Oferenda · Finalidade

Oferenda na Cachoeira

A oferenda na cachoeira é a entrega feita no campo de vibração de Oxum, onde a água doce cai sobre a pedreira de Xangô e a mata de Oxóssi fecha o cenário: leva-se mel, flores amarelas, frutas e uma vela, pede-se licença ao lugar e volta-se depois para recolher tudo o que a natureza não absorve.

Oferenda: Oferenda na Cachoeira
Resposta rápida

A oferenda na cachoeira é a entrega feita no campo de vibração de Oxum, onde a água doce cai sobre a pedreira de Xangô e a mata de Oxóssi fecha o cenário: leva-se mel, flores amarelas, frutas e uma vela, pede-se licença ao lugar e volta-se depois para recolher tudo o que a natureza não absorve. Leva mel puro, flores amarelas, frutas variadas e outros itens, e é entregue sobre a pedra seca ao lado da queda, ou na margem, nunca dentro do curso da água.

Conteúdo de fé e informativo: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme com o seu dirigente e respeite a natureza. Ver cuidados

Sobre a oferenda na cachoeira

Oferenda na Cachoeira é uma oferenda de limpeza, renovação, prosperidade, fertilidade e agradecimento nas águas doces na Umbanda, na vibração de Oxum. A oferenda na cachoeira é a entrega feita no campo de vibração de Oxum, onde a água doce cai sobre a pedreira de Xangô e a mata de Oxóssi fecha o cenário: leva-se mel, flores amarelas, frutas e uma vela, pede-se licença ao lugar e volta-se depois para recolher tudo o que a natureza não absorve.

TipoFinalidade
RegênciaOxum
Diasábado é o dia mais citado para Oxum, e muitas casas também usam o domingo pela manhã

Pode ofertar mesmo sem ter uma casa

Não tem uma casa ou terreiro fixo? Pode ofertar com tranquilidade e respeito: toda oferenda aqui tem fundamento umbandista, e a espiritualidade atende quando o gesto é feito com fé, amor e axé.

O que levar

  • Mel puromel puro, num potinho de barro ou de vidro que volta com vocêComprar
  • Flores amarelasrosas amarelas, girassóis ou lírios, só as flores, sem plástico e sem arameComprar
  • Frutas variadasfrutas de casca amarela como melão, pêssego, manga e banana-ouroComprar
  • Vela amarela (palito)uma ou cinco velas, acesas longe da mata e da vegetação secaComprar
  • Perfume / alfazemaum pouco de alfazema ou de perfume suave, borrifado na pedra e não na águaComprar
  • Espumante / champanheespumante ou suco de uva branco, nas casas que usam, servido em taça ou cuia que volta com vocêComprar
  • Vasilha de barroalguidar, cuia de coco ou folha limpa para assentar a oferendaComprar

Ao tocar em Comprar, você será levado à loja que preferir: Mercado Livre ou Shopee.

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Como ofertar (passo a passo)

  1. Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme.
  2. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor.
  3. A entrega começa na véspera. A orientação mais repetida é chegar leve: alimentação simples, sem bebida alcoólica, sem relação sexual e sem trabalho pesado no dia anterior, para economizar energia. Vá de roupa clara, de preferência de manhã, e leve uma sacola vazia para o retorno. Ao chegar, pare antes de descer, peça licença em voz baixa ao Orixá e ao lugar, saúde Oxum com um Ora Yê Yê Ô e só então avance. Escolha uma pedra seca, ao lado da queda ou na margem, e assente ali a vasilha com o mel, as frutas e as flores. Acenda a vela em local firme, longe de mato seco e de galho baixo, e proteja do vento com pedras. Fale o que veio dizer com calma, agradecendo antes de pedir. Se for o costume da sua casa, entre na água apenas para tomar o banho de cachoeira, deixando a água cair na nuca e nas costas, sem sabonete e sem nada além do próprio corpo. Ao sair, agradeça de novo. Muitas casas orientam ir embora sem olhar para trás.
  4. Vá até o local de entrega (sobre a pedra seca ao lado da queda, ou na margem, nunca dentro do curso da água) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda.
  5. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração.
  6. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue.
  7. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.

Onde e quando entregar

O local tradicional é sobre a pedra seca ao lado da queda, ou na margem, nunca dentro do curso da água. Costuma-se ofertar na sábado é o dia mais citado para Oxum, e muitas casas também usam o domingo pela manhã, dia regido por Oxum. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.

