
Ogã é o médium que sustenta o ritmo sagrado do terreiro: o responsável por tocar os atabaques e conduzir a curimba, os pontos cantados que chamam e firmam as entidades na gira. Entenda a função do ogã, a ligação com a curimba e o atabaque e como alguém se torna ogã.
O ogã é o médium que sustenta o ritmo sagrado da Umbanda: a pessoa responsável por tocar os atabaques e conduzir a curimba, o conjunto de toques e pontos cantados que abre a gira, chama as entidades e firma a corrente durante os trabalhos. Longe de ser um simples músico, o ogã é peça fundamental do ritual: é ele quem mantém a vibração da casa firme, do começo ao fim da reunião. Entenda a função do ogã, a sua ligação com a curimba e o atabaque e como alguém se torna ogã.
O que é o ogã
Ogã, também escrito ogan ou ogã de curimba, é o médium que, na Umbanda, se dedica ao toque dos atabaques e ao canto dos pontos nos dias de gira. É um médium de sustentação: em vez de incorporar, ele firma a corrente pela força do ritmo e da voz, mantendo a vibração adequada para que os guias trabalhem. Por isso se diz que o ogã é o coração rítmico do terreiro, aquele que dá o compasso do trabalho espiritual.
Ogã e curimba: o coração rítmico do terreiro
A curimba é o grupo responsável pelos toques e cantos sagrados dentro do terreiro. São os curimbeiros que percutem os atabaques e conhecem os pontos cantados para cada momento do ritual, da abertura ao fechamento. O ogã é quem comanda esse setor: puxa os pontos, marca os toques e conduz a curimba para que cada parte da gira tenha o ritmo e a cantiga certos. Sem a curimba firme, a gira perde força, pois é pelo som que se chama e se firma cada linha de trabalho.
O atabaque, instrumento sagrado
O atabaque é o instrumento de percussão sagrado da Umbanda, tratado com respeito e fundamento, e não como um tambor comum. Pelos diferentes toques, ele chama os Orixás e as entidades, marca a saudação de cada linha e sustenta a energia da casa. Cabe ao ogã conhecer e executar esses toques com firmeza, mantendo a vibração adequada durante todo o ritual. Em muitas casas, os atabaques têm nomes e cuidados próprios, e só tocam com a devida licença.
Como alguém se torna ogã
Ser ogã é uma função de confiança e responsabilidade, geralmente indicada pela espiritualidade e confirmada pelo dirigente da casa. O ideal é que o novo ogã seja pessoa séria e estudiosa, que conheça os fundamentos da religião e se dedique a aprender os toques e os pontos, muitas vezes numa escola de curimba. Não basta ter talento musical: é preciso compromisso, humildade e entrega ao serviço da casa, pois o ogã sustenta espiritualmente o trabalho de todos.
A importância do ogã na gira
O ogã é peça fundamental do ritual umbandista. É ele quem abre a gira com os pontos de defumação e de abertura, chama cada linha no momento certo, ampara os médiuns durante a incorporação e conduz o fechamento dos trabalhos. Um bom ogã percebe o andamento da gira e ajusta o toque e a cantiga para firmar a corrente e amparar quem está incorporando. Por isso, o ogã é respeitado como sustentação e firmeza da casa, tão importante quanto os médiuns de incorporação.
Fontes e referências
Perguntas frequentes
O que faz um ogã na Umbanda?
Qual a diferença entre ogã e curimba?
O ogã incorpora entidade?
Como se tornar ogã?
Qual a diferença entre ogã e ekedi?
Weverton Pansan e Maria Amélia Pansan são médiuns de um terreiro de Umbanda em São Paulo e mantêm o Axé Umbanda com fundamento, respeito à tradição e fontes confiáveis.
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