Ponto cantado · Xangô (Orixá da justiça, do trovão, do fogo e das pedreiras)

Ponto de Xangô: Tava Olhando as Pedreiras

Tava olhando as pedreiras, uma pedra rolou

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Vídeo: Ponto de Xangô: Tava olhando as Pedreiras, canal Essência de Umbanda (YouTube). Os direitos da gravação pertencem ao autor/canal; reproduzido aqui via player oficial do YouTube.
Xangô (Orixá da justiça, do trovão, do fogo e das pedreiras)Xangô

Letra do ponto

Tava olhando as pedreiras,uma pedra rolou.Tava olhando as pedreiras,uma pedra rolou.Ela veio rolando,bateu em meus pése se fez uma flor.Ela veio rolando,bateu em meus pése se fez uma flor.Quem foi que disse que eu não sou filho de Xangô?Quem foi que disse que eu não sou filho de Xangô?Ele mostra a verdade,atira uma pedra, vira uma flor.Ele mostra a verdade,atira uma pedra, vira uma flor.

Letra de tradição oral; pode variar de casa para casa.

Significado

Tava olhando as pedreiras é um ponto de Xangô de tradição oral, sem autor conhecido, cantado em terreiros de Umbanda e registrado em gravações de curimba como domínio da tradição. Como todo ponto de raiz, aparece com pequenas mudanças de palavra e de melodia de uma casa para outra.

A cena começa na pedreira, o ponto de força de Xangô na natureza. É ali que muitas casas fazem louvações e oferendas ao Orixá, porque a rocha fala de firmeza, de peso e de uma justiça que não se move ao sabor do vento. Quem canta se coloca diante desse lugar sagrado, olhando, esperando um sinal.

E o sinal vem: uma pedra rola, desce a encosta e bate nos pés de quem olhava. Uma pedra rolando na direção de alguém costuma ser imagem de perigo, de prova, de golpe. Mas, quando chega, ela se faz flor. Uma leitura muito comum nas casas é essa: o que parecia ameaça, nas mãos de Xangô, vira bênção para quem anda no caminho certo.

O refrão do meio é uma resposta a quem duvida. Quem foi que disse que eu não sou filho de Xangô? É o filho de fé afirmando a sua pertença diante de quem desconfia, critica ou levanta falso. Não precisa discutir: quem prova é o próprio Orixá, que mostra de quem a pessoa é filha.

A última estrofe fecha o sentido. Ele mostra a verdade, atira uma pedra, vira uma flor. Xangô é o Orixá da justiça, e a justiça dele não é vingança. A pedra que ele atira separa o certo do errado, e para quem está do lado da verdade ela chega como flor, como reparação e como paz.

Xangô é ligado ao trovão, ao raio, ao fogo e às pedreiras. Na tradição iorubá foi rei de Oyó, e o seu símbolo mais conhecido é o oxé, o machado de duas lâminas, lido como a justiça que corta para os dois lados e não toma partido. A saudação mais usada é Kaô Kabecilê, com variações de grafia como Kaô Kabiesilê.

O dia mais citado para Xangô é a quarta-feira. A cor muda bastante: na Umbanda o marrom é muito usado, e muitas casas trabalham também com o vermelho e o branco. No sincretismo, Xangô aparece ligado a São Jerônimo e, em algumas regiões, a São João e a São Pedro. No Rio de Janeiro, a festa da Pedreira de Xangô, na Serrinha, em Madureira, acontece há décadas no dia 30 de setembro.

A letra ganha variações. Há quem cante a pedreira no singular, quem cante virou uma flor no lugar de se fez uma flor, e há casas que acrescentam um Kaô Kabecilê no fim de cada volta. Nenhuma dessas versões está errada: a que a sua casa canta é a que vale para você, e o toque fica a cargo da curimba do terreiro.

Quando se canta

Na gira de Xangô e na saudação ao Orixá, quando a corrente se volta para o senhor da justiça e das pedreiras. É um ponto de andamento firme e alegre, que costuma entrar na sequência de louvação a Xangô, logo depois dos pontos de chamada.

