Fundamentos

O que é macumba? Significado, origem e por que é preconceito

Macumba, na origem, é o nome de um instrumento de percussão de origem africana, e não sinônimo de feitiço. Entenda o que é macumba, de onde vem a palavra e por que usá-la como xingamento é preconceito contra as religiões afro-brasileiras.

Por Weverton Pansan e Maria Amélia Pansan·29 de julho de 2026·6 min de leitura
O que é macumba? Significado, origem e por que é preconceito
Resposta rápida

Macumba, na origem, é o nome de um instrumento de percussão de origem africana, e não sinônimo de feitiço. Entenda o que é macumba, de onde vem a palavra e por que usá-la como xingamento é preconceito contra as religiões afro-brasileiras.

Compartilhar:WhatsAppFacebookXTelegram

A palavra macumba é usada no dia a dia como sinônimo de feitiço ou de coisa ruim, mas essa não é a sua origem. No começo, macumba era o nome de um instrumento musical de percussão de origem africana, e só depois passou a designar, de forma popular e muitas vezes preconceituosa, as religiões afro-brasileiras como a Umbanda e o Candomblé. Entenda o significado real e por que o termo carrega tanto preconceito.

O que é macumba

Na origem, macumba é o nome de um instrumento de percussão de origem africana, parecido com um reco-reco, usado nos cultos e nas festas dos povos vindos de Angola e da região banto. Como esse instrumento era tocado nas cerimônias, o povo passou a chamar os próprios cultos de macumba. Com o tempo, a palavra virou um rótulo genérico e muitas vezes pejorativo para as religiões afro-brasileiras, algo bem diferente do seu sentido original.

A origem da palavra

A palavra tem raiz nas línguas banto, faladas por muitos africanos escravizados trazidos ao Brasil, e a explicação mais citada a liga ao quimbundo, no sentido ligado ao som forte do instrumento. No início do século XX, no Rio de Janeiro, os cultos afro-brasileiros que surgiam nas periferias e nas praias ficaram conhecidos popularmente como macumba, a chamada macumba carioca, da qual a Umbanda é herdeira direta.

Por que virou preconceito

A partir dos anos 1920 e 1930, igrejas e setores da sociedade passaram a difamar esses cultos como coisa profana, magia negra ou feitiçaria. Assim, a palavra macumba ganhou uma carga negativa que não tinha na origem e virou xingamento. Dizer que algo é macumba, com desprezo, ou chamar alguém de macumbeiro como ofensa, é uma forma de racismo religioso contra as tradições de matriz africana, que são protegidas por lei no Brasil.

Macumba, Umbanda e Candomblé

Os praticantes preferem chamar as suas religiões pelos nomes corretos, Umbanda e Candomblé, e não macumba, justamente por causa da carga preconceituosa do termo. Umbanda e Candomblé são religiões organizadas, com doutrina, ética e culto aos Orixás, baseadas na caridade e no respeito. Reconhecer o sentido real da palavra macumba é um passo para combater o preconceito e valorizar a riqueza da cultura afro-brasileira.

Fontes e referências

Perguntas frequentes

O que significa a palavra macumba?
Na origem, macumba é o nome de um instrumento de percussão de origem africana, ligado às línguas banto. Só depois passou a designar, de forma popular e muitas vezes preconceituosa, os cultos afro-brasileiros como a Umbanda e o Candomblé.
Macumba é o mesmo que Umbanda?
Não. Umbanda é uma religião com doutrina, Orixás e caridade. Macumba é um termo popular, hoje carregado de preconceito, usado para rotular genericamente os cultos afro-brasileiros. Os praticantes preferem os nomes corretos, Umbanda e Candomblé.
Por que macumba é considerado preconceito?
Porque a palavra, que na origem nomeava um instrumento, foi transformada em xingamento e associada a magia negra para difamar as religiões de matriz africana. Usá-la com desprezo é uma forma de racismo religioso.
Macumba é magia negra?
Não. Essa associação é fruto de preconceito. As religiões chamadas popularmente de macumba, como Umbanda e Candomblé, se baseiam na caridade, na ética e no culto aos Orixás, e não em fazer o mal.
Axé Umbanda
Escrito porWeverton Pansan e Maria Amélia Pansan

Weverton Pansan e Maria Amélia Pansan são médiuns de um terreiro de Umbanda em São Paulo e mantêm o Axé Umbanda com fundamento, respeito à tradição e fontes confiáveis.

Conheça os autores →

Leia também

Comentários

Deixe seu comentário

Comentários com links, ofensas ou spam não são publicados. O seu aparece após a moderação. Axé! 🙏

Conteúdo informativo e de fé, escrito com respeito à tradição e baseado nas fontes citadas. A Umbanda varia de casa para casa; em caso de dúvida, procure sempre o dirigente do seu terreiro. Este texto não substitui orientação médica, jurídica ou psicológica.
← Ver todos os artigos