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Ipeté de Oxum

Veja o que levar, como ofertar com respeito, onde e quando entregar e os cuidados com a natureza.

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Resposta rápida

Ipeté é a comida preferida de Oxum: inhame cozido e amassado, temperado com cebola, camarão seco e azeite de dendê. Também é chamado de peté ou apeté.

No Candomblé da Bahia, ele é tão importante que dá nome a uma festa, a festa do Ipeté de Oxum, e é cercado de segredo: muitas casas não mostram a comida e só servem um pouco na folha, das mãos do próprio Orixá. Na Umbanda, muitas casas conhecem o ipeté como oferenda de Oxum para pedir fertilidade, prosperidade e doçura.

É oferenda de Orixá: só se faz com a orientação do dirigente da sua casa. Leva inhame, cebola roxa, camarão seco e outros itens.

Sobre a oferenda

Ipeté de Oxum é uma oferenda de pedir fertilidade, prosperidade, doçura e calma, e agradecer a oxum pelas graças do ano na Umbanda, na vibração de Oxum.

Não existe uma receita única, e isso é parte do fundamento.

Numa pesquisa feita em cinco terreiros de Candomblé de Salvador, publicada em 2025, o ipeté apareceu sempre com inhame amassado e camarão seco, mas uma das casas trocou o dendê por azeite de oliva, e nenhuma usou pimenta, embora livros antigos de culinária baiana citem pimenta na receita.

Há também versões com camarão fresco e, no Sudeste, versões com inhame cará, dendê e mel. Em várias casas, a comida sai do quarto de santo escondida num balaio, entre panos, flores e folhas de samambaia, e cada pessoa recebe só um pouquinho na folha.

Pesquisadores lembram ainda que o ipeté é parente do bobó, que trocou o inhame pela mandioca. Na Umbanda, o mais comum é oferecer o ipeté a Oxum no congá, com flores amarelas e mel. Siga sempre a orientação da sua casa.

Tipo
Orixá
Regência
Oxum

Pode ofertar mesmo sem ter uma casa. Não tem uma casa ou terreiro fixo? Pode ofertar com tranquilidade e respeito: toda oferenda aqui tem fundamento umbandista, e a espiritualidade atende quando o gesto é feito com fé, amor e axé.

O que levar

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Como ofertar, passo a passo

  1. Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme.

  2. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor.

  3. Comece pela conversa com o dirigente, porque o ipeté é comida de muito segredo e cada casa tem a sua receita. Confirmado o fundamento, tome um banho de ervas doces do pescoço para baixo e vista roupa clara e limpa.

    A receita mais conhecida, registrada por pesquisadores da culinária de terreiro, começa cozinhando o inhame com casca. Depois de descascado, ele é amassado na mesma panela em que cozinhou, até virar uma massa lisa, sem pedaços. À parte, a cebola ralada é refogada no azeite de dendê com o camarão seco moído.

    Tudo é misturado ao inhame, com pouco sal, até ficar uma pasta cremosa e dourada. Algumas casas enfeitam com camarões inteiros por cima. Coloque o ipeté no alguidar, sobre a folha de bananeira, se usar. No local indicado, peça licença, acenda a vela amarela, arrume o alguidar, as flores e o copo de água.

    Saúde com Ora Yê Yê Ô, Oxum, e peça fertilidade, prosperidade, calma e doçura para a sua vida. Agradeça e saia em silêncio.

  4. Vá até o local de entrega e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda.

  5. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração.

  6. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue.

  7. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.

Onde e quando entregar

Onde entregar

Oxum é a senhora das águas doces, e muitas casas entregam a comida dela no próprio congá, aos pés da imagem, ou à beira de um rio ou de uma cachoeira limpa, conforme o fundamento. Quem está começando deve fazer a entrega no terreiro, com a licença do dirigente.

Em casa, cabe só uma prece a Oxum com uma vela amarela e um copo de água. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.

Dia

Sábado, o dia de Oxum na maior parte das casas de Umbanda. No Candomblé da Bahia, a festa do Ipeté costuma acontecer alguns dias depois da festa de Oxum, e em muitas casas ela fecha o calendário de festas do ano, entre outubro e dezembro. Vale o calendário da sua casa.

Os dias e horários variam conforme a casa; confirme com o seu dirigente.

Atenção e cuidados

Oxum pede capricho, limpeza e delicadeza: a cozinha precisa estar bem limpa e o preparo, sem pressa. Muitas casas não usam pimenta no ipeté, e algumas qualidades de Oxum não comem dendê, por isso a receita certa é a da sua casa. Vela pede base firme e vigilância, longe de cortinas, papéis, crianças e animais.