Também é cantado às quartas-feiras, dia mais ligado a Xangô em boa parte das casas, nas festas do Orixá, nas firmezas e oferendas feitas na pedreira e em trabalhos em que se pede justiça, verdade e equilíbrio diante de uma situação difícil.

Há casas que o usam para firmar a cabeça dos filhos de Xangô, porque a letra é uma afirmação de pertença. A ordem dos pontos, o toque e quantas vezes cada estrofe se repete são sempre do dirigente e do ogã da casa.

Perguntas frequentes

O que significa o ponto de xangô: tava olhando as pedreiras?
Tava olhando as pedreiras é um ponto de Xangô de tradição oral, sem autor conhecido, cantado em terreiros de Umbanda e registrado em gravações de curimba como domínio da tradição. Como todo ponto de raiz, aparece com pequenas mudanças de palavra e de melodia de uma casa para outra. A cena começa na pedreira, o ponto de força de Xangô na natureza. É ali que muitas casas fazem louvações e oferendas ao Orixá, porque a rocha fala de firmeza, de peso e de uma justiça que não se move ao sabor do vento. Quem canta se coloca diante desse lugar sagrado, olhando, esperando um sinal. E o sinal vem: uma pedra rola, desce a encosta e bate nos pés de quem olhava. Uma pedra rolando na direção de alguém costuma ser imagem de perigo, de prova, de golpe. Mas, quando chega, ela se faz flor. Uma leitura muito comum nas casas é essa: o que parecia ameaça, nas mãos de Xangô, vira bênção para quem anda no caminho certo. O refrão do meio é uma resposta a quem duvida. Quem foi que disse que eu não sou filho de Xangô? É o filho de fé afirmando a sua pertença diante de quem desconfia, critica ou levanta falso. Não precisa discutir: quem prova é o próprio Orixá, que mostra de quem a pessoa é filha. A última estrofe fecha o sentido. Ele mostra a verdade, atira uma pedra, vira uma flor. Xangô é o Orixá da justiça, e a justiça dele não é vingança. A pedra que ele atira separa o certo do errado, e para quem está do lado da verdade ela chega como flor, como reparação e como paz. Xangô é ligado ao trovão, ao raio, ao fogo e às pedreiras. Na tradição iorubá foi rei de Oyó, e o seu símbolo mais conhecido é o oxé, o machado de duas lâminas, lido como a justiça que corta para os dois lados e não toma partido. A saudação mais usada é Kaô Kabecilê, com variações de grafia como Kaô Kabiesilê. O dia mais citado para Xangô é a quarta-feira. A cor muda bastante: na Umbanda o marrom é muito usado, e muitas casas trabalham também com o vermelho e o branco. No sincretismo, Xangô aparece ligado a São Jerônimo e, em algumas regiões, a São João e a São Pedro. No Rio de Janeiro, a festa da Pedreira de Xangô, na Serrinha, em Madureira, acontece há décadas no dia 30 de setembro. A letra ganha variações. Há quem cante a pedreira no singular, quem cante virou uma flor no lugar de se fez uma flor, e há casas que acrescentam um Kaô Kabecilê no fim de cada volta. Nenhuma dessas versões está errada: a que a sua casa canta é a que vale para você, e o toque fica a cargo da curimba do terreiro.
Quando se canta esse ponto?
Na gira de Xangô e na saudação ao Orixá, quando a corrente se volta para o senhor da justiça e das pedreiras. É um ponto de andamento firme e alegre, que costuma entrar na sequência de louvação a Xangô, logo depois dos pontos de chamada. Também é cantado às quartas-feiras, dia mais ligado a Xangô em boa parte das casas, nas festas do Orixá, nas firmezas e oferendas feitas na pedreira e em trabalhos em que se pede justiça, verdade e equilíbrio diante de uma situação difícil. Há casas que o usam para firmar a cabeça dos filhos de Xangô, porque a letra é uma afirmação de pertença. A ordem dos pontos, o toque e quantas vezes cada estrofe se repete são sempre do dirigente e do ogã da casa.
Posso cantar esse ponto em casa?
