Simpatia para Receber Dinheiro Atrasado
Simpatia para receber dinheiro atrasado: um copo de água limpa apoiado sobre um papel onde você escreve o valor exato que tem para receber, com uma folha de louro inteira dentro da água, uma moeda e um fio de mel no pires, e uma vela acesa numa terça-feira pedindo a Ogum que o caminho daquele pagamento se destrave. O fundamento é abrir o que está parado, e não dominar a vontade de quem deve. Ela caminha junto da cobrança feita direito: a conversa, a nota fiscal, o recibo, o acordo por escrito e, se for preciso, o protesto e a ação judicial. Simpatia nenhuma substitui isso.

Simpatia para receber dinheiro atrasado: um copo de água limpa apoiado sobre um papel onde você escreve o valor exato que tem para receber, com uma folha de louro inteira dentro da água, uma moeda e um fio de mel no pires, e uma vela acesa numa terça-feira pedindo a Ogum que o caminho daquele pagamento se destrave. O fundamento é abrir o que está parado, e não dominar a vontade de quem deve. Ela caminha junto da cobrança feita direito: a conversa, a nota fiscal, o recibo, o acordo por escrito e, se for preciso, o protesto e a ação judicial. Simpatia nenhuma substitui isso. Simpatia de prosperidade, feita com papel, caneta ou lápis, copo de vidro e outros itens simples. Faça com fé, concentração e respeito, a simpatia alinha a sua intenção e caminha junto com a sua atitude.
Sobre a simpatia para receber dinheiro atrasado
Vale separar com honestidade o que é tradição popular e o que é fundamento de terreiro, porque essa simpatia mistura as duas coisas. O copo de água com o papel embaixo, o nome ou o valor escrito, o feijão embrulhado no papel para cada devedor, a canela com alho dentro do copo, o mel no pires com a vela em lugar alto: tudo isso é tradição popular brasileira, muito difundida na imprensa de simpatias e na cultura oral das casas, e não preceito litúrgico da Umbanda. Ninguém precisa de terreiro para montar, e casa séria não cobra por isso. O que dá lastro ao gesto é o fundamento que está por trás dos elementos. Ogum é o Orixá do ferro, da espada e da lei em movimento, aquele que abre caminho, corta o que trava e vence demanda, e por isso é a ele que a tradição recorre quando uma situação está parada e precisa andar. Seu dia é a terça-feira e sua cor mais usada na Umbanda é o vermelho, combinado com o branco pelo sincretismo com São Jorge. Exu, por sua vez, é o guardião e o mensageiro, o porteiro dos caminhos que abre e fecha a passagem das energias, e a licença pedida a ele antes de qualquer trabalho é costume corrente nas casas. É importante dizer, porque muita gente confunde: Exu na Umbanda é guardião, não é o diabo, e trabalhar com ele não significa fazer mal a alguém. A água entra como passagem e fluidez, o elemento que faz o que está estagnado voltar a escoar, e é por isso que ela aparece em quase todo trabalho de amparo. O louro é folha de vitória e de reconhecimento desde a Antiguidade e na fé afro-brasileira aparece ligado a Oxóssi, pela fartura e pelo sustento, e a Xangô, pela vitória e pela justiça, e é justamente nele que a tradição popular manda escrever o valor que se quer receber. O mel é de Oxum, senhora do ouro e da doçura, e a leitura ética aqui é precisa: ele adoça o gesto, a conversa e o clima da cobrança, e não a vontade da outra pessoa. A moeda traduz a ideia, muito presente na tradição, de que dinheiro é energia que precisa circular, e por isso ela volta para a carteira no fim, e não fica guardada como troféu. Existe ainda um fundamento simples e concreto no ato de escrever o valor exato: para escrever, você precisa saber quanto é, desde quando, e com base em qual documento, e quem sabe isso já resolveu metade da cobrança. E aqui vem a parte que nenhuma página honesta pode omitir. A Umbanda não faz amarração e não trabalha para dominar a vontade de ninguém, porque o livre-arbítrio é lei e mexer nele volta contra quem mexeu, pela lei do retorno que as casas ensinam. Esta simpatia não é feita para prejudicar o devedor, não pede que ele adoeça, se arruíne ou passe vergonha, e não serve para forçá-lo a pagar contra a própria vontade. Ela pede caminho aberto para o que é seu, justiça e clareza para as duas partes. E ela não substitui, em nenhuma hipótese, a cobrança bem feita, a conversa direta, o acordo por escrito, a nota fiscal, o protesto em cartório nem a ação judicial. Fé e providência andam de mãos dadas, e quando andam separadas nenhuma das duas chega. Na Umbanda e na fé popular, o que dá força à simpatia é a fé, a intenção limpa e o respeito à tradição.