Na natureza, não deixe plástico, vidro nem papel alumínio: use folha e barro, que voltam para a terra. Depois do tempo que a casa determinar, o terreiro dá o destino certo à oferenda. Desconfie de quem cobra caro para fazer oferenda ou promete gravidez ou dinheiro com prazo.

A oferenda é ato de fé e não substitui cuidado médico nem orientação profissional. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio.

Observação: Não existe uma receita única, e isso é parte do fundamento.

Numa pesquisa feita em cinco terreiros de Candomblé de Salvador, publicada em 2025, o ipeté apareceu sempre com inhame amassado e camarão seco, mas uma das casas trocou o dendê por azeite de oliva, e nenhuma usou pimenta, embora livros antigos de culinária baiana citem pimenta na receita.

Há também versões com camarão fresco e, no Sudeste, versões com inhame cará, dendê e mel. Em várias casas, a comida sai do quarto de santo escondida num balaio, entre panos, flores e folhas de samambaia, e cada pessoa recebe só um pouquinho na folha.

Pesquisadores lembram ainda que o ipeté é parente do bobó, que trocou o inhame pela mandioca. Na Umbanda, o mais comum é oferecer o ipeté a Oxum no congá, com flores amarelas e mel. Siga sempre a orientação da sua casa. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa.

Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.

  • Vela e fogo

    Firme a vela em base segura, longe de mato seco, tecidos e folhas. Não deixe chama acesa sem ninguém por perto.

  • Respeito à natureza

    Evite plástico e isopor. Volte para recolher velas, louças e embalagens: deixe só o que a natureza absorve.

  • Orientação da casa

    A forma de ofertar varia de casa para casa. Na dúvida, confirme com o seu dirigente antes de entregar.

Perguntas frequentes

Para que serve a ipeté de oxum?

Ipeté é a comida preferida de Oxum: inhame cozido e amassado, temperado com cebola, camarão seco e azeite de dendê. Também é chamado de peté ou apeté.

No Candomblé da Bahia, ele é tão importante que dá nome a uma festa, a festa do Ipeté de Oxum, e é cercado de segredo: muitas casas não mostram a comida e só servem um pouco na folha, das mãos do próprio Orixá. Na Umbanda, muitas casas conhecem o ipeté como oferenda de Oxum para pedir fertilidade, prosperidade e doçura.

É oferenda de Orixá: só se faz com a orientação do dirigente da sua casa. É uma oferenda de pedir fertilidade, prosperidade, doçura e calma, e agradecer a oxum pelas graças do ano, na vibração de Oxum.

O que levar na ipeté de oxum?

Tradicionalmente: inhame, cebola roxa, camarão seco, azeite de dendê, alguidar (vasilha de barro), folha de bananeira, flores amarelas, vela amarela (palito), água mineral. Use itens limpos e de boa qualidade, com fé.

Onde e quando entregar?

O local tradicional é Oxum é a senhora das águas doces, e muitas casas entregam a comida dela no próprio congá, aos pés da imagem, ou à beira de um rio ou de uma cachoeira limpa, conforme o fundamento. Quem está começando deve fazer a entrega no terreiro, com a licença do dirigente.

Em casa, cabe só uma prece a Oxum com uma vela amarela e um copo de água. Costuma-se ofertar na sábado, o dia de Oxum na maior parte das casas de Umbanda.

No Candomblé da Bahia, a festa do Ipeté costuma acontecer alguns dias depois da festa de Oxum, e em muitas casas ela fecha o calendário de festas do ano, entre outubro e dezembro. Vale o calendário da sua casa, dia regido por Oxum.

Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.

Como ofertar passo a passo?

Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor.

Comece pela conversa com o dirigente, porque o ipeté é comida de muito segredo e cada casa tem a sua receita. Confirmado o fundamento, tome um banho de ervas doces do pescoço para baixo e vista roupa clara e limpa.

A receita mais conhecida, registrada por pesquisadores da culinária de terreiro, começa cozinhando o inhame com casca. Depois de descascado, ele é amassado na mesma panela em que cozinhou, até virar uma massa lisa, sem pedaços. À parte, a cebola ralada é refogada no azeite de dendê com o camarão seco moído.

Tudo é misturado ao inhame, com pouco sal, até ficar uma pasta cremosa e dourada. Algumas casas enfeitam com camarões inteiros por cima. Coloque o ipeté no alguidar, sobre a folha de bananeira, se usar. No local indicado, peça licença, acenda a vela amarela, arrume o alguidar, as flores e o copo de água.

Saúde com Ora Yê Yê Ô, Oxum, e peça fertilidade, prosperidade, calma e doçura para a sua vida. Agradeça e saia em silêncio.

Vá até o local de entrega (Oxum é a senhora das águas doces, e muitas casas entregam a comida dela no próprio congá, aos pés da imagem, ou à beira de um rio ou de uma cachoeira limpa, conforme o fundamento. Quem está começando deve fazer a entrega no terreiro, com a licença do dirigente.

Em casa, cabe só uma prece a Oxum com uma vela amarela e um copo de água.) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração.

Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.

Quais os cuidados?

Oxum pede capricho, limpeza e delicadeza: a cozinha precisa estar bem limpa e o preparo, sem pressa. Muitas casas não usam pimenta no ipeté, e algumas qualidades de Oxum não comem dendê, por isso a receita certa é a da sua casa. Vela pede base firme e vigilância, longe de cortinas, papéis, crianças e animais.

Na natureza, não deixe plástico, vidro nem papel alumínio: use folha e barro, que voltam para a terra. Depois do tempo que a casa determinar, o terreiro dá o destino certo à oferenda. Desconfie de quem cobra caro para fazer oferenda ou promete gravidez ou dinheiro com prazo.

A oferenda é ato de fé e não substitui cuidado médico nem orientação profissional. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio.

Observação: Não existe uma receita única, e isso é parte do fundamento.

Numa pesquisa feita em cinco terreiros de Candomblé de Salvador, publicada em 2025, o ipeté apareceu sempre com inhame amassado e camarão seco, mas uma das casas trocou o dendê por azeite de oliva, e nenhuma usou pimenta, embora livros antigos de culinária baiana citem pimenta na receita.

Há também versões com camarão fresco e, no Sudeste, versões com inhame cará, dendê e mel. Em várias casas, a comida sai do quarto de santo escondida num balaio, entre panos, flores e folhas de samambaia, e cada pessoa recebe só um pouquinho na folha.

Pesquisadores lembram ainda que o ipeté é parente do bobó, que trocou o inhame pela mandioca. Na Umbanda, o mais comum é oferecer o ipeté a Oxum no congá, com flores amarelas e mel. Siga sempre a orientação da sua casa. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa.

Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.

O que é o ipeté de Oxum?

É a comida preferida de Oxum: inhame cozido e amassado, temperado com cebola, camarão seco e azeite de dendê. Também é chamado de peté ou apeté, e no Candomblé da Bahia dá nome a uma festa.

Qual a diferença entre ipeté e omolocum?

Os dois são comidas de Oxum. O omolocum é feito com feijão fradinho, cebola, camarão seco e dendê, e costuma levar ovos cozidos por cima. O ipeté é feito com inhame amassado.

O que é a festa do Ipeté?

É uma festa de Oxum feita em muitas casas de Candomblé da Bahia, em que o Orixá sai com a comida na cabeça e distribui um pouco a cada pessoa. Em muitas casas, ela acontece alguns dias depois da festa de Oxum e fecha o calendário de festas do ano.

O ipeté leva pimenta?

Na maioria das casas, não. Uma pesquisa em cinco terreiros de Salvador não encontrou pimenta em nenhum ipeté, embora alguns livros antigos citem a pimenta. Siga a receita da sua casa.

Posso usar azeite doce no lugar do dendê?

Algumas casas fazem assim, porque certas qualidades de Oxum não comem dendê. Quem decide é o dirigente, que conhece a Oxum da sua casa.

Qual o dia de oferecer o ipeté a Oxum?

O sábado, dia de Oxum na maior parte das casas de Umbanda. No Candomblé, a festa do Ipeté segue o calendário de cada terreiro.

Qual a saudação de Oxum?

A mais usada é Ora Yê Yê Ô, Oxum, que muitas casas traduzem como salve a mãe benevolente. Use a forma ensinada na sua casa.

Posso fazer o ipeté em casa?

Oferenda de Orixá pede fundamento e licença. Em casa, cabe uma prece a Oxum com uma vela amarela e um copo de água. Para preparar e entregar o ipeté, procure a orientação do seu terreiro.

Fontes e responsabilidade editorial

Contexto religioso

Tradição apresentada pelo Axé Umbanda. Os fundamentos variam entre casas; confirme a orientação com seu terreiro.

  • Casa de Caridade Gauisa, Oferendas na Umbanda
  • Conversando sobre a Umbanda, Padê: a cerimônia de Exu
  • Raízes Espirituais, Oferendas e padês
  • Centro Pai João de Angola, Oferendas (boiadeiros, pretos-velhos)

Conteúdo informativo e de fé. As oferendas têm uso espiritual e tradicional e variam de casa para casa. Não substituem a orientação do dirigente do seu terreiro; quando indicadas, devem ser confirmadas com o seu Pai ou Mãe de Santo. Respeite sempre a natureza e recolha o que ela não absorve.

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