Simpatia · Prosperidade

Simpatia para Receber Dinheiro Atrasado

Simpatia para receber dinheiro atrasado: um copo de água limpa apoiado sobre um papel onde você escreve o valor exato que tem para receber, com uma folha de louro inteira dentro da água, uma moeda e um fio de mel no pires, e uma vela acesa numa terça-feira pedindo a Ogum que o caminho daquele pagamento se destrave. O fundamento é abrir o que está parado, e não dominar a vontade de quem deve. Ela caminha junto da cobrança feita direito: a conversa, a nota fiscal, o recibo, o acordo por escrito e, se for preciso, o protesto e a ação judicial. Simpatia nenhuma substitui isso.

Simpatia: Simpatia para Receber Dinheiro Atrasado
Resposta rápida

Simpatia para receber dinheiro atrasado: um copo de água limpa apoiado sobre um papel onde você escreve o valor exato que tem para receber, com uma folha de louro inteira dentro da água, uma moeda e um fio de mel no pires, e uma vela acesa numa terça-feira pedindo a Ogum que o caminho daquele pagamento se destrave. O fundamento é abrir o que está parado, e não dominar a vontade de quem deve. Ela caminha junto da cobrança feita direito: a conversa, a nota fiscal, o recibo, o acordo por escrito e, se for preciso, o protesto e a ação judicial. Simpatia nenhuma substitui isso. Simpatia de prosperidade, feita com papel, caneta ou lápis, copo de vidro e outros itens simples. Faça com fé, concentração e respeito, a simpatia alinha a sua intenção e caminha junto com a sua atitude.

Conteúdo de fé e informativo: simpatia não obriga ninguém e não substitui o seu esforço nem ajuda profissional. Ver cuidados

Sobre a simpatia para receber dinheiro atrasado

Vale separar com honestidade o que é tradição popular e o que é fundamento de terreiro, porque essa simpatia mistura as duas coisas. O copo de água com o papel embaixo, o nome ou o valor escrito, o feijão embrulhado no papel para cada devedor, a canela com alho dentro do copo, o mel no pires com a vela em lugar alto: tudo isso é tradição popular brasileira, muito difundida na imprensa de simpatias e na cultura oral das casas, e não preceito litúrgico da Umbanda. Ninguém precisa de terreiro para montar, e casa séria não cobra por isso. O que dá lastro ao gesto é o fundamento que está por trás dos elementos. Ogum é o Orixá do ferro, da espada e da lei em movimento, aquele que abre caminho, corta o que trava e vence demanda, e por isso é a ele que a tradição recorre quando uma situação está parada e precisa andar. Seu dia é a terça-feira e sua cor mais usada na Umbanda é o vermelho, combinado com o branco pelo sincretismo com São Jorge. Exu, por sua vez, é o guardião e o mensageiro, o porteiro dos caminhos que abre e fecha a passagem das energias, e a licença pedida a ele antes de qualquer trabalho é costume corrente nas casas. É importante dizer, porque muita gente confunde: Exu na Umbanda é guardião, não é o diabo, e trabalhar com ele não significa fazer mal a alguém. A água entra como passagem e fluidez, o elemento que faz o que está estagnado voltar a escoar, e é por isso que ela aparece em quase todo trabalho de amparo. O louro é folha de vitória e de reconhecimento desde a Antiguidade e na fé afro-brasileira aparece ligado a Oxóssi, pela fartura e pelo sustento, e a Xangô, pela vitória e pela justiça, e é justamente nele que a tradição popular manda escrever o valor que se quer receber. O mel é de Oxum, senhora do ouro e da doçura, e a leitura ética aqui é precisa: ele adoça o gesto, a conversa e o clima da cobrança, e não a vontade da outra pessoa. A moeda traduz a ideia, muito presente na tradição, de que dinheiro é energia que precisa circular, e por isso ela volta para a carteira no fim, e não fica guardada como troféu. Existe ainda um fundamento simples e concreto no ato de escrever o valor exato: para escrever, você precisa saber quanto é, desde quando, e com base em qual documento, e quem sabe isso já resolveu metade da cobrança. E aqui vem a parte que nenhuma página honesta pode omitir. A Umbanda não faz amarração e não trabalha para dominar a vontade de ninguém, porque o livre-arbítrio é lei e mexer nele volta contra quem mexeu, pela lei do retorno que as casas ensinam. Esta simpatia não é feita para prejudicar o devedor, não pede que ele adoeça, se arruíne ou passe vergonha, e não serve para forçá-lo a pagar contra a própria vontade. Ela pede caminho aberto para o que é seu, justiça e clareza para as duas partes. E ela não substitui, em nenhuma hipótese, a cobrança bem feita, a conversa direta, o acordo por escrito, a nota fiscal, o protesto em cartório nem a ação judicial. Fé e providência andam de mãos dadas, e quando andam separadas nenhuma das duas chega. Na Umbanda e na fé popular, o que dá força à simpatia é a fé, a intenção limpa e o respeito à tradição.

