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Oferenda para Pai Joaquim

Oferenda simples e digna a Pai Joaquim, um dos Pretos-Velhos mais cultuados da Umbanda brasileira, arrumada com café puro sem açúcar, fumo de rolo, rapadura, milho torrado, flores brancas, água limpa e vela branca, entregue aos pés de uma árvore, num cruzeiro ou no congá da casa, com pedido de licença antes de assentar.

Oferenda: Oferenda para Pai Joaquim
Resposta rápida

Oferenda simples e digna a Pai Joaquim, um dos Pretos-Velhos mais cultuados da Umbanda brasileira, arrumada com café puro sem açúcar, fumo de rolo, rapadura, milho torrado, flores brancas, água limpa e vela branca, entregue aos pés de uma árvore, num cruzeiro ou no congá da casa, com pedido de licença antes de assentar. Leva café em pó (puro), fumo de rolo, rapadura e outros itens, e é entregue Aos pés de uma árvore grande e antiga, que é o lugar mais tradicional para os Pretos-Velhos, e também num cruzeiro, no pé de um cruzeiro de cemitério nas casas que têm esse fundamento, ou no próprio congá do terreiro. Em apartamento, muitas casas orientam arrumar a entrega numa bandeja, num canto reservado, com a vela em local seguro, e depois devolver as flores e o café à terra de um vaso ou de um jardim..

Conteúdo de fé e informativo: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme com o seu dirigente e respeite a natureza. Ver cuidados

Sobre a oferenda para pai joaquim

Oferenda para Pai Joaquim é uma oferenda de pedir conselho, paciência e amparo em fase difícil, agradecer uma graça alcançada e firmar a ligação com a linha dos pretos-velhos na Umbanda, na vibração de Preto-Velho. Oferenda simples e digna a Pai Joaquim, um dos Pretos-Velhos mais cultuados da Umbanda brasileira, arrumada com café puro sem açúcar, fumo de rolo, rapadura, milho torrado, flores brancas, água limpa e vela branca, entregue aos pés de uma árvore, num cruzeiro ou no congá da casa, com pedido de licença antes de assentar.

TipoEntidade
RegênciaPreto-Velho
Diasegunda-feira e sexta-feira são os dias mais citados, e há casas que firmam no sábado. A data coletiva mais lembrada é o 13 de maio, dia da Abolição, quando muitos terreiros fazem a gira grande dos Pretos-Velhos, e algumas casas marcam também o 2 de novembro

Pode ofertar mesmo sem ter uma casa

Não tem uma casa ou terreiro fixo? Pode ofertar com tranquilidade e respeito: toda oferenda aqui tem fundamento umbandista, e a espiritualidade atende quando o gesto é feito com fé, amor e axé.

O que levar

  • Café em pó (puro)café puro, sem açúcar, coado na hora e servido morno numa cuia ou numa vasilha de barroComprar
  • Fumo de roloum pedaço de fumo de rolo, ou um cigarro de palha, nas casas que usamComprar
  • Rapaduraum pedaço de rapadura, que é a doçura mais tradicional da mesa dos mais velhosComprar
  • Amendoim torradoum punhado, ou milho torrado, conforme o costume da casaComprar
  • Flores brancasflores brancas do campo, sem plástico e sem espinhoComprar
  • Água mineralum copo de água limpa, que na Umbanda nunca falta na entregaComprar
  • Vela branca de 7 diasuma vela branca, firmada em local seguro e em chão de terraComprar
  • Vasilha de barrouma vasilha de barro ou uma cuia, para o café e o doceComprar
  • Vinho tintoum pouco de vinho tinto suave, opcional, nas casas que usamComprar
  • Mel puroum pouco de mel, opcional, sobre a rapadura ou o milhoComprar

Ao tocar em Comprar, você será levado à loja que preferir: Mercado Livre ou Shopee.

Como afiliado, o Axé Umbanda pode receber comissão por compras qualificadas pelos links dos itens, sem custo extra para você.