Atenção e cuidados

Este é o ponto em que a tradição e o cuidado com a natureza dizem exatamente a mesma coisa. Não jogue nada dentro da água: nem sabonete, nem óleo, nem dendê, nem alimento, nem bebida. Quem mora abaixo da nascente merece receber aquela água do mesmo jeito que ela chegou até você. Não deixe garrafa, louça, vidro, isopor, plástico, lata, sacola nem restos de vela. Leve tudo o que não for biodegradável de volta, e volte no dia seguinte, ou no terceiro dia contando o da entrega, para recolher o que sobrou. Cuidado dobrado com fogo em época seca: vela mal apoiada perto de vegetação já provocou incêndio em muita área de mata. Verifique também a segurança do local, porque cachoeira sobe rápido em dia de chuva na cabeceira, mesmo com sol embaixo. Oferenda entregue com respeito não deixa rastro. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: O que se leva muda bastante de casa para casa. A base mais comum é mel, flores amarelas, frutas e vela, e a partir daí cada terreiro acrescenta o que é do seu fundamento, de espumante e perfume até preparos de matriz mais afro, como o omolocum de feijão-fradinho com camarão e dendê. A leitura do lugar também varia: além de Oxum, muitas casas reconhecem na cachoeira a presença de Xangô na pedreira, de Oxóssi na mata em volta, e ainda de Ogum, Nanã, Iansã, Caboclos e Crianças. Vale ainda a diferença de vocabulário: oferenda é o termo geral da entrega ao Orixá, e despacho é o nome popular da oferenda entregue na rua ou na encruzilhada, e não sinônimo de trabalho de mal. Cachoeira recebe oferenda e obrigação. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.