Do que você precisa
- Papelum pedaço de papel branco, de preferência sem pauta, cortado um pouco maior que a boca do copoComprar
- Caneta ou lápiscaneta ou lápis, o que a sua mão escrever com mais firmezaComprar
- Copo de vidroum copo de vidro transparente, lavado, enxaguado e seco, guardado só para esse usoComprar
- Pires de louçaum pires ou pratinho de louça, para apoiar o copo e receber o melComprar
- Folha de lourouma folha de louro seca e inteira, sem rasgo, que vai dentro da águaComprar
- Moedasuma moeda de valor corrente, se possível uma que tenha vindo do seu próprio trabalho, lavada e bem secaComprar
- Melum fio de mel puro, só um fio, para adoçar a conversa e o tom da cobrançaComprar
- Vela vermelha (palito)uma vela vermelha de palito, a cor mais usada para Ogum na UmbandaComprar
- Vela branca (palito)uma vela branca de palito, opcional, para quem prefere a dupla vermelha e branca do sincretismo com São Jorge, e a escolha mais segura para quem não quer acender vela de corComprar
- Caixa de fósforosuma caixa de fósforos, porque o costume das casas é acender com fósforo e não com isqueiroComprar
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Como fazer (passo a passo)
- Escolha um momento tranquilo, faça uma breve oração e concentre-se na sua intenção, pedindo licença e proteção aos seus guias.
- Comece pela parte que quase todo mundo pula, e que é a mais importante: organize a cobrança no mundo material antes de acender qualquer vela. Junte o que você tem, o contrato, a nota fiscal, o recibo, o comprovante de transferência, o print da conversa em que a pessoa combinou o pagamento. Anote o valor exato, a data em que venceu e quantos dias já passaram. Fé sem esse cuidado vira só ansiedade, e a tradição sempre entendeu simpatia como reforço de um esforço que já existe, nunca como substituto dele.
- Escolha a terça-feira, que na Umbanda é o dia de Ogum, o Orixá que abre caminho e vence demanda. Antes de montar, arrume o canto onde a simpatia vai ficar, lave as mãos, lave o copo e o pires com água e detergente e enxugue bem. Copo sujo ou canto empoeirado não sustenta pedido nenhum, e essa é uma regra que vale para toda simpatia de água.
- Escreva no papel o valor exato que você tem para receber, em número e por extenso, e embaixo uma linha curta dizendo do que se trata, algo como serviço entregue em março, ou empréstimo feito em janeiro. Se quiser escrever o nome de quem deve, escreva por identificação do assunto, para saber de qual pendência você está falando, e não como quem quer prender pessoa. Isso muda tudo no sentido do gesto, e é bom dizer em voz alta: você está firmando o pagamento, não a pessoa.
- Deixe o papel aberto sobre o pires, com o escrito virado para cima, e apoie o copo em cima dele. Encha o copo com água limpa até uns três dedos da borda e coloque a folha de louro inteira dentro, deixando ela flutuar ou encostar na parede do vidro. A água entra como passagem, como aquilo que faz o parado voltar a correr, e o louro entra como folha de vitória e de reconhecimento.
- Ponha a moeda ao lado do copo, sobre o pires, e pingue um fio de mel na moeda ou na borda do pires. Ao fazer isso, diga com clareza para que o mel serve: para adoçar a conversa, o tom da cobrança e o encontro, e não para adoçar a vontade de ninguém. É uma frase curta que impede a simpatia de virar aquilo que a Umbanda não faz.
