Reza · Axé Umbanda

Oração para Vencer na Justiça

Justiça, verdade e equilíbrio, com Xangô e Ogum

Oração: Oração para Vencer na Justiça
Resposta rápida

A oração para vencer na justiça pede a Deus e a Xangô, o Orixá da justiça e do julgamento reto, que a verdade apareça e que a decisão seja justa, e pede a Ogum firmeza para atravessar o processo sem perder a paz. Reze na véspera de audiência, antes de assinar documento e nos dias em que a espera pesar.

Oração para Vencer na Justiça

Meu Pai do céu, senhor de toda justiça,olhai por mim neste tempo de espera.Xangô, meu pai, dono do machado e da balança,que julgais sem medo e sem favor,colocai a vossa mão sobre esta causa.Que a verdade venha à luz,que o que é meu por direito chegue às minhas mãose que o que não me pertence siga o seu caminho.Se houve engano da minha parte,dai-me humildade para reconhecer e corrigir.Se houve injustiça contra mim,dai-me firmeza para provar sem ódio no coração.Ogum, senhor da luta e das estradas,ide na frente dos meus papéis e das minhas palavras,abri o caminho do meu direitoe sustentai a minha coragem quando a demora cansar.Que eu não perca o sono, nem a fé, nem a educação,e que eu saiba esperar o tempo do julgamento.Que a decisão seja justa,ainda que não seja a que eu esperava,porque justiça verdadeira é a que equilibra.Agradeço antes mesmo de receber,porque sei que já estou sendo amparado.Kaô Kabiesilê, meu pai Xangô. Ogunhê, meu pai Ogum.Assim seja.

O significado desta oração

Na Umbanda, justiça é o campo de Xangô. Ele é o Orixá do julgamento reto, representado pelo machado de dois lados, o oxê, e pela balança, e a tradição o apresenta como aquele que não julga por simpatia nem por medo: pesa o que é, decide e cumpre. É por isso que se recorre a ele em processo judicial, em conflito de família, em disputa de herança, em questão trabalhista e em qualquer situação em que alguém precise que a verdade apareça. E é por isso também que os mais velhos costumam avisar, antes de ensinar a reza: quem pede a Xangô pede julgamento, e julgamento vale para os dois lados.

Ogum entra por outro caminho, o da sustentação. Ele é o senhor da luta e das estradas, aquele que vai à frente e abre passagem, e na prática de um processo isso se traduz em coragem para insistir, firmeza para não desistir na demora e disposição para juntar o que precisa ser juntado. Xangô decide, Ogum caminha. Pedir aos dois é pedir justiça e força ao mesmo tempo, e essa dupla aparece com frequência nas casas quando o assunto é direito.

A tradição é honesta sobre o que essa oração é e sobre o que ela não é. Ela não substitui advogado, não substitui prova, não substitui prazo cumprido nem documento organizado, e nenhuma casa séria promete resultado em processo. O que a fé oferece é serenidade para atravessar a espera, clareza para decidir, firmeza para não agir por raiva e a confiança de que a verdade tem peso. Vale dizer também o que a Umbanda não faz: não se pede a Xangô que alguém seja prejudicado, condenado injustamente ou destruído. Pedido de vingança não é pedido de justiça, e o costume ensina que ele volta.

Existe ainda um fundamento que os mais velhos repetem sobre a resposta que vem. Nem toda causa perdida é injustiça e nem toda causa ganha é vitória, e há situações em que o melhor para a vida da pessoa é o processo terminar de outro jeito. É por isso que a oração pede decisão justa, e não apenas decisão favorável. Quem reza pedindo equilíbrio recebe amparo em qualquer cenário, e essa é a diferença entre fé e barganha.

TipoOração autoral
TemaJustiça, verdade e equilíbrio, com Xangô e Ogum
VelaBranca
OrigemOração do Axé Umbanda

Como rezar

  1. Reze de manhã, com calma, e repita na véspera e no dia de qualquer audiência ou prazo importante.
  2. Se quiser, acenda uma vela branca em local seguro, sobre um pires, agradecendo antes de pedir. Muitas casas acendem também uma vela marrom ou vermelha e branca para Xangô na quarta-feira, e uma vela azul-escura ou vermelha para Ogum na terça-feira, sempre longe de cortina e de papel.
  3. Diga o pedido com clareza e sem exagero: qual é a causa, o que você entende como justo e o que está pesando na espera. Pedido vago não organiza nem quem pede.
  4. Não peça mal a ninguém, e isso é fundamento, não delicadeza. Pedido de vingança não é pedido de justiça, e a tradição ensina que o pedido feito com ódio no coração desanda na mão de quem o fez.
  5. Se houver erro seu na história, reconheça na oração. A tradição entende que quem chega a Xangô sem esconder nada é ouvido com mais firmeza do que quem chega tentando enganar.
  6. Faça a sua parte prática no mesmo dia: fale com o seu advogado, junte o documento que falta, confira o prazo, responda o que foi pedido. Na Umbanda a fé caminha junto com a ação, nunca no lugar dela.
  7. Cuide do corpo enquanto o processo corre. Sono, comida e conversa com gente de confiança sustentam mais do que a ansiedade de acompanhar o andamento todos os dias.
  8. Quando a causa se resolver, volte para agradecer, e se puder faça um gesto de caridade com alguém que está passando pela mesma dificuldade. Na Umbanda, a caridade é o fecho de todo pedido atendido.

