Simpatia · Proteção

Simpatia da Pemba para Firmar a Proteção da Casa

Uma cruz simples riscada com pemba branca atrás da porta da rua e nos cantos internos da casa, com uma vela branca acesa em pires seguro e um copo de água limpa ao lado, para firmar a proteção do lar e pedir paz a Oxalá. É gesto devocional de porta, feito com respeito, e não ponto riscado de terreiro, que é outra coisa e tem outro dono.

Simpatia: Simpatia da Pemba para Firmar a Proteção da Casa
Resposta rápida

Uma cruz simples riscada com pemba branca atrás da porta da rua e nos cantos internos da casa, com uma vela branca acesa em pires seguro e um copo de água limpa ao lado, para firmar a proteção do lar e pedir paz a Oxalá. É gesto devocional de porta, feito com respeito, e não ponto riscado de terreiro, que é outra coisa e tem outro dono. Simpatia de proteção, feita com pemba branca, vela branca (palito), pires de louça e outros itens simples. Faça com fé, concentração e respeito, a simpatia alinha a sua intenção e caminha junto com a sua atitude.

Conteúdo de fé e informativo: simpatia não obriga ninguém e não substitui o seu esforço nem ajuda profissional. Ver cuidados

Sobre a simpatia da pemba para firmar a proteção da casa

Pemba é o giz sagrado das religiões afro-brasileiras, um bastão cônico e arredondado feito de calcário, usado ritualmente na Umbanda, no Candomblé e na Quimbanda. A função central dela é riscar o ponto riscado, a grafia sagrada que serve de assinatura e de identificação da entidade, e o pó da pemba tem uso reconhecido em rituais de limpeza energética e de proteção de ambiente. A pemba branca é a de uso mais livre de todas: as fontes de terreiro registram que ela pode ser usada continuamente por qualquer entidade e pelo próprio médium, enquanto as pembas coloridas têm uso quase exclusivo no traçado de símbolos específicos, ligados à ação de determinado orixá. O branco é a cor de Oxalá, o mais velho, senhor da paz, da criação e da serenidade, e é por isso que a pemba branca é a escolhida quando o pedido é de tranquilidade e de harmonia no ambiente. Agora o ponto que precisa ficar muito claro, e que este site não vai amaciar: ponto riscado é fundamento de terreiro, é riscado por médium incorporado ou por quem tem autoridade dada pela casa, e não se copia da internet nem de livro de pontos. A força do ponto está no gesto ritual e na autorização espiritual do momento em que a entidade risca, e reproduzir o desenho é copiar a assinatura de uma assinatura, o que não transfere a identidade de ninguém. Médium em desenvolvimento é orientado justamente a não procurar ponto riscado na internet, porque cada entidade tem o seu. O que esta página ensina é outra coisa, e muito mais simples: a cruz de pemba na porta e nos cantos, gesto devocional que corre na fé do povo brasileiro há gerações, do mesmo jeito que a arruda atrás da porta e o sal grosso nos cantos, e que qualquer pessoa pode fazer na própria casa sem pedir licença a ninguém. Cruz é sinal universal de bênção e de guarda na religiosidade popular. Ponto riscado é assinatura de entidade. Não confunda os dois, e desconfie de quem confunde. Na Umbanda e na fé popular, o que dá força à simpatia é a fé, a intenção limpa e o respeito à tradição.

FinalidadeProteção
ElementoPemba
Melhor diaSexta-feira e domingo são os dias mais lembrados para Oxalá na Umbanda, e o branco da pemba e da vela combina com os dois. A manhã é o horário mais indicado, com a casa recém varrida e as janelas abertas, porque o gesto acompanha a faxina. Segunda-feira também aparece em muitas casas, pelo sentido de começo de semana. Dito isso, o dia é costume e não condição: se a casa está pesada hoje, faça hoje, porque nenhuma tradição séria manda esperar sexta-feira para pedir paz dentro de casa.
DificuldadeSimples

Do que você precisa

  • Pemba brancauma unidade de pemba branca, o giz cônico de calcário vendido em casa de artigo religiosoComprar
  • Vela branca (palito)uma vela palitoComprar
  • Pires de louçade louça branca ou de barro, para apoiar a vela com segurançaComprar
  • Copo de vidrocom água limpa até quase a bordaComprar
  • Pano branco de algodãoum pano de algodão limpo, para passar na superfície antes e para guardar a pemba depoisComprar
  • Caixa de fósforosfósforo de madeira, que a maioria das casas prefere ao acendedorComprar