FinalidadeProsperidade
ElementoÁgua
Melhor diaterça-feira, dia de Ogum na Umbanda, é o mais indicado, porque é dele o fundamento de abrir caminho e vencer demanda; há quem monte na segunda-feira, pedindo primeiro licença a Exu, que é o guardião dos caminhos, e quem prefira a sexta-feira ligada a Oxum pela doçura do mel. Muita gente também escolhe a lua crescente pela ideia de crescimento, ou o dia seguinte ao vencimento da dívida, para não deixar a cobrança esfriar. Nada disso é obrigatório: dia é marco, e o gesto vale em qualquer dia em que você tiver calma para fazer
DificuldadeSimples

Do que você precisa

  • Papelum pedaço de papel branco, de preferência sem pauta, cortado um pouco maior que a boca do copoComprar
  • Caneta ou lápiscaneta ou lápis, o que a sua mão escrever com mais firmezaComprar
  • Copo de vidroum copo de vidro transparente, lavado, enxaguado e seco, guardado só para esse usoComprar
  • Pires de louçaum pires ou pratinho de louça, para apoiar o copo e receber o melComprar
  • Folha de lourouma folha de louro seca e inteira, sem rasgo, que vai dentro da águaComprar
  • Moedasuma moeda de valor corrente, se possível uma que tenha vindo do seu próprio trabalho, lavada e bem secaComprar
  • Melum fio de mel puro, só um fio, para adoçar a conversa e o tom da cobrançaComprar
  • Vela vermelha (palito)uma vela vermelha de palito, a cor mais usada para Ogum na UmbandaComprar
  • Vela branca (palito)uma vela branca de palito, opcional, para quem prefere a dupla vermelha e branca do sincretismo com São Jorge, e a escolha mais segura para quem não quer acender vela de corComprar
  • Caixa de fósforosuma caixa de fósforos, porque o costume das casas é acender com fósforo e não com isqueiroComprar

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Como fazer (passo a passo)

