Erva · Oxóssi

Folha da Fortuna (Kalanchoe pinnata)

A folha da fortuna é a erva de prosperidade e de guarda mais conhecida do quintal brasileiro: suculenta de folha grossa e borda recortada que brota mudinhas inteiras nas beiradas, e é justamente esse gesto de multiplicar sozinha que a tradição popular e de terreiro lê como sinal de fartura. Entra em banho de prosperidade depois da limpeza, na folha rezada guardada na carteira, na planta viva no vaso da entrada e no bate-folha. A regência dela varia muito de casa para casa, e o nome popular é compartilhado com o saião, com a folha-da-costa e, por confusão, até com o bálsamo.

Foto da erva Folha da Fortuna (Kalanchoe pinnata)
Resposta rápida

Folha da Fortuna (Kalanchoe pinnata) é uma erva morna da Umbanda, regida por Oxóssi. A folha da fortuna é a erva de prosperidade e de guarda mais conhecida do quintal brasileiro: suculenta de folha grossa e borda recortada que brota mudinhas inteiras nas beiradas, e é justamente esse gesto de multiplicar sozinha que a tradição popular e de terreiro lê como sinal de fartura. Entra em banho de prosperidade depois da limpeza, na folha rezada guardada na carteira, na planta viva no vaso da entrada e no bate-folha. A regência dela varia muito de casa para casa, e o nome popular é compartilhado com o saião, com a folha-da-costa e, por confusão, até com o bálsamo. Costuma ser usada do pescoço para baixo. Atenção: Uso espiritual e de tradição popular, sem promessa de resultado, e nada aqui é orientação médica nem substitui o dirigente da sua casa. Prosperidade em terreiro se pede junto de trabalho, de organização e de conduta, e nenhuma folha paga conta no seu lugar. Três blocos de alerta são reais e precisam ser ditos com clareza. O primeiro é a toxicidade para animais. A Kalanchoe contém bufadienolídeos, esteroides de ação cardiotônica concentrados sobretudo nas flores, mas presentes em toda a planta, e por isso ela é considerada tóxica para gatos, cães, cavalos e gado. Nos centros de controle de intoxicação animal a Kalanchoe aparece entre as causas frequentes de envenenamento doméstico, com salivação intensa, dor abdominal, vômito e diarreia logo após a ingestão, e, em quantidade maior, alteração de ritmo cardíaco, arritmia, bloqueio e risco de morte. Em bovinos que pastam a planta de forma continuada o quadro é descrito como mais grave ainda. Quem tem gato ou cachorro que rói folha deve manter o vaso fora do alcance, e uma planta de prosperidade não vale a vida do animal da casa. O segundo bloco é o uso interno em pessoas. A medicina popular brasileira usa o suco da folha e o cataplasma para ferida, inflamação, problema gástrico e úlcera, e a espécie chegou a integrar a lista de plantas de interesse ao SUS, a RENISUS, que é uma lista de pesquisa e não um atestado de cura. Mesmo assim, os mesmos bufadienolídeos que intoxicam animais recomendam prudência: não faça chá nem suco por conta própria. Evite completamente o uso interno em gestantes, porque a segurança para o feto não está demonstrada e há alerta de risco de aborto e de malformação, e evite também em lactantes, em crianças, em pessoas com problema cardíaco e em quem usa digitálicos ou remédio para o coração, pelo risco de interação. No uso externo, faça um teste em área pequena de pele na primeira vez, evite olhos e mucosas e não aplique sobre ferida grande, infeccionada ou queimadura extensa, que é caso de atendimento de saúde. O terceiro bloco é a desinformação, e aqui é preciso ser direto: circula muito conteúdo na internet dizendo que folha da fortuna, aranto e outras Kalanchoe curam câncer, diabetes, HIV e doenças graves, e isso não tem sustentação. O Ministério da Saúde já esclareceu que não existe preparação ou indicação de Kalanchoe no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira nem medicamento registrado com indicação de prevenir ou tratar câncer, e os estudos que a divulgação cita são ensaios em laboratório, feitos em células, que não se estendem a pessoas. Matar célula de tumor em placa de vidro não é curar tumor em gente. O Instituto Nacional de Câncer alerta para a circulação de informação falsa sobre a doença, e trocar tratamento por chá de folha atrasa o diagnóstico e custa vida. Se você ou alguém da sua casa está doente, siga o tratamento médico, converse com o profissional antes de qualquer planta, e trate o banho como o que ele é: apoio espiritual, feito com fé, do pescoço para baixo. Confirme sempre o uso ritual com o dirigente do seu terreiro.