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Como fazer (passo a passo)

  1. Escolha um momento tranquilo, faça uma breve oração e concentre-se na sua intenção, pedindo licença e proteção aos seus guias.
  2. Comece pelo prático, porque na tradição da casa a limpeza vem antes do gesto: varra a casa, tire o pó dos cantos, recolha o que está fora do lugar e abra todas as janelas por alguns minutos. Riscar pemba em casa suja não firma nada, só suja mais.
  3. Lave as mãos em água corrente e passe o pano levemente úmido na parte de trás da porta da rua e no rodapé dos cantos onde você vai riscar. Espere secar, porque pemba em superfície molhada empapa e não marca.
  4. Monte o ponto de apoio num canto seguro, longe de cortina e de papel: firme a vela branca no pires com um pingo da própria parafina derretida, ponha o copo de água limpa ao lado e acenda a vela com o fósforo de madeira. Se quiser, saúde Oxalá com Epa Babá, e se preferir não saudar orixá nenhum, faça o pedido em nome da sua fé, que a tradição aceita.
  5. Segure a pemba na mão por alguns instantes e diga em voz baixa para que ela vai servir: proteção da casa, paz entre quem mora nela, olho torto que não entra, briga que não pega dentro de casa. Diga com clareza e sem decoreba, porque o que vale aqui é a intenção dita, não a fórmula.
  6. Risque a cruz atrás da porta da rua, do lado de dentro: primeiro um traço de cima para baixo, depois um traço da esquerda para a direita, cruzando no meio. Traço leve, sem pressa, sem apertar. Não precisa ser bonito nem grande, e uma cruz de dois dedos já cumpre o que se quer.
  7. Repita a cruz pequena nos cantos internos da casa, um por um, no rodapé ou na parede baixa, sempre no mesmo movimento: para baixo e depois para o lado. O costume mais comum fala nos quatro cantos da casa, e há quem risque também no batente das janelas, na porta dos fundos e no canto do quarto onde o sono anda ruim.
  8. Em cada canto, pare um instante e peça em voz baixa, uma frase só, o que você quer para aquele espaço. No canto da cozinha peça fartura, no da sala peça paz, no do quarto peça descanso, na porta peça guarda. A tradição chama isso de firmar, e firmar é dizer com convicção o que se quer daquele lugar.
  9. Volte para a vela, agradeça o que já tem antes de cobrar o que falta, e deixe a vela queimar até o fim com alguém em casa. Nunca durma e nunca saia com vela acesa. Se precisar interromper, apague com abanador ou com a tampa de um copo, sem soprar, e reacenda depois.
  10. No dia seguinte, jogue a água do copo na terra de um vaso ou no jardim, descarte a parafina fria no lixo comum e lave o pires e o copo em água corrente. Guarde a pemba embrulhada no pano branco, dentro de uma caixa ou de um saquinho, em lugar seco e fora do alcance de criança e de animal.
  11. Refaça quando sentir necessidade. O intervalo mais citado nas casas é de sete ou de quinze dias, e também depois de chuva forte, de faxina grande, de discussão feia dentro de casa ou de visita que deixou o ar pesado. Simpatia de proteção não é vacina de dose única, é hábito de cuidado com o lugar onde você mora.
  12. Ao terminar, agradeça de coração e confie. Lembre-se: a simpatia apoia, mas é a sua ação no dia a dia que completa o pedido.

Quando fazer

A tradição costuma associar esta simpatia a Sexta-feira e domingo são os dias mais lembrados para Oxalá na Umbanda, e o branco da pemba e da vela combina com os dois. A manhã é o horário mais indicado, com a casa recém varrida e as janelas abertas, porque o gesto acompanha a faxina. Segunda-feira também aparece em muitas casas, pelo sentido de começo de semana. Dito isso, o dia é costume e não condição: se a casa está pesada hoje, faça hoje, porque nenhuma tradição séria manda esperar sexta-feira para pedir paz dentro de casa.. Pode ser renovada sempre que sentir o ambiente carregado. O mais importante é a fé e a sinceridade do seu pedido.

