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Oferenda para Boiadeiro

Oferenda aos Boiadeiros, os guias do campo e do gado, entregue com comida simples de roça, meladinha, café e cigarro de palha, em geral debaixo de uma árvore, numa porteira ou em terreno aberto. É uma das oferendas mais diretas da Umbanda, porque Boiadeiro não gosta de enfeite: ele quer comida honesta, palavra curta e pedido verdadeiro. Procurada por quem está com a vida empacada, por quem precisa de coragem para tocar alguma coisa adiante e por quem trabalha na estrada.

Oferenda: Oferenda para Boiadeiro
Resposta rápida

Oferenda aos Boiadeiros, os guias do campo e do gado, entregue com comida simples de roça, meladinha, café e cigarro de palha, em geral debaixo de uma árvore, numa porteira ou em terreno aberto. É uma das oferendas mais diretas da Umbanda, porque Boiadeiro não gosta de enfeite: ele quer comida honesta, palavra curta e pedido verdadeiro. Procurada por quem está com a vida empacada, por quem precisa de coragem para tocar alguma coisa adiante e por quem trabalha na estrada. Leva farinha de mandioca, rapadura, café em pó (puro) e outros itens, e é entregue debaixo de uma árvore de tronco grosso, numa porteira, à beira de um campo aberto, num pasto ou em terreno de mato limpo. Muitas casas entregam no lado direito de quem entra pela porteira. Há terreiros que arriam em pedreira e outros que firmam no próprio ponto de força da casa. Quem mora em apartamento arruma no congá e depois devolve comida e flores à terra de um vaso ou de um jardim..

Conteúdo de fé e informativo: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme com o seu dirigente e respeite a natureza. Ver cuidados

Sobre a oferenda para boiadeiro

Oferenda para Boiadeiro é uma oferenda de tirar caiporismo, abrir caminho travado, dar coragem para encarar o que estava sendo adiado e proteger quem trabalha na estrada na Umbanda, na vibração de Boiadeiro. Oferenda aos Boiadeiros, os guias do campo e do gado, entregue com comida simples de roça, meladinha, café e cigarro de palha, em geral debaixo de uma árvore, numa porteira ou em terreno aberto. É uma das oferendas mais diretas da Umbanda, porque Boiadeiro não gosta de enfeite: ele quer comida honesta, palavra curta e pedido verdadeiro. Procurada por quem está com a vida empacada, por quem precisa de coragem para tocar alguma coisa adiante e por quem trabalha na estrada.

TipoEntidade
RegênciaBoiadeiro
Dianão há dia fixo em consenso. Muitas casas trabalham a linha dos Boiadeiros na quinta feira, junto de Oxóssi, e outras na terça. O 24 de junho, dia de São João, aparece como data festiva em boa parte dos terreiros, pela ligação com o campo e com a festa da roça

Pode ofertar mesmo sem ter uma casa

Não tem uma casa ou terreiro fixo? Pode ofertar com tranquilidade e respeito: toda oferenda aqui tem fundamento umbandista, e a espiritualidade atende quando o gesto é feito com fé, amor e axé.

O que levar

  • Farinha de mandiocafarofa simples, feita com pouco tempero, a base mais citada da entregaComprar
  • Rapaduraum pedaço de rapadura, item quase obrigatório para essa linhaComprar
  • Café em pó (puro)café preto, puro e sem açúcar, num copo ou numa caneca de ágataComprar
  • Cachaça (marafo)cachaça pura ou a meladinha, que é cachaça com mel ou melado de canaComprar
  • Melado de canamelado de cana, para a meladinha e para regar a farofaComprar
  • Cigarro de palhacigarro de palha, o fumo mais lembrado do BoiadeiroComprar
  • Milho vermelho (milho de galinha)milho verde ou milho de canjica cozido, comida de roçaComprar
  • Frutas variadaslaranja, banana e frutas de época, sem casca de plástico e sem embalagemComprar
  • Flores do campomargaridas, girassóis ou flor do campo, sem arame e sem espuma floralComprar
  • Vela branca (palito)uma vela branca, e há casas que usam azul ou amarela conforme o fundamentoComprar
  • Vasilha de barrovasilha ou alguidar de barro, nunca plástico nem isoporComprar
  • Folha de bananeirapara forrar o chão do ponto de entregaComprar

Ao tocar em Comprar, você será levado à loja que preferir: Mercado Livre ou Shopee.