Atenção e cuidados

Uso espiritual e de tradição popular, sem promessa de resultado, e nada aqui é orientação médica nem substitui o dirigente da sua casa. Prosperidade em terreiro se pede junto de trabalho, de organização e de conduta, e nenhuma folha paga conta no seu lugar. Três blocos de alerta são reais e precisam ser ditos com clareza. O primeiro é a toxicidade para animais. A Kalanchoe contém bufadienolídeos, esteroides de ação cardiotônica concentrados sobretudo nas flores, mas presentes em toda a planta, e por isso ela é considerada tóxica para gatos, cães, cavalos e gado. Nos centros de controle de intoxicação animal a Kalanchoe aparece entre as causas frequentes de envenenamento doméstico, com salivação intensa, dor abdominal, vômito e diarreia logo após a ingestão, e, em quantidade maior, alteração de ritmo cardíaco, arritmia, bloqueio e risco de morte. Em bovinos que pastam a planta de forma continuada o quadro é descrito como mais grave ainda. Quem tem gato ou cachorro que rói folha deve manter o vaso fora do alcance, e uma planta de prosperidade não vale a vida do animal da casa. O segundo bloco é o uso interno em pessoas. A medicina popular brasileira usa o suco da folha e o cataplasma para ferida, inflamação, problema gástrico e úlcera, e a espécie chegou a integrar a lista de plantas de interesse ao SUS, a RENISUS, que é uma lista de pesquisa e não um atestado de cura. Mesmo assim, os mesmos bufadienolídeos que intoxicam animais recomendam prudência: não faça chá nem suco por conta própria. Evite completamente o uso interno em gestantes, porque a segurança para o feto não está demonstrada e há alerta de risco de aborto e de malformação, e evite também em lactantes, em crianças, em pessoas com problema cardíaco e em quem usa digitálicos ou remédio para o coração, pelo risco de interação. No uso externo, faça um teste em área pequena de pele na primeira vez, evite olhos e mucosas e não aplique sobre ferida grande, infeccionada ou queimadura extensa, que é caso de atendimento de saúde. O terceiro bloco é a desinformação, e aqui é preciso ser direto: circula muito conteúdo na internet dizendo que folha da fortuna, aranto e outras Kalanchoe curam câncer, diabetes, HIV e doenças graves, e isso não tem sustentação. O Ministério da Saúde já esclareceu que não existe preparação ou indicação de Kalanchoe no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira nem medicamento registrado com indicação de prevenir ou tratar câncer, e os estudos que a divulgação cita são ensaios em laboratório, feitos em células, que não se estendem a pessoas. Matar célula de tumor em placa de vidro não é curar tumor em gente. O Instituto Nacional de Câncer alerta para a circulação de informação falsa sobre a doença, e trocar tratamento por chá de folha atrasa o diagnóstico e custa vida. Se você ou alguém da sua casa está doente, siga o tratamento médico, converse com o profissional antes de qualquer planta, e trate o banho como o que ele é: apoio espiritual, feito com fé, do pescoço para baixo. Confirme sempre o uso ritual com o dirigente do seu terreiro.

