Simpatia · Proteção

Simpatia da Folha de Guiné no Sapato para Proteção

Simpatia popular de proteção com a folha de guiné, uma das ervas mais respeitadas do ervário da Umbanda: uma folha seca guardada dentro do sapato, embaixo da palmilha, para você andar pela rua com uma guarda firme contra inveja, olho gordo e o carrego que se pega em ambiente pesado.

Simpatia: Simpatia da Folha de Guiné no Sapato para Proteção
Resposta rápida

Simpatia popular de proteção com a folha de guiné, uma das ervas mais respeitadas do ervário da Umbanda: uma folha seca guardada dentro do sapato, embaixo da palmilha, para você andar pela rua com uma guarda firme contra inveja, olho gordo e o carrego que se pega em ambiente pesado. Simpatia de proteção, feita com guiné, sal grosso, fita vermelha e outros itens simples. Faça com fé, concentração e respeito, a simpatia alinha a sua intenção e caminha junto com a sua atitude.

Conteúdo de fé e informativo: simpatia não obriga ninguém e não substitui o seu esforço nem ajuda profissional. Ver cuidados

Sobre a simpatia da folha de guiné no sapato para proteção

A guiné, Petiveria alliacea, também chamada de erva-pipi, erva-de-alho e amansa-senhor, é uma das folhas mais importantes do ervário afro-brasileiro e está presente em praticamente todo terreiro de Umbanda e de Candomblé, em banhos de descarrego, defumações e quebra de demanda. A tradição a classifica como erva quente, de corte, ao lado da arruda e da espada de São Jorge, e a associa a Ogum, o Orixá do ferro que abre caminho e desfaz o que prende, sendo também ligada a Oxóssi por algumas casas e a Exu no Candomblé. Na Umbanda a folha é tão respeitada que dá nome a uma falange, a do Caboclo Pai Guiné, cantada em pontos de Caboclo e de Preto Velho. A planta é nativa das Américas e foi incorporada ao saber afro-brasileiro em diálogo com o conhecimento indígena, e o nome amansa-senhor guarda a memória do uso da erva por pessoas escravizadas como ato de resistência. Levar guiné junto do corpo, seja num saquinho de pano, no bolso, na bolsa ou na forma da conhecida figa de guiné, é uso documentado da tradição popular para proteção pessoal contra inveja e mau-olhado. A versão dentro do sapato é costume doméstico do povo de fé, da mesma família da folha de louro no calçado, e não um rito de terreiro com liturgia fixa. É honesto apresentá-la assim: simpatia popular apoiada numa erva de fundamento real. Na Umbanda e na fé popular, o que dá força à simpatia é a fé, a intenção limpa e o respeito à tradição.

FinalidadeProteção
ElementoErvas
Melhor diaterça-feira, dia ligado a Ogum, e sempre que você for enfrentar um ambiente pesado
DificuldadeSimples

Do que você precisa

  • Guinéduas folhas, secas à sombraComprar
  • Sal grossouma pitada, opcional, para a bolsaComprar
  • Fita vermelhaopcional, a cor da força de OgumComprar
  • Vela branca (palito)opcional, para firmar o pedido em casaComprar

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Como fazer (passo a passo)

  1. Escolha um momento tranquilo, faça uma breve oração e concentre-se na sua intenção, pedindo licença e proteção aos seus guias.
  2. Consiga duas folhas de guiné, frescas ou já secas. Se forem frescas, deixe secar à sombra por alguns dias sobre um pano limpo, até ficarem firmes e sem umidade, porque folha úmida abafa dentro do calçado.
  3. Numa terça-feira, dia ligado a Ogum, lave as mãos, faça uma oração curta e peça licença e proteção aos seus guias antes de firmar a intenção.
  4. Segure as duas folhas nas mãos e diga em voz baixa o que você pede: que aquela folha segure a inveja, o olho gordo e o carrego que vier pelo caminho, e que você saia e volte em paz.
  5. Coloque uma folha dentro de cada sapato, por baixo da palmilha, bem esticada, de modo que não incomode o pé, não dobre e não apareça.
  6. Se quiser reforçar, deixe uma pitada de sal grosso num cantinho da bolsa, amarre uma fitinha vermelha na alça e acenda uma vela branca em casa, num prato e em local seguro, agradecendo a proteção.
  7. Ande com a folha no dia a dia, principalmente em dias de muito contato com gente, como plantão, atendimento ao público, hospital, velório, cartório ou reunião difícil.
  8. Observe a folha: quando ela esfarelar, perder o cheiro forte de alho ou molhar, o costume é trocar por uma nova, sem reaproveitar a antiga.
  9. Retire a folha usada, agradeça e devolva à terra, num vaso grande, num pé de árvore, num canteiro ou num parque, porque a tradição ensina que a guiné volta para a terra de onde veio. Depois monte outra com folha nova.
  10. Ao terminar, agradeça de coração e confie. Lembre-se: a simpatia apoia, mas é a sua ação no dia a dia que completa o pedido.

Quando fazer

A tradição costuma associar esta simpatia a terça-feira, dia ligado a Ogum, e sempre que você for enfrentar um ambiente pesado. Pode ser renovada sempre que sentir o ambiente carregado. O mais importante é a fé e a sinceridade do seu pedido.

