ano que começa. No calendário, ele é muito lembrado em 2 de fevereiro, dia de Nossa Senhora dos Navegantes e das Candeias, e em 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, conforme o sincretismo de cada região. Algumas casas cantam ainda aos sábados, dia mais citado para a Orixá. A ordem dos pontos é sempre do dirigente.
Posso cantar esse ponto em casa?
Pode, com respeito e fé. Os pontos cantados são orações em forma de música; cantar em casa ajuda a firmar a fé e a sintonia. Para trabalhos de terreiro, siga sempre a orientação do dirigente da sua casa, pois cada terreiro tem seu fundamento e a letra pode variar.
A letra é sempre igual?
Não. Os pontos são de tradição oral e variam de casa para casa, com pequenas diferenças de letra e melodia. A versão aqui é uma das mais conhecidas; a da sua casa pode ter variações.
Quem é Iemanjá na Umbanda?
Iemanjá é a Orixá das águas salgadas, a Rainha do Mar, ligada à maternidade, ao acolhimento, à família e ao equilíbrio emocional. Seu nome, de origem iorubá, costuma ser traduzido como mãe cujos filhos são peixes. Na Umbanda ela é vista como a grande mãe que ampara os filhos, e cada casa tem o seu fundamento sobre ela, explicado pelo dirigente.
O que significa o ponto Rainha das ondas, sereia do mar?
É uma louvação a Iemanjá como mãe e rainha do mar. A onda fala do movimento da vida, a sereia é a imagem popular da Orixá, o pescador lembra a ligação antiga dela com quem vive do mar, e o fundo do mar é lido como o mistério onde a mãe guarda e transforma o que entregamos a ela. O ponto fecha com a saudação Odô iyá.
O que quer dizer Odoyá?
Odoyá, escrito também Odô iyá ou Odoiá, é a saudação de Iemanjá, de origem iorubá. As casas costumam traduzi-la como mãe das águas. Muitos devotos dizem Odoyá, minha mãe, ao chegar à beira do mar. As grafias variam nos cadernos de ponto, e todas são aceitas: é oralidade viva.
Por que Iemanjá é festejada em 2 de fevereiro e em 8 de dezembro?
Por causa do sincretismo, que muda conforme a região. Em 2 de fevereiro a Igreja celebra Nossa Senhora dos Navegantes e das Candeias, e nessa data acontece a grande festa do Rio Vermelho, em Salvador. No Sudeste, Iemanjá é muito ligada a Nossa Senhora da Conceição, de 8 de dezembro, e as praias de São Paulo recebem muitos devotos nesse dia. Há casas que celebram as duas datas.
Iemanjá e Nossa Senhora são a mesma?
Não exatamente. O sincretismo aproximou Iemanjá das Nossas Senhoras ligadas ao mar e à maternidade, como a dos Navegantes e a da Conceição, num tempo em que o povo negro escravizado não podia cultuar livremente os seus Orixás. Iemanjá é Orixá e as santas são católicas, cada uma com a sua história. Muitos umbandistas honram as duas com respeito.
Qual é a cor, o dia e o símbolo de Iemanjá?
As cores mais usadas na Umbanda são o azul claro e o branco, e algumas casas usam também o prateado. O dia mais citado é o sábado. Entre os símbolos estão o abebé prateado, as conchas e as estrelas do mar, e as flores brancas são a oferenda mais lembrada. O costume da sua casa é o que vale dentro dela.
Quando se canta esse ponto na gira?
Na maior parte das casas ele é cantado na chegada da linha de Iemanjá e nas louvações à Orixá, puxado pelo ogã ou curimbeiro e respondido pela corrente. É muito comum também nas oferendas à beira da praia e nas giras de fim de ano. O toque, a melodia e a ordem dos pontos mudam de casa para casa, e quem define é o dirigente.
Por que o ponto fala do pescador?
Porque Iemanjá sempre foi muito querida pelos pescadores, que dependem do mar para viver e pedem a ela proteção nas pescarias. A festa do Rio Vermelho, em Salvador, nasceu em 1923 justamente com pescadores levando presentes ao mar. O canto que faz o pescador chorar fala da beleza e da emoção de sentir a presença da mãe das águas.
O que levar para Iemanjá na praia?
Muitas casas levam flores brancas, velas claras e pequenos agrados, sempre com a orientação do dirigente. Hoje muitas casas pedem oferendas que não poluam o mar: nada de plástico, vidro ou objetos que fiquem na areia. Respeitar a natureza é respeitar a própria Iemanjá. E cuidado com o mar: entre só onde é seguro.
Posso cantar esse ponto em casa?
Sim. Cantar ponto em casa com respeito, como saudação e oração, é costume antigo e tranquilo, e muita gente canta para Iemanjá pedindo calma, proteção e bênção para a família. O que não se faz por conta própria é abrir gira, chamar entidade para incorporar ou conduzir trabalho, porque isso pede corrente, preparo e dirigente responsável. Se sentir vontade de ir além da saudação, procure uma casa séria e converse.
Conteúdo informativo e de fé. Os pontos cantados são de tradição oral e variam de casa para casa, na letra e na melodia. Os vídeos são de canais do YouTube, com os devidos créditos, e cada autor mantém os direitos da sua gravação. Para o uso ritual, siga sempre a orientação do dirigente do seu terreiro.
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