Simpatia · Limpeza

Simpatia da Espada de Iansã para Cortar Demanda

A espada de Iansã é a irmã de folha estreita da espada de São Jorge, e a tradição a coloca na mão da senhora dos ventos, aquela que corta o que está parado e leva embora o que não serve. A simpatia firma a muda num vaso de barro, num canto de vento da casa, para desmanchar demanda, cortar intriga e devolver movimento ao que emperrou.

Simpatia: Simpatia da Espada de Iansã para Cortar Demanda
Resposta rápida

A espada de Iansã é a irmã de folha estreita da espada de São Jorge, e a tradição a coloca na mão da senhora dos ventos, aquela que corta o que está parado e leva embora o que não serve. A simpatia firma a muda num vaso de barro, num canto de vento da casa, para desmanchar demanda, cortar intriga e devolver movimento ao que emperrou. Simpatia de limpeza, feita com espada de iansã (muda), vaso de barro, fita vermelha e outros itens simples. Faça com fé, concentração e respeito, a simpatia alinha a sua intenção e caminha junto com a sua atitude.

Conteúdo de fé e informativo: simpatia não obriga ninguém e não substitui o seu esforço nem ajuda profissional. Ver cuidados

Sobre a simpatia da espada de iansã para cortar demanda

A espada de Iansã e a espada de São Jorge são plantas da mesma família, as sansevierias, e a tradição afro-brasileira as distribuiu entre dois donos. A de folha larga ficou com Ogum, na figura de São Jorge, e a de folha estreita e afilada ficou com Iansã, também chamada de espada de Santa Bárbara pelo sincretismo. A leitura é a mesma em espírito: folha em forma de lâmina, erguida para cima, que a tradição entende como arma de corte espiritual. O que muda é a mão que a empunha. Ogum corta com firmeza de ferro, na demanda declarada. Iansã corta com vento, e vento faz outra coisa: ele não só corta, ele leva embora e arrasta o que estava parado. Por isso a espada de Iansã é tão lembrada quando a queixa não é briga aberta, e sim aquela situação travada, arrastada, cheia de intriga e de assunto que não anda. Ela é apontada nas listas de ervas como planta quente, de limpeza profunda, de corte de demanda e de direcionamento para quem está confuso e indeciso, e o costume mais repetido é mantê-la na entrada da casa ou num ponto de vento. Na Umbanda e na fé popular, o que dá força à simpatia é a fé, a intenção limpa e o respeito à tradição.

FinalidadeLimpeza
ElementoErvas
Melhor diaquarta-feira, dia associado a Iansã na maioria das casas de Umbanda
DificuldadeSimples

Do que você precisa

  • Espada de Iansã (muda)uma muda sadia, de folhas firmes e sem manchasComprar
  • Vaso de barrovaso de barro, com furo no fundo para escoar a águaComprar
  • Fita vermelhauma fita vermelha ou amarela, para amarrar no vasoComprar
  • Vela branca (palito)uma vela branca, acesa em local seguroComprar
  • Copo de vidrocom água limpa, para deixar ao lado no dia de firmarComprar

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Como fazer (passo a passo)

  1. Escolha um momento tranquilo, faça uma breve oração e concentre-se na sua intenção, pedindo licença e proteção aos seus guias.
  2. Escolha uma muda sadia de espada de Iansã, de folhas firmes, eretas e sem manchas escuras. Planta de proteção se escolhe com calma, olhando a folha, e não se compra no susto.
  3. Prepare o vaso de barro com terra boa e um pouco de areia na mistura, porque a planta não gosta de encharcado e apodrece com facilidade se a água ficar parada no fundo. Confira se o furo de drenagem está livre.
  4. Lave bem as mãos e plante a muda com calma, firmando a terra em volta com os dedos. Enquanto planta, diga em voz baixa o que está pedindo: o nome não da pessoa, e sim da situação que precisa ser desmanchada.
  5. Amarre a fita vermelha ou amarela em volta do vaso, dando um nó simples. A fita é o gesto de firmar o pedido, e a tradição pede que se dê o nó dizendo mentalmente para que ela serve.
  6. Escolha o lugar: um canto por onde o vento passe, perto de uma janela, na varanda ou na entrada da casa. A espada de Iansã é planta de vento, e a tradição entende que ela trabalha no ar que circula.
  7. Acenda a vela branca em local seguro, longe de cortina e de tomada, com o copo de água limpa ao lado. Reze com as suas próprias palavras, ou a oração a Iansã, saudando Eparrei.
  8. Deixe a vela queimar até o fim em lugar seguro, ou apague antes de sair e de dormir, se não puder acompanhar. A água do copo, no dia seguinte, se joga na terra de um vaso ou em água corrente, nunca de volta ao filtro.
  9. Cuide da planta de verdade a partir dali. Regue pouco, só quando a terra estiver seca ao toque, deixe pegar luz indireta e limpe o pó das folhas com um pano úmido de vez em quando. Planta de proteção que morre de descuido não firma nada, e os mais velhos são diretos nisso: quem não cuida, não firma.
  10. Se uma folha secar ou apodrecer, corte com tesoura limpa e leve para a terra ou para o composto, sem drama. Se a planta inteira morrer, agradeça, devolva à terra e comece outra, sem interpretar como castigo.
  11. Ao terminar, agradeça de coração e confie. Lembre-se: a simpatia apoia, mas é a sua ação no dia a dia que completa o pedido.

Quando fazer

A tradição costuma associar esta simpatia a quarta-feira, dia associado a Iansã na maioria das casas de Umbanda. Para limpar e tirar o que pesa, muitos preferem a lua minguante. O mais importante é a fé e a sinceridade do seu pedido.

Cuidados e responsabilidade

Vela acesa não se deixa sem vigilância: use base firme, prato ou copo de vidro, e apague antes de dormir ou de sair. A espada de Iansã é tóxica se ingerida, provoca irritação na boca, náusea e vômito, e isso vale para gente e para bicho, então mantenha o vaso fora do alcance de criança pequena, de cachorro e de gato. A seiva também pode irritar a pele sensível: lave as mãos depois de mexer e não esfregue os olhos. Simpatia é ato de fé e não substitui conversa difícil, advogado, médico nem decisão prática. Se a demanda que você quer cortar é um conflito real com uma pessoa real, a planta firma o seu campo, mas quem resolve a situação é você, no plano material. Com velas acesas, redobre a atenção: use suporte seguro (prato ou castiçal), longe de cortinas e material inflamável, e nunca deixe a chama sem vigilância. Simpatia é ato de fé e não substitui o seu esforço, nem acompanhamento médico, psicológico ou jurídico quando necessário. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém. Observação: A nomenclatura varia bastante e confunde muita gente. Espada de Iansã, espada de Santa Bárbara e lança de São Jorge são nomes que circulam para plantas próximas, e nem toda casa de ervas usa o mesmo rótulo. Há casas que consideram a espada de folha estreita como sendo a de Iansã, há casas que fazem a distinção pelo desenho da listra e há terreiros que tratam todas as sansevierias como plantas de Ogum, sem separar. O dia também muda: quarta-feira é o mais citado para Iansã na Umbanda, mas existem casas que trabalham com outro dia. E há quem firme a planta sem vela e sem fita, apenas plantando com o pedido dito em voz alta. Nenhuma dessas formas invalida a outra, e o que a sua casa ensinar tem precedência. Conteúdo informativo e de fé: a forma de fazer varia muito de casa para casa e de região para região. Confie no seu coração e, se for da sua fé, na orientação do seu terreiro.

Perguntas frequentes

Para que serve a simpatia da espada de iansã para cortar demanda?
A espada de Iansã é a irmã de folha estreita da espada de São Jorge, e a tradição a coloca na mão da senhora dos ventos, aquela que corta o que está parado e leva embora o que não serve. A simpatia firma a muda num vaso de barro, num canto de vento da casa, para desmanchar demanda, cortar intriga e devolver movimento ao que emperrou. É uma simpatia de limpeza, da tradição popular brasileira.
Do que eu preciso?
Itens simples: espada de iansã (muda), vaso de barro, fita vermelha, vela branca (palito), copo de vidro. Use o que tiver com fé; o essencial é a sua intenção.
Como fazer passo a passo?
Escolha um momento tranquilo, faça uma breve oração e concentre-se na sua intenção, pedindo licença e proteção aos seus guias. Escolha uma muda sadia de espada de Iansã, de folhas firmes, eretas e sem manchas escuras. Planta de proteção se escolhe com calma, olhando a folha, e não se compra no susto. Prepare o vaso de barro com terra boa e um pouco de areia na mistura, porque a planta não gosta de encharcado e apodrece com facilidade se a água ficar parada no fundo. Confira se o furo de drenagem está livre. Lave bem as mãos e plante a muda com calma, firmando a terra em volta com os dedos. Enquanto planta, diga em voz baixa o que está pedindo: o nome não da pessoa, e sim da situação que precisa ser desmanchada. Amarre a fita vermelha ou amarela em volta do vaso, dando um nó simples. A fita é o gesto de firmar o pedido, e a tradição pede que se dê o nó dizendo mentalmente para que ela serve. Escolha o lugar: um canto por onde o vento passe, perto de uma janela, na varanda ou na entrada da casa. A espada de Iansã é planta de vento, e a tradição entende que ela trabalha no ar que circula. Acenda a vela branca em local seguro, longe de cortina e de tomada, com o copo de água limpa ao lado. Reze com as suas próprias palavras, ou a oração a Iansã, saudando Eparrei. Deixe a vela queimar até o fim em lugar seguro, ou apague antes de sair e de dormir, se não puder acompanhar. A água do copo, no dia seguinte, se joga na terra de um vaso ou em água corrente, nunca de volta ao filtro. Cuide da planta de verdade a partir dali. Regue pouco, só quando a terra estiver seca ao toque, deixe pegar luz indireta e limpe o pó das folhas com um pano úmido de vez em quando. Planta de proteção que morre de descuido não firma nada, e os mais velhos são diretos nisso: quem não cuida, não firma. Se uma folha secar ou apodrecer, corte com tesoura limpa e leve para a terra ou para o composto, sem drama. Se a planta inteira morrer, agradeça, devolva à terra e comece outra, sem interpretar como castigo. Ao terminar, agradeça de coração e confie. Lembre-se: a simpatia apoia, mas é a sua ação no dia a dia que completa o pedido.
Qual o melhor dia para fazer?
A tradição costuma associar esta simpatia a quarta-feira, dia associado a Iansã na maioria das casas de Umbanda. Para limpar e tirar o que pesa, muitos preferem a lua minguante. O mais importante é a fé e a sinceridade do seu pedido.
Quais os cuidados?
Vela acesa não se deixa sem vigilância: use base firme, prato ou copo de vidro, e apague antes de dormir ou de sair. A espada de Iansã é tóxica se ingerida, provoca irritação na boca, náusea e vômito, e isso vale para gente e para bicho, então mantenha o vaso fora do alcance de criança pequena, de cachorro e de gato. A seiva também pode irritar a pele sensível: lave as mãos depois de mexer e não esfregue os olhos. Simpatia é ato de fé e não substitui conversa difícil, advogado, médico nem decisão prática. Se a demanda que você quer cortar é um conflito real com uma pessoa real, a planta firma o seu campo, mas quem resolve a situação é você, no plano material. Com velas acesas, redobre a atenção: use suporte seguro (prato ou castiçal), longe de cortinas e material inflamável, e nunca deixe a chama sem vigilância. Simpatia é ato de fé e não substitui o seu esforço, nem acompanhamento médico, psicológico ou jurídico quando necessário. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém. Observação: A nomenclatura varia bastante e confunde muita gente. Espada de Iansã, espada de Santa Bárbara e lança de São Jorge são nomes que circulam para plantas próximas, e nem toda casa de ervas usa o mesmo rótulo. Há casas que consideram a espada de folha estreita como sendo a de Iansã, há casas que fazem a distinção pelo desenho da listra e há terreiros que tratam todas as sansevierias como plantas de Ogum, sem separar. O dia também muda: quarta-feira é o mais citado para Iansã na Umbanda, mas existem casas que trabalham com outro dia. E há quem firme a planta sem vela e sem fita, apenas plantando com o pedido dito em voz alta. Nenhuma dessas formas invalida a outra, e o que a sua casa ensinar tem precedência. Conteúdo informativo e de fé: a forma de fazer varia muito de casa para casa e de região para região. Confie no seu coração e, se for da sua fé, na orientação do seu terreiro.
Para que serve a espada de Iansã?
A tradição a usa para proteção e para corte. É apontada como planta quente, de limpeza profunda, que corta demanda, afasta inveja e olho gordo e ajuda a destravar situação parada. A leitura mais repetida é a do vento de Iansã: ela não apenas corta o que está atrapalhando, ela leva embora, e por isso é tão lembrada para assunto arrastado e para intriga.
Qual a diferença entre espada de Iansã e espada de São Jorge?
São plantas da mesma família, as sansevierias, diferenciadas pelo formato da folha e pelo dono que a tradição lhes deu. A espada de São Jorge tem folha larga e é de Ogum. A espada de Iansã tem folha estreita e afilada e é de Iansã, também chamada de espada de Santa Bárbara pelo sincretismo. Ogum corta com ferro, Iansã corta com vento, e essa é a diferença de fundamento.
Onde colocar a espada de Iansã na casa?
Num canto onde o vento passe, que é o fundamento da planta: perto de uma janela, na varanda, no corredor de entrada ou ao lado da porta da rua. Muitas casas orientam deixá-la voltada para a entrada, como quem guarda a passagem. Evite banheiro, evite canto abafado sem circulação de ar e evite lugar escuro, porque ela precisa de luz indireta para se manter firme.
O que significa quando a espada de Iansã morre?
A leitura tradicional é a de que a planta trabalhou e absorveu o que veio, e por isso murchou. Antes de aceitar essa explicação, porém, vale checar o comum: espada de Iansã morre principalmente de excesso de água, que apodrece a raiz, e de vaso sem furo. Agradeça, devolva à terra e plante outra. Não é castigo, não é presságio ruim e não significa que você fez algo errado.
Como cuidar da espada de Iansã?
Pouca água é a regra de ouro. Regue só quando a terra estiver seca ao toque, o que no inverno pode significar uma vez a cada duas ou três semanas. Use vaso com furo, terra com areia para drenar bem, deixe em luz indireta e limpe o pó das folhas com pano úmido de vez em quando. É planta resistente que morre muito mais por excesso de cuidado do que por falta.
Pode ter espada de Iansã dentro de casa?
Pode, e é justamente o costume mais difundido. A planta vive bem em ambiente interno com luz indireta e é tradicionalmente mantida na entrada, na sala e perto de janela. O único cuidado importante é a altura: como é tóxica se mastigada, mantenha fora do alcance de criança pequena e de animal que tenha mania de roer folha.
A espada de Iansã é venenosa?
É tóxica se ingerida, tanto para pessoas quanto para cães e gatos. As folhas contêm saponinas e causam irritação na boca, salivação, náusea e vômito quando mastigadas. Não é planta de risco por contato casual, mas a seiva pode irritar pele sensível. Mantenha longe do alcance de criança e de bicho e, em caso de ingestão, procure atendimento médico ou veterinário.
Precisa acender vela para firmar a espada de Iansã?
Não é obrigatório, e há casas que firmam a planta apenas plantando com o pedido dito em voz alta. A vela branca é o costume mais difundido porque marca o momento e ajuda a concentrar a intenção. Se você acender, faça em local seguro, com base firme, e nunca deixe sem vigilância. O gesto que a tradição valoriza mais é o cuidado continuado com a planta.
Qual o dia certo para firmar a espada de Iansã?
A quarta-feira é o dia associado a Iansã na maioria das casas de Umbanda, e por isso é o mais indicado. Algumas casas trabalham com outro dia conforme a própria tradição. Se você não puder na quarta, faça no dia que conseguir: a tradição valoriza mais a intenção clara e o cuidado com a planta do que o acerto do calendário.
Posso plantar espada de Iansã junto com espada de São Jorge?
Muitas casas plantam as duas juntas na entrada, e a leitura é bonita: Ogum e Iansã guardando a mesma porta. Outras preferem vasos separados, para que cada fundamento fique claro. Nenhuma das formas é errada. Se plantar juntas, use vaso grande o bastante para as duas e mantenha a rega curta, porque as duas sofrem igual com excesso de água.

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Conteúdo informativo e de fé. As simpatias são da tradição popular e variam de casa para casa. São atos de fé que não obrigam ninguém e não substituem o seu esforço nem ajuda profissional, médica ou jurídica. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém.
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