Quando rezar

Reze na véspera de uma audiência e na manhã dela, antes de assinar qualquer documento e nos dias em que a espera do processo pesar. Muitas casas orientam rezar também na quarta-feira, dia de Xangô, e na terça-feira, dia de Ogum, firmando o pedido no começo da semana. Quem tem processo longo costuma fazer da oração um hábito semanal, para não viver o assunto no susto.

Perguntas frequentes

Qual oração fazer para vencer uma causa na justiça?
A mais usada nas casas de Umbanda é a oração a Xangô, o Orixá da justiça, geralmente acompanhada de um pedido a Ogum, que sustenta a caminhada e abre o caminho dos papéis. A oração desta página reúne os dois. O costume pede que ela seja rezada na véspera e no dia da audiência, e nos dias em que a espera do processo pesar, sempre com a parte prática sendo feita junto.
Por que se pede justiça a Xangô?
Porque justiça é o campo dele. Xangô é apresentado na tradição como o Orixá do julgamento reto, representado pelo machado de dois lados e pela balança, aquele que pesa o que é e decide sem favor e sem medo. É a ele que se recorre em processo judicial, em disputa de herança, em questão trabalhista e em conflito de família. A saudação dele é Kaô Kabiesilê, e o dia mais citado é a quarta-feira.
Essa oração garante que eu vou ganhar o processo?
Não, e nenhuma casa séria promete isso. A oração pede justiça e equilíbrio, e não vitória a qualquer custo, porque quem pede a Xangô pede julgamento e julgamento vale para os dois lados. O que a fé oferece é serenidade para atravessar a espera, clareza para decidir e firmeza para não agir por raiva. Advogado, prova, prazo e documento continuam sendo a parte que cabe a você.
Posso pedir para a outra parte se prejudicar?
Não, e esse é o aviso mais importante do tema. Pedido de vingança não é pedido de justiça, e a tradição umbandista ensina que ele desanda na mão de quem o fez. Xangô é chamado para equilibrar, não para destruir. Se você foi lesado, peça que a verdade apareça e que o seu direito chegue, e deixe o resto no lugar que é do julgamento. Casa séria não trabalha para prejudicar ninguém.
Qual o melhor dia e qual vela usar?
A quarta-feira é o dia mais citado para Xangô e a terça-feira para Ogum, e muita gente reza nos dois. Para Xangô, as cores mais usadas nas casas são o marrom e o vermelho com branco, e para Ogum o azul-escuro ou o vermelho, conforme o fundamento da casa. A vela branca serve sempre e nunca é errada. O importante é firmar em base de louça, em local seguro, longe de cortina, e nunca deixar chama acesa sem alguém em casa.
Preciso ir a um terreiro para essa oração funcionar?
Não. A oração é livre, pode ser feita em casa, em silêncio, com palavras suas se você preferir, e não exige iniciação, filiação nem autorização de ninguém. Se você frequenta uma casa, siga o que o seu dirigente orienta, porque o fundamento de lá vem antes de qualquer texto geral. E se o caso for grave, procure o dirigente, que é quem pode olhar a situação por inteiro.
Existe oferenda para Xangô junto dessa oração?
Existe, e a mais citada é o amalá, o quiabo com dendê preparado conforme o fundamento da casa, entregue em pedreira ou em local de pedra. Há também a entrega mais simples, de uma vela e de uma fruta em pedra limpa, muito usada por quem não tem casa de santo. Nada disso é obrigatório para rezar. Se você quiser fazer oferenda, confirme antes com o seu dirigente, porque o preparo tem quizila e ordem própria.
E se eu perder a causa mesmo tendo rezado?
A tradição responde isso com uma ideia que os mais velhos repetem: nem toda causa perdida é injustiça, e há situações em que o melhor para a vida da pessoa é o processo terminar de outro jeito. Perder não é sinal de que a oração não foi ouvida nem de que existe trabalho feito contra você. O encaminhamento é continuar no que ainda é possível, cuidar do ânimo e não deixar a raiva decidir o próximo passo.
Posso rezar por outra pessoa que está em processo?
Pode, e é um dos usos mais bonitos da oração. Diga o nome dela, conte a situação em poucas palavras e peça justiça e amparo. O que a tradição pede é o mesmo cuidado de sempre: rezar pedindo o que é justo, e não pedindo que alguém seja derrotado. Muita gente reza assim por filho, por pai, por amigo, e o costume também orienta ajudar na parte prática quando for possível.
Com que frequência devo rezar durante o processo?
Quem tem processo longo costuma fazer da oração um hábito semanal, para não viver o assunto no susto, e reforça na véspera e no dia de audiência, prazo ou assinatura. Rezar muitas vezes por dia, por ansiedade, tende a alimentar o medo em vez da fé. Se a angústia estiver tomando conta, além da oração vale conversar com gente de confiança e, se persistir, procurar apoio de saúde.

Fonte: Orações a Xangô, o Orixá da Justiça, Raízes Espirituais, Oração de Xangô, guia completo, Astrocentro, Kaô Kabiesilê, oração para pedir justiça a Xangô, Bons Fluidos, Banho de Xangô para ganhar causa na justiça, Cantinho de Oxalá

Conteúdo informativo e de fé. As orações e formas de rezar variam de casa para casa. Não substituem a orientação do dirigente do seu terreiro. Reze com fé e respeito.
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