- Acenda a vela com fósforo, firmada em base de louça e em lugar seguro, longe de cortina, papel, tomada e do alcance de criança e de animal. Agradeça antes de pedir, mesmo que pareça estranho agradecer no meio de um aperto, e faça o pedido em uma frase só, do tipo: que o caminho deste pagamento se abra, com justiça, sem prejuízo para ninguém. Ogum se pede caminho aberto e firmeza, não castigo para o outro. Não deixe a vela acesa sem ninguém por perto e apague antes de sair ou de dormir, sem soprar, usando um abafador ou um pires virado por cima.
- Enquanto a simpatia estiver firmada, faça a sua parte todos os dias, e é aqui que ela realmente trabalha. Mande a mensagem de cobrança educada e registrada, com o valor e a data. Ofereça um caminho concreto, um boleto, uma chave de transferência, um acordo em duas ou três parcelas com data marcada. Se não houver resposta, encaminhe de forma formal: notificação por escrito, protesto em cartório, Procon quando for relação de consumo, Juizado Especial Cível nos valores menores ou advogado quando o valor justificar. A vela ilumina a decisão, quem toma a decisão é você.
- Troque a água sempre que ela baixar, embaçar ou juntar poeira, e mantenha a firmeza por até sete dias. Ao encerrar, ou no dia em que o dinheiro cair, agradeça e desmonte com cuidado: jogue a água na terra de um vaso ou no pé de uma planta, devolva a folha de louro à terra, lave a moeda e coloque de volta na sua carteira para circular, e queime ou rasgue o papel sem guardar mágoa. Feche o ciclo com caridade, mesmo pequena, uma doação, uma cesta, um prato de comida para alguém, porque na Umbanda a caridade é o fecho natural de qualquer pedido.
- Ao terminar, agradeça de coração e confie. Lembre-se: a simpatia apoia, mas é a sua ação no dia a dia que completa o pedido.
Quando fazer
A tradição costuma associar esta simpatia a terça-feira, dia de Ogum na Umbanda, é o mais indicado, porque é dele o fundamento de abrir caminho e vencer demanda; há quem monte na segunda-feira, pedindo primeiro licença a Exu, que é o guardião dos caminhos, e quem prefira a sexta-feira ligada a Oxum pela doçura do mel. Muita gente também escolhe a lua crescente pela ideia de crescimento, ou o dia seguinte ao vencimento da dívida, para não deixar a cobrança esfriar. Nada disso é obrigatório: dia é marco, e o gesto vale em qualquer dia em que você tiver calma para fazer. Para atrair e fazer crescer, muitos escolhem a lua crescente ou cheia. O mais importante é a fé e a sinceridade do seu pedido.
Cuidados e responsabilidade
Comece pelos cuidados materiais, que são os mais fáceis de esquecer. Vela sempre firmada em base de louça, longe de cortina, papel, tomada, madeira nua e do alcance de criança e de animal, nunca acesa em casa vazia e apagada antes de dormir ou de sair. O mel atrai formiga e barata, então use só um fio, mantenha o pires limpo e lave tudo se aparecer bicho. Água parada é criadouro de mosquito, e isso é questão de saúde pública e não de fundamento: troque sempre que baixar ou embaçar, não deixe o copo esquecido por semanas e não beba dessa água em nenhuma circunstância, porque ela foi oferecida e ficou exposta. Guarde o copo apenas para esse uso. Agora a parte prática que importa tanto quanto a espiritual. Registre tudo: contrato, nota fiscal, recibo, comprovante de transferência, mensagens em que a pessoa reconheceu a dívida. Cobre por escrito, com valor e data, e proponha um acordo possível, porque acordo pago vale mais que dívida integral não recebida. O protesto em cartório é uma via extrajudicial prevista na Lei 9.492 de 1997 e pode ser usado por pessoa física, autônomo, MEI e empresa que tenha documento comprovando a obrigação, como boleto vencido, cheque, nota promissória ou contrato de prestação de serviço. Na via judicial existem a ação de cobrança, a ação monitória e a execução de título extrajudicial, e para valores menores existe o Juizado Especial Cível. Se for relação de consumo, o Procon é um caminho. Não deixe o tempo passar sem fazer nada, porque toda