Oferenda · Finalidade

Oferenda na Pedreira

A oferenda na pedreira é a entrega feita no ponto de força de Xangô, sobre a rocha viva: leva-se quiabo, banana, frutas, cerveja preta e vela marrom, pede-se licença à pedra antes de subir e volta-se depois para recolher tudo o que a natureza não absorve.

Oferenda: Oferenda na Pedreira
Resposta rápida

A oferenda na pedreira é a entrega feita no ponto de força de Xangô, sobre a rocha viva: leva-se quiabo, banana, frutas, cerveja preta e vela marrom, pede-se licença à pedra antes de subir e volta-se depois para recolher tudo o que a natureza não absorve. Leva quiabo, azeite de dendê, banana e outros itens, e é entregue sobre a rocha seca e firme da pedreira, ou em afloramento de pedra em parque e em morro, nunca em beira de encosta instável nem em área de risco.

Conteúdo de fé e informativo: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme com o seu dirigente e respeite a natureza. Ver cuidados

Sobre a oferenda na pedreira

Oferenda na Pedreira é uma oferenda de justiça, firmeza, decisão, concurso e processo, e agradecimento na pedra na Umbanda, na vibração de Xangô. A oferenda na pedreira é a entrega feita no ponto de força de Xangô, sobre a rocha viva: leva-se quiabo, banana, frutas, cerveja preta e vela marrom, pede-se licença à pedra antes de subir e volta-se depois para recolher tudo o que a natureza não absorve.

TipoFinalidade
RegênciaXangô
Diaa quarta feira é o dia mais citado para Xangô, e muitas casas usam também o 30 de setembro, data de São Jerônimo no sincretismo, e o 29 de junho em algumas regiões

Pode ofertar mesmo sem ter uma casa

Não tem uma casa ou terreiro fixo? Pode ofertar com tranquilidade e respeito: toda oferenda aqui tem fundamento umbandista, e a espiritualidade atende quando o gesto é feito com fé, amor e axé.

O que levar

  • Quiabodoze quiabos cortados em rodelas, o alimento mais citado para XangôComprar
  • Azeite de dendêum fio de azeite de dendê sobre o quiabo, nas casas que usamComprar
  • Bananabananas da terra ou bananas prata, em número ímparComprar
  • Frutas variadasmaçã vermelha, uva e manga, frutas de casca forte, sempre em número ímparComprar
  • Cerveja pretauma garrafa, servida em cuia ou copo que volta com vocêComprar
  • Vela marrom (palito)seis velas marrons, ou velas brancas e vermelhas nas casas que usam essas coresComprar
  • Charutoum charuto, opcional, nas casas que o incluem na entregaComprar
  • Amendoim torradoum punhado, opcional, muito citado junto do quiaboComprar
  • Alguidar (vasilha de barro)alguidar de barro, cuia ou folha de bananeira limpa para assentar a oferendaComprar

Ao tocar em Comprar, você será levado à loja que preferir: Mercado Livre ou Shopee.

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Como ofertar (passo a passo)

  1. Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme.
  2. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor.
  3. A entrega começa antes de sair de casa. A orientação mais repetida é chegar limpo e leve: banho de higiene, roupa clara, alimentação simples e nada de bebida alcoólica no dia. Vá de manhã ou no começo da tarde, com luz boa, e leve uma sacola vazia para o retorno. Ao chegar, pare antes de subir na pedra e peça licença em voz baixa ao Orixá e ao lugar, saudando com um Kaô Cabecile. Escolha uma rocha seca, plana e firme, e assente ali o alguidar com o quiabo, as frutas e as bananas. Acenda as velas em local firme, longe de mato seco e de galho baixo, protegendo do vento com pedras menores. Sirva a cerveja preta na cuia e coloque ao lado, sem derramar sobre a comida. Fale o que veio dizer com clareza e sem exagero, agradecendo antes de pedir, porque a tradição associa Xangô à justiça e não à barganha. Fique alguns minutos em silêncio, agradeça de novo e desça com calma. Muitas casas orientam ir embora sem olhar para trás.
  4. Vá até o local de entrega (sobre a rocha seca e firme da pedreira, ou em afloramento de pedra em parque e em morro, nunca em beira de encosta instável nem em área de risco) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda.
  5. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração.
  6. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue.
  7. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.

Onde e quando entregar

O local tradicional é sobre a rocha seca e firme da pedreira, ou em afloramento de pedra em parque e em morro, nunca em beira de encosta instável nem em área de risco. Costuma-se ofertar em a quarta feira é o dia mais citado para Xangô, e muitas casas usam também o 30 de setembro, data de São Jerônimo no sincretismo, e o 29 de junho em algumas regiões, dia regido por Xangô. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.

Atenção e cuidados

Pedreira é lugar bonito e é lugar perigoso, e vale dizer isso com todas as letras. Não suba em rocha molhada, em encosta solta, em pedreira desativada com risco de desabamento nem em área cercada ou proibida. Não vá sozinho e avise alguém para onde está indo. Cuidado dobrado com fogo em época seca, porque vela mal apoiada perto de vegetação já provocou incêndio em muita área de mata e de morro. Não deixe garrafa, vidro, lata, plástico, isopor, sacola nem restos de vela no local. Leve tudo o que não for biodegradável de volta e retorne no dia seguinte, ou no terceiro dia contando o da entrega, para recolher o que sobrou. Respeite propriedade privada, unidade de conservação e sinalização. Oferenda entregue com respeito não deixa rastro e não coloca ninguém em risco. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: O que se leva muda bastante de casa para casa. A base mais repetida é quiabo, banana, frutas de casca forte, cerveja preta e vela, e a partir daí cada terreiro acrescenta o que é do seu fundamento, do amalá preparado com quiabo, camarão e dendê até charuto, amendoim e rapadura. As cores também variam: o marrom é o mais usado para Xangô na Umbanda, e há casas que trabalham com o branco e o vermelho, ou com o vinho. A leitura do lugar igualmente varia. Além de Xangô, muitas casas reconhecem na pedreira a presença de Iansã, que a tradição liga a ele, e a de Ogum na pedra bruta e no ferro. Vale ainda a diferença de vocabulário: oferenda é o termo geral da entrega ao Orixá, e despacho é o nome popular da oferenda deixada na rua ou na encruzilhada, sem sentido de trabalho de mal. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.

Perguntas frequentes

Para que serve a oferenda na pedreira?
A oferenda na pedreira é a entrega feita no ponto de força de Xangô, sobre a rocha viva: leva-se quiabo, banana, frutas, cerveja preta e vela marrom, pede-se licença à pedra antes de subir e volta-se depois para recolher tudo o que a natureza não absorve. É uma oferenda de justiça, firmeza, decisão, concurso e processo, e agradecimento na pedra, na vibração de Xangô.
O que levar na oferenda na pedreira?
Tradicionalmente: quiabo, azeite de dendê, banana, frutas variadas, cerveja preta, vela marrom (palito), charuto, amendoim torrado, alguidar (vasilha de barro). Use itens limpos e de boa qualidade, com fé.
Onde e quando entregar?
O local tradicional é sobre a rocha seca e firme da pedreira, ou em afloramento de pedra em parque e em morro, nunca em beira de encosta instável nem em área de risco. Costuma-se ofertar em a quarta feira é o dia mais citado para Xangô, e muitas casas usam também o 30 de setembro, data de São Jerônimo no sincretismo, e o 29 de junho em algumas regiões, dia regido por Xangô. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.
Como ofertar passo a passo?
Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor. A entrega começa antes de sair de casa. A orientação mais repetida é chegar limpo e leve: banho de higiene, roupa clara, alimentação simples e nada de bebida alcoólica no dia. Vá de manhã ou no começo da tarde, com luz boa, e leve uma sacola vazia para o retorno. Ao chegar, pare antes de subir na pedra e peça licença em voz baixa ao Orixá e ao lugar, saudando com um Kaô Cabecile. Escolha uma rocha seca, plana e firme, e assente ali o alguidar com o quiabo, as frutas e as bananas. Acenda as velas em local firme, longe de mato seco e de galho baixo, protegendo do vento com pedras menores. Sirva a cerveja preta na cuia e coloque ao lado, sem derramar sobre a comida. Fale o que veio dizer com clareza e sem exagero, agradecendo antes de pedir, porque a tradição associa Xangô à justiça e não à barganha. Fique alguns minutos em silêncio, agradeça de novo e desça com calma. Muitas casas orientam ir embora sem olhar para trás. Vá até o local de entrega (sobre a rocha seca e firme da pedreira, ou em afloramento de pedra em parque e em morro, nunca em beira de encosta instável nem em área de risco) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.
Quais os cuidados?
Pedreira é lugar bonito e é lugar perigoso, e vale dizer isso com todas as letras. Não suba em rocha molhada, em encosta solta, em pedreira desativada com risco de desabamento nem em área cercada ou proibida. Não vá sozinho e avise alguém para onde está indo. Cuidado dobrado com fogo em época seca, porque vela mal apoiada perto de vegetação já provocou incêndio em muita área de mata e de morro. Não deixe garrafa, vidro, lata, plástico, isopor, sacola nem restos de vela no local. Leve tudo o que não for biodegradável de volta e retorne no dia seguinte, ou no terceiro dia contando o da entrega, para recolher o que sobrou. Respeite propriedade privada, unidade de conservação e sinalização. Oferenda entregue com respeito não deixa rastro e não coloca ninguém em risco. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: O que se leva muda bastante de casa para casa. A base mais repetida é quiabo, banana, frutas de casca forte, cerveja preta e vela, e a partir daí cada terreiro acrescenta o que é do seu fundamento, do amalá preparado com quiabo, camarão e dendê até charuto, amendoim e rapadura. As cores também variam: o marrom é o mais usado para Xangô na Umbanda, e há casas que trabalham com o branco e o vermelho, ou com o vinho. A leitura do lugar igualmente varia. Além de Xangô, muitas casas reconhecem na pedreira a presença de Iansã, que a tradição liga a ele, e a de Ogum na pedra bruta e no ferro. Vale ainda a diferença de vocabulário: oferenda é o termo geral da entrega ao Orixá, e despacho é o nome popular da oferenda deixada na rua ou na encruzilhada, sem sentido de trabalho de mal. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.
O que levar de oferenda na pedreira?
A base mais tradicional é quiabo, banana, frutas de casca forte como maçã vermelha e uva, cerveja preta e velas marrons. A partir daí varia por casa: há terreiros que acrescentam dendê, amendoim torrado, rapadura e charuto, e há quem leve o amalá preparado. Mais importante que a lista é o cuidado com o que fica no lugar. Leve só o que a natureza absorve e recolha o resto.
Qual o melhor dia para oferenda a Xangô na pedreira?
A quarta feira é o dia mais citado para Xangô na Umbanda. Muitas casas usam também o 30 de setembro, data de São Jerônimo no sincretismo mais difundido, e em algumas regiões o 29 de junho, quando Xangô é sincretizado com São Pedro ou São João. Se você é da corrente de um terreiro, o calendário da sua casa vem antes de qualquer regra geral.
Precisa ser uma pedreira de verdade?
Não precisa ser uma pedreira de mineração, e nem seria seguro. O que a tradição procura é a rocha viva, a pedra firme exposta ao tempo. Um afloramento de pedra num parque, uma laje de granito num morro urbano ou um matacão em área de acesso permitido cumprem o mesmo papel. Vale muito mais um lugar seguro, limpo e liberado do que um local famoso e arriscado.
Precisa voltar para recolher a oferenda?
Precisa recolher tudo o que a natureza não absorve, e essa é uma orientação repetida por praticamente todas as casas que zelam pelos locais de força. O costume mais comum é voltar no dia seguinte, e há terreiros que orientam voltar no terceiro dia contando o da entrega. Recolha restos de vela, alguidar, garrafas e fósforos. Frutas e folhas a própria natureza dá conta.
Pode fazer a oferenda de Xangô em casa?
Pode, e muita gente faz. Quando não há pedreira segura por perto, o costume é montar a entrega sobre uma pedra do assentamento no congá, ou sobre uma pedra de rio bem lavada, com o mesmo cuidado e a mesma intenção. Xangô é o Orixá da pedra, e a pedra guardada em casa cumpre a função de ponto de força. Pergunte na sua casa como se faz por lá.
Por que quiabo na oferenda de Xangô?
O quiabo é o alimento mais associado a Xangô na tradição afro brasileira, e é a base do amalá, o prato de fundamento dele. As casas costumam servir doze quiabos, número muito repetido para o Orixá, cortados em rodelas. A leitura tradicional liga o quiabo à firmeza e ao equilíbrio, e o próprio ato de cortar e servir já faz parte do preceito em muitos terreiros.
Oferenda na pedreira serve para causa na justiça?
É um dos pedidos mais comuns, porque Xangô é o Orixá que a tradição liga à justiça, à lei e à sentença justa. Vale dizer o que as casas sérias dizem: pede se justiça, e não vitória a qualquer custo. Quem pede a Xangô costuma ouvir que a decisão virá do lado de quem tem razão. E oferenda nenhuma substitui advogado, documento em ordem e prazo cumprido.

Conheça outras oferendas

Conteúdo informativo e de fé. As oferendas têm uso espiritual e tradicional e variam de casa para casa. Não substituem a orientação do dirigente do seu terreiro; quando indicadas, devem ser confirmadas com o seu Pai ou Mãe de Santo. Respeite sempre a natureza e recolha o que ela não absorve.
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