Cuidados e responsabilidade

Vela acesa é fogo dentro de casa, e a maior parte dos acidentes vem de descuido bobo: apoie sempre em pires ou castiçal firme, longe de cortina, de papel, de aerossol e de tomada, e nunca deixe queimando em casa vazia, com criança sozinha ou com animal solto. Pemba é calcário, não é alimento e não é remédio: guarde fora do alcance de criança e de bicho, não deixe pó solto no chão porque escorrega e mancha, e evite espalhar pó pela casa se você tem criança pequena ou animal de estimação, caso em que o costume mais prudente é manter a pemba guardada em um saquinho de pano atrás da porta e riscar apenas a cruz. Não risque em parede recém pintada, em papel de parede, em madeira envernizada nem em porta de cliente ou de vizinho. Em imóvel alugado, risque leve, na parte de dentro do batente ou atrás da porta, onde não se vê, e saiba que sai com pano úmido a qualquer momento. E o mais importante: proteção espiritual não substitui providência prática. Cruz de pemba não conserta fechadura ruim, não acende a luz do corredor escuro, não paga alarme e não resolve conflito de vizinhança. Faça as duas coisas. Se existe ameaça real, violência doméstica, perseguição ou risco concreto à sua segurança, procure a polícia, a delegacia da mulher ou a rede de apoio, e trate isso como emergência, não como caso de simpatia. Desconfie profundamente de quem cobra caro para riscar ponto na sua casa, de quem diz que a sua casa está tomada e só ele resolve, e de quem pede valor alto para tirar demanda. Pemba custa pouco, e casa séria não faz do medo alheio um negócio. Com velas acesas, redobre a atenção: use suporte seguro (prato ou castiçal), longe de cortinas e material inflamável, e nunca deixe a chama sem vigilância. Simpatia é ato de fé e não substitui o seu esforço, nem acompanhamento médico, psicológico ou jurídico quando necessário. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém. Observação: Muda de casa para casa. Há quem use somente a pemba branca em tudo, e essa é a orientação mais tradicional e a mais segura para quem faz em casa sem fundamento. Há o costume, registrado em muitas casas, de raspar um pouco de pemba, consagrar o pó perto de uma vela ou de uma firmeza de Oxalá e soprar nos cantos pedindo paz e harmonia no ambiente, em vez de riscar a cruz na parede. Há quem risque a cruz e passe o pano em seguida, deixando a marca invisível, no entendimento de que o que firma é o gesto e não o traço que se vê. Há quem risque no batente e no umbral da porta em vez de atrás dela, e quem prefira riscar no chão, junto à soleira. Sobre a reza, varia tudo: uns rezam o Pai Nosso, outros a oração de Oxalá, outros só dizem o pedido com as próprias palavras, e nenhuma dessas formas anula as outras. Muita gente combina o gesto com as outras firmezas simples de casa, como a arruda atrás da porta, o sal grosso nos cantos, o copo com carvão ou a vela branca de proteção, e isso é bem visto porque todas trabalham no mesmo sentido. O que não é variação, e por isso não entra aqui, é riscar ponto de entidade, assentar firmeza permanente ou fazer trabalho de fundamento na casa: isso pede terreiro, jogo e a orientação do dirigente que responde por aquilo. Conteúdo informativo e de fé: a forma de fazer varia muito de casa para casa e de região para região. Confie no seu coração e, se for da sua fé, na orientação do seu terreiro.

