Oferenda · Orixá

Oferenda para o Orixá Tempo

Oferenda ao Tempo, o Kitembo das casas de raiz angoleira, senhor das estações, do clima e das mudanças da vida: farinha, pipoca, mel e fumo de rolo entregues ao pé do mastro de pano branco ou da árvore consagrada da casa, para pedir paciência com o que ainda não amadureceu e passagem tranquila nas viradas de ciclo.

Oferenda: Oferenda para o Orixá Tempo
Resposta rápida

Oferenda ao Tempo, o Kitembo das casas de raiz angoleira, senhor das estações, do clima e das mudanças da vida: farinha, pipoca, mel e fumo de rolo entregues ao pé do mastro de pano branco ou da árvore consagrada da casa, para pedir paciência com o que ainda não amadureceu e passagem tranquila nas viradas de ciclo. Leva farinha de mandioca, milho de pipoca, mel puro e outros itens, e é entregue Ao pé do mastro de pano branco do terreiro ou da árvore consagrada da casa, que no Brasil costuma ser a gameleira-branca. Fora do terreiro, ao pé de uma árvore grande e antiga, com licença pedida e sem deixar embalagem no local..

Conteúdo de fé e informativo: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme com o seu dirigente e respeite a natureza. Ver cuidados

Sobre a oferenda para o orixá tempo

Oferenda para o Orixá Tempo é uma oferenda de paciência, amadurecimento, passagem de ciclo, equilíbrio com o tempo da vida na Umbanda, na vibração de Tempo. Oferenda ao Tempo, o Kitembo das casas de raiz angoleira, senhor das estações, do clima e das mudanças da vida: farinha, pipoca, mel e fumo de rolo entregues ao pé do mastro de pano branco ou da árvore consagrada da casa, para pedir paciência com o que ainda não amadureceu e passagem tranquila nas viradas de ciclo.

TipoOrixá
RegênciaTempo
DiaTerça-feira é o dia mais citado, e o 4 de outubro aparece como data festiva em muitas casas. Não existe dia único.

Pode ofertar mesmo sem ter uma casa

Não tem uma casa ou terreiro fixo? Pode ofertar com tranquilidade e respeito: toda oferenda aqui tem fundamento umbandista, e a espiritualidade atende quando o gesto é feito com fé, amor e axé.

O que levar

  • Farinha de mandiocauma porção espalhada no fundo do alguidarComprar
  • Milho de pipocapipoca estourada sem sal e sem óleo, cobrindo a farinhaComprar
  • Mel puroum fio por cima, sem afogarComprar
  • Fumo de rolouma lasca picada, ou um charuto inteiro ao ladoComprar
  • Água mineralum copo ou uma quartinha de barroComprar
  • Vela branca (palito)uma ou sete velas brancasComprar
  • Flores brancasopcional, um ramo simplesComprar
  • Alguidar (vasilha de barro)alguidar ou vasilha de barro sem esmalteComprar

Ao tocar em Comprar, você será levado à loja que preferir: Mercado Livre ou Shopee.

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Como ofertar (passo a passo)

  1. Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme.
  2. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor.
  3. Comece pelo esclarecimento que evita confusão: Tempo não é um Orixá iorubá. É Kitembo, nkisi das nações de raiz banto, e o nome Orixá Tempo é uso brasileiro, fruto do encontro entre as tradições. Nas casas de Candomblé Angola e nas de Umbanda de raiz angoleira ou omolocô, o assentamento visível de Tempo é o mastro com pano ou bandeira branca fincado no terreno, e em muitas casas grandes a árvore da frente do terreiro é envolvida num grande pano branco e tratada como guardiã. Se você é da corrente de uma casa que trabalha Tempo, a oferenda se faz onde o dirigente indicar, e ponto. Se você não tem casa e sentiu o chamado, o caminho honesto é o mais simples: escolha uma árvore grande e antiga, de preferência a mesma sempre, chegue de manhã, peça licença em voz baixa antes de pisar perto da raiz e monte o alguidar ali. Espalhe a farinha no fundo, cubra com a pipoca, regue com um fio de mel, coloque a lasca de fumo ou o charuto ao lado e ponha a água à direita. Acenda a vela branca em lugar seguro, sobre a terra e longe de folha seca. Fale devagar, sem lista de exigências: a Tempo se pede tempo. Peça paciência para o que não amadureceu, calma para a virada que está chegando e firmeza para atravessar o que não se resolve rápido. Amarre, se quiser, uma fita ou um pano branco no tronco, costume antigo e muito difundido. Agradeça e vá embora sem olhar para trás, que é o costume repetido na maioria das casas.
  4. Vá até o local de entrega (Ao pé do mastro de pano branco do terreiro ou da árvore consagrada da casa, que no Brasil costuma ser a gameleira-branca. Fora do terreiro, ao pé de uma árvore grande e antiga, com licença pedida e sem deixar embalagem no local.) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda.
  5. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração.
  6. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue.
  7. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.

Onde e quando entregar

O local tradicional é Ao pé do mastro de pano branco do terreiro ou da árvore consagrada da casa, que no Brasil costuma ser a gameleira-branca. Fora do terreiro, ao pé de uma árvore grande e antiga, com licença pedida e sem deixar embalagem no local.. Costuma-se ofertar na Terça-feira é o dia mais citado, e o 4 de outubro aparece como data festiva em muitas casas. Não existe dia único., dia regido por Tempo. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.

