Imagem ilustrativaOferendasIansã
Abará de Iansã
Veja o que levar, como ofertar com respeito, onde e quando entregar e os cuidados com a natureza.
Resposta rápida
Abará é o bolinho de feijão fradinho temperado com cebola, camarão seco e azeite de dendê, embrulhado na folha de bananeira e cozido no vapor. É feito com a mesma massa do acarajé, mas não vai ao fogo no dendê fervente: cozinha devagar, dentro da folha.
Pesquisadores da culinária de terreiro registram o abará como comida votiva, preparada nos terreiros de Candomblé para os Orixás, e muitas casas o oferecem a Iansã, junto do acarajé. Na Umbanda, muitas casas conhecem o abará como oferenda de Iansã para pedir coragem e movimento.
É oferenda de Orixá: só se faz com a orientação do dirigente da sua casa. Leva feijão-fradinho, cebola roxa, camarão seco e outros itens.
Sobre a oferenda
Abará de Iansã é uma oferenda de pedir coragem, movimento, proteção contra os ventos ruins e força para mudar, e agradecer a iansã na Umbanda, na vibração de Iansã.
O abará e o acarajé saem da mesma massa de feijão fradinho, e o que muda é o fogo: o acarajé é frito no dendê, o abará é cozido no vapor dentro da folha de bananeira. Pesquisadores lembram que o nome vem do iorubá, e uma das explicações citadas é que vem de abalá, que algumas fontes traduzem como bolo de arroz.
Em Salvador, o abará é vendido também nos tabuleiros das baianas de acarajé, cujo ofício foi registrado pelo Iphan como patrimônio imaterial do Brasil. Nos terreiros, ele é comida votiva, e muitas casas o oferecem a Iansã, enquanto algumas o oferecem também a Obá e a Xangô.
Na Umbanda, o mais comum é oferecer o abará a Iansã no congá, com flores e vela. Siga sempre a orientação da sua casa.
- Tipo
- Orixá
- Regência
- Iansã
Pode ofertar mesmo sem ter uma casa. Não tem uma casa ou terreiro fixo? Pode ofertar com tranquilidade e respeito: toda oferenda aqui tem fundamento umbandista, e a espiritualidade atende quando o gesto é feito com fé, amor e axé.
O que levar
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- Feijão-fradinhoFeijão fradinho deixado de molho, sem casca, moído até virar uma massa lisaVer opções de compra
- Cebola roxaUma cebola ralada, batida junto com a massaVer opções de compra
- Camarão secoCamarão seco defumado, limpo e moído na massa e, se a casa usar, alguns inteiros por cimaVer opções de compra
- Azeite de dendêAzeite de dendê misturado na massa, que deixa o abará douradoVer opções de compra
- Folha de bananeiraFolhas de bananeira limpas e passadas no fogo para amolecer, para embrulhar cada abaráVer opções de compra
- Alguidar (vasilha de barro)Alguidar ou tigela de barro para servirVer opções de compra
- Flores vermelhas (cravos)Opcional, flores vermelhas ou cor de cobre para enfeitarVer opções de compra
- Vela amarela (palito)Vela amarela, ou vermelha, conforme a cor de Iansã na sua casaVer opções de compra
- Água mineralUm copo ou uma quartinha com água limpa ao ladoVer opções de compra
Como ofertar, passo a passo
Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme.
Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor.
Comece pela conversa com o dirigente, porque cada casa tem a sua receita e o seu fundamento. Confirmado, tome um banho de ervas do pescoço para baixo e vista roupa limpa. Na véspera, deixe o feijão fradinho de molho e esfregue os grãos entre as mãos para soltar as cascas, que boiam e são descartadas.
Moa o feijão com a cebola até virar uma massa lisa, junte o camarão seco moído, um pouco de sal e o azeite de dendê e bata bem com a colher de pau, que deixa a massa leve.
Passe as folhas de bananeira rapidamente no fogo, para ficarem macias, coloque uma colherada de massa no meio de cada uma e dobre como um envelope, bem fechado. Cozinhe os abarás no vapor, numa panela com pouca água no fundo, por cerca de 40 minutos, até a massa ficar firme.
Deixe esfriar, arrume no alguidar, ainda nas folhas ou abertos, como a casa ensinar. No local indicado, peça licença, acenda a vela, arrume o alguidar, as flores e o copo de água. Saúde com Eparrei, Oyá, e peça coragem, movimento e proteção. Agradeça e saia em silêncio.
Vá até o local de entrega e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda.
Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração.
Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue.
Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.
Onde e quando entregar
Onde entregar
Iansã é a senhora dos ventos, das tempestades e dos raios, e muitas casas entregam a comida dela no próprio congá, aos pés da imagem, ou num bambuzal limpo, conforme o fundamento. Quem está começando deve fazer a entrega no terreiro, com a licença do dirigente.