dívida tem prazo de prescrição e depois dele a cobrança judicial se perde. E um alerta na direção contrária, que vale para quem cobra: cobrança não pode expor ninguém a ridículo, ameaça ou constrangimento, o Código de Defesa do Consumidor proíbe isso expressamente no artigo 42, e protesto indevido ou cobrança vexatória podem virar processo por dano moral contra quem cobrou. Cobre com firmeza e com educação, que é o que a simpatia pede também. Nada aqui é orientação jurídica nem médica, e nada aqui substitui advogado, contador ou o dirigente da sua casa. Se o dinheiro que falta está comprometendo a sua sobrevivência, cuide da sua ponta: renegocie as suas contas, procure orientação gratuita de defensoria pública ou de núcleo de prática jurídica de faculdade, e não faça dívida nova apostando num pagamento que ainda não chegou. Por último, o cuidado ético: não escreva praga no papel, não peça doença, prejuízo ou castigo para o devedor e não faça essa simpatia para dobrar a vontade de alguém. Isso não é Umbanda, e o gesto perde exatamente o que ele tem de bom. Com velas acesas, redobre a atenção: use suporte seguro (prato ou castiçal), longe de cortinas e material inflamável, e nunca deixe a chama sem vigilância. Simpatia é ato de fé e não substitui o seu esforço, nem acompanhamento médico, psicológico ou jurídico quando necessário. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém. Observação: As versões que circulam são muitas e nenhuma é a única correta. A mais conhecida é a do feijão: você escreve num papel o nome de cada pessoa que te deve, corta em tiras, embrulha um feijão em cada tira dizendo que aquela pessoa vai pagar porque isso é seu direito, coloca tudo dentro de um copo e deixa num lugar alto da casa, tirando o feijão de quem já pagou. Existe a versão com canela, em que o copo recebe água, duas colheres de canela em pó no fundo, os papéis dobrados, mais canela por cima e depois alguns grãos de feijão e dentes de alho para cada devedor. Existe a versão só de louro, em que o valor desejado é escrito em três folhas com uma vela branca acesa ao lado, e a versão de carteira, em que a folha escrita fica sete dias junto do dinheiro. Existe a versão do mel no pires com uma vela em cima, guardada em lugar alto. E existe a versão do vaso de barro com terra, alhos e moedas enterrados, coberto de arruda e com grãos de arroz, milho e feijão por cima. O papel muda de lugar conforme a casa: uns colocam embaixo do copo, outros dentro da água, outros dobrado em quatro debaixo do pires. O mel é trocado por açúcar em muitas versões. O prazo varia de três a sete dias, ou até o dinheiro cair. Há quem entregue o pedido a Ogum, quem entregue a Santo Antônio, a São Pedro ou a São Cipriano, e quem simplesmente reze com as próprias palavras. O que se repete em quase todas, e é o que realmente importa, é o fecho: agradecer, dar destino digno aos materiais, devolver a moeda à circulação e continuar cobrando no plano material. Conteúdo informativo e de fé: a forma de fazer varia muito de casa para casa e de região para região. Confie no seu coração e, se for da sua fé, na orientação do seu terreiro.
Perguntas frequentes
Para que serve a simpatia para receber dinheiro atrasado?
Do que eu preciso?
Como fazer passo a passo?
Qual o melhor dia para fazer?
Quais os cuidados?
Para que serve a simpatia para receber dinheiro atrasado?
Simpatia para receber dinheiro atrasado funciona mesmo?
Pode escrever o nome da pessoa que me deve no papel?
Qual o dia certo para fazer essa simpatia?
Quanto tempo demora para receber o dinheiro?
Serve para cliente que não paga e também para dinheiro emprestado a parente?
Que vela usar e para qual Orixá acender?
Essa simpatia é amarração ou trabalho para prejudicar o devedor?
O que fazer com a água, o louro, a moeda e o papel depois?
Preciso ir a um terreiro ou pagar alguém para fazer essa simpatia?
E se a pessoa realmente não tiver dinheiro para pagar?
Posso fazer para mais de uma pessoa que me deve?
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