Sobre a folha da fortuna (kalanchoe pinnata)

Folha da Fortuna (Kalanchoe pinnata) é uma erva morna da Umbanda, regida por Oxóssi. A folha da fortuna é a erva de prosperidade e de guarda mais conhecida do quintal brasileiro: suculenta de folha grossa e borda recortada que brota mudinhas inteiras nas beiradas, e é justamente esse gesto de multiplicar sozinha que a tradição popular e de terreiro lê como sinal de fartura. Entra em banho de prosperidade depois da limpeza, na folha rezada guardada na carteira, na planta viva no vaso da entrada e no bate-folha. A regência dela varia muito de casa para casa, e o nome popular é compartilhado com o saião, com a folha-da-costa e, por confusão, até com o bálsamo.

RegênciaOxóssi
ClasseErva morna
Parte usadafolhas
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Para que serve

A folha da fortuna é a erva de prosperidade e de guarda mais conhecida do quintal brasileiro: suculenta de folha grossa e borda recortada que brota mudinhas inteiras nas beiradas, e é justamente esse gesto de multiplicar sozinha que a tradição popular e de terreiro lê como sinal de fartura. Entra em banho de prosperidade depois da limpeza, na folha rezada guardada na carteira, na planta viva no vaso da entrada e no bate-folha. A regência dela varia muito de casa para casa, e o nome popular é compartilhado com o saião, com a folha-da-costa e, por confusão, até com o bálsamo. Na Umbanda, atua principalmente em:

  • Banho de prosperidade e de abertura de caminhos, do pescoço para baixo, depois do descarrego
  • Folha rezada guardada na carteira, na bolsa ou no caderno de contas, como firmeza de fartura
  • Planta viva em vaso de barro na entrada da casa ou do comércio, como guarda e chamariz de abundância
  • Bate-folha e sacudimento de ambiente, conduzidos por quem tem fundamento na casa
  • Composição de banhos de atração junto de outras folhas mornas, potencializando a mistura
  • Uso caseiro externo da folha amassada sobre pequeno machucado, na medicina popular, fora do campo ritual

Modos de uso

Banho

Entra em banhos de equilíbrio, podendo ir à cabeça. Veja o passo a passo na nossa seção de Banhos.

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Chá / uso interno

O chá de Folha da Fortuna (Kalanchoe pinnata) existe na tradição popular, mas pede cautela: evite em gestantes, crianças e por tempo prolongado, e só use com orientação. Na Umbanda, ela é mais aproveitada em banho, defumação e oferenda.

No ambiente

Cultivada em vaso, principalmente na entrada, protege o lar e afasta energias densas.

Quando usar

Combina com a lua crescente (para atrair e fazer crescer) e a lua cheia (para equilíbrio e elevação). Faça com fé, pedindo licença ao guia e à própria erva. Por ser uma erva morna, equilibra a energia e costuma ser usada do pescoço para baixo, podendo ir à cabeça com orientação.