Em casa, cabe só uma prece a Iansã com uma vela e um copo de água. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.
Dia
Quarta feira, o dia de Iansã na maior parte das casas de Umbanda. Pelo sincretismo com Santa Bárbara, muitas casas fazem festa para Iansã em 4 de dezembro. Vale o calendário da sua casa. Os dias e horários variam conforme a casa; confirme com o seu dirigente.
Atenção e cuidados
Comida de Orixá pede cozinha limpa e preparo sem pressa, sem provar a massa durante o feitio, como ensinam muitas casas. A receita certa é a da sua casa: há terreiros que não usam sal, outros que usam gengibre ou pimenta, e outros que fazem o abará sem camarão.
Vela pede base firme e vigilância, longe de cortinas, papéis, crianças e animais. Na natureza, não deixe plástico, vidro nem papel alumínio: use folha e barro, que voltam para a terra. Depois do tempo que a casa determinar, o terreiro dá o destino certo à oferenda.
Desconfie de quem cobra caro para fazer oferenda ou promete resultado com prazo. A oferenda é ato de fé e não substitui cuidado médico nem orientação profissional. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois.
Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: O abará e o acarajé saem da mesma massa de feijão fradinho, e o que muda é o fogo: o acarajé é frito no dendê, o abará é cozido no vapor dentro da folha de bananeira.
Pesquisadores lembram que o nome vem do iorubá, e uma das explicações citadas é que vem de abalá, que algumas fontes traduzem como bolo de arroz. Em Salvador, o abará é vendido também nos tabuleiros das baianas de acarajé, cujo ofício foi registrado pelo Iphan como patrimônio imaterial do Brasil.
Nos terreiros, ele é comida votiva, e muitas casas o oferecem a Iansã, enquanto algumas o oferecem também a Obá e a Xangô. Na Umbanda, o mais comum é oferecer o abará a Iansã no congá, com flores e vela. Siga sempre a orientação da sua casa. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa.
Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.
Vela e fogo
Firme a vela em base segura, longe de mato seco, tecidos e folhas. Não deixe chama acesa sem ninguém por perto.
Respeito à natureza
Evite plástico e isopor. Volte para recolher velas, louças e embalagens: deixe só o que a natureza absorve.
Orientação da casa
A forma de ofertar varia de casa para casa. Na dúvida, confirme com o seu dirigente antes de entregar.
Perguntas frequentes
Para que serve a abará de iansã?
Abará é o bolinho de feijão fradinho temperado com cebola, camarão seco e azeite de dendê, embrulhado na folha de bananeira e cozido no vapor. É feito com a mesma massa do acarajé, mas não vai ao fogo no dendê fervente: cozinha devagar, dentro da folha.
Pesquisadores da culinária de terreiro registram o abará como comida votiva, preparada nos terreiros de Candomblé para os Orixás, e muitas casas o oferecem a Iansã, junto do acarajé. Na Umbanda, muitas casas conhecem o abará como oferenda de Iansã para pedir coragem e movimento.
É oferenda de Orixá: só se faz com a orientação do dirigente da sua casa. É uma oferenda de pedir coragem, movimento, proteção contra os ventos ruins e força para mudar, e agradecer a iansã, na vibração de Iansã.
O que levar na abará de iansã?
Tradicionalmente: feijão-fradinho, cebola roxa, camarão seco, azeite de dendê, folha de bananeira, alguidar (vasilha de barro), flores vermelhas (cravos), vela amarela (palito), água mineral. Use itens limpos e de boa qualidade, com fé.
Onde e quando entregar?
O local tradicional é Iansã é a senhora dos ventos, das tempestades e dos raios, e muitas casas entregam a comida dela no próprio congá, aos pés da imagem, ou num bambuzal limpo, conforme o fundamento. Quem está começando deve fazer a entrega no terreiro, com a licença do dirigente.
Em casa, cabe só uma prece a Iansã com uma vela e um copo de água. Costuma-se ofertar em quarta feira, o dia de Iansã na maior parte das casas de Umbanda. Pelo sincretismo com Santa Bárbara, muitas casas fazem festa para Iansã em 4 de dezembro. Vale o calendário da sua casa, dia regido por Iansã.
Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.
Como ofertar passo a passo?
Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor. Comece pela conversa com o dirigente, porque cada casa tem a sua receita e o seu fundamento.
Confirmado, tome um banho de ervas do pescoço para baixo e vista roupa limpa. Na véspera, deixe o feijão fradinho de molho e esfregue os grãos entre as mãos para soltar as cascas, que boiam e são descartadas.
Moa o feijão com a cebola até virar uma massa lisa, junte o camarão seco moído, um pouco de sal e o azeite de dendê e bata bem com a colher de pau, que deixa a massa leve.