Perguntas frequentes

Para que serve a simpatia da pemba para firmar a proteção da casa?
Uma cruz simples riscada com pemba branca atrás da porta da rua e nos cantos internos da casa, com uma vela branca acesa em pires seguro e um copo de água limpa ao lado, para firmar a proteção do lar e pedir paz a Oxalá. É gesto devocional de porta, feito com respeito, e não ponto riscado de terreiro, que é outra coisa e tem outro dono. É uma simpatia de proteção, da tradição popular brasileira.
Do que eu preciso?
Itens simples: pemba branca, vela branca (palito), pires de louça, copo de vidro, pano branco de algodão, caixa de fósforos. Use o que tiver com fé; o essencial é a sua intenção.
Como fazer passo a passo?
Escolha um momento tranquilo, faça uma breve oração e concentre-se na sua intenção, pedindo licença e proteção aos seus guias. Comece pelo prático, porque na tradição da casa a limpeza vem antes do gesto: varra a casa, tire o pó dos cantos, recolha o que está fora do lugar e abra todas as janelas por alguns minutos. Riscar pemba em casa suja não firma nada, só suja mais. Lave as mãos em água corrente e passe o pano levemente úmido na parte de trás da porta da rua e no rodapé dos cantos onde você vai riscar. Espere secar, porque pemba em superfície molhada empapa e não marca. Monte o ponto de apoio num canto seguro, longe de cortina e de papel: firme a vela branca no pires com um pingo da própria parafina derretida, ponha o copo de água limpa ao lado e acenda a vela com o fósforo de madeira. Se quiser, saúde Oxalá com Epa Babá, e se preferir não saudar orixá nenhum, faça o pedido em nome da sua fé, que a tradição aceita. Segure a pemba na mão por alguns instantes e diga em voz baixa para que ela vai servir: proteção da casa, paz entre quem mora nela, olho torto que não entra, briga que não pega dentro de casa. Diga com clareza e sem decoreba, porque o que vale aqui é a intenção dita, não a fórmula. Risque a cruz atrás da porta da rua, do lado de dentro: primeiro um traço de cima para baixo, depois um traço da esquerda para a direita, cruzando no meio. Traço leve, sem pressa, sem apertar. Não precisa ser bonito nem grande, e uma cruz de dois dedos já cumpre o que se quer. Repita a cruz pequena nos cantos internos da casa, um por um, no rodapé ou na parede baixa, sempre no mesmo movimento: para baixo e depois para o lado. O costume mais comum fala nos quatro cantos da casa, e há quem risque também no batente das janelas, na porta dos fundos e no canto do quarto onde o sono anda ruim. Em cada canto, pare um instante e peça em voz baixa, uma frase só, o que você quer para aquele espaço. No canto da cozinha peça fartura, no da sala peça paz, no do quarto peça descanso, na porta peça guarda. A tradição chama isso de firmar, e firmar é dizer com convicção o que se quer daquele lugar. Volte para a vela, agradeça o que já tem antes de cobrar o que falta, e deixe a vela queimar até o fim com alguém em casa. Nunca durma e nunca saia com vela acesa. Se precisar interromper, apague com abanador ou com a tampa de um copo, sem soprar, e reacenda depois. No dia seguinte, jogue a água do copo na terra de um vaso ou no jardim, descarte a parafina fria no lixo comum e lave o pires e o copo em água corrente. Guarde a pemba embrulhada no pano branco, dentro de uma caixa ou de um saquinho, em lugar seco e fora do alcance de criança e de animal. Refaça quando sentir necessidade. O intervalo mais citado nas casas é de sete ou de quinze dias, e também depois de chuva forte, de faxina grande, de discussão feia dentro de casa ou de visita que deixou o ar pesado. Simpatia de proteção não é vacina de dose única, é hábito de cuidado com o lugar onde você mora. Ao terminar, agradeça de coração e confie. Lembre-se: a simpatia apoia, mas é a sua ação no dia a dia que completa o pedido.
Qual o melhor dia para fazer?
A tradição costuma associar esta simpatia a Sexta-feira e domingo são os dias mais lembrados para Oxalá na Umbanda, e o branco da pemba e da vela combina com os dois. A manhã é o horário mais indicado, com a casa recém varrida e as janelas abertas, porque o gesto acompanha a faxina. Segunda-feira também aparece em muitas casas, pelo sentido de começo de semana. Dito isso, o dia é costume e não condição: se a casa está pesada hoje, faça hoje, porque nenhuma tradição séria manda esperar sexta-feira para pedir paz dentro de casa.. Pode ser renovada sempre que sentir o ambiente carregado. O mais importante é a fé e a sinceridade do seu pedido.
Quais os cuidados?
Vela acesa é fogo dentro de casa, e a maior parte dos acidentes vem de descuido bobo: apoie sempre em pires ou castiçal firme, longe de cortina, de papel, de aerossol e de tomada, e nunca deixe queimando em casa vazia, com criança sozinha ou com animal solto. Pemba é calcário, não é alimento e não é remédio: guarde fora do alcance de criança e de bicho, não deixe pó solto no chão porque escorrega e mancha, e evite espalhar pó pela casa se você tem criança pequena ou animal de estimação, caso em que o costume mais prudente é manter a pemba guardada em um saquinho de pano atrás da porta e riscar apenas a cruz. Não risque em parede recém pintada, em papel de parede, em madeira envernizada nem em porta de cliente ou de vizinho. Em imóvel alugado, risque leve, na parte de dentro do batente ou atrás da porta, onde não se vê, e saiba que sai com pano úmido a qualquer momento. E o mais importante: proteção espiritual não substitui providência prática. Cruz de pemba não conserta fechadura ruim, não acende a luz do corredor escuro, não paga alarme e não resolve conflito de vizinhança. Faça as duas coisas. Se existe ameaça real, violência doméstica, perseguição ou risco concreto à sua segurança, procure a polícia, a delegacia da mulher ou a rede de apoio, e trate isso como emergência, não como caso de simpatia. Desconfie profundamente de quem cobra caro para riscar ponto na sua casa, de quem diz que a sua casa está tomada e só ele resolve, e de quem pede valor alto para tirar demanda. Pemba custa pouco, e casa séria não faz do medo alheio um negócio. Com velas acesas, redobre a atenção: use suporte seguro (prato ou castiçal), longe de cortinas e material inflamável, e nunca deixe a chama sem vigilância. Simpatia é ato de fé e não substitui o seu esforço, nem acompanhamento médico, psicológico ou jurídico quando necessário. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém. Observação: Muda de casa para casa. Há quem use somente a pemba branca em tudo, e essa é a orientação mais tradicional e a mais segura para quem faz em casa sem fundamento. Há o costume, registrado em muitas casas, de raspar um pouco de pemba, consagrar o pó perto de uma vela ou de uma firmeza de Oxalá e soprar nos cantos pedindo paz e harmonia no ambiente, em vez de riscar a cruz na parede. Há quem risque a cruz e passe o pano em seguida, deixando a marca invisível, no entendimento de que o que firma é o gesto e não o traço que se vê. Há quem risque no batente e no umbral da porta em vez de atrás dela, e quem prefira riscar no chão, junto à soleira. Sobre a reza, varia tudo: uns rezam o Pai Nosso, outros a oração de Oxalá, outros só dizem o pedido com as próprias palavras, e nenhuma dessas formas anula as outras. Muita gente combina o gesto com as outras firmezas simples de casa, como a arruda atrás da porta, o sal grosso nos cantos, o copo com carvão ou a vela branca de proteção, e isso é bem visto porque todas trabalham no mesmo sentido. O que não é variação, e por isso não entra aqui, é riscar ponto de entidade, assentar firmeza permanente ou fazer trabalho de fundamento na casa: isso pede terreiro, jogo e a orientação do dirigente que responde por aquilo. Conteúdo informativo e de fé: a forma de fazer varia muito de casa para casa e de região para região. Confie no seu coração e, se for da sua fé, na orientação do seu terreiro.
O que é pemba na Umbanda?
Pemba é um giz sagrado de formato cônico e arredondado, feito de calcário, usado ritualmente na Umbanda, no Candomblé e na Quimbanda. A função principal dela é riscar o ponto riscado, a grafia sagrada que identifica a entidade ou a linha de trabalho, e o pó dela também é usado em rituais de limpeza energética e de proteção de ambiente. É encontrada inteira ou moída, em pó, e existe em várias cores. Nas casas, a pemba é tratada com respeito, guardada em lugar próprio e não fica jogada em qualquer canto.
Para que serve a pemba branca?
A pemba branca é a de uso mais amplo entre todas. As fontes de terreiro registram que ela pode ser usada continuamente por qualquer entidade e pelo próprio médium, enquanto as pembas coloridas têm uso quase exclusivo em símbolos específicos ligados à ação de determinado orixá. O branco é a cor de Oxalá, senhor da paz e da criação, e carrega o sentido de paz, neutralidade e proteção. É por isso que a pemba branca é a escolhida para gestos simples de proteção e de harmonização de ambiente, como a cruz na porta da casa.
Pode riscar ponto riscado em casa?
Não, e essa é a resposta honesta. Ponto riscado é fundamento de terreiro: quem risca é entidade, por meio de médium incorporado, ou quem recebeu autoridade da casa para isso. A força está no gesto ritual e na autorização espiritual daquele momento, e não no desenho em si. Copiar ponto de internet, de livro de pontos ou de foto de terreiro é copiar a assinatura de uma assinatura, o que não transfere a identidade nem a energia de ninguém, e nas casas isso é considerado desrespeito. Médium em desenvolvimento é orientado justamente a não procurar ponto riscado na internet. O que qualquer pessoa pode fazer em casa é o gesto devocional simples, como a cruz de pemba atrás da porta, que é outra coisa e não invade o fundamento de ninguém.
Onde comprar pemba?
Em casa de artigo religioso, loja de umbanda e candomblé ou loja esotérica, física ou pela internet. É um item barato e fácil de achar, vendido por unidade, geralmente em caixinha, e existe em branco, vermelho, preto, verde e outras cores. Para o gesto desta página, peça pemba branca comum, que é a mais vendida. Se alguém te cobrar um valor alto dizendo que a pemba dele é especial, preparada ou única, procure outra loja: pemba é giz de calcário, e o que consagra é o uso e a intenção, não o preço.
Com que frequência refazer a cruz de pemba na porta?
O costume mais citado nas casas é refazer a cada sete ou quinze dias, e também sempre que a cruz apagar, depois de chuva forte, de faxina grande, de discussão feia dentro de casa ou de visita que deixou o ambiente pesado. Não existe prazo fixo e obrigatório. A leitura tradicional é a de que a proteção acompanha o cuidado: casa cuidada e gesto refeito com regularidade valem mais do que um ritual grande feito uma vez e esquecido.
Tem que apagar a cruz depois ou deixar a marca?
As duas formas circulam e nenhuma anula a outra. Há quem deixe a marca aparente, entendendo que ela lembra todos os dias o compromisso firmado, e há quem risque a cruz e passe o pano em seguida, no entendimento de que o que firma é o gesto e não o traço visível. Se a marca incomoda a estética da casa, se há visita constante ou se o imóvel é alugado, risque e passe o pano depois: o gesto vale igual. Pemba sai com pano levemente úmido, sem precisar de produto.
Pode fazer em casa alugada?
Pode, com cuidado prático. Risque leve, escolha a parte de dentro do batente, o rodapé ou a face de trás da porta, onde ninguém vê, e evite parede recém pintada, papel de parede e madeira envernizada. Se preferir, risque e passe o pano em seguida. Nada na tradição exige marca permanente nem exige que você seja proprietário do imóvel: o gesto é de quem mora, de quem dorme ali e de quem cuida da casa. E, por respeito, não risque em área comum de condomínio nem na porta de vizinho.
Preciso ser da Umbanda para fazer essa simpatia?
Não. Riscar uma cruz na porta e pedir paz para a própria casa é gesto ao alcance de qualquer pessoa, não exige iniciação, não exige pertencer a casa nenhuma e não exige conhecer fundamento. Cruz é sinal de bênção e de guarda em quase toda a religiosidade popular brasileira, e a pemba entra aqui como o material tradicional para fazer esse traço. O que se pede é respeito e sinceridade. O que não se faz sem casa e sem dirigente é ponto riscado, assentamento e firmeza permanente, que pedem jogo e a orientação de quem responde por aquilo.
Pemba de cor serve para proteger a casa?
Para o gesto simples desta página, use a branca. As pembas coloridas têm uso quase exclusivo no traçado de símbolos específicos, ligados à ação de determinado orixá ou de determinada linha, e mexer com cor sem saber o que significa é entrar em terreno de fundamento sem guia. A branca é a de uso livre, é a que serve para tudo e é a que carrega o sentido de paz e de neutralidade. Se alguém em casa de santo te indicar uma cor específica para um caso específico, siga a orientação dessa pessoa, que é ela quem responde pelo que indicou.
Precisa consagrar a pemba antes de usar?
Nas casas de santo existe o costume de consagrar a pemba, e há rituais próprios para isso, feitos por quem tem fundamento e autoridade para conduzir. Para o gesto devocional de riscar a cruz na porta da sua casa, isso não é exigido: basta pemba nova, mãos lavadas, casa limpa e intenção dita com clareza, com a vela branca e o copo de água ao lado. Se você tem uma casa de Umbanda de confiança e quer levar a sua pemba para ser rezada, converse com o dirigente. Não tente reproduzir ritual de consagração encontrado na internet, porque aí você sai do gesto simples e entra em fundamento que não é seu.

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Conteúdo informativo e de fé. As simpatias são da tradição popular e variam de casa para casa. São atos de fé que não obrigam ninguém e não substituem o seu esforço nem ajuda profissional, médica ou jurídica. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém.
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