Perguntas frequentes

Folha da Fortuna (Kalanchoe pinnata) é de qual Orixá?
Folha da Fortuna (Kalanchoe pinnata) é uma erva regida por Oxóssi. Na Umbanda é considerada uma erva morna.
Para que serve Folha da Fortuna (Kalanchoe pinnata) na Umbanda?
A folha da fortuna é a erva de prosperidade e de guarda mais conhecida do quintal brasileiro: suculenta de folha grossa e borda recortada que brota mudinhas inteiras nas beiradas, e é justamente esse gesto de multiplicar sozinha que a tradição popular e de terreiro lê como sinal de fartura. Entra em banho de prosperidade depois da limpeza, na folha rezada guardada na carteira, na planta viva no vaso da entrada e no bate-folha. A regência dela varia muito de casa para casa, e o nome popular é compartilhado com o saião, com a folha-da-costa e, por confusão, até com o bálsamo. É usada principalmente em: banho de prosperidade e de abertura de caminhos, do pescoço para baixo, depois do descarrego, folha rezada guardada na carteira, na bolsa ou no caderno de contas, como firmeza de fartura, planta viva em vaso de barro na entrada da casa ou do comércio, como guarda e chamariz de abundância, bate-folha e sacudimento de ambiente, conduzidos por quem tem fundamento na casa, composição de banhos de atração junto de outras folhas mornas, potencializando a mistura, uso caseiro externo da folha amassada sobre pequeno machucado, na medicina popular, fora do campo ritual.
Pode tomar chá de Folha da Fortuna (Kalanchoe pinnata)?
O chá de Folha da Fortuna (Kalanchoe pinnata) existe na tradição popular, mas pede cautela: evite em gestantes, crianças e por tempo prolongado, e só use com orientação. Na Umbanda, ela é mais aproveitada em banho, defumação e oferenda.
Folha da Fortuna (Kalanchoe pinnata) é quente ou fria?
Folha da Fortuna (Kalanchoe pinnata) é uma erva morna. Por ser uma erva morna, equilibra a energia e costuma ser usada do pescoço para baixo, podendo ir à cabeça com orientação.
Quais os cuidados ao usar Folha da Fortuna (Kalanchoe pinnata)?
Uso espiritual e de tradição popular, sem promessa de resultado, e nada aqui é orientação médica nem substitui o dirigente da sua casa. Prosperidade em terreiro se pede junto de trabalho, de organização e de conduta, e nenhuma folha paga conta no seu lugar. Três blocos de alerta são reais e precisam ser ditos com clareza. O primeiro é a toxicidade para animais. A Kalanchoe contém bufadienolídeos, esteroides de ação cardiotônica concentrados sobretudo nas flores, mas presentes em toda a planta, e por isso ela é considerada tóxica para gatos, cães, cavalos e gado. Nos centros de controle de intoxicação animal a Kalanchoe aparece entre as causas frequentes de envenenamento doméstico, com salivação intensa, dor abdominal, vômito e diarreia logo após a ingestão, e, em quantidade maior, alteração de ritmo cardíaco, arritmia, bloqueio e risco de morte. Em bovinos que pastam a planta de forma continuada o quadro é descrito como mais grave ainda. Quem tem gato ou cachorro que rói folha deve manter o vaso fora do alcance, e uma planta de prosperidade não vale a vida do animal da casa. O segundo bloco é o uso interno em pessoas. A medicina popular brasileira usa o suco da folha e o cataplasma para ferida, inflamação, problema gástrico e úlcera, e a espécie chegou a integrar a lista de plantas de interesse ao SUS, a RENISUS, que é uma lista de pesquisa e não um atestado de cura. Mesmo assim, os mesmos bufadienolídeos que intoxicam animais recomendam prudência: não faça chá nem suco por conta própria. Evite completamente o uso interno em gestantes, porque a segurança para o feto não está demonstrada e há alerta de risco de aborto e de malformação, e evite também em lactantes, em crianças, em pessoas com problema cardíaco e em quem usa digitálicos ou remédio para o coração, pelo risco de interação. No uso externo, faça um teste em área pequena de pele na primeira vez, evite olhos e mucosas e não aplique sobre ferida grande, infeccionada ou queimadura extensa, que é caso de atendimento de saúde. O terceiro bloco é a desinformação, e aqui é preciso ser direto: circula muito conteúdo na internet dizendo que folha da fortuna, aranto e outras Kalanchoe curam câncer, diabetes, HIV e doenças graves, e isso não tem sustentação. O