Perguntas frequentes

Para que serve a oferenda na cachoeira?
A oferenda na cachoeira é a entrega feita no campo de vibração de Oxum, onde a água doce cai sobre a pedreira de Xangô e a mata de Oxóssi fecha o cenário: leva-se mel, flores amarelas, frutas e uma vela, pede-se licença ao lugar e volta-se depois para recolher tudo o que a natureza não absorve. É uma oferenda de limpeza, renovação, prosperidade, fertilidade e agradecimento nas águas doces, na vibração de Oxum.
O que levar na oferenda na cachoeira?
Tradicionalmente: mel puro, flores amarelas, frutas variadas, vela amarela (palito), perfume / alfazema, espumante / champanhe, vasilha de barro. Use itens limpos e de boa qualidade, com fé.
Onde e quando entregar?
O local tradicional é sobre a pedra seca ao lado da queda, ou na margem, nunca dentro do curso da água. Costuma-se ofertar na sábado é o dia mais citado para Oxum, e muitas casas também usam o domingo pela manhã, dia regido por Oxum. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.
Como ofertar passo a passo?
Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor. A entrega começa na véspera. A orientação mais repetida é chegar leve: alimentação simples, sem bebida alcoólica, sem relação sexual e sem trabalho pesado no dia anterior, para economizar energia. Vá de roupa clara, de preferência de manhã, e leve uma sacola vazia para o retorno. Ao chegar, pare antes de descer, peça licença em voz baixa ao Orixá e ao lugar, saúde Oxum com um Ora Yê Yê Ô e só então avance. Escolha uma pedra seca, ao lado da queda ou na margem, e assente ali a vasilha com o mel, as frutas e as flores. Acenda a vela em local firme, longe de mato seco e de galho baixo, e proteja do vento com pedras. Fale o que veio dizer com calma, agradecendo antes de pedir. Se for o costume da sua casa, entre na água apenas para tomar o banho de cachoeira, deixando a água cair na nuca e nas costas, sem sabonete e sem nada além do próprio corpo. Ao sair, agradeça de novo. Muitas casas orientam ir embora sem olhar para trás. Vá até o local de entrega (sobre a pedra seca ao lado da queda, ou na margem, nunca dentro do curso da água) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.
Quais os cuidados?
Este é o ponto em que a tradição e o cuidado com a natureza dizem exatamente a mesma coisa. Não jogue nada dentro da água: nem sabonete, nem óleo, nem dendê, nem alimento, nem bebida. Quem mora abaixo da nascente merece receber aquela água do mesmo jeito que ela chegou até você. Não deixe garrafa, louça, vidro, isopor, plástico, lata, sacola nem restos de vela. Leve tudo o que não for biodegradável de volta, e volte no dia seguinte, ou no terceiro dia contando o da entrega, para recolher o que sobrou. Cuidado dobrado com fogo em época seca: vela mal apoiada perto de vegetação já provocou incêndio em muita área de mata. Verifique também a segurança do local, porque cachoeira sobe rápido em dia de chuva na cabeceira, mesmo com sol embaixo. Oferenda entregue com respeito não deixa rastro. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: O que se leva muda bastante de casa para casa. A base mais comum é mel, flores amarelas, frutas e vela, e a partir daí cada terreiro acrescenta o que é do seu fundamento, de espumante e perfume até preparos de matriz mais afro, como o omolocum de feijão-fradinho com camarão e dendê. A leitura do lugar também varia: além de Oxum, muitas casas reconhecem na cachoeira a presença de Xangô na pedreira, de Oxóssi na mata em volta, e ainda de Ogum, Nanã, Iansã, Caboclos e Crianças. Vale ainda a diferença de vocabulário: oferenda é o termo geral da entrega ao Orixá, e despacho é o nome popular da oferenda entregue na rua ou na encruzilhada, e não sinônimo de trabalho de mal. Cachoeira recebe oferenda e obrigação. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.
O que levar de oferenda para a cachoeira?
A base mais tradicional é mel puro, flores amarelas, frutas de casca amarela e uma vela. A partir daí varia por casa: há terreiros que acrescentam espumante ou suco de uva, perfume de alfazema e preparos de fundamento. O mais importante não é o tamanho da entrega, e sim o cuidado com o que fica no lugar. Leve só o que a natureza absorve e recolha o resto.
O que não pode levar para a cachoeira?
Nada de plástico, isopor, vidro, garrafa, lata, sacola e louça. E nada dentro da água: nem sabonete, nem óleo, nem dendê, nem comida, nem bebida. A recomendação das casas mais cuidadosas é direta, quem está abaixo da nascente precisa receber a água limpa. Vela também não se deixa acesa sem supervisão nem perto de mato seco.
Qual o melhor dia para oferenda na cachoeira?
O sábado é o dia mais citado para Oxum, e muita gente prefere a manhã, pela luz e pela segurança. Algumas casas usam o domingo. Se você é da corrente de um terreiro, o calendário da sua casa vem antes de qualquer regra geral, e há oferendas de cachoeira que só se fazem em data de obrigação.
Preciso voltar para recolher a oferenda?
Precisa recolher tudo o que a natureza não absorve, e essa é uma orientação repetida por praticamente todas as casas que zelam pelos locais de força. O costume mais comum é voltar no dia seguinte, e há terreiros que orientam voltar no terceiro dia contando o da entrega. Recolha restos de vela, potes, embalagens e fósforos. Flores e frutas a própria natureza dá conta.
Posso tomar banho de cachoeira na hora da oferenda?
Muitas casas orientam justamente isso, e o banho de cachoeira é uma das práticas mais antigas da Umbanda, com registro de batismo de filhos nas águas. Entre com licença, deixe a água cair na nuca e nas costas, sem sabonete e sem produto nenhum, e saia agradecendo. Verifique antes a segurança do local e nunca entre sozinho nem em dia de chuva na cabeceira.
Oferenda na cachoeira é a mesma coisa que despacho?
Não é a mesma palavra. Oferenda é o termo geral da entrega feita ao Orixá, e despacho é como popularmente se chama a oferenda entregue na rua ou na encruzilhada, sem nenhum sentido de trabalho de mal, apesar do que o senso comum imagina. O que se entrega na cachoeira costuma ser chamado de oferenda ou de obrigação, conforme o fundamento da casa.
Precisa ser em cachoeira grande?
Não. O que a tradição procura é água doce corrente e limpa, e um riacho de mata, uma queda pequena ou uma nascente cumprem o mesmo papel. Vale mais um lugar seguro, limpo e de acesso permitido do que uma cachoeira famosa cheia de gente e cheia de lixo. Respeite propriedade privada, área de proteção ambiental e sinalização do local.

Conheça outras oferendas

Conteúdo informativo e de fé. As oferendas têm uso espiritual e tradicional e variam de casa para casa. Não substituem a orientação do dirigente do seu terreiro; quando indicadas, devem ser confirmadas com o seu Pai ou Mãe de Santo. Respeite sempre a natureza e recolha o que ela não absorve.
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