Erva · Geral

Bálsamo (Sedum dendroideum)

Suculenta de folha grossa e brilhante que quase toda avó brasileira tem no quintal, o bálsamo é lido na tradição de terreiro como erva fria de autoestima e de reconstrução: entra no banho de energização que vem depois do descarrego, no bate-folha e na maçarocada de ervas. Não é erva de corte, não tem regência de Orixá firmada e aparece com mais força nas mãos dos Pretos Velhos e dos Caboclos.

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Bálsamo (Sedum dendroideum) é uma erva fria da Umbanda, regida por Geral. Suculenta de folha grossa e brilhante que quase toda avó brasileira tem no quintal, o bálsamo é lido na tradição de terreiro como erva fria de autoestima e de reconstrução: entra no banho de energização que vem depois do descarrego, no bate-folha e na maçarocada de ervas. Não é erva de corte, não tem regência de Orixá firmada e aparece com mais força nas mãos dos Pretos Velhos e dos Caboclos. Pode ser usada inclusive na cabeça, em banhos de equilíbrio. Atenção: Uso espiritual e de tradição popular, sem promessa de resultado, e nada aqui é orientação médica. Três cuidados de identificação importam mais que qualquer receita. O primeiro: o bálsamo de horta e de terreiro é o Sedum dendroideum, suculenta da família Crassulaceae, nativa do México e cultivada no Brasil inteiro, com folhas espatuladas reunidas em roseta na ponta dos ramos e flores amarelas pequenas no outono e no inverno. Você vai encontrar página de instituição respeitada dizendo que ela vem da África do Sul e da Ásia, mas a origem aceita na botânica é o México. O segundo: nas lojas de artigo religioso existe um bálsamo vendido em casca, e esse é outra planta, o Myroxylon peruiferum, a cabreúva-vermelha, árvore brasileira de onde sai a resina que também se chama bálsamo. Se você pedir bálsamo e receber casca, não é a folha do seu quintal. O terceiro: bálsamo não é folha-da-fortuna nem saião. As três são suculentas de folha grossa e por isso as pessoas trocam os nomes, mas folha-da-fortuna e saião são do gênero Kalanchoe, têm folha de borda recortada que brota mudinhas nas beiradas e no catálogo têm páginas próprias, com outro fundamento. Sobre a pele, faça um teste em área pequena na primeira vez, evite os olhos e as mucosas e não use sobre ferida grande, infeccionada ou queimadura extensa, que é caso de médico. Sobre ingerir, a resposta honesta é não: a medicina popular usa o suco e até a folha crua na salada, mas os estudos disponíveis são poucos e há registro de que o extrato reduz a produção de espermatozoides viáveis, tendo sido descrito como espermicida potente. Por isso, evite completamente o uso interno em gestantes, em lactantes, em crianças e em quem está tentando engravidar, e não faça chá por conta própria. Confirme sempre o uso ritual com o dirigente da sua casa.

Atenção e cuidados

Uso espiritual e de tradição popular, sem promessa de resultado, e nada aqui é orientação médica. Três cuidados de identificação importam mais que qualquer receita. O primeiro: o bálsamo de horta e de terreiro é o Sedum dendroideum, suculenta da família Crassulaceae, nativa do México e cultivada no Brasil inteiro, com folhas espatuladas reunidas em roseta na ponta dos ramos e flores amarelas pequenas no outono e no inverno. Você vai encontrar página de instituição respeitada dizendo que ela vem da África do Sul e da Ásia, mas a origem aceita na botânica é o México. O segundo: nas lojas de artigo religioso existe um bálsamo vendido em casca, e esse é outra planta, o Myroxylon peruiferum, a cabreúva-vermelha, árvore brasileira de onde sai a resina que também se chama bálsamo. Se você pedir bálsamo e receber casca, não é a folha do seu quintal. O terceiro: bálsamo não é folha-da-fortuna nem saião. As três são suculentas de folha grossa e por isso as pessoas trocam os nomes, mas folha-da-fortuna e saião são do gênero Kalanchoe, têm folha de borda recortada que brota mudinhas nas beiradas e no catálogo têm páginas próprias, com outro fundamento. Sobre a pele, faça um teste em área pequena na primeira vez, evite os olhos e as mucosas e não use sobre ferida grande, infeccionada ou queimadura extensa, que é caso de médico. Sobre ingerir, a resposta honesta é não: a medicina popular usa o suco e até a folha crua na salada, mas os estudos disponíveis são poucos e há registro de que o extrato reduz a produção de espermatozoides viáveis, tendo sido descrito como espermicida potente. Por isso, evite completamente o uso interno em gestantes, em lactantes, em crianças e em quem está tentando engravidar, e não faça chá por conta própria. Confirme sempre o uso ritual com o dirigente da sua casa.