Ministério da Saúde já esclareceu que não existe preparação ou indicação de Kalanchoe no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira nem medicamento registrado com indicação de prevenir ou tratar câncer, e os estudos que a divulgação cita são ensaios em laboratório, feitos em células, que não se estendem a pessoas. Matar célula de tumor em placa de vidro não é curar tumor em gente. O Instituto Nacional de Câncer alerta para a circulação de informação falsa sobre a doença, e trocar tratamento por chá de folha atrasa o diagnóstico e custa vida. Se você ou alguém da sua casa está doente, siga o tratamento médico, converse com o profissional antes de qualquer planta, e trate o banho como o que ele é: apoio espiritual, feito com fé, do pescoço para baixo. Confirme sempre o uso ritual com o dirigente do seu terreiro. Este conteúdo é informativo e de fé, não substitui orientação médica nem a do dirigente do seu terreiro.
Para que serve a folha da fortuna na Umbanda?
A folha da fortuna é usada como erva de prosperidade e de guarda. A leitura de terreiro mais difundida é que ela multiplica: multiplica o axé do preparo, potencializa as outras ervas do banho, afasta o que veio pesado e chama fartura e realização. Na prática isso aparece em quatro usos, o banho de prosperidade depois do descarrego, a folha rezada guardada na carteira, a planta viva no vaso da entrada e o bate-folha conduzido por quem tem fundamento. Não é erva de corte, então ela não substitui arruda, guiné ou espada.
Folha da fortuna é erva de qual Orixá?
As listas divergem, e vale saber disso antes de firmar nada. Há material que a coloca em Oxóssi, pela ligação com a mata e com a abundância, e é essa a leitura que este verbete adota. Há listas de nação que separam pelo formato da folha, dando a folha da fortuna recortada a Exu e a redonda a Xangô e a Airá. Há casas que a tratam como folha dos Orixás funfun, de Oxalá, pelo nome iorubá abamoda, descrito como substituto do òdúndún. E há quem simplesmente a use como erva de prosperidade de uso geral, sem amarrar a regência. Ossaim entra em todas essas leituras de outro jeito, porque ele é o senhor das folhas e do segredo que as ativa, não a regência de uma folha só. Pergunte ao seu dirigente qual vale na sua casa.
Folha da fortuna é erva quente, morna ou fria?
Aqui também há divergência honesta. Por ser suculenta de folha grossa e cheia de água, muitas casas a leem como erva fria, do mesmo jeito que leem o saião e a folha-da-costa. Como erva de atração e de prosperidade, ela aparece entre as mornas, que são as que harmonizam, atraem e equilibram, e é assim que este catálogo a classifica. O que não muda em nenhuma das duas leituras é o essencial: ela é erva mansa, não corta, não agride e serve para preencher, então o lugar dela é depois da limpeza e não no lugar dela.
Qual a diferença entre folha da fortuna, saião, folha-da-costa e bálsamo?
Os nomes populares se atropelam, mas a botânica separa. A folha da fortuna deste verbete é a Kalanchoe pinnata, ou Bryophyllum pinnatum, de folha grossa com borda recortada em dentes arredondados, que brota mudinhas nas beiradas. A Kalanchoe brasiliensis é a coirama nativa, muito chamada de saião e de folha-da-costa, e se distingue pela borda mais ondulada e menos recortada. O bálsamo é Sedum dendroideum, de outro gênero, folha lisa e brilhante em forma de espátula, reunida em roseta na ponta do ramo, e nunca brota mudinha na margem. Já o oriri, ou erva-de-jabuti, é a Peperomia pellucida, ervinha miúda de folha translúcida em coração, de outra família inteira. No catálogo, saião, folha-da-costa e bálsamo têm páginas próprias com fundamentos diferentes.
Como fazer banho de folha da fortuna para prosperidade?
Colha de cinco a nove folhas de uma planta bem cuidada, lave em água corrente e amasse com as mãos dentro de uma bacia, sem tesoura e sem liquidificador, firmando o pedido enquanto trabalha a folha. Ferva um litro e meio de água, desligue o fogo e despeje sobre as folhas, tampando de dez a quinze minutos, sem deixar a folha cozinhar junto. Coe muito bem, porque a água sai gelatinosa. Tome o banho de higiene primeiro e jogue o banho morno do pescoço para baixo, sem enxaguar, secando naturalmente. Ele rende mais quando vem depois de um descarrego, e não no lugar dele.
