Ponto cantado · Encerramento dos trabalhos

Ponto de Encerramento de Gira: Eu Fecho a Nossa Gira

Eu fecho a nossa gira com Deus e Nossa Senhora

Ouça o ponto

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Vídeo: Ponto de encerramento dos trabalhos - Eu fecho a nossa gira com Deus, canal Escola de Curimba Ogum de Lei e Baiano da Mandinga (YouTube). Os direitos da gravação pertencem ao autor/canal; reproduzido aqui via player oficial do YouTube.
Encerramento dos trabalhosEncerramento

Letra do ponto

Eu fecho a nossa gira com Deus e Nossa Senhora,eu fecho a nossa gira, samborê, pemba de Angola.Eu fecho a nossa gira com arruda e guiné,com licença de Xangôe Jesus de Nazaré.Eu fecho a nossa gira com Deus e Nossa Senhora,eu fecho a nossa gira, samborê, pemba de Angola.Eu fecho a nossa gira com arruda e guiné,com licença de Iansãe Jesus de Nazaré.Está fechada a nossa gira, com Deus e Nossa Senhora,está fechada a nossa gira, samborê, pemba de Angola.

Letra de tradição oral; pode variar de casa para casa.

Significado

É o ponto que encerra os trabalhos. Cantado no fim da gira, ele agradece, sela e devolve o terreiro à paz, na mesma medida em que o ponto de abertura firmou os pensamentos no começo. Cada palavra tem fundamento. Samborê é expressão de raiz banto usada nos pontos como palavra de força, quase um selo cantado. Pemba de Angola é o giz sagrado com que se riscam os pontos, e marcar o fechamento com pemba é justamente selar aquilo que foi aberto e riscado durante a noite, deixando claro que nada fica em aberto depois que a corrente se desfaz. Arruda e guiné são as duas ervas clássicas de descarrego e proteção da Umbanda, e fechar a gira com elas é limpar o terreiro daquilo que ficou, para que o espaço volte leve. O ponto é cantado em escada: a cada repetição troca-se o Orixá que dá licença, Xangô, Iansã, Ogum, Oxalá, conforme a casa, e sempre se pede a licença de Jesus de Nazaré, o Oxalá do sincretismo umbandista. É um dos pontos de fechamento mais universais do Brasil, de tradição oral, e cada terreiro canta a sua versão.

Quando se canta

No final da gira, para fechar os trabalhos, agradecer aos Orixás e aos guias e selar o que foi aberto, deixando o terreiro limpo e a corrente em paz.

Perguntas frequentes

O que significa o ponto de encerramento de gira: eu fecho a nossa gira?
É o ponto que encerra os trabalhos. Cantado no fim da gira, ele agradece, sela e devolve o terreiro à paz, na mesma medida em que o ponto de abertura firmou os pensamentos no começo. Cada palavra tem fundamento. Samborê é expressão de raiz banto usada nos pontos como palavra de força, quase um selo cantado. Pemba de Angola é o giz sagrado com que se riscam os pontos, e marcar o fechamento com pemba é justamente selar aquilo que foi aberto e riscado durante a noite, deixando claro que nada fica em aberto depois que a corrente se desfaz. Arruda e guiné são as duas ervas clássicas de descarrego e proteção da Umbanda, e fechar a gira com elas é limpar o terreiro daquilo que ficou, para que o espaço volte leve. O ponto é cantado em escada: a cada repetição troca-se o Orixá que dá licença, Xangô, Iansã, Ogum, Oxalá, conforme a casa, e sempre se pede a licença de Jesus de Nazaré, o Oxalá do sincretismo umbandista. É um dos pontos de fechamento mais universais do Brasil, de tradição oral, e cada terreiro canta a sua versão.
Quando se canta esse ponto?
No final da gira, para fechar os trabalhos, agradecer aos Orixás e aos guias e selar o que foi aberto, deixando o terreiro limpo e a corrente em paz.
Posso cantar esse ponto em casa?
Pode, com respeito e fé. Os pontos cantados são orações em forma de música; cantar em casa ajuda a firmar a fé e a sintonia. Para trabalhos de terreiro, siga sempre a orientação do dirigente da sua casa, pois cada terreiro tem seu fundamento e a letra pode variar.
A letra é sempre igual?
Não. Os pontos são de tradição oral e variam de casa para casa, com pequenas diferenças de letra e melodia. A versão aqui é uma das mais conhecidas; a da sua casa pode ter variações.
O que significa samborê e pemba de Angola no ponto?
Samborê, grafado também sambourê, é uma expressão de origem banto usada nos pontos como palavra de força, funcionando como um selo cantado. Pemba de Angola é o giz sagrado com que se riscam os pontos riscados na Umbanda, e o nome Angola marca a raiz banto-angolana da religião. Fechar a gira com pemba é selar o que foi aberto durante os trabalhos.
Por que o ponto fala em arruda e guiné?
Porque arruda e guiné são as duas ervas clássicas de descarrego e proteção da Umbanda. Fechar a gira com arruda e guiné é a imagem de limpar o terreiro ao final dos trabalhos, retirando o que ficou de carga e devolvendo o espaço leve para a próxima gira.
Quando se canta o ponto de encerramento?
No final da gira, depois que os guias já se despediram, para agradecer, selar os trabalhos e liberar a corrente. Ele é o par do ponto de abertura: um firma o começo, o outro fecha o ciclo. Não é ponto para se cantar fora de contexto nem para testar em casa.
A letra é sempre essa?
Não. É tradição oral, então varia de casa para casa. A estrutura mais comum é em escada, trocando o Orixá que dá licença a cada repetição, e há versões que acrescentam o estribilho fechou, fechou, fechou e uma despedida ao terreiro. A versão que vale é sempre a da sua casa.
Quem compôs o ponto Eu Fecho a Nossa Gira?
Não há autoria estabelecida. Trata-se de ponto de tradição oral, cantado em terreiros de todo o Brasil há décadas, transmitido de corrente para corrente. Circula uma atribuição de autoria na internet, mas ela não é confirmada por nenhuma fonte segura.
Conteúdo informativo e de fé. Os pontos cantados são de tradição oral e variam de casa para casa, na letra e na melodia. Os vídeos são de canais do YouTube, com os devidos créditos, e cada autor mantém os direitos da sua gravação. Para o uso ritual, siga sempre a orientação do dirigente do seu terreiro.
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