Passe as folhas de bananeira rapidamente no fogo, para ficarem macias, coloque uma colherada de massa no meio de cada uma e dobre como um envelope, bem fechado. Cozinhe os abarás no vapor, numa panela com pouca água no fundo, por cerca de 40 minutos, até a massa ficar firme.
Deixe esfriar, arrume no alguidar, ainda nas folhas ou abertos, como a casa ensinar. No local indicado, peça licença, acenda a vela, arrume o alguidar, as flores e o copo de água. Saúde com Eparrei, Oyá, e peça coragem, movimento e proteção. Agradeça e saia em silêncio.
Vá até o local de entrega (Iansã é a senhora dos ventos, das tempestades e dos raios, e muitas casas entregam a comida dela no próprio congá, aos pés da imagem, ou num bambuzal limpo, conforme o fundamento. Quem está começando deve fazer a entrega no terreiro, com a licença do dirigente.
Em casa, cabe só uma prece a Iansã com uma vela e um copo de água.) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração.
Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.
Quais os cuidados?
Comida de Orixá pede cozinha limpa e preparo sem pressa, sem provar a massa durante o feitio, como ensinam muitas casas. A receita certa é a da sua casa: há terreiros que não usam sal, outros que usam gengibre ou pimenta, e outros que fazem o abará sem camarão.
Vela pede base firme e vigilância, longe de cortinas, papéis, crianças e animais. Na natureza, não deixe plástico, vidro nem papel alumínio: use folha e barro, que voltam para a terra. Depois do tempo que a casa determinar, o terreiro dá o destino certo à oferenda.
Desconfie de quem cobra caro para fazer oferenda ou promete resultado com prazo. A oferenda é ato de fé e não substitui cuidado médico nem orientação profissional. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois.
Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: O abará e o acarajé saem da mesma massa de feijão fradinho, e o que muda é o fogo: o acarajé é frito no dendê, o abará é cozido no vapor dentro da folha de bananeira.
Pesquisadores lembram que o nome vem do iorubá, e uma das explicações citadas é que vem de abalá, que algumas fontes traduzem como bolo de arroz. Em Salvador, o abará é vendido também nos tabuleiros das baianas de acarajé, cujo ofício foi registrado pelo Iphan como patrimônio imaterial do Brasil.
Nos terreiros, ele é comida votiva, e muitas casas o oferecem a Iansã, enquanto algumas o oferecem também a Obá e a Xangô. Na Umbanda, o mais comum é oferecer o abará a Iansã no congá, com flores e vela. Siga sempre a orientação da sua casa. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa.
Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.
O que é o abará de Iansã?
É o bolinho de feijão fradinho com cebola, camarão seco e dendê, embrulhado na folha de bananeira e cozido no vapor. Muitas casas o oferecem a Iansã, junto do acarajé.
Qual a diferença entre abará e acarajé?
Os dois são feitos com a mesma massa de feijão fradinho. O acarajé é frito no azeite de dendê, e o abará é cozido no vapor, dentro da folha de bananeira.
O abará é comida só de Iansã?
Não. Muitas casas o oferecem a Iansã, mas há terreiros que o oferecem também a Obá e a Xangô. Quem confirma o destino da comida é o dirigente da sua casa.
O abará leva pimenta?
Depende da casa. Na rua, o abará costuma vir com vatapá, caruru e pimenta, mas a comida de santo segue a receita do terreiro, e muitas casas não usam pimenta.
Qual o dia de oferecer o abará a Iansã?
A quarta feira, dia de Iansã na maior parte das casas de Umbanda. Muitas casas também fazem festa para Iansã em 4 de dezembro, dia de Santa Bárbara.
Qual a saudação de Iansã?
A mais usada é Eparrei, Oyá. A forma exata varia de casa para casa.
Posso fazer o abará em casa?
Oferenda de Orixá pede fundamento e licença. Em casa, cabe uma prece a Iansã com uma vela e um copo de água. Para preparar e entregar o abará, procure a orientação do seu terreiro.
Por que o abará é embrulhado na folha de bananeira?
Porque ele cozinha no vapor dentro da folha, que segura a massa e dá sabor. A folha também é material da terra, e muitas casas preferem servir a comida de santo nela.
Fontes e responsabilidade editorial
Contexto religioso
Tradição apresentada pelo Axé Umbanda. Os fundamentos variam entre casas; confirme a orientação com seu terreiro.
- Casa de Caridade Gauisa, Oferendas na Umbanda
- Conversando sobre a Umbanda, Padê: a cerimônia de Exu
- Raízes Espirituais, Oferendas e padês
- Centro Pai João de Angola, Oferendas (boiadeiros, pretos-velhos)
Conteúdo informativo e de fé. As oferendas têm uso espiritual e tradicional e variam de casa para casa. Não substituem a orientação do dirigente do seu terreiro; quando indicadas, devem ser confirmadas com o seu Pai ou Mãe de Santo. Respeite sempre a natureza e recolha o que ela não absorve.
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