  1. Escolha um momento tranquilo, faça uma breve oração e concentre-se na sua intenção, pedindo licença e proteção aos seus guias.
  2. Comece pela parte que quase todo mundo pula, e que é a mais importante: organize a cobrança no mundo material antes de acender qualquer vela. Junte o que você tem, o contrato, a nota fiscal, o recibo, o comprovante de transferência, o print da conversa em que a pessoa combinou o pagamento. Anote o valor exato, a data em que venceu e quantos dias já passaram. Fé sem esse cuidado vira só ansiedade, e a tradição sempre entendeu simpatia como reforço de um esforço que já existe, nunca como substituto dele.
  3. Escolha a terça-feira, que na Umbanda é o dia de Ogum, o Orixá que abre caminho e vence demanda. Antes de montar, arrume o canto onde a simpatia vai ficar, lave as mãos, lave o copo e o pires com água e detergente e enxugue bem. Copo sujo ou canto empoeirado não sustenta pedido nenhum, e essa é uma regra que vale para toda simpatia de água.
  4. Escreva no papel o valor exato que você tem para receber, em número e por extenso, e embaixo uma linha curta dizendo do que se trata, algo como serviço entregue em março, ou empréstimo feito em janeiro. Se quiser escrever o nome de quem deve, escreva por identificação do assunto, para saber de qual pendência você está falando, e não como quem quer prender pessoa. Isso muda tudo no sentido do gesto, e é bom dizer em voz alta: você está firmando o pagamento, não a pessoa.
  5. Deixe o papel aberto sobre o pires, com o escrito virado para cima, e apoie o copo em cima dele. Encha o copo com água limpa até uns três dedos da borda e coloque a folha de louro inteira dentro, deixando ela flutuar ou encostar na parede do vidro. A água entra como passagem, como aquilo que faz o parado voltar a correr, e o louro entra como folha de vitória e de reconhecimento.
  6. Ponha a moeda ao lado do copo, sobre o pires, e pingue um fio de mel na moeda ou na borda do pires. Ao fazer isso, diga com clareza para que o mel serve: para adoçar a conversa, o tom da cobrança e o encontro, e não para adoçar a vontade de ninguém. É uma frase curta que impede a simpatia de virar aquilo que a Umbanda não faz.
  7. Acenda a vela com fósforo, firmada em base de louça e em lugar seguro, longe de cortina, papel, tomada e do alcance de criança e de animal. Agradeça antes de pedir, mesmo que pareça estranho agradecer no meio de um aperto, e faça o pedido em uma frase só, do tipo: que o caminho deste pagamento se abra, com justiça, sem prejuízo para ninguém. Ogum se pede caminho aberto e firmeza, não castigo para o outro. Não deixe a vela acesa sem ninguém por perto e apague antes de sair ou de dormir, sem soprar, usando um abafador ou um pires virado por cima.
  8. Enquanto a simpatia estiver firmada, faça a sua parte todos os dias, e é aqui que ela realmente trabalha. Mande a mensagem de cobrança educada e registrada, com o valor e a data. Ofereça um caminho concreto, um boleto, uma chave de transferência, um acordo em duas ou três parcelas com data marcada. Se não houver resposta, encaminhe de forma formal: notificação por escrito, protesto em cartório, Procon quando for relação de consumo, Juizado Especial Cível nos valores menores ou advogado quando o valor justificar. A vela ilumina a decisão, quem toma a decisão é você.
  9. Troque a água sempre que ela baixar, embaçar ou juntar poeira, e mantenha a firmeza por até sete dias. Ao encerrar, ou no dia em que o dinheiro cair, agradeça e desmonte com cuidado: jogue a água na terra de um vaso ou no pé de uma planta, devolva a folha de louro à terra, lave a moeda e coloque de volta na sua carteira para circular, e queime ou rasgue o papel sem guardar mágoa. Feche o ciclo com caridade, mesmo pequena, uma doação, uma cesta, um prato de comida para alguém, porque na Umbanda a caridade é o fecho natural de qualquer pedido.
  10. Ao terminar, agradeça de coração e confie. Lembre-se: a simpatia apoia, mas é a sua ação no dia a dia que completa o pedido.

Quando fazer

A tradição costuma associar esta simpatia a terça-feira, dia de Ogum na Umbanda, é o mais indicado, porque é dele o fundamento de abrir caminho e vencer demanda; há quem monte na segunda-feira, pedindo primeiro licença a Exu, que é o guardião dos caminhos, e quem prefira a sexta-feira ligada a Oxum pela doçura do mel. Muita gente também escolhe a lua crescente pela ideia de crescimento, ou o dia seguinte ao vencimento da dívida, para não deixar a cobrança esfriar. Nada disso é obrigatório: dia é marco, e o gesto vale em qualquer dia em que você tiver calma para fazer. Para atrair e fazer crescer, muitos escolhem a lua crescente ou cheia. O mais importante é a fé e a sinceridade do seu pedido.