Como ofertar (passo a passo)

  1. Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme.
  2. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor.
  3. Comece pelo preceito, que na tradição vem antes da oferenda. Tome um banho de descarrego, vista roupa limpa e clara, evite bebida alcoólica no dia e acenda em casa uma vela branca para o seu anjo da guarda. Prepare o café na hora, sem açúcar, porque é assim que a mesa dos mais velhos é servida, e separe tudo sem plástico, sem isopor e sem embalagem que vá ficar na natureza. Ao chegar ao local, pare antes de entrar e peça licença em voz baixa, ao lugar e ao guardião dele, porque nenhuma entrega se faz sem passagem liberada. Arrume com calma: primeiro as flores, depois a vasilha de barro com o café, a rapadura e o milho, e o copo de água ao lado. Deixe o fumo perto, sem acender, ou acenda conforme o costume da sua casa. Por último, acenda a vela branca, firmada na terra e longe de mato seco. Fale devagar, como se estivesse conversando com um avô, porque é assim que a tradição entende a relação com o Preto-Velho: pedido em voz baixa, sem exigência, contando o que dói e o que está pesando. Agradeça e vá embora sem correr. Volte depois para agradecer quando o pedido for atendido, e se puder faça um gesto de caridade com alguém, que na Umbanda é o fecho de todo pedido.
  4. Vá até o local de entrega (Aos pés de uma árvore grande e antiga, que é o lugar mais tradicional para os Pretos-Velhos, e também num cruzeiro, no pé de um cruzeiro de cemitério nas casas que têm esse fundamento, ou no próprio congá do terreiro. Em apartamento, muitas casas orientam arrumar a entrega numa bandeja, num canto reservado, com a vela em local seguro, e depois devolver as flores e o café à terra de um vaso ou de um jardim.) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda.
  5. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração.
  6. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue.
  7. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.

Onde e quando entregar

O local tradicional é Aos pés de uma árvore grande e antiga, que é o lugar mais tradicional para os Pretos-Velhos, e também num cruzeiro, no pé de um cruzeiro de cemitério nas casas que têm esse fundamento, ou no próprio congá do terreiro. Em apartamento, muitas casas orientam arrumar a entrega numa bandeja, num canto reservado, com a vela em local seguro, e depois devolver as flores e o café à terra de um vaso ou de um jardim.. Costuma-se ofertar na segunda-feira e sexta-feira são os dias mais citados, e há casas que firmam no sábado. A data coletiva mais lembrada é o 13 de maio, dia da Abolição, quando muitos terreiros fazem a gira grande dos Pretos-Velhos, e algumas casas marcam também o 2 de novembro, dia regido por Preto-Velho. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.

Atenção e cuidados

Preto-Velho é entidade de conselho, de paciência e de caridade, e não de trabalho para prejudicar ninguém. Casa séria não usa a linha dos mais velhos para prender, separar nem dominar a vontade de outra pessoa, e quem promete isso cobrando caro está enganando você. Cuidado material também é fundamento: vela acesa em chão de terra, longe de mato seco e de gravetos, nunca dentro de mata fechada e nunca em época de estiagem, e é melhor não acender do que arriscar um incêndio. Não deixe vidro, plástico, isopor nem embalagem no local, e leve de volta tudo o que não é biodegradável. Café, doce, milho e flores em chão de terra se decompõem, o resto não. Evite entregar sozinho à noite em lugar perigoso: vá de dia, acompanhado, em local seguro e permitido. E vale a honestidade de sempre: pedido de saúde pede médico, pedido de dívida pede negociação, pedido de justiça pede advogado. A oferenda ampara e a vida prática continua sendo sua. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: Muda de casa para casa, e é bom saber antes de comparar com o que se vê por aí. Pai Joaquim aparece na Umbanda com nomes e qualidades diferentes, entre eles Pai Joaquim de Angola e Pai Joaquim de Aruanda, e há casas que o distinguem de Pai Joaquim do Congo e de Pai José de Angola, cada um com o seu agrado e o seu fundamento. Sobre a bebida existe divergência: a maioria das casas usa apenas café puro e água, outras acrescentam vinho tinto suave ou vinho moscatel, e há terreiros que usam cachaça com mel na linha dos mais velhos, enquanto muitos não usam bebida alcoólica nenhuma. O fumo também varia: algumas casas colocam o rolo inteiro, outras o cigarro de palha, e há casas que não usam fumo. O local muda igualmente, com a árvore sendo o mais citado, o cruzeiro aparecendo em muitas casas e o congá servindo bem para quem não tem onde entregar. Quem determina é o seu dirigente, e não a receita mais compartilhada da internet. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.

Perguntas frequentes

Para que serve a oferenda para pai joaquim?
Oferenda simples e digna a Pai Joaquim, um dos Pretos-Velhos mais cultuados da Umbanda brasileira, arrumada com café puro sem açúcar, fumo de rolo, rapadura, milho torrado, flores brancas, água limpa e vela branca, entregue aos pés de uma árvore, num cruzeiro ou no congá da casa, com pedido de licença antes de assentar. É uma oferenda de pedir conselho, paciência e amparo em fase difícil, agradecer uma graça alcançada e firmar a ligação com a linha dos pretos-velhos, na vibração de Preto-Velho.
O que levar na oferenda para pai joaquim?
Tradicionalmente: café em pó (puro), fumo de rolo, rapadura, amendoim torrado, flores brancas, água mineral, vela branca de 7 dias, vasilha de barro, vinho tinto, mel puro. Use itens limpos e de boa qualidade, com fé.
Onde e quando entregar?
O local tradicional é Aos pés de uma árvore grande e antiga, que é o lugar mais tradicional para os Pretos-Velhos, e também num cruzeiro, no pé de um cruzeiro de cemitério nas casas que têm esse fundamento, ou no próprio congá do terreiro. Em apartamento, muitas casas orientam arrumar a entrega numa bandeja, num canto reservado, com a vela em local seguro, e depois devolver as flores e o café à terra de um vaso ou de um jardim.. Costuma-se ofertar na segunda-feira e sexta-feira são os dias mais citados, e há casas que firmam no sábado. A data coletiva mais lembrada é o 13 de maio, dia da Abolição, quando muitos terreiros fazem a gira grande dos Pretos-Velhos, e algumas casas marcam também o 2 de novembro, dia regido por Preto-Velho. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.
Como ofertar passo a passo?
Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor. Comece pelo preceito, que na tradição vem antes da oferenda. Tome um banho de descarrego, vista roupa limpa e clara, evite bebida alcoólica no dia e acenda em casa uma vela branca para o seu anjo da guarda. Prepare o café na hora, sem açúcar, porque é assim que a mesa dos mais velhos é servida, e separe tudo sem plástico, sem isopor e sem embalagem que vá ficar na natureza. Ao chegar ao local, pare antes de entrar e peça licença em voz baixa, ao lugar e ao guardião dele, porque nenhuma entrega se faz sem passagem liberada. Arrume com calma: primeiro as flores, depois a vasilha de barro com o café, a rapadura e o milho, e o copo de água ao lado. Deixe o fumo perto, sem acender, ou acenda conforme o costume da sua casa. Por último, acenda a vela branca, firmada na terra e longe de mato seco. Fale devagar, como se estivesse conversando com um avô, porque é assim que a tradição entende a relação com o Preto-Velho: pedido em voz baixa, sem exigência, contando o que dói e o que está pesando. Agradeça e vá embora sem correr. Volte depois para agradecer quando o pedido for atendido, e se puder faça um gesto de caridade com alguém, que na Umbanda é o fecho de todo pedido. Vá até o local de entrega (Aos pés de uma árvore grande e antiga, que é o lugar mais tradicional para os Pretos-Velhos, e também num cruzeiro, no pé de um cruzeiro de cemitério nas casas que têm esse fundamento, ou no próprio congá do terreiro. Em apartamento, muitas casas orientam arrumar a entrega numa bandeja, num canto reservado, com a vela em local seguro, e depois devolver as flores e o café à terra de um vaso ou de um jardim.) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.
Quais os cuidados?
Preto-Velho é entidade de conselho, de paciência e de caridade, e não de trabalho para prejudicar ninguém. Casa séria não usa a linha dos mais velhos para prender, separar nem dominar a vontade de outra pessoa, e quem promete isso cobrando caro está enganando você. Cuidado material também é fundamento: vela acesa em chão de terra, longe de mato seco e de gravetos, nunca dentro de mata fechada e nunca em época de estiagem, e é melhor não acender do que arriscar um incêndio. Não deixe vidro, plástico, isopor nem embalagem no local, e leve de volta tudo o que não é biodegradável. Café, doce, milho e flores em chão de terra se decompõem, o resto não. Evite entregar sozinho à noite em lugar perigoso: vá de dia, acompanhado, em local seguro e permitido. E vale a honestidade de sempre: pedido de saúde pede médico, pedido de dívida pede negociação, pedido de justiça pede advogado. A oferenda ampara e a vida prática continua sendo sua. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: Muda de casa para casa, e é bom saber antes de comparar com o que se vê por aí. Pai Joaquim aparece na Umbanda com nomes e qualidades diferentes, entre eles Pai Joaquim de Angola e Pai Joaquim de Aruanda, e há casas que o distinguem de Pai Joaquim do Congo e de Pai José de Angola, cada um com o seu agrado e o seu fundamento. Sobre a bebida existe divergência: a maioria das casas usa apenas café puro e água, outras acrescentam vinho tinto suave ou vinho moscatel, e há terreiros que usam cachaça com mel na linha dos mais velhos, enquanto muitos não usam bebida alcoólica nenhuma. O fumo também varia: algumas casas colocam o rolo inteiro, outras o cigarro de palha, e há casas que não usam fumo. O local muda igualmente, com a árvore sendo o mais citado, o cruzeiro aparecendo em muitas casas e o congá servindo bem para quem não tem onde entregar. Quem determina é o seu dirigente, e não a receita mais compartilhada da internet. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.
Quem é Pai Joaquim na Umbanda?
É um dos Pretos-Velhos mais cultuados do Brasil, espírito de ancião africano trazido para cá no tempo do cativeiro, que trabalha na Umbanda pela caridade, pelo conselho e pelo consolo. A tradição o apresenta como avô paciente, de fala mansa e conselho direto, muito procurado por quem está atravessando fase difícil, doença longa, luto ou conflito de família. Ele aparece em várias qualidades, entre elas Pai Joaquim de Angola e Pai Joaquim de Aruanda.
O que oferecer para Pai Joaquim?
O que a tradição mais registra é café puro sem açúcar, fumo de rolo ou cigarro de palha, rapadura, milho torrado, amendoim, flores brancas do campo, água limpa e vela branca. Algumas casas acrescentam vinho tinto suave, mel e frutas simples. O essencial não é o preço, é a simplicidade e o respeito: coisa de verdade, servida com calma, do jeito que se serviria a um mais velho da própria família.
Por que o café do Preto-Velho é sem açúcar?
Porque é assim que a tradição registra a mesa dos mais velhos, e o costume tem raiz histórica: o café puro e amargo era a bebida do trabalho e do descanso curto no tempo do cativeiro. Muitas casas explicam também pelo sentido do gesto, o amargo que se aceita sem disfarce, como a vida que aqueles espíritos atravessaram. Há terreiros que permitem um pouco de rapadura ou de mel ao lado, mas nunca dentro do café.
Qual o dia de Pai Joaquim?
A segunda-feira e a sexta-feira são os dias mais citados, e há casas que firmam no sábado. A data coletiva mais lembrada é o 13 de maio, dia da Abolição, quando muitos terreiros fazem a gira grande dos Pretos-Velhos, e algumas casas marcam também o 2 de novembro, junto da linha das Almas. Confirme com o seu dirigente, porque nesse ponto o calendário varia bastante.
Onde entregar a oferenda para Pai Joaquim?
Aos pés de uma árvore grande e antiga é o lugar mais tradicional, porque a árvore representa raiz, tempo e sustento, que é a marca dos mais velhos. Muitas casas usam também o cruzeiro, e há fundamentos que indicam o cruzeiro do cemitério. No terreiro, a entrega se faz no congá. Em apartamento, arrume numa bandeja, em canto reservado, e depois devolva as flores e o café à terra de um vaso.
Pode fazer oferenda para Pai Joaquim em casa?
Pode, de forma simples e com cuidado. Um copo de água limpa, uma cuia de café puro, um pedaço de rapadura, uma flor branca e uma vela em local seguro já formam uma entrega digna, e muita gente começa exatamente assim. O que não se faz em casa é improvisar trabalho sem fundamento, acender vela grande sem acompanhamento ou deixar comida estragando em canto fechado. Para pedido maior, procure o dirigente da sua casa.
Preciso pedir licença antes de entregar?
Sim, e esse é um dos pontos que a tradição mais insiste. Todo lugar tem o seu guardião, e a entrega se faz com passagem liberada. Pare antes de chegar, peça licença em voz baixa ao local e a quem o guarda e só então arrume a oferenda. Muitas casas orientam acender primeiro uma vela para o guardião do lugar. Chegar arrumando oferenda sem pedir licença é falta de respeito, não é pressa.
Pai Joaquim faz trabalho para prejudicar alguém?
Não, e é importante dizer com clareza. Preto-Velho é entidade de conselho, de paciência e de caridade, e a linha dos mais velhos não trabalha para prender, separar nem dominar a vontade de ninguém. Interferir na liberdade de outra pessoa não é fundamento umbandista. O que a tradição registra é amparo em fase difícil, conselho firme, força para atravessar perda e paciência para quem está com pressa. Desconfie de quem promete o contrário.
Qual a diferença entre Pai Joaquim e Pai José de Angola?
São Pretos-Velhos diferentes, cada um com a sua falange e o seu jeito de trabalhar, ainda que a mesa de agrado seja parecida. Pai Joaquim e Pai José aparecem entre os nomes mais cultuados da linha, junto de Vovó Maria Conga, Pai Benedito, Vovó Cambinda e Pai Tomé. Uma oferenda geral de Preto-Velho é dirigida à linha inteira, e esta é dirigida a ele. Quem ainda não tem ligação firmada pode começar pela entrega geral, que nunca é errada.
Precisa acender o fumo na oferenda?
Depende da casa. Muitos terreiros colocam o pedaço de fumo de rolo ou o cigarro de palha ao lado da oferenda, sem acender, apenas como agrado. Outros acendem, entendendo que a fumaça faz parte da entrega. E existem casas que não usam fumo nenhum. Nenhuma dessas escolhas está errada: o que determina é o fundamento de quem te acompanha. Se estiver em local de mato seco, não acenda nada além da vela, e com cuidado.
O que fazer com a oferenda depois?
Se a entrega foi na árvore ou no cruzeiro, em geral ela fica no lugar, mas isso não autoriza deixar lixo: copo de vidro, plástico, isopor e embalagem voltam com você. Café, rapadura, milho e flores em chão de terra se decompõem. Onde a casa orienta recolher, volte no dia seguinte e leve para o lixo comum o que não se decompõe. Em casa, devolva as flores e o café à terra de um vaso depois que a vela apagar. Deixar sujeira na natureza não é fundamento, é descuido.

Conheça outras oferendas

Conteúdo informativo e de fé. As oferendas têm uso espiritual e tradicional e variam de casa para casa. Não substituem a orientação do dirigente do seu terreiro; quando indicadas, devem ser confirmadas com o seu Pai ou Mãe de Santo. Respeite sempre a natureza e recolha o que ela não absorve.
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