Como afiliado, o Axé Umbanda pode receber comissão por compras qualificadas pelos links dos itens, sem custo extra para você.

Como ofertar (passo a passo)

  1. Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme.
  2. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor.
  3. Prepare a farofa em casa, sem exagero de tempero, porque comida de Boiadeiro é comida honesta e não prato de festa. Junte a rapadura, o milho cozido, as frutas e arrume tudo na vasilha de barro, sem embalagem e sem enfeite. A meladinha se faz na hora, misturando a cachaça com o mel ou com o melado de cana até ficar encorpada. Chegando ao local, peça licença antes de qualquer coisa: a tradição manda saudar a terra, saudar o dono do lugar e só então arriar. Estenda a folha de bananeira no chão, coloque a vasilha em cima, ponha o café e a meladinha ao lado, deixe o cigarro de palha sobre a folha e acenda a vela em base segura, longe de mato seco e nunca em dia de vento forte. Salve com o Xetruá, meu Boiadeiro, que é a saudação mais usada, e fale o pedido em voz normal, com poucas palavras. Boiadeiro é guia de conversa direta e a tradição diz que ele não tem paciência com rodeio. Agradeça, vá embora e siga a sua vida, sem ficar vigiando a entrega.
  4. Vá até o local de entrega (debaixo de uma árvore de tronco grosso, numa porteira, à beira de um campo aberto, num pasto ou em terreno de mato limpo. Muitas casas entregam no lado direito de quem entra pela porteira. Há terreiros que arriam em pedreira e outros que firmam no próprio ponto de força da casa. Quem mora em apartamento arruma no congá e depois devolve comida e flores à terra de um vaso ou de um jardim.) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda.
  5. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração.
  6. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue.
  7. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.

Onde e quando entregar

O local tradicional é debaixo de uma árvore de tronco grosso, numa porteira, à beira de um campo aberto, num pasto ou em terreno de mato limpo. Muitas casas entregam no lado direito de quem entra pela porteira. Há terreiros que arriam em pedreira e outros que firmam no próprio ponto de força da casa. Quem mora em apartamento arruma no congá e depois devolve comida e flores à terra de um vaso ou de um jardim.. Costuma-se ofertar em não há dia fixo em consenso. Muitas casas trabalham a linha dos Boiadeiros na quinta feira, junto de Oxóssi, e outras na terça. O 24 de junho, dia de São João, aparece como data festiva em boa parte dos terreiros, pela ligação com o campo e com a festa da roça, dia regido por Boiadeiro. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.

Atenção e cuidados

Vela acesa em campo aberto é risco real de incêndio, sobretudo no período seco. Use base firme, chão de terra limpa e nunca acenda em capim seco nem em dia de vento. Leve tudo em barro, folha e material que se decompõe, e não deixe vidro, plástico, isopor nem louça na natureza, porque animal do campo se machuca e a mata paga a conta. Entregue em local permitido: pasto é propriedade de alguém e porteira de fazenda tem dono, então nada de invadir terreno. Se levar bebida alcoólica, leve pouco, e se você tem problema com álcool, a própria tradição orienta que outra pessoa conduza a entrega. E a ressalva de sempre: oferenda não é orientação médica, não substitui tratamento e casa séria não promete resultado nem cobra caro dizendo que você está com trabalho feito. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: Boiadeiro é uma linha, e não uma entidade só. Cada casa firma o seu: há Boiadeiro que trabalha na vibração de Oxóssi, ligado à mata e à caça, e há Boiadeiro que trabalha perto de Xangô, pela ligação com o gado, com a justiça e com a pedreira. Por isso a cor da vela muda de terreiro para terreiro, aparecendo branca, azul, amarela e até vermelha. A bebida também varia: a meladinha é a mais citada, mas existem casas que oferecem vinho, leite, caldo de cana ou apenas café. Sobre a comida, há quem sirva apenas farofa, rapadura e frutas, e há quem prepare comida pesada, como costela, mocotó e arroz com feijão. Confirme sempre com o dirigente da sua casa antes de preparar. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.