Cuidados e responsabilidade

Comece pelos cuidados materiais, que são os mais fáceis de esquecer. Vela sempre firmada em base de louça, longe de cortina, papel, tomada, madeira nua e do alcance de criança e de animal, nunca acesa em casa vazia e apagada antes de dormir ou de sair. O mel atrai formiga e barata, então use só um fio, mantenha o pires limpo e lave tudo se aparecer bicho. Água parada é criadouro de mosquito, e isso é questão de saúde pública e não de fundamento: troque sempre que baixar ou embaçar, não deixe o copo esquecido por semanas e não beba dessa água em nenhuma circunstância, porque ela foi oferecida e ficou exposta. Guarde o copo apenas para esse uso. Agora a parte prática que importa tanto quanto a espiritual. Registre tudo: contrato, nota fiscal, recibo, comprovante de transferência, mensagens em que a pessoa reconheceu a dívida. Cobre por escrito, com valor e data, e proponha um acordo possível, porque acordo pago vale mais que dívida integral não recebida. O protesto em cartório é uma via extrajudicial prevista na Lei 9.492 de 1997 e pode ser usado por pessoa física, autônomo, MEI e empresa que tenha documento comprovando a obrigação, como boleto vencido, cheque, nota promissória ou contrato de prestação de serviço. Na via judicial existem a ação de cobrança, a ação monitória e a execução de título extrajudicial, e para valores menores existe o Juizado Especial Cível. Se for relação de consumo, o Procon é um caminho. Não deixe o tempo passar sem fazer nada, porque toda dívida tem prazo de prescrição e depois dele a cobrança judicial se perde. E um alerta na direção contrária, que vale para quem cobra: cobrança não pode expor ninguém a ridículo, ameaça ou constrangimento, o Código de Defesa do Consumidor proíbe isso expressamente no artigo 42, e protesto indevido ou cobrança vexatória podem virar processo por dano moral contra quem cobrou. Cobre com firmeza e com educação, que é o que a simpatia pede também. Nada aqui é orientação jurídica nem médica, e nada aqui substitui advogado, contador ou o dirigente da sua casa. Se o dinheiro que falta está comprometendo a sua sobrevivência, cuide da sua ponta: renegocie as suas contas, procure orientação gratuita de defensoria pública ou de núcleo de prática jurídica de faculdade, e não faça dívida nova apostando num pagamento que ainda não chegou. Por último, o cuidado ético: não escreva praga no papel, não peça doença, prejuízo ou castigo para o devedor e não faça essa simpatia para dobrar a vontade de alguém. Isso não é Umbanda, e o gesto perde exatamente o que ele tem de bom. Com velas acesas, redobre a atenção: use suporte seguro (prato ou castiçal), longe de cortinas e material inflamável, e nunca deixe a chama sem vigilância. Simpatia é ato de fé e não substitui o seu esforço, nem acompanhamento médico, psicológico ou jurídico quando necessário. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém. Observação: As versões que circulam são muitas e nenhuma é a única correta. A mais conhecida é a do feijão: você escreve num papel o nome de cada pessoa que te deve, corta em tiras, embrulha um feijão em cada tira dizendo que aquela pessoa vai pagar porque isso é seu direito, coloca tudo dentro de um copo e deixa num lugar alto da casa, tirando o feijão de quem já pagou. Existe a versão com canela, em que o copo recebe água, duas colheres de canela em pó no fundo, os papéis dobrados, mais canela por cima e depois alguns grãos de feijão e dentes de alho para cada devedor. Existe a versão só de louro, em que o valor desejado é escrito em três folhas com uma vela branca acesa ao lado, e a versão de carteira, em que a folha escrita fica sete dias junto do dinheiro. Existe a versão do mel no pires com uma vela em cima, guardada em lugar alto. E existe a versão do vaso de barro com terra, alhos e moedas enterrados, coberto de arruda e com grãos de arroz, milho e feijão por cima. O papel muda de lugar conforme a casa: uns colocam embaixo do copo, outros dentro da água, outros dobrado em quatro debaixo do pires. O mel é trocado por açúcar em muitas versões. O prazo varia de três a sete dias, ou até o dinheiro cair. Há quem entregue o pedido a Ogum, quem entregue a Santo Antônio, a São Pedro ou a São Cipriano, e quem simplesmente reze com as próprias palavras. O que se repete em quase todas, e é o que realmente importa, é o fecho: agradecer, dar destino digno aos materiais, devolver a moeda à circulação e continuar cobrando no plano material. Conteúdo informativo e de fé: a forma de fazer varia muito de casa para casa e de região para região. Confie no seu coração e, se for da sua fé, na orientação do seu terreiro.