Pode, com respeito e fé. Os pontos cantados são orações em forma de música; cantar em casa ajuda a firmar a fé e a sintonia. Para trabalhos de terreiro, siga sempre a orientação do dirigente da sua casa, pois cada terreiro tem seu fundamento e a letra pode variar.
A letra é sempre igual?
Não. Os pontos são de tradição oral e variam de casa para casa, com pequenas diferenças de letra e melodia. A versão aqui é uma das mais conhecidas; a da sua casa pode ter variações.
Qual a letra do ponto Tava olhando as pedreiras?
A versão mais difundida diz: Tava olhando as pedreiras, uma pedra rolou. Ela veio rolando, bateu em meus pés e se fez uma flor. Quem foi que disse que eu não sou filho de Xangô? Ele mostra a verdade, atira uma pedra, vira uma flor. Cada parte costuma ser cantada duas vezes, e há pequenas variações de casa para casa.
O que significa a pedra que vira flor?
É a imagem central do ponto. A pedra que rola pode ser lida como prova, ameaça ou golpe, e ao chegar nos pés de quem é de Xangô ela se faz flor. Muitas casas leem assim: a justiça de Xangô transforma em bênção aquilo que parecia perigo, para quem está do lado da verdade.
Esse ponto tem autor?
Não há autoria conhecida. É um ponto de raiz, de tradição oral, e a gravação indicada traz o crédito de letra de autor desconhecido. O vídeo foi produzido pelo Terreiro de Umbanda Caboclo Treme Terra e publicado no canal Essência de Umbanda, a quem vão os créditos da gravação.
Quando se canta esse ponto na gira?
Na gira de Xangô, na sequência de louvação ao Orixá, nas festas dele, às quartas-feiras e em firmezas na pedreira. Também aparece em trabalhos em que se pede justiça e verdade. A ordem dos pontos é sempre decidida pelo dirigente da casa.
Quem é Xangô na Umbanda?
É o Orixá da justiça, do trovão, do raio, do fogo e das pedreiras. Na tradição iorubá foi rei de Oyó. Na Umbanda é procurado para pedir equilíbrio, verdade, firmeza nas decisões e justiça nas causas difíceis, sempre lembrando que a justiça dele vale para todos os lados.
Qual a saudação de Xangô?
A saudação mais usada é Kaô Kabecilê, que aparece também escrita como Kaô Kabiesilê ou Caô Cabecile. Ela é dita ao saudar o Orixá, antes e depois dos pontos dele, e muitas casas a gritam no fim de cada volta do ponto.
Por que Xangô é ligado às pedreiras?
A pedreira é o ponto de força de Xangô na natureza. A rocha fala de firmeza, de peso e de uma lei que não se dobra, qualidades associadas ao Orixá da justiça. Por isso muitas casas fazem ali as louvações e oferendas a ele, e a pedra aparece em tantos pontos de Xangô.
Qual o dia, a cor e o sincretismo de Xangô?
O dia mais citado é a quarta-feira. Na Umbanda o marrom é muito usado, e muitas casas usam também o vermelho e o branco. O sincretismo mais conhecido é com São Jerônimo, e em algumas regiões Xangô aparece ligado a São João e a São Pedro. Siga sempre o costume da sua casa.
O que é o machado de Xangô?
É o oxé, o machado de duas lâminas, símbolo mais conhecido do Orixá. As casas costumam explicá-lo como a justiça que corta para os dois lados, sem tomar partido: quem pede justiça a Xangô também é pesado na mesma balança.
Posso cantar esse ponto em casa?
Pode. Cantar ponto com respeito, como saudação e oração, é costume antigo, e este ponto é muito cantado para pedir firmeza e verdade em momentos de injustiça. O que não se faz por conta própria é abrir gira ou chamar entidade para incorporar. Para isso, procure uma casa séria.
Conteúdo informativo e de fé. Os pontos cantados são de tradição oral e variam de casa para casa, na letra e na melodia. Os vídeos são de canais do YouTube, com os devidos créditos, e cada autor mantém os direitos da sua gravação. Para o uso ritual, siga sempre a orientação do dirigente do seu terreiro.
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