Oferenda · Entidade

Oferenda para Exu Tranca-Ruas

Oferenda a Seu Tranca-Ruas, o Exu guardião que a tradição chama de senhor dos caminhos e das encruzilhadas, entregue com farofa de dendê, marafo, charuto e vela vermelha e preta para destravar o que está parado, firmar a guarda da pessoa e da casa e agradecer a proteção de todos os dias.

Oferenda: Oferenda para Exu Tranca-Ruas
Resposta rápida

Oferenda a Seu Tranca-Ruas, o Exu guardião que a tradição chama de senhor dos caminhos e das encruzilhadas, entregue com farofa de dendê, marafo, charuto e vela vermelha e preta para destravar o que está parado, firmar a guarda da pessoa e da casa e agradecer a proteção de todos os dias. Leva farinha de mandioca, azeite de dendê, cachaça (marafo) e outros itens, e é entregue numa encruzilhada aberta, de preferência de chão batido, assentando num dos cantos e nunca no meio da passagem, ou aos pés da tronqueira do terreiro quando a casa firma ali a guarda.

Conteúdo de fé e informativo: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme com o seu dirigente e respeite a natureza. Ver cuidados

Sobre a oferenda para exu tranca-ruas

Oferenda para Exu Tranca-Ruas é uma oferenda de destravar caminhos, firmar a proteção da pessoa e da casa na Umbanda, na vibração de Exu. Oferenda a Seu Tranca-Ruas, o Exu guardião que a tradição chama de senhor dos caminhos e das encruzilhadas, entregue com farofa de dendê, marafo, charuto e vela vermelha e preta para destravar o que está parado, firmar a guarda da pessoa e da casa e agradecer a proteção de todos os dias.

TipoEntidade
RegênciaExu
Diasegunda-feira

Pode ofertar mesmo sem ter uma casa

Não tem uma casa ou terreiro fixo? Pode ofertar com tranquilidade e respeito: toda oferenda aqui tem fundamento umbandista, e a espiritualidade atende quando o gesto é feito com fé, amor e axé.

O que levar

  • Farinha de mandiocapara a farofa, misturada ao dendê até dar ligaComprar
  • Azeite de dendêazeite de dendê, o que dá à farofa a cor amarela do padêComprar
  • Cachaça (marafo)o marafo, num copo limpo ou numa quartinha de barroComprar
  • Charutoou um cigarro de palha, conforme o costume da sua casaComprar
  • Flores vermelhas (cravos)sete cravos vermelhosComprar
  • Moedassete moedas, sinal de caminho aberto e de dinheiro circulandoComprar
  • Água mineralnum copo limpo, ao lado da bebidaComprar
  • Vela vermelha e preta de 7 diasvermelho e preto, as cores de firmeza deleComprar
  • Vasilha de barroou um alguidar, para arrumar a farofaComprar

Ao tocar em Comprar, você será levado à loja que preferir: Mercado Livre ou Shopee.

Como afiliado, o Axé Umbanda pode receber comissão por compras qualificadas pelos links dos itens, sem custo extra para você.

Como ofertar (passo a passo)

  1. Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme.
  2. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor.
  3. Faça a farofa com calma: ponha a farinha de mandioca na vasilha de barro e vá regando o azeite de dendê aos poucos, mexendo até dar liga, sem deixar encharcada. Atravesse o charuto sobre a farofa, arrume os sete cravos vermelhos em volta e deixe as sete moedas junto da vasilha. Sirva o marafo num copo limpo e coloque o copo de água ao lado. Chegando no local, peça licença ao lugar antes de assentar qualquer coisa, acenda a vela vermelha e preta em base firme e saúde com respeito dizendo Laroyê Exu, Laroyê Seu Tranca-Ruas. Diga em voz baixa o que você precisa destravar e o que você tem para agradecer, fique alguns instantes em silêncio e vá embora sem olhar para trás, conforme o costume mais difundido. Volte depois, no dia seguinte, para recolher o que a natureza não absorve.
  4. Vá até o local de entrega (numa encruzilhada aberta, de preferência de chão batido, assentando num dos cantos e nunca no meio da passagem, ou aos pés da tronqueira do terreiro quando a casa firma ali a guarda) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda.
  5. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração.
  6. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue.
  7. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.

Onde e quando entregar

O local tradicional é numa encruzilhada aberta, de preferência de chão batido, assentando num dos cantos e nunca no meio da passagem, ou aos pés da tronqueira do terreiro quando a casa firma ali a guarda. Costuma-se ofertar na segunda-feira, dia regido por Exu. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.

Atenção e cuidados

Exu Tranca-Ruas é guardião e não é o diabo. A confusão entre Exu e o demônio cristão nasceu do olhar colonial e da catequese sobre as religiões africanas, não do fundamento da tradição, que vê nele o mensageiro e o vigia das passagens. Justamente por isso a oferenda é troca de respeito e nunca barganha: não se pede mal a ninguém, não se pede o prejuízo de outra pessoa e não se combina pagamento com a entidade. Bebida alcoólica e fogo pedem cuidado real: o marafo é oferta e não bebida de quem entrega, ninguém deve fazer a entrega alcoolizado, e a vela vai em base firme, longe de mato seco, de carro, de poste e de qualquer ponto onde possa causar incêndio ou machucar quem passa. Nesta entrega não há sacrifício de animais, ela é de farofa, bebida e fumo. Use barro, louça ou folha em vez de plástico, isopor e vidro, escolha um lugar onde a oferenda não atrapalhe ninguém e volte depois para recolher o que ficou. E lembre-se de que o fundamento firmado é o do terreiro: faça com a orientação do seu dirigente. Oferendas da esquerda exigem respeito e responsabilidade: nunca para prejudicar alguém, e de preferência com a orientação de um dirigente. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: Tranca-Ruas é um título e uma falange, não um espírito único, e por isso a montagem muda bastante de casa para casa. Muitos terreiros de Umbanda o recebem como guardião de porta e de tronqueira, enquanto a Quimbanda o cultua com fundamento próprio. Dentro da falange, o mais lembrado é Tranca-Ruas das Almas, ligado ao reino das almas e da ancestralidade, homenageado no Dia de Finados, em 2 de novembro, e há casas que associam a essência dele à ordem de Ogum e o campo de trabalho ao mistério de Obaluaê. Nos itens também existe divergência: uns servem apenas o marafo, outros aceitam cerveja, e há terreiros que acrescentam bife passado no dendê com rodelas de cebola, pimenta, farinha de milho ou um punhado de fumo de rolo. Quanto ao local, parte das casas só entrega na tronqueira e sob a mão do dirigente, sem entrega individual na rua. Quem define é o fundamento da sua casa. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.

Perguntas frequentes

Para que serve a oferenda para exu tranca-ruas?
Oferenda a Seu Tranca-Ruas, o Exu guardião que a tradição chama de senhor dos caminhos e das encruzilhadas, entregue com farofa de dendê, marafo, charuto e vela vermelha e preta para destravar o que está parado, firmar a guarda da pessoa e da casa e agradecer a proteção de todos os dias. É uma oferenda de destravar caminhos, firmar a proteção da pessoa e da casa, na vibração de Exu.
O que levar na oferenda para exu tranca-ruas?
Tradicionalmente: farinha de mandioca, azeite de dendê, cachaça (marafo), charuto, flores vermelhas (cravos), moedas, água mineral, vela vermelha e preta de 7 dias, vasilha de barro. Use itens limpos e de boa qualidade, com fé.
Onde e quando entregar?
O local tradicional é numa encruzilhada aberta, de preferência de chão batido, assentando num dos cantos e nunca no meio da passagem, ou aos pés da tronqueira do terreiro quando a casa firma ali a guarda. Costuma-se ofertar na segunda-feira, dia regido por Exu. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.
Como ofertar passo a passo?
Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor. Faça a farofa com calma: ponha a farinha de mandioca na vasilha de barro e vá regando o azeite de dendê aos poucos, mexendo até dar liga, sem deixar encharcada. Atravesse o charuto sobre a farofa, arrume os sete cravos vermelhos em volta e deixe as sete moedas junto da vasilha. Sirva o marafo num copo limpo e coloque o copo de água ao lado. Chegando no local, peça licença ao lugar antes de assentar qualquer coisa, acenda a vela vermelha e preta em base firme e saúde com respeito dizendo Laroyê Exu, Laroyê Seu Tranca-Ruas. Diga em voz baixa o que você precisa destravar e o que você tem para agradecer, fique alguns instantes em silêncio e vá embora sem olhar para trás, conforme o costume mais difundido. Volte depois, no dia seguinte, para recolher o que a natureza não absorve. Vá até o local de entrega (numa encruzilhada aberta, de preferência de chão batido, assentando num dos cantos e nunca no meio da passagem, ou aos pés da tronqueira do terreiro quando a casa firma ali a guarda) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.
Quais os cuidados?
Exu Tranca-Ruas é guardião e não é o diabo. A confusão entre Exu e o demônio cristão nasceu do olhar colonial e da catequese sobre as religiões africanas, não do fundamento da tradição, que vê nele o mensageiro e o vigia das passagens. Justamente por isso a oferenda é troca de respeito e nunca barganha: não se pede mal a ninguém, não se pede o prejuízo de outra pessoa e não se combina pagamento com a entidade. Bebida alcoólica e fogo pedem cuidado real: o marafo é oferta e não bebida de quem entrega, ninguém deve fazer a entrega alcoolizado, e a vela vai em base firme, longe de mato seco, de carro, de poste e de qualquer ponto onde possa causar incêndio ou machucar quem passa. Nesta entrega não há sacrifício de animais, ela é de farofa, bebida e fumo. Use barro, louça ou folha em vez de plástico, isopor e vidro, escolha um lugar onde a oferenda não atrapalhe ninguém e volte depois para recolher o que ficou. E lembre-se de que o fundamento firmado é o do terreiro: faça com a orientação do seu dirigente. Oferendas da esquerda exigem respeito e responsabilidade: nunca para prejudicar alguém, e de preferência com a orientação de um dirigente. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: Tranca-Ruas é um título e uma falange, não um espírito único, e por isso a montagem muda bastante de casa para casa. Muitos terreiros de Umbanda o recebem como guardião de porta e de tronqueira, enquanto a Quimbanda o cultua com fundamento próprio. Dentro da falange, o mais lembrado é Tranca-Ruas das Almas, ligado ao reino das almas e da ancestralidade, homenageado no Dia de Finados, em 2 de novembro, e há casas que associam a essência dele à ordem de Ogum e o campo de trabalho ao mistério de Obaluaê. Nos itens também existe divergência: uns servem apenas o marafo, outros aceitam cerveja, e há terreiros que acrescentam bife passado no dendê com rodelas de cebola, pimenta, farinha de milho ou um punhado de fumo de rolo. Quanto ao local, parte das casas só entrega na tronqueira e sob a mão do dirigente, sem entrega individual na rua. Quem define é o fundamento da sua casa. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.
Quem é Exu Tranca-Ruas na Umbanda?
Tranca-Ruas é o guardião chamado de senhor dos caminhos e das encruzilhadas, um dos Exus mais cultuados na Umbanda e na Quimbanda. O nome é um título de função, e a tradição fala em falange: são vários Exus trabalhando na mesma vibração de guarda, de ordem e de movimento. O trabalho dele é firmar a proteção de pessoas e de casas, limpar caminho carregado e abrir passagem para quem está com a vida parada. A saudação mais ouvida é Laroyê.
Qual a diferença entre a oferenda para Exu e a oferenda para Exu Tranca-Ruas?
A oferenda para Exu saúda o mistério de Exu como um todo, tem no padê a sua base e serve para abrir trabalhos e caminhos de modo geral. A oferenda para Tranca-Ruas é dirigida: chama pelo nome um guardião específico dessa linha, aquele que a tradição encarrega da guarda das ruas, das portas e das tronqueiras. Os itens se parecem muito, porque a base continua sendo farofa de dendê, marafo, fumo e vela vermelha e preta, mas o sentido do pedido muda, aqui se pede guarda e desimpedimento de caminho. Se a sua intenção é apenas saudar Exu e abrir o dia, o padê já cumpre esse papel.
Exu Tranca-Ruas é o diabo?
Não. Exu não corresponde ao diabo cristão, e as religiões de matriz africana não trabalham com essa oposição absoluta entre bem e mal. Exu é o mensageiro, aquele que liga o plano espiritual ao material, e o guardião que vigia as passagens. A imagem diabólica foi colada nele durante a colonização, quando a catequese precisou demonizar as divindades africanas, e seguiu sendo repetida por preconceito. Quem convive com terreiro sabe que Tranca-Ruas é figura de guarda, de ordem e de disciplina.
Qual o dia e o horário de entregar a oferenda para Tranca-Ruas?
A segunda-feira é o dia mais guardado, tida em muitas casas como dia de Exu e das Almas, e a entrega costuma ser feita ao anoitecer. Muita gente evita as chamadas horas abertas, que são seis da manhã, meio-dia, seis da tarde e meia-noite. No calendário, o Dia de Finados, 2 de novembro, é data forte sobretudo para Tranca-Ruas das Almas. Confirme com o seu dirigente, porque cada casa guarda o seu costume.
O que não se faz numa oferenda para Exu Tranca-Ruas?
Não se pede mal a ninguém, e essa é a primeira regra: oferenda não é encomenda de prejuízo, é troca de respeito. Não se barganha, não se ameaça e não se trata a entidade como empregado. Não faça a entrega embriagado, não leve bebida estragada nem comida azeda, não acenda vela em mato seco, em calçada movimentada ou onde alguém possa se machucar, e não deixe plástico, isopor, vidro nem sacola largados na rua e na natureza: volte e recolha tudo. Também não há sacrifício de animais nesta oferenda. E se alguém cobrar caro prometendo resultado garantido, desconfie.
Posso fazer essa oferenda sozinho, sem ter terreiro?
Muita gente faz uma entrega simples de fé, com a farofa, uma vela e uma saudação respeitosa, e isso é aceito na maioria das casas. O que a tradição pede é bom senso: comece pelo simples, não improvise fundamento que você não conhece, não vá a lugar perigoso nem em horário de risco. Se o assunto é pesado e envolve demanda, doença ou conflito, procure uma casa séria e converse com o dirigente antes, porque assentamento, tronqueira e trabalho firmado são coisas que se fazem dentro do fundamento do terreiro e não por conta própria.
No padê de agradecimento a Tranca-Ruas, acendo a vela junto na encruzilhada ou acendo em casa e levo só a farofa para fora?
O costume mais difundido é acender a vela no mesmo local da entrega, junto com a farofa, o marafo e o charuto, porque o padê de agradecimento é lido como um gesto único: agradeça, deixe a oferenda e acenda a vela ali, saudando Laroyê antes de se retirar sem olhar para trás. Isso muda de casa para casa. Algumas linhas de fundamento preferem acender a vela em casa, no congá ou num cantinho reservado, e levar apenas a farofa e a bebida para a encruzilhada, entendendo que a chama da vela pede um espaço protegido que a rua nem sempre oferece. As duas formas têm fundamento e nenhuma anula a outra: o que importa é a intenção e o respeito ao acender. Se a sua casa tem um dirigente, essa é uma pergunta boa para levar a ele, porque o costume do terreiro vem sempre em primeiro lugar. Em qualquer dos dois casos, cuidado real com o fogo: vela em base firme, longe de mato seco, de lixo e de qualquer material que possa pegar fogo, e nunca deixada acesa sem segurança.
E-book · Padês de Exu
Aprenda a fazer e ofertar os padês de Exu
Guia completo em PDF, com fundamento: os padês passo a passo, dias, saudações e cuidados.
Conhecer o e-book →

Conheça outras oferendas

Conteúdo informativo e de fé. As oferendas têm uso espiritual e tradicional e variam de casa para casa. Não substituem a orientação do dirigente do seu terreiro; quando indicadas, devem ser confirmadas com o seu Pai ou Mãe de Santo. Respeite sempre a natureza e recolha o que ela não absorve.
← Ver todas as oferendas