Perguntas frequentes

Para que serve a simpatia para receber dinheiro atrasado?
Simpatia para receber dinheiro atrasado: um copo de água limpa apoiado sobre um papel onde você escreve o valor exato que tem para receber, com uma folha de louro inteira dentro da água, uma moeda e um fio de mel no pires, e uma vela acesa numa terça-feira pedindo a Ogum que o caminho daquele pagamento se destrave. O fundamento é abrir o que está parado, e não dominar a vontade de quem deve. Ela caminha junto da cobrança feita direito: a conversa, a nota fiscal, o recibo, o acordo por escrito e, se for preciso, o protesto e a ação judicial. Simpatia nenhuma substitui isso. É uma simpatia de prosperidade, da tradição popular brasileira.
Do que eu preciso?
Itens simples: papel, caneta ou lápis, copo de vidro, pires de louça, folha de louro, moedas, mel, vela vermelha (palito), vela branca (palito), caixa de fósforos. Use o que tiver com fé; o essencial é a sua intenção.
Como fazer passo a passo?
Escolha um momento tranquilo, faça uma breve oração e concentre-se na sua intenção, pedindo licença e proteção aos seus guias. Comece pela parte que quase todo mundo pula, e que é a mais importante: organize a cobrança no mundo material antes de acender qualquer vela. Junte o que você tem, o contrato, a nota fiscal, o recibo, o comprovante de transferência, o print da conversa em que a pessoa combinou o pagamento. Anote o valor exato, a data em que venceu e quantos dias já passaram. Fé sem esse cuidado vira só ansiedade, e a tradição sempre entendeu simpatia como reforço de um esforço que já existe, nunca como substituto dele. Escolha a terça-feira, que na Umbanda é o dia de Ogum, o Orixá que abre caminho e vence demanda. Antes de montar, arrume o canto onde a simpatia vai ficar, lave as mãos, lave o copo e o pires com água e detergente e enxugue bem. Copo sujo ou canto empoeirado não sustenta pedido nenhum, e essa é uma regra que vale para toda simpatia de água. Escreva no papel o valor exato que você tem para receber, em número e por extenso, e embaixo uma linha curta dizendo do que se trata, algo como serviço entregue em março, ou empréstimo feito em janeiro. Se quiser escrever o nome de quem deve, escreva por identificação do assunto, para saber de qual pendência você está falando, e não como quem quer prender pessoa. Isso muda tudo no sentido do gesto, e é bom dizer em voz alta: você está firmando o pagamento, não a pessoa. Deixe o papel aberto sobre o pires, com o escrito virado para cima, e apoie o copo em cima dele. Encha o copo com água limpa até uns três dedos da borda e coloque a folha de louro inteira dentro, deixando ela flutuar ou encostar na parede do vidro. A água entra como passagem, como aquilo que faz o parado voltar a correr, e o louro entra como folha de vitória e de reconhecimento. Ponha a moeda ao lado do copo, sobre o pires, e pingue um fio de mel na moeda ou na borda do pires. Ao fazer isso, diga com clareza para que o mel serve: para adoçar a conversa, o tom da cobrança e o encontro, e não para adoçar a vontade de ninguém. É uma frase curta que impede a simpatia de virar aquilo que a Umbanda não faz. Acenda a vela com fósforo, firmada em base de louça e em lugar seguro, longe de cortina, papel, tomada e do alcance de criança e de animal. Agradeça antes de pedir, mesmo que pareça estranho agradecer no meio de um aperto, e faça o pedido em uma frase só, do tipo: que o caminho deste pagamento se abra, com justiça, sem prejuízo para ninguém. Ogum se pede caminho aberto e firmeza, não castigo para o outro. Não deixe a vela acesa sem ninguém por perto e apague antes de sair ou de dormir, sem soprar, usando um abafador ou um pires virado por cima. Enquanto a simpatia estiver firmada, faça a sua parte todos os dias, e é aqui que ela realmente trabalha. Mande a mensagem de cobrança educada e registrada, com o valor e a data. Ofereça um caminho concreto, um boleto, uma chave de transferência, um acordo em duas ou três parcelas com data marcada. Se não houver resposta, encaminhe de forma formal: notificação por escrito, protesto em cartório, Procon quando for relação de consumo, Juizado Especial Cível nos valores menores ou advogado quando o valor justificar. A vela ilumina a decisão, quem toma a decisão é você. Troque a água sempre que ela baixar, embaçar ou juntar poeira, e mantenha a firmeza por até sete dias. Ao encerrar, ou no dia em que o dinheiro cair, agradeça e desmonte com cuidado: jogue a água na terra de um vaso ou no pé de uma planta, devolva a folha de louro à terra, lave a moeda e coloque de volta na sua carteira para circular, e queime ou rasgue o papel sem guardar mágoa. Feche o ciclo com caridade, mesmo pequena, uma doação, uma cesta, um prato de comida para alguém, porque na Umbanda a caridade é o fecho natural de qualquer pedido. Ao terminar, agradeça de coração e confie. Lembre-se: a simpatia apoia, mas é a sua ação no dia a dia que completa o pedido.
Qual o melhor dia para fazer?
A tradição costuma associar esta simpatia a terça-feira, dia de Ogum na Umbanda, é o mais indicado, porque é dele o fundamento de abrir caminho e vencer demanda; há quem monte na segunda-feira, pedindo primeiro licença a Exu, que é o guardião dos caminhos, e quem prefira a sexta-feira ligada a Oxum pela doçura do mel. Muita gente também escolhe a lua crescente pela ideia de crescimento, ou o dia seguinte ao vencimento da dívida, para não deixar a cobrança esfriar. Nada disso é obrigatório: dia é marco, e o gesto vale em qualquer dia em que você tiver calma para fazer. Para atrair e fazer crescer, muitos escolhem a lua crescente ou cheia. O mais importante é a fé e a sinceridade do seu pedido.
Quais os cuidados?
Comece pelos cuidados materiais, que são os mais fáceis de esquecer. Vela sempre firmada em base de louça, longe de cortina, papel, tomada, madeira nua e do alcance de criança e de animal, nunca acesa em casa vazia e apagada antes de dormir ou de sair. O mel atrai formiga e barata, então use só um fio, mantenha o pires limpo e lave tudo se aparecer bicho. Água parada é criadouro de mosquito, e isso é questão de saúde pública e não de fundamento: troque sempre que baixar ou embaçar, não deixe o copo esquecido por semanas e não beba dessa água em nenhuma circunstância, porque ela foi oferecida e ficou exposta. Guarde o copo apenas para esse uso. Agora a parte prática que importa tanto quanto a espiritual. Registre tudo: contrato, nota fiscal, recibo, comprovante de transferência, mensagens em que a pessoa reconheceu a dívida. Cobre por escrito, com valor e data, e proponha um acordo possível, porque acordo pago vale mais que dívida integral não recebida. O protesto em cartório é uma via extrajudicial prevista na Lei 9.492 de 1997 e pode ser usado por pessoa física, autônomo, MEI e empresa que tenha documento comprovando a obrigação, como boleto vencido, cheque, nota promissória ou contrato de prestação de serviço. Na via judicial existem a ação de cobrança, a ação monitória e a execução de título extrajudicial, e para valores menores existe o Juizado Especial Cível. Se for relação de consumo, o Procon é um caminho. Não deixe o tempo passar sem fazer nada, porque toda dívida tem prazo de prescrição e depois dele a cobrança judicial se perde. E um alerta na direção contrária, que vale para quem cobra: cobrança não pode expor ninguém a ridículo, ameaça ou constrangimento, o Código de Defesa do Consumidor proíbe isso expressamente no artigo 42, e protesto indevido ou cobrança vexatória podem virar processo por dano moral contra quem cobrou. Cobre com firmeza e com educação, que é o que a simpatia pede também. Nada aqui é orientação jurídica nem médica, e nada aqui substitui advogado, contador ou o dirigente da sua casa. Se o dinheiro que falta está comprometendo a sua sobrevivência, cuide da sua ponta: renegocie as suas contas, procure orientação gratuita de defensoria pública ou de núcleo de prática jurídica de faculdade, e não faça dívida nova apostando num pagamento que ainda não chegou. Por último, o cuidado ético: não escreva praga no papel, não peça doença, prejuízo ou castigo para o devedor e não faça essa simpatia para dobrar a vontade de alguém. Isso não é Umbanda, e o gesto perde exatamente o que ele tem de bom. Com velas acesas, redobre a atenção: use suporte seguro (prato ou castiçal), longe de cortinas e material inflamável, e nunca deixe a chama sem vigilância. Simpatia é ato de fé e não substitui o seu esforço, nem acompanhamento médico, psicológico ou jurídico quando necessário. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém. Observação: As versões que circulam são muitas e nenhuma é a única correta. A mais conhecida é a do feijão: você escreve num papel o nome de cada pessoa que te deve, corta em tiras, embrulha um feijão em cada tira dizendo que aquela pessoa vai pagar porque isso é seu direito, coloca tudo dentro de um copo e deixa num lugar alto da casa, tirando o feijão de quem já pagou. Existe a versão com canela, em que o copo recebe água, duas colheres de canela em pó no fundo, os papéis dobrados, mais canela por cima e depois alguns grãos de feijão e dentes de alho para cada devedor. Existe a versão só de louro, em que o valor desejado é escrito em três folhas com uma vela branca acesa ao lado, e a versão de carteira, em que a folha escrita fica sete dias junto do dinheiro. Existe a versão do mel no pires com uma vela em cima, guardada em lugar alto. E existe a versão do vaso de barro com terra, alhos e moedas enterrados, coberto de arruda e com grãos de arroz, milho e feijão por cima. O papel muda de lugar conforme a casa: uns colocam embaixo do copo, outros dentro da água, outros dobrado em quatro debaixo do pires. O mel é trocado por açúcar em muitas versões. O prazo varia de três a sete dias, ou até o dinheiro cair. Há quem entregue o pedido a Ogum, quem entregue a Santo Antônio, a São Pedro ou a São Cipriano, e quem simplesmente reze com as próprias palavras. O que se repete em quase todas, e é o que realmente importa, é o fecho: agradecer, dar destino digno aos materiais, devolver a moeda à circulação e continuar cobrando no plano material. Conteúdo informativo e de fé: a forma de fazer varia muito de casa para casa e de região para região. Confie no seu coração e, se for da sua fé, na orientação do seu terreiro.
Para que serve a simpatia para receber dinheiro atrasado?
Serve para firmar a intenção e pedir que o caminho de um pagamento parado volte a andar: o cliente que não paga, o valor emprestado que não volta, o serviço entregue e não quitado. Na leitura da tradição, ela pede abertura e desatamento, com Ogum abrindo caminho e a água fazendo escoar o que estava travado. O que ela não é, e isso precisa ficar claro, é um atalho: ela funciona como reforço de uma cobrança que você já está fazendo, com documento, conversa e prazo, e não no lugar dela.
Simpatia para receber dinheiro atrasado funciona mesmo?
Ninguém sério promete resultado, e desconfie de quem promete. O que a tradição diz é que a simpatia firma a intenção, organiza o pensamento e dá coragem para agir, e é justamente nesse ponto que ela ajuda de verdade: quem escreve o valor exato passa a saber quanto é, desde quando e com base em qual documento, e quem sabe isso cobra melhor. Muita gente relata que o dinheiro apareceu depois de montar, e a leitura honesta é que o gesto costuma vir acompanhado de uma cobrança mais firme e mais clara. Fé e providência andam juntas.
Pode escrever o nome da pessoa que me deve no papel?
Pode, desde que fique claro para que serve. Escreva o nome como quem identifica o assunto, para saber de qual pendência se trata, e não como quem quer prender ou dobrar alguém. A Umbanda não faz amarração e não trabalha para dominar a vontade de ninguém, então nada de praga, de ameaça ou de pedido de castigo escrito no papel. Se você preferir, escreva apenas o valor e a descrição da dívida, sem nome nenhum: funciona igual no sentido do gesto e evita qualquer confusão de intenção.
Qual o dia certo para fazer essa simpatia?
A terça-feira é o dia mais indicado, porque é o dia de Ogum na Umbanda, o Orixá que abre caminho e vence demanda. Há quem monte na segunda-feira, pedindo antes licença a Exu, que é o guardião dos caminhos, e quem escolha a sexta-feira, ligada a Oxum, pela doçura do mel. Muita gente prefere a lua crescente pela ideia de crescimento. Nenhuma dessas escolhas é obrigatória, e um dia bom é qualquer dia em que você tenha calma para fazer com atenção.
Quanto tempo demora para receber o dinheiro?
Não existe prazo garantido, e quem garante está vendendo ilusão. O costume é manter a firmeza por até sete dias, trocando a água, e refazer depois se o assunto continuar aberto. O que acelera de verdade é o que você faz nesses dias: a mensagem de cobrança enviada, o acordo proposto com data e valor, o boleto emitido, a notificação formal encaminhada. Se passar muito tempo sem resposta, o caminho é o encaminhamento prático, protesto em cartório, Juizado Especial Cível ou advogado, e não repetir a simpatia esperando que ela resolva sozinha.
Serve para cliente que não paga e também para dinheiro emprestado a parente?
Serve para as duas situações, e é bom pensar nas diferenças. Com cliente, o caminho material é mais claro: nota fiscal, contrato, boleto, protesto, Procon quando for consumo, Juizado ou cobrança judicial. Com parente ou amigo, o valor em jogo raramente é só financeiro, e a tradição ajuda especialmente na parte do mel, que é adoçar a conversa para que ela aconteça sem briga. Numa dívida de família, um acordo pequeno e cumprido costuma valer mais que uma exigência que ninguém honra. Combine valor, parcela e data, e escreva, mesmo entre irmãos.
Que vela usar e para qual Orixá acender?
A vermelha, que é a cor mais usada para Ogum na Umbanda, muitas vezes acompanhada da branca pelo sincretismo com São Jorge. Quem não se sente à vontade acendendo vela de cor pode usar só a branca, e essa é a regra prática de ouro: a branca atende a todos e nunca é errada. Se você frequenta uma casa, a orientação do seu dirigente vem antes de qualquer receita de internet, inclusive desta. E pedido para Ogum é pedido de caminho aberto e de firmeza, nunca de castigo para o outro.
Essa simpatia é amarração ou trabalho para prejudicar o devedor?
Não, e não pode ser transformada nisso. A Umbanda não faz amarração e não trabalha para dominar a vontade de ninguém, porque o livre-arbítrio é lei e interferir nele volta contra quem interferiu, pela lei do retorno que as casas ensinam. O fundamento aqui é abrir caminho e destravar o que está parado, não amarrar pessoa. Nada de pedir que o devedor adoeça, perca o emprego, passe vergonha ou seja obrigado a pagar contra a própria vontade. O pedido correto é o de justiça e de caminho aberto, e isso inclui a possibilidade de um acordo em que os dois lados consigam respirar.
O que fazer com a água, o louro, a moeda e o papel depois?
Ao encerrar, ou no dia em que o dinheiro cair, desmonte agradecendo. A água vai para a terra de um vaso ou para o pé de uma planta forte, sem espinho e que não solte leite, e onde não houver planta vale a pia com água corrente. A folha de louro volta para a terra. A moeda é lavada, secada e devolvida à sua carteira, para circular, porque é isso que a tradição entende por dinheiro que anda. O papel pode ser rasgado ou queimado com cuidado, e o copo, lavado e guardado só para esse uso. Não jogue tudo no lixo sem agradecer.
Preciso ir a um terreiro ou pagar alguém para fazer essa simpatia?
Não. Esta é tradição popular brasileira, feita em casa com copo, água, papel, louro, moeda, mel e vela, sem iniciação, sem filiação e sem autorização de ninguém. Casa séria de Umbanda não cobra por trabalho espiritual, e cobrança para receber dívida é justamente o tipo de promessa que aparece em golpe. Se alguém te oferecer um trabalho garantido em troca de dinheiro num momento de aperto, desconfie. Se você frequenta uma casa, converse com o seu dirigente, que é quem conhece o seu caso.
E se a pessoa realmente não tiver dinheiro para pagar?
Essa é a possibilidade mais comum e a que quase nenhuma página fala. Devedor também é gente em dificuldade, e a simpatia não cria dinheiro no bolso de quem não tem. Nesses casos, o caminho que costuma funcionar é o acordo: parcelar, reduzir juro, aceitar um valor menor à vista, trocar por serviço quando fizer sentido. Coloque no papel, com data e valor, mesmo que seja uma mensagem confirmada. E cuide da sua ponta em paralelo, renegociando as suas próprias contas, porque contar com um dinheiro que não chegou é o jeito mais rápido de transformar um problema em dois.
Posso fazer para mais de uma pessoa que me deve?
Pode, e existe até uma versão popular pensada para isso, a do feijão, em que cada devedor tem o seu papelzinho embrulhado dentro do mesmo copo e sai de lá quando paga. Na montagem descrita aqui, o mais indicado é escrever cada pendência numa linha própria, com o valor de cada uma, para não virar um pedido difuso. A orientação que as casas repetem é uma intenção por firmeza, porque empilhar assuntos dispersa a atenção de quem reza. Se as dívidas forem muito diferentes entre si, firme uma por vez e cobre uma por vez, que é também o jeito mais organizado de resolver na prática.

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Conteúdo informativo e de fé. As simpatias são da tradição popular e variam de casa para casa. São atos de fé que não obrigam ninguém e não substituem o seu esforço nem ajuda profissional, médica ou jurídica. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém.
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