Sobre a bálsamo (sedum dendroideum)

Bálsamo (Sedum dendroideum) é uma erva fria da Umbanda, regida por Geral. Suculenta de folha grossa e brilhante que quase toda avó brasileira tem no quintal, o bálsamo é lido na tradição de terreiro como erva fria de autoestima e de reconstrução: entra no banho de energização que vem depois do descarrego, no bate-folha e na maçarocada de ervas. Não é erva de corte, não tem regência de Orixá firmada e aparece com mais força nas mãos dos Pretos Velhos e dos Caboclos.

RegênciaGeral
ClasseErva fria
Parte usadafolhas
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Para que serve

Suculenta de folha grossa e brilhante que quase toda avó brasileira tem no quintal, o bálsamo é lido na tradição de terreiro como erva fria de autoestima e de reconstrução: entra no banho de energização que vem depois do descarrego, no bate-folha e na maçarocada de ervas. Não é erva de corte, não tem regência de Orixá firmada e aparece com mais força nas mãos dos Pretos Velhos e dos Caboclos. Na Umbanda, atua principalmente em:

  • Banho de energização e de autoestima, do pescoço para baixo, depois da limpeza
  • Banho de descarrego suave, em mistura com outras ervas frias e mornas
  • Bate-folha e maçarocada de ervas, conduzidos por quem tem fundamento
  • Planta viva no vaso de barro, na varanda ou na horta de casa, como erva de cuidado
  • Uso caseiro externo da folha em pequeno ferimento e em queimadura leve, fora do campo ritual

Modos de uso

Banho

Entra em banhos de equilíbrio, podendo ir à cabeça. Veja o passo a passo na nossa seção de Banhos.

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Chá / uso interno

O chá de Bálsamo (Sedum dendroideum) existe na tradição popular, mas pede cautela: evite em gestantes, crianças e por tempo prolongado, e só use com orientação. Na Umbanda, ela é mais aproveitada em banho, defumação e oferenda.

Quando usar

Combina com a lua crescente (para atrair e fazer crescer) e a lua cheia (para equilíbrio e elevação). Faça com fé, pedindo licença ao guia e à própria erva. Por ser uma erva fria, pode ser usada inclusive na cabeça (ori), em banhos de equilíbrio e harmonização.