Pode colocar folha da fortuna na carteira?
Pode, e é um dos usos mais espalhados. O costume mais antigo pede que a folha seja rezada pelo zelador antes de ser guardada na carteira, na bolsa ou no caderno de contas, e quando não há reza de terreiro trata-se de firmeza pessoal, feita com fé, o que é diferente de fundamento de casa. Lave a folha, seque à sombra por alguns dias até ficar leve, e troque quando esfarelar. A folha não faz dinheiro aparecer: ela firma a intenção de quem trabalha e organiza a vida.
Pode ter folha da fortuna dentro de casa com gato ou cachorro?
Só com cuidado real, e a resposta prudente é manter o vaso fora do alcance. A planta contém bufadienolídeos, substâncias de ação sobre o coração, e é considerada tóxica para gatos, cães, cavalos e gado. Nos centros de intoxicação animal a Kalanchoe aparece entre as causas frequentes de envenenamento doméstico, com vômito, diarreia, dor abdominal e, em quantidade maior, alteração do ritmo cardíaco. Se o seu animal rói folha, escolha outra planta para a entrada ou deixe o vaso alto e cercado, e procure veterinário na hora se houver ingestão.
Pode tomar chá de folha da fortuna?
Não por conta própria. A medicina popular usa o suco e o cataplasma da folha para ferida, inflamação e problema gástrico, e a espécie integra a lista de plantas de interesse ao SUS, que é uma lista de pesquisa e não um aval de cura. Como a planta tem bufadienolídeos, o uso interno pede cautela, e ele deve ser evitado por completo em gestantes, em lactantes, em crianças, em pessoas com problema cardíaco e em quem usa medicamento para o coração. No terreiro o uso é externo: banho, do pescoço para baixo.
Folha da fortuna cura câncer?
Não. Essa é uma das desinformações mais insistentes da internet brasileira e precisa ser desmentida com clareza. O Ministério da Saúde já esclareceu que não existe preparação ou indicação de Kalanchoe no Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira, nem medicamento registrado com indicação de prevenir ou tratar câncer. Os trabalhos citados nesses conteúdos são ensaios em células, em laboratório, e resultado em placa não se estende a pessoa. O Instituto Nacional de Câncer alerta justamente para essa avalanche de informação falsa. Quem está em tratamento não deve trocá-lo por planta nenhuma, e qualquer uso precisa ser conversado com o médico.
Grávida pode usar folha da fortuna?
Uso interno não, de jeito nenhum: a segurança para o feto não está demonstrada e existe alerta de risco de aborto e de malformação, então nada de chá, suco ou folha crua na gestação e na amamentação. O banho externo, do pescoço para baixo, é o que a tradição usa, e mesmo ele deve ser conversado com o dirigente da casa e com o profissional que acompanha a gravidez, porque gestação pede prudência redobrada em tudo.
Como cultivar folha da fortuna em casa?
É das plantas mais generosas que existem. Use vaso de barro com furo no fundo, camada de drenagem e terra arenosa e bem drenada, em sol pleno ou meia sombra. Regue só quando a terra secar, cerca de uma vez por semana no calor e menos no frio, porque encharcar apodrece a raiz e é o erro mais comum. A muda sai apoiando uma folha sobre o substrato, sem enterrar, e em poucas semanas nascem raízes e brotos nas beiradas. Ganhar muda de presente e ver a planta pegar é, na leitura popular, sinal bom para a casa.
Por que a folha da fortuna brota mudinhas na beirada da folha?
Porque é a forma de reprodução dela: a Kalanchoe pinnata produz brotos adventícios nas reentrâncias da margem da folha, e cada broto vira uma planta nova com raiz própria. Isso é botânica, não é milagre, mas é exatamente esse comportamento que deu à planta a fama de folha que multiplica e o nome de folha da fortuna. A tradição gosta de ler a natureza como ensinamento, e nesse caso o ensinamento é claro: o que se cuida se multiplica.

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Conteúdo informativo e de fé. As ervas têm usos espirituais tradicionais e não substituem acompanhamento médico nem a orientação do dirigente do seu terreiro. Em caso de gravidez, crianças, animais ou problemas de saúde, redobre o cuidado e busque orientação.
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