Perguntas frequentes

Para que serve a oferenda para boiadeiro?
Oferenda aos Boiadeiros, os guias do campo e do gado, entregue com comida simples de roça, meladinha, café e cigarro de palha, em geral debaixo de uma árvore, numa porteira ou em terreno aberto. É uma das oferendas mais diretas da Umbanda, porque Boiadeiro não gosta de enfeite: ele quer comida honesta, palavra curta e pedido verdadeiro. Procurada por quem está com a vida empacada, por quem precisa de coragem para tocar alguma coisa adiante e por quem trabalha na estrada. É uma oferenda de tirar caiporismo, abrir caminho travado, dar coragem para encarar o que estava sendo adiado e proteger quem trabalha na estrada, na vibração de Boiadeiro.
O que levar na oferenda para boiadeiro?
Tradicionalmente: farinha de mandioca, rapadura, café em pó (puro), cachaça (marafo), melado de cana, cigarro de palha, milho vermelho (milho de galinha), frutas variadas, flores do campo, vela branca (palito), vasilha de barro, folha de bananeira. Use itens limpos e de boa qualidade, com fé.
Onde e quando entregar?
O local tradicional é debaixo de uma árvore de tronco grosso, numa porteira, à beira de um campo aberto, num pasto ou em terreno de mato limpo. Muitas casas entregam no lado direito de quem entra pela porteira. Há terreiros que arriam em pedreira e outros que firmam no próprio ponto de força da casa. Quem mora em apartamento arruma no congá e depois devolve comida e flores à terra de um vaso ou de um jardim.. Costuma-se ofertar em não há dia fixo em consenso. Muitas casas trabalham a linha dos Boiadeiros na quinta feira, junto de Oxóssi, e outras na terça. O 24 de junho, dia de São João, aparece como data festiva em boa parte dos terreiros, pela ligação com o campo e com a festa da roça, dia regido por Boiadeiro. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.
Como ofertar passo a passo?
Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor. Prepare a farofa em casa, sem exagero de tempero, porque comida de Boiadeiro é comida honesta e não prato de festa. Junte a rapadura, o milho cozido, as frutas e arrume tudo na vasilha de barro, sem embalagem e sem enfeite. A meladinha se faz na hora, misturando a cachaça com o mel ou com o melado de cana até ficar encorpada. Chegando ao local, peça licença antes de qualquer coisa: a tradição manda saudar a terra, saudar o dono do lugar e só então arriar. Estenda a folha de bananeira no chão, coloque a vasilha em cima, ponha o café e a meladinha ao lado, deixe o cigarro de palha sobre a folha e acenda a vela em base segura, longe de mato seco e nunca em dia de vento forte. Salve com o Xetruá, meu Boiadeiro, que é a saudação mais usada, e fale o pedido em voz normal, com poucas palavras. Boiadeiro é guia de conversa direta e a tradição diz que ele não tem paciência com rodeio. Agradeça, vá embora e siga a sua vida, sem ficar vigiando a entrega. Vá até o local de entrega (debaixo de uma árvore de tronco grosso, numa porteira, à beira de um campo aberto, num pasto ou em terreno de mato limpo. Muitas casas entregam no lado direito de quem entra pela porteira. Há terreiros que arriam em pedreira e outros que firmam no próprio ponto de força da casa. Quem mora em apartamento arruma no congá e depois devolve comida e flores à terra de um vaso ou de um jardim.) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.
Quais os cuidados?
Vela acesa em campo aberto é risco real de incêndio, sobretudo no período seco. Use base firme, chão de terra limpa e nunca acenda em capim seco nem em dia de vento. Leve tudo em barro, folha e material que se decompõe, e não deixe vidro, plástico, isopor nem louça na natureza, porque animal do campo se machuca e a mata paga a conta. Entregue em local permitido: pasto é propriedade de alguém e porteira de fazenda tem dono, então nada de invadir terreno. Se levar bebida alcoólica, leve pouco, e se você tem problema com álcool, a própria tradição orienta que outra pessoa conduza a entrega. E a ressalva de sempre: oferenda não é orientação médica, não substitui tratamento e casa séria não promete resultado nem cobra caro dizendo que você está com trabalho feito. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: Boiadeiro é uma linha, e não uma entidade só. Cada casa firma o seu: há Boiadeiro que trabalha na vibração de Oxóssi, ligado à mata e à caça, e há Boiadeiro que trabalha perto de Xangô, pela ligação com o gado, com a justiça e com a pedreira. Por isso a cor da vela muda de terreiro para terreiro, aparecendo branca, azul, amarela e até vermelha. A bebida também varia: a meladinha é a mais citada, mas existem casas que oferecem vinho, leite, caldo de cana ou apenas café. Sobre a comida, há quem sirva apenas farofa, rapadura e frutas, e há quem prepare comida pesada, como costela, mocotó e arroz com feijão. Confirme sempre com o dirigente da sua casa antes de preparar. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.
Quem são os Boiadeiros na Umbanda?
São espíritos que se apresentam com a figura do vaqueiro, do peão e do tocador de boiada do interior do Brasil. Vêm de chapéu de couro, berrante e conversa de roça, e a tradição os descreve como guias de trabalho bruto e resolvido, que entram onde outros não entram e tocam para fora o que está atravancando a vida da pessoa. Muitas casas os colocam na linha de Oxóssi, pela ligação com a mata e com o campo, e outras perto de Xangô, pela ligação com o gado e com a justiça. Trabalham muito com caiporismo, com desânimo e com gente que travou.
O que se oferece ao Boiadeiro?
Comida simples de roça. A base mais citada é farofa, rapadura, milho verde ou de canjica, frutas de época e café preto sem açúcar. A bebida clássica é a meladinha, que é cachaça com mel ou com melado de cana, e há casas que oferecem vinho, leite ou caldo de cana. O cigarro de palha é o fumo mais lembrado dessa linha, e alguns preferem charuto. Flor do campo, como margarida e girassol, completa a entrega. Nada de embalagem, nada de enfeite e nada de comida sofisticada.
Onde entregar a oferenda de Boiadeiro?
Os pontos mais citados são debaixo de uma árvore de tronco grosso, numa porteira, à beira de campo aberto, em pasto ou em terreno de mato limpo. Boa parte das casas ensina a arriar no lado direito de quem entra pela porteira. Há terreiros que entregam em pedreira, quando o Boiadeiro da casa trabalha na vibração de Xangô. Entregue sempre em local permitido, em barro e folha, e leve de volta tudo o que não se decompõe.
Qual é a saudação do Boiadeiro?
A saudação mais usada é Xetruá, meu Boiadeiro, que também aparece escrita como Xetruá Boiadeiro. Há casas que saúdam com Ôa Boiadeiro ou com o grito de tanger boiada, e existem terreiros em que a corrente responde ao berrante antes do ponto cantado. A saudação faz parte do respeito, mas o que a tradição valoriza mesmo com essa linha é a conversa direta: chegar, saudar, falar o que precisa e não enrolar.
Para que se pede ao Boiadeiro?
Para tirar caiporismo, que é aquela maré de azar em que nada anda, para abrir caminho travado, para dar coragem a quem está adiando uma decisão e para proteger quem trabalha na estrada, no campo ou com animais. Boiadeiro é muito procurado por quem perdeu o rumo, por quem está sem ânimo e por quem precisa de um empurrão firme. O que não se pede, em casa séria, é prejuízo a alguém ou quebra do livre arbítrio de outra pessoa.