Atenção e cuidados

Nunca deixe plástico, vidro, isopor, alguidar quebrado ou vela em copo descartável no pé da árvore: isso não é oferenda, é lixo, e a tradição é clara em cobrar respeito com a natureza. Use vasilha de barro, que se desfaz, e leve embora tudo o que não for orgânico. Vela acesa em mata seca é risco real de incêndio, então acenda sobre terra limpa, longe de folhagem, e não deixe se o vento estiver forte. Em parque público, respeite as regras do lugar. E não invente assentamento de Tempo em casa: mastro, bandeira e árvore consagrada são fundamento de terreiro, firmados por quem tem autoridade para firmar. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: Varia bastante. A correspondência entre Kitembo, o vodum Loko dos jeje e o Orixá Irôko dos iorubá é aproximação do sincretismo brasileiro, e não identidade de origem: são três panteões distintos que a diáspora aproximou. Há casas que tratam os três como o mesmo, casas que separam com rigor e casas que simplesmente não cultuam nenhum deles. Na Umbanda em geral Tempo é pouco cultuado, não integra as Sete Linhas clássicas, quase não tem filhos de santo e não costuma se manifestar em gira: é reverenciado pela árvore e pela bandeira. Onde há culto direto, é em terreiro de raiz mista ou de forte influência de nação. As saudações registradas incluem Nzara Ndembwa e Kitembo dia banganga, talenu, e Irôko Issó para Irôko. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.

Perguntas frequentes

Para que serve a oferenda para o orixá tempo?
Oferenda ao Tempo, o Kitembo das casas de raiz angoleira, senhor das estações, do clima e das mudanças da vida: farinha, pipoca, mel e fumo de rolo entregues ao pé do mastro de pano branco ou da árvore consagrada da casa, para pedir paciência com o que ainda não amadureceu e passagem tranquila nas viradas de ciclo. É uma oferenda de paciência, amadurecimento, passagem de ciclo, equilíbrio com o tempo da vida, na vibração de Tempo.
O que levar na oferenda para o orixá tempo?
Tradicionalmente: farinha de mandioca, milho de pipoca, mel puro, fumo de rolo, água mineral, vela branca (palito), flores brancas, alguidar (vasilha de barro). Use itens limpos e de boa qualidade, com fé.
Onde e quando entregar?
O local tradicional é Ao pé do mastro de pano branco do terreiro ou da árvore consagrada da casa, que no Brasil costuma ser a gameleira-branca. Fora do terreiro, ao pé de uma árvore grande e antiga, com licença pedida e sem deixar embalagem no local.. Costuma-se ofertar na Terça-feira é o dia mais citado, e o 4 de outubro aparece como data festiva em muitas casas. Não existe dia único., dia regido por Tempo. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.
Como ofertar passo a passo?
Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor. Comece pelo esclarecimento que evita confusão: Tempo não é um Orixá iorubá. É Kitembo, nkisi das nações de raiz banto, e o nome Orixá Tempo é uso brasileiro, fruto do encontro entre as tradições. Nas casas de Candomblé Angola e nas de Umbanda de raiz angoleira ou omolocô, o assentamento visível de Tempo é o mastro com pano ou bandeira branca fincado no terreno, e em muitas casas grandes a árvore da frente do terreiro é envolvida num grande pano branco e tratada como guardiã. Se você é da corrente de uma casa que trabalha Tempo, a oferenda se faz onde o dirigente indicar, e ponto. Se você não tem casa e sentiu o chamado, o caminho honesto é o mais simples: escolha uma árvore grande e antiga, de preferência a mesma sempre, chegue de manhã, peça licença em voz baixa antes de pisar perto da raiz e monte o alguidar ali. Espalhe a farinha no fundo, cubra com a pipoca, regue com um fio de mel, coloque a lasca de fumo ou o charuto ao lado e ponha a água à direita. Acenda a vela branca em lugar seguro, sobre a terra e longe de folha seca. Fale devagar, sem lista de exigências: a Tempo se pede tempo. Peça paciência para o que não amadureceu, calma para a virada que está chegando e firmeza para atravessar o que não se resolve rápido. Amarre, se quiser, uma fita ou um pano branco no tronco, costume antigo e muito difundido. Agradeça e vá embora sem olhar para trás, que é o costume repetido na maioria das casas. Vá até o local de entrega (Ao pé do mastro de pano branco do terreiro ou da árvore consagrada da casa, que no Brasil costuma ser a gameleira-branca. Fora do terreiro, ao pé de uma árvore grande e antiga, com licença pedida e sem deixar embalagem no local.) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.
Quais os cuidados?
Nunca deixe plástico, vidro, isopor, alguidar quebrado ou vela em copo descartável no pé da árvore: isso não é oferenda, é lixo, e a tradição é clara em cobrar respeito com a natureza. Use vasilha de barro, que se desfaz, e leve embora tudo o que não for orgânico. Vela acesa em mata seca é risco real de incêndio, então acenda sobre terra limpa, longe de folhagem, e não deixe se o vento estiver forte. Em parque público, respeite as regras do lugar. E não invente assentamento de Tempo em casa: mastro, bandeira e árvore consagrada são fundamento de terreiro, firmados por quem tem autoridade para firmar. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: Varia bastante. A correspondência entre Kitembo, o vodum Loko dos jeje e o Orixá Irôko dos iorubá é aproximação do sincretismo brasileiro, e não identidade de origem: são três panteões distintos que a diáspora aproximou. Há casas que tratam os três como o mesmo, casas que separam com rigor e casas que simplesmente não cultuam nenhum deles. Na Umbanda em geral Tempo é pouco cultuado, não integra as Sete Linhas clássicas, quase não tem filhos de santo e não costuma se manifestar em gira: é reverenciado pela árvore e pela bandeira. Onde há culto direto, é em terreiro de raiz mista ou de forte influência de nação. As saudações registradas incluem Nzara Ndembwa e Kitembo dