Simpatia · Proteção

Simpatia de Cosme e Damião para Proteger as Crianças

Simpatia de devoção aos Erês, as crianças da Umbanda sincretizadas com São Cosme e São Damião: monta-se um prato de doces com guaraná, uma vela e um brinquedo novo, pede-se proteção e alegria para uma criança da família e depois a doçura é repartida com outras crianças, porque o fundamento dos Ibejis está justamente em dar, e não em guardar.

Simpatia: Simpatia de Cosme e Damião para Proteger as Crianças
Resposta rápida

Simpatia de devoção aos Erês, as crianças da Umbanda sincretizadas com São Cosme e São Damião: monta-se um prato de doces com guaraná, uma vela e um brinquedo novo, pede-se proteção e alegria para uma criança da família e depois a doçura é repartida com outras crianças, porque o fundamento dos Ibejis está justamente em dar, e não em guardar. Simpatia de proteção, feita com prato branco, doces, balas e cocadas, guaraná (refrigerante) e outros itens simples. Faça com fé, concentração e respeito, a simpatia alinha a sua intenção e caminha junto com a sua atitude.

Conteúdo de fé e informativo: simpatia não obriga ninguém e não substitui o seu esforço nem ajuda profissional. Ver cuidados

Sobre a simpatia de cosme e damião para proteger as crianças

Na Umbanda, os Erês, também chamados de Crianças, Ibejada e Dois-Dois, são as entidades de caráter infantil que trabalham na alegria, na quebra de demanda pesada e na proteção dos pequenos. A palavra vem do iorubá e carrega o sentido de brincadeira. Eles se ligam aos Ibejis, os Orixás gêmeos cujo nome vem de ibi, nascimento, somado a eji, dois, ou seja, nascimento duplo, e foram sincretizados desde o período colonial com São Cosme e São Damião, os santos gêmeos médicos da tradição cristã. Daí vem o costume brasileiro do 27 de setembro, quando se distribuem doces a crianças na rua, gesto que atravessou a religião e virou cultura popular em cidades inteiras. O fundamento da simpatia está exatamente nessa distribuição: a oferenda aos Erês não se guarda, se reparte. Quem monta o prato e depois entrega os doces às crianças está cumprindo o rito por inteiro, e é por isso que a doação do brinquedo importa tanto quanto a vela acesa. Na Umbanda e na fé popular, o que dá força à simpatia é a fé, a intenção limpa e o respeito à tradição.

FinalidadeProteção
ElementoDoces e brinquedo
Melhor dia27 de setembro, dia de São Cosme e São Damião, e nos demais meses aos domingos
DificuldadeSimples

Do que você precisa

  • Prato brancoum prato branco simples, ou um pratinho de barroComprar
  • Doces, balas e cocadasbalas, cocadas, pé de moleque e outros doces simples, em quantidade generosaComprar
  • Guaraná (refrigerante)um copo pequeno, a bebida mais lembrada pelas criançasComprar
  • Melum fio de mel sobre os docesComprar
  • Brinquedo novo e simplesum brinquedo novo e simples, que será doado depoisComprar
  • Vela branca (palito)duas velas brancas, uma para cada irmãoComprar
  • Fita de cetimduas fitas coloridas, opcionais, amarradas juntasComprar
  • Laranjafrutas variadas, opcionais, nas casas que as incluemComprar

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Como fazer (passo a passo)

  1. Escolha um momento tranquilo, faça uma breve oração e concentre-se na sua intenção, pedindo licença e proteção aos seus guias.
  2. Escolha o dia. O 27 de setembro é a data mais celebrada no Brasil para São Cosme e São Damião, e muitas casas trabalham o 26 e o 27 juntos. Fora dessa data, o domingo é o dia mais citado para os Erês.
  3. Limpe o canto onde a simpatia vai ficar e forre com um pano branco. Pode ser um cantinho do congá, uma prateleira ou a mesa da sala.
  4. Arrume os doces no prato branco, com fartura e sem contar quantidade, porque a tradição diz que com criança não se faz economia. Regue com um fio de mel.
  5. Coloque o copo de guaraná ao lado e o brinquedo novo junto do prato, ainda na embalagem ou já livre dela, como preferir.
  6. Acenda as duas velas brancas em base firme, uma para Cosme e uma para Damião, dizendo em voz alta o nome da criança pela qual você pede.
  7. Peça com palavras simples, do jeito que se fala com criança: saúde, alegria, proteção no caminho da escola, sono tranquilo e amizade boa. Não peça em tom solene, porque os Erês respondem à leveza.
  8. Fique ali alguns minutos, e se houver criança em casa deixe que ela participe, coma um doce e brinque perto. A tradição entende a presença da criança como parte do rito.
  9. Deixe montado por vinte e quatro horas. No dia seguinte, reparta todos os doces com crianças, na rua, na escola, na creche ou na vizinhança, e doe o brinquedo a uma criança que não tem.
  10. Agradeça ao encerrar. O agradecimento, na tradição dos Ibejis, vale tanto quanto o pedido.
  11. Ao terminar, agradeça de coração e confie. Lembre-se: a simpatia apoia, mas é a sua ação no dia a dia que completa o pedido.

Quando fazer

A tradição costuma associar esta simpatia a 27 de setembro, dia de São Cosme e São Damião, e nos demais meses aos domingos. Pode ser renovada sempre que sentir o ambiente carregado. O mais importante é a fé e a sinceridade do seu pedido.

Cuidados e responsabilidade

Cuidado com vela acesa perto de criança e de animal, e nunca deixe fogo sem alguém por perto: use base firme, longe de cortina e de papel. Ao repartir os doces, respeite alergias e restrições alimentares, pergunte a um adulto responsável antes de oferecer algo a uma criança que não é sua e prefira doces industrializados lacrados quando a entrega for na rua. Simpatia é gesto de fé e não é tratamento: qualquer questão de saúde de criança pede pediatra, e qualquer situação de risco pede providência concreta e, se for o caso, o conselho tutelar. Com velas acesas, redobre a atenção: use suporte seguro (prato ou castiçal), longe de cortinas e material inflamável, e nunca deixe a chama sem vigilância. Simpatia é ato de fé e não substitui o seu esforço, nem acompanhamento médico, psicológico ou jurídico quando necessário. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém. Observação: O fundamento varia bastante entre as casas. Muitos terreiros oferecem o caruru, prato de quiabo que é a comida tradicional de Ibeji no Candomblé, e servem os doces só depois. Outros montam a mesa dos Erês com sete crianças convidadas, sentadas para comer primeiro. Há casas que usam velas coloridas em vez de brancas, que incluem frutas, pipoca doce e refrigerante de guaraná, e há quem faça a entrega numa praça ou num parquinho em vez de dentro de casa. Algumas casas não usam brinquedo e trocam por uma fita amarrada no pulso da criança. Siga o costume da sua casa. Conteúdo informativo e de fé: a forma de fazer varia muito de casa para casa e de região para região. Confie no seu coração e, se for da sua fé, na orientação do seu terreiro.

Perguntas frequentes

Para que serve a simpatia de cosme e damião para proteger as crianças?
Simpatia de devoção aos Erês, as crianças da Umbanda sincretizadas com São Cosme e São Damião: monta-se um prato de doces com guaraná, uma vela e um brinquedo novo, pede-se proteção e alegria para uma criança da família e depois a doçura é repartida com outras crianças, porque o fundamento dos Ibejis está justamente em dar, e não em guardar. É uma simpatia de proteção, da tradição popular brasileira.
Do que eu preciso?
Itens simples: prato branco, doces, balas e cocadas, guaraná (refrigerante), mel, brinquedo novo e simples, vela branca (palito), fita de cetim, laranja. Use o que tiver com fé; o essencial é a sua intenção.
Como fazer passo a passo?
Escolha um momento tranquilo, faça uma breve oração e concentre-se na sua intenção, pedindo licença e proteção aos seus guias. Escolha o dia. O 27 de setembro é a data mais celebrada no Brasil para São Cosme e São Damião, e muitas casas trabalham o 26 e o 27 juntos. Fora dessa data, o domingo é o dia mais citado para os Erês. Limpe o canto onde a simpatia vai ficar e forre com um pano branco. Pode ser um cantinho do congá, uma prateleira ou a mesa da sala. Arrume os doces no prato branco, com fartura e sem contar quantidade, porque a tradição diz que com criança não se faz economia. Regue com um fio de mel. Coloque o copo de guaraná ao lado e o brinquedo novo junto do prato, ainda na embalagem ou já livre dela, como preferir. Acenda as duas velas brancas em base firme, uma para Cosme e uma para Damião, dizendo em voz alta o nome da criança pela qual você pede. Peça com palavras simples, do jeito que se fala com criança: saúde, alegria, proteção no caminho da escola, sono tranquilo e amizade boa. Não peça em tom solene, porque os Erês respondem à leveza. Fique ali alguns minutos, e se houver criança em casa deixe que ela participe, coma um doce e brinque perto. A tradição entende a presença da criança como parte do rito. Deixe montado por vinte e quatro horas. No dia seguinte, reparta todos os doces com crianças, na rua, na escola, na creche ou na vizinhança, e doe o brinquedo a uma criança que não tem. Agradeça ao encerrar. O agradecimento, na tradição dos Ibejis, vale tanto quanto o pedido. Ao terminar, agradeça de coração e confie. Lembre-se: a simpatia apoia, mas é a sua ação no dia a dia que completa o pedido.
Qual o melhor dia para fazer?
A tradição costuma associar esta simpatia a 27 de setembro, dia de São Cosme e São Damião, e nos demais meses aos domingos. Pode ser renovada sempre que sentir o ambiente carregado. O mais importante é a fé e a sinceridade do seu pedido.
Quais os cuidados?
Cuidado com vela acesa perto de criança e de animal, e nunca deixe fogo sem alguém por perto: use base firme, longe de cortina e de papel. Ao repartir os doces, respeite alergias e restrições alimentares, pergunte a um adulto responsável antes de oferecer algo a uma criança que não é sua e prefira doces industrializados lacrados quando a entrega for na rua. Simpatia é gesto de fé e não é tratamento: qualquer questão de saúde de criança pede pediatra, e qualquer situação de risco pede providência concreta e, se for o caso, o conselho tutelar. Com velas acesas, redobre a atenção: use suporte seguro (prato ou castiçal), longe de cortinas e material inflamável, e nunca deixe a chama sem vigilância. Simpatia é ato de fé e não substitui o seu esforço, nem acompanhamento médico, psicológico ou jurídico quando necessário. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém. Observação: O fundamento varia bastante entre as casas. Muitos terreiros oferecem o caruru, prato de quiabo que é a comida tradicional de Ibeji no Candomblé, e servem os doces só depois. Outros montam a mesa dos Erês com sete crianças convidadas, sentadas para comer primeiro. Há casas que usam velas coloridas em vez de brancas, que incluem frutas, pipoca doce e refrigerante de guaraná, e há quem faça a entrega numa praça ou num parquinho em vez de dentro de casa. Algumas casas não usam brinquedo e trocam por uma fita amarrada no pulso da criança. Siga o costume da sua casa. Conteúdo informativo e de fé: a forma de fazer varia muito de casa para casa e de região para região. Confie no seu coração e, se for da sua fé, na orientação do seu terreiro.
Qual simpatia fazer para proteger uma criança na Umbanda?
A mais tradicional é a oferenda de doces aos Erês, as crianças da Umbanda sincretizadas com São Cosme e São Damião. Monta-se um prato branco de doces com um fio de mel, um copo de guaraná, duas velas brancas e um brinquedo novo, pede-se proteção e alegria pela criança e no dia seguinte tudo é repartido com outras crianças. O gesto de repartir é a parte mais importante do rito.
Qual é o dia de Cosme e Damião?
No Brasil a data mais celebrada é o 27 de setembro, quando terreiros de Umbanda e de Candomblé fazem a festa dos Erês e dos Ibejis e se distribuem doces às crianças na rua. Algumas casas começam no dia 26 e há regiões que mantêm outras datas. Fora de setembro, o domingo é o dia da semana mais citado para trabalhar com as Crianças.
Quem são os Erês na Umbanda?
São entidades de caráter infantil que incorporam nos médiuns e trabalham com alegria, brincadeira e franqueza. O nome vem do iorubá e carrega o sentido de brincadeira e divertimento. Eles são conhecidos também como Crianças, Ibejada e Dois-Dois, e a tradição diz que a leveza deles quebra demanda pesada e desarma o que a seriedade não consegue resolver.
Qual a diferença entre Erê e Ibeji?
Ibeji são os Orixás gêmeos da tradição iorubá, cujo nome vem de ibi, nascimento, com eji, dois. Erê é o nome que a Umbanda dá às entidades de comportamento infantil que trabalham na gira, ligadas a essa mesma vibração. Na prática do dia a dia dos terreiros os dois termos aparecem juntos, e a festa de setembro homenageia as duas coisas ao mesmo tempo, somadas ao sincretismo com Cosme e Damião.
Preciso dar os doces na rua?
A tradição pede que os doces sejam repartidos com crianças, e a rua é o lugar mais comum, mas não é o único. Vale entregar na escola, na creche, na vizinhança, numa instituição ou entre as crianças da própria família. O que a tradição não recomenda é montar a oferenda e guardar os doces para si, porque o fundamento dos Ibejis está em dar.
Posso fazer essa simpatia sem ser da Umbanda?
Pode. É um gesto simples de devoção popular, praticado no Brasil inteiro por gente de várias fés no dia de Cosme e Damião. Não envolve fundamento reservado, não pede iniciação e não exige nada além de respeito. Se você frequenta um terreiro, vale conversar com o dirigente para seguir o costume da casa.
Precisa ser doce caseiro?
Não. Balas, cocadas, pé de moleque e doces industrializados servem igualmente, e para a distribuição na rua o doce lacrado é até mais prudente, por causa de alergia e de higiene. O que a tradição valoriza é a fartura e a alegria da entrega, não o preço nem o capricho da receita.
O que fazer com o brinquedo depois?
Doe. O costume é entregar o brinquedo a uma criança que não tem, e muitas casas orientam fazer isso no dia seguinte à montagem, junto da distribuição dos doces. Guardar o brinquedo em casa como enfeite não completa o rito, porque a oferenda aos Erês é feita para circular.

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Conteúdo informativo e de fé. As simpatias são da tradição popular e variam de casa para casa. São atos de fé que não obrigam ninguém e não substituem o seu esforço nem ajuda profissional, médica ou jurídica. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém.
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