O que é a meladinha do Boiadeiro?
É a bebida mais associada a essa linha: cachaça misturada com mel de abelha ou com melado de cana, mexida até ficar encorpada e adocicada. O nome vem justamente do mel. Cada casa tem a sua medida, e há quem faça mais doce e quem faça mais seca. Se você não bebe ou tem problema com álcool, é perfeitamente aceitável levar apenas o café e o melado, ou pedir que outra pessoa da casa conduza essa parte da entrega.
Pode fazer oferenda de Boiadeiro em casa, sem terreiro?
Pode, de forma simples e honesta. Uma vasilha de barro com farofa, um pedaço de rapadura, um copo de café e uma vela acesa em local seguro já formam uma entrega digna, feita num canto reservado ou no congá. Depois que a vela apagar, devolva a comida e as flores à terra de um vaso ou de um jardim, sem deixar alimento estragando dentro de casa. Para firmeza, assentamento ou pedido maior, procure o dirigente de uma casa séria.
Qual a diferença entre Boiadeiro e Caboclo?
Os dois trabalham a força da natureza, mas com jeitos diferentes. O Caboclo é o espírito da mata, do mato fechado, da flecha e da erva, e costuma trabalhar com cura, com firmeza e com corte de demanda. O Boiadeiro é o homem do campo aberto, do pasto, do gado e da estrada, e o trabalho dele é de tocar para fora, de empurrar o que está parado, muito ligado ao caiporismo e à falta de rumo. Há casas em que o Boiadeiro é lido como uma falange dentro da linha de Oxóssi, por isso a proximidade.
Precisa de comida com carne para o Boiadeiro?
Depende do fundamento da casa. Parte dos terreiros registra preparos pesados para essa linha, como costela, mocotó e arroz com feijão, e parte trabalha só com farofa, rapadura, milho e frutas. Se você não tem orientação específica, o mais prudente é a entrega simples. Simplicidade com respeito vale mais do que fartura sem fundamento, e nessa linha isso é especialmente verdadeiro, porque a figura do Boiadeiro é a do homem que come pouco e trabalha muito.
Qual vela acender para o Boiadeiro?
As respostas variam e é honesto dizer isso. A vela branca é a mais universal e serve sempre, porque é a cor da paz e de Oxalá. Muitas casas usam a azul ou a amarela, e algumas trabalham com vermelha, conforme a vibração do Boiadeiro que ali se firma. Se você não tem orientação, acenda a branca. E acenda sempre em base segura, apoiada em terra limpa, longe de mato seco e nunca em dia de vento forte.
Boiadeiro tem dia certo?
Não há consenso. Muitas casas trabalham a linha na quinta feira, junto de Oxóssi, e outras na terça. A data festiva mais lembrada é 24 de junho, dia de São João, pela ligação com o campo, com a fogueira e com a festa da roça, e há terreiros que fazem a gira de Boiadeiro em agosto ou na festa anual da casa. Se você tem terreiro, siga o calendário de lá. Se não tem, entregue no dia em que puder ir com calma e com respeito.
O que fazer depois de entregar a oferenda?
Agradeça, vá embora e siga com a sua vida prática. A tradição pede que se volte depois para agradecer quando o pedido é atendido, muitas vezes com uma vela branca e com um gesto de caridade a alguém. Também é bom costume voltar ao local passado um tempo e recolher o que não se decompõe. E vale lembrar o óbvio que a Umbanda sempre repete: oferenda não substitui atitude, e o que depende de você continua dependendo de você.

Conheça outras oferendas

Conteúdo informativo e de fé. As oferendas têm uso espiritual e tradicional e variam de casa para casa. Não substituem a orientação do dirigente do seu terreiro; quando indicadas, devem ser confirmadas com o seu Pai ou Mãe de Santo. Respeite sempre a natureza e recolha o que ela não absorve.
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