Perguntas frequentes

Bálsamo (Sedum dendroideum) é de qual Orixá?
Bálsamo (Sedum dendroideum) é uma erva regida por Geral. Na Umbanda é considerada uma erva fria.
Para que serve Bálsamo (Sedum dendroideum) na Umbanda?
Suculenta de folha grossa e brilhante que quase toda avó brasileira tem no quintal, o bálsamo é lido na tradição de terreiro como erva fria de autoestima e de reconstrução: entra no banho de energização que vem depois do descarrego, no bate-folha e na maçarocada de ervas. Não é erva de corte, não tem regência de Orixá firmada e aparece com mais força nas mãos dos Pretos Velhos e dos Caboclos. É usada principalmente em: banho de energização e de autoestima, do pescoço para baixo, depois da limpeza, banho de descarrego suave, em mistura com outras ervas frias e mornas, bate-folha e maçarocada de ervas, conduzidos por quem tem fundamento, planta viva no vaso de barro, na varanda ou na horta de casa, como erva de cuidado, uso caseiro externo da folha em pequeno ferimento e em queimadura leve, fora do campo ritual.
Pode tomar chá de Bálsamo (Sedum dendroideum)?
O chá de Bálsamo (Sedum dendroideum) existe na tradição popular, mas pede cautela: evite em gestantes, crianças e por tempo prolongado, e só use com orientação. Na Umbanda, ela é mais aproveitada em banho, defumação e oferenda.
Bálsamo (Sedum dendroideum) é quente ou fria?
Bálsamo (Sedum dendroideum) é uma erva fria. Por ser uma erva fria, pode ser usada inclusive na cabeça (ori), em banhos de equilíbrio e harmonização.
Quais os cuidados ao usar Bálsamo (Sedum dendroideum)?
Uso espiritual e de tradição popular, sem promessa de resultado, e nada aqui é orientação médica. Três cuidados de identificação importam mais que qualquer receita. O primeiro: o bálsamo de horta e de terreiro é o Sedum dendroideum, suculenta da família Crassulaceae, nativa do México e cultivada no Brasil inteiro, com folhas espatuladas reunidas em roseta na ponta dos ramos e flores amarelas pequenas no outono e no inverno. Você vai encontrar página de instituição respeitada dizendo que ela vem da África do Sul e da Ásia, mas a origem aceita na botânica é o México. O segundo: nas lojas de artigo religioso existe um bálsamo vendido em casca, e esse é outra planta, o Myroxylon peruiferum, a cabreúva-vermelha, árvore brasileira de onde sai a resina que também se chama bálsamo. Se você pedir bálsamo e receber casca, não é a folha do seu quintal. O terceiro: bálsamo não é folha-da-fortuna nem saião. As três são suculentas de folha grossa e por isso as pessoas trocam os nomes, mas folha-da-fortuna e saião são do gênero Kalanchoe, têm folha de borda recortada que brota mudinhas nas beiradas e no catálogo têm páginas próprias, com outro fundamento. Sobre a pele, faça um teste em área pequena na primeira vez, evite os olhos e as mucosas e não use sobre ferida grande, infeccionada ou queimadura extensa, que é caso de médico. Sobre ingerir, a resposta honesta é não: a medicina popular usa o suco e até a folha crua na salada, mas os estudos disponíveis são poucos e há registro de que o extrato reduz a produção de espermatozoides viáveis, tendo sido descrito como espermicida potente. Por isso, evite completamente o uso interno em gestantes, em lactantes, em crianças e em quem está tentando engravidar, e não faça chá por conta própria. Confirme sempre o uso ritual com o dirigente da sua casa. Este conteúdo é informativo e de fé, não substitui orientação médica nem a do dirigente do seu terreiro.
Para que serve o bálsamo na Umbanda?
A tradição de terreiro usa o bálsamo como erva de reconstrução e de amor-próprio. O material de estudo do Terreiro do Pai Maneco descreve a planta como erva fria e específica feminina, ligada à autoestima e à sensibilidade do espírito, e indica as folhas para banho energético, banho de descarrego, bate-folha e maçarocada de ervas. Na prática das casas, ele é a erva que vem depois da limpeza, para levantar quem ficou vazio.
Bálsamo é erva de qual Orixá?
Aqui a resposta honesta é que não existe regência firmada. Nas listas de ervas por Orixá o bálsamo simplesmente não aparece, e quando aparece é do lado das entidades: a pesquisa do Terreiro do Pai Maneco lista o bálsamo entre as ervas dos Pretos Velhos e entre as dos Caboclos e Índios, não entre as de um Orixá. Já a classificação do erveiro Adriano Camargo, muito usada na Umbanda Sagrada, coloca o bálsamo entre as ervas mornas de Oxumarê, ligadas a renovar, restaurar e rejuvenescer. São duas leituras diferentes, e nenhuma anula a outra: pergunte ao seu dirigente qual vale na sua casa.
Bálsamo é erva quente, morna ou fria?
Depende da escola, e a divergência é conhecida. O Terreiro do Pai Maneco classifica o bálsamo como erva fria, específica feminina. A tabela de Adriano Camargo o traz como erva morna, equilibradora, na vibração de Oxumarê. Na prática o efeito é próximo, porque tanto fria como morna são categorias de erva mansa: nenhuma das duas corta, nenhuma agride e as duas servem para repor energia. O que fica claro é o que o bálsamo não é: ele não é erva quente de corte, então não use no lugar de arruda ou de guiné.
Qual a diferença entre bálsamo, folha-da-fortuna e saião?
São plantas de gêneros diferentes que só se parecem por serem suculentas de folha grossa. O bálsamo é Sedum dendroideum, tem folha lisa, brilhante, em forma de espátula, agrupada em roseta na ponta do ramo, e dá cacho de florzinhas amarelas. A folha-da-fortuna e o saião são Kalanchoe, principalmente Kalanchoe pinnata e Kalanchoe brasiliensis, têm folha maior, de borda recortada, e a marca registrada delas é brotar mudinhas nas beiradas da folha caída. No catálogo, saião e folha-da-costa têm páginas próprias, com fundamento de Oxalá e de Xangô, que é outro assunto.
O bálsamo da loja de umbanda é o mesmo do meu quintal?
Muitas vezes não. O bálsamo vendido em casca ou em resina nas casas de artigo religioso é o Myroxylon peruiferum, a cabreúva-vermelha, árvore nativa brasileira usada há muito tempo na medicina popular para as vias respiratórias. A suculenta do quintal é o Sedum dendroideum. O nome popular é o mesmo e o uso é diferente, então na hora de comprar diga qual você quer, e se a receita da casa pedir folha, folha é folha, casca não serve.
Como fazer banho de bálsamo em casa?
Colha de três a sete folhas frescas, lave, amasse levemente com as mãos consagrando o preparo e coloque num recipiente. Ferva um litro de água, desligue e despeje por cima, tampando de dez a quinze minutos, sem deixar a folha ferver junto. Coe muito bem, porque a folha solta uma água gelatinosa. Tome o banho de higiene primeiro e jogue o banho morno do pescoço para baixo, sem enxaguar. Ele funciona melhor depois de um descarrego, e não no lugar dele.
Pode tomar chá de bálsamo ou comer a folha?
A orientação prudente é não fazer isso por conta própria. A folha é usada na medicina popular em suco e até crua, e há fontes de jardinagem que a tratam como comestível, mas a pesquisa disponível é escassa e existe registro de que o extrato reduz a produção de espermatozoides viáveis, tendo sido descrito como espermicida potente. Gestantes, lactantes, crianças e quem está tentando engravidar devem evitar o uso interno por completo. O que este catálogo trata é o uso ritual externo, que é banho, do pescoço para baixo.

Conheça outras ervas

Conteúdo informativo e de fé. As ervas têm usos espirituais tradicionais e não substituem acompanhamento médico nem a orientação do dirigente do seu terreiro. Em caso de gravidez, crianças, animais ou problemas de saúde, redobre o cuidado e busque orientação.
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