Cuidados e responsabilidade

A guiné é planta de farmacologia ativa e não é erva de uso casual. Não faça chá nem qualquer uso interno por conta própria, porque em dose inadequada pode causar hiperexcitação e outros efeitos. Gestantes, lactantes e crianças devem evitar a erva, e quem usa anticoagulante como a varfarina tem contraindicação, pois a planta potencializa esse efeito. Mesmo no contato externo, se aparecer coceira, vermelhidão ou irritação no pé, retire a folha na hora e lave a pele com água e sabão. Quem tem diabetes, neuropatia, ferida ou micose no pé não deve colocar nada solto dentro do calçado, para não machucar sem sentir. Banho de guiné é assunto de trabalho específico e deve ser orientado pelo seu dirigente, nunca virar rotina diária. E lembre que simpatia é gesto de fé: não substitui o descarrego e a consulta do seu terreiro, nem tratamento médico ou psicológico quando for necessário. Com velas acesas, redobre a atenção: use suporte seguro (prato ou castiçal), longe de cortinas e material inflamável, e nunca deixe a chama sem vigilância. Simpatia é ato de fé e não substitui o seu esforço, nem acompanhamento médico, psicológico ou jurídico quando necessário. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém. Observação: O costume varia bastante. Há quem prefira a folha num saquinho de pano no bolso ou na bolsa, quem use a figa de guiné como amuleto no pescoço ou no chaveiro, quem deixe a folha debaixo do travesseiro e quem firme um galho de guiné com arruda atrás da porta de entrada. Algumas casas trocam a folha toda semana, outras só quando ela esfarela, e há quem faça a simpatia na segunda-feira em vez da terça. Se você é de corrente, siga a orientação do seu dirigente. Conteúdo informativo e de fé: a forma de fazer varia muito de casa para casa e de região para região. Confie no seu coração e, se for da sua fé, na orientação do seu terreiro.

Perguntas frequentes

Para que serve a simpatia da folha de guiné no sapato para proteção?
Simpatia popular de proteção com a folha de guiné, uma das ervas mais respeitadas do ervário da Umbanda: uma folha seca guardada dentro do sapato, embaixo da palmilha, para você andar pela rua com uma guarda firme contra inveja, olho gordo e o carrego que se pega em ambiente pesado. É uma simpatia de proteção, da tradição popular brasileira.
Do que eu preciso?
Itens simples: guiné, sal grosso, fita vermelha, vela branca (palito). Use o que tiver com fé; o essencial é a sua intenção.
Como fazer passo a passo?
Escolha um momento tranquilo, faça uma breve oração e concentre-se na sua intenção, pedindo licença e proteção aos seus guias. Consiga duas folhas de guiné, frescas ou já secas. Se forem frescas, deixe secar à sombra por alguns dias sobre um pano limpo, até ficarem firmes e sem umidade, porque folha úmida abafa dentro do calçado. Numa terça-feira, dia ligado a Ogum, lave as mãos, faça uma oração curta e peça licença e proteção aos seus guias antes de firmar a intenção. Segure as duas folhas nas mãos e diga em voz baixa o que você pede: que aquela folha segure a inveja, o olho gordo e o carrego que vier pelo caminho, e que você saia e volte em paz. Coloque uma folha dentro de cada sapato, por baixo da palmilha, bem esticada, de modo que não incomode o pé, não dobre e não apareça. Se quiser reforçar, deixe uma pitada de sal grosso num cantinho da bolsa, amarre uma fitinha vermelha na alça e acenda uma vela branca em casa, num prato e em local seguro, agradecendo a proteção. Ande com a folha no dia a dia, principalmente em dias de muito contato com gente, como plantão, atendimento ao público, hospital, velório, cartório ou reunião difícil. Observe a folha: quando ela esfarelar, perder o cheiro forte de alho ou molhar, o costume é trocar por uma nova, sem reaproveitar a antiga. Retire a folha usada, agradeça e devolva à terra, num vaso grande, num pé de árvore, num canteiro ou num parque, porque a tradição ensina que a guiné volta para a terra de onde veio. Depois monte outra com folha nova. Ao terminar, agradeça de coração e confie. Lembre-se: a simpatia apoia, mas é a sua ação no dia a dia que completa o pedido.
Qual o melhor dia para fazer?
A tradição costuma associar esta simpatia a terça-feira, dia ligado a Ogum, e sempre que você for enfrentar um ambiente pesado. Pode ser renovada sempre que sentir o ambiente carregado. O mais importante é a fé e a sinceridade do seu pedido.
Quais os cuidados?
A guiné é planta de farmacologia ativa e não é erva de uso casual. Não faça chá nem qualquer uso interno por conta própria, porque em dose inadequada pode causar hiperexcitação e outros efeitos. Gestantes, lactantes e crianças devem evitar a erva, e quem usa anticoagulante como a varfarina tem contraindicação, pois a planta potencializa esse efeito. Mesmo no contato externo, se aparecer coceira, vermelhidão ou irritação no pé, retire a folha na hora e lave a pele com água e sabão. Quem tem diabetes, neuropatia, ferida ou micose no pé não deve colocar nada solto dentro do calçado, para não machucar sem sentir. Banho de guiné é assunto de trabalho específico e deve ser orientado pelo seu dirigente, nunca virar rotina diária. E lembre que simpatia é gesto de fé: não substitui o descarrego e a consulta do seu terreiro, nem tratamento médico ou psicológico quando for necessário. Com velas acesas, redobre a atenção: use suporte seguro (prato ou castiçal), longe de cortinas e material inflamável, e nunca deixe a chama sem vigilância. Simpatia é ato de fé e não substitui o seu esforço, nem acompanhamento médico, psicológico ou jurídico quando necessário. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém. Observação: O costume varia bastante. Há quem prefira a folha num saquinho de pano no bolso ou na bolsa, quem use a figa de guiné como amuleto no pescoço ou no chaveiro, quem deixe a folha debaixo do travesseiro e quem firme um galho de guiné com arruda atrás da porta de entrada. Algumas casas trocam a folha toda semana, outras só quando ela esfarela, e há quem faça a simpatia na segunda-feira em vez da terça. Se você é de corrente, siga a orientação do seu dirigente. Conteúdo informativo e de fé: a forma de fazer varia muito de casa para casa e de região para região. Confie no seu coração e, se for da sua fé, na orientação do seu terreiro.
Para que serve a folha de guiné no sapato?
Na leitura da tradição popular, a folha de guiné no calçado funciona como uma guarda que você leva junto do corpo o dia inteiro, ajudando a barrar inveja, olho gordo e o carrego que se pega em ambiente carregado, como transporte lotado, hospital, velório, repartição e reunião tensa. A guiné é reconhecida no ervário afro-brasileiro como erva de corte e de limpeza pesada, e carregar um pouco dela junto de si é uso antigo de proteção pessoal.
Colocar guiné no sapato é fundamento de terreiro?
Não. O que tem fundamento documentado é a guiné como erva de Ogum, usada em banhos de descarrego, defumação e quebra de demanda, e o costume de carregar a folha junto do corpo, no bolso, na bolsa ou na figa de guiné. Colocar a folha dentro do sapato é costume popular do povo de fé, na mesma linha da folha de louro no calçado. É simpatia, não liturgia, e nenhuma casa é obrigada a reconhecer essa forma.
Devo usar folha fresca ou seca?
Seca. A folha fresca solta umidade e amassa dentro do calçado, abafa e estraga rápido. Deixe as folhas secarem à sombra, sobre um pano limpo, por alguns dias, até ficarem firmes. A guiné seca conserva o cheiro forte de alho, que é a marca da erva, e é assim que ela costuma ser usada em saquinhos de proteção.
Quanto tempo deixar a folha no sapato?
Enquanto ela estiver inteira e com cheiro. Na prática isso costuma dar de uma a duas semanas, dependendo do quanto você anda e de quanto o pé transpira. Quando a folha esfarelar, perder o cheiro ou molhar, troque por uma nova. Também vale trocar sempre que você sentir que passou por um dia especialmente pesado.
Como descartar a folha de guiné usada?
A tradição manda devolver a guiné à terra e não ao lixo comum. Coloque a folha usada num vaso grande com terra, num pé de árvore, num canteiro, num parque ou em chão de terra, agradecendo em palavras simples. O gesto fecha o ciclo: a folha veio da terra e volta para ela levando o que recolheu.
Quem não deve usar guiné?
Gestantes, lactantes e crianças devem evitar a erva, e quem faz uso contínuo de anticoagulante, como a varfarina, tem contraindicação porque a guiné potencializa esse efeito. Quem tem diabetes, neuropatia, ferida aberta ou micose no pé não deve colocar nada solto dentro do calçado. E ninguém deve fazer chá de guiné por conta própria: a planta tem farmacologia ativa e o uso interno não é recomendado sem orientação.
Qual a diferença entre guiné e arruda na proteção?
A tradição entende que a arruda é a erva do cotidiano, que queima a carga mais superficial e pode ser usada com mais frequência. A guiné é a erva de momento, chamada para cortar o que está mais grudado e mais antigo, quando a arruda já não dá conta. Por isso a fórmula clássica de descarrego junta arruda, guiné e alecrim: uma limpa, outra corta e a terceira equilibra.
A guiné é de qual Orixá?
Na Umbanda a guiné é regida principalmente por Ogum, o Orixá do ferro, das estradas e do corte que abre caminho, e algumas casas também a associam a Oxóssi pelo aspecto da mata. No Candomblé ela aparece ligada a Ogum e a Exu, o Orixá das encruzilhadas e das passagens, que na tradição africana e afro-brasileira é mensageiro e guardião, e não figura do mal. Por isso a terça-feira é o dia mais lembrado para trabalhos com essa folha.

Conheça outras simpatias

Conteúdo informativo e de fé. As simpatias são da tradição popular e variam de casa para casa. São atos de fé que não obrigam ninguém e não substituem o seu esforço nem ajuda profissional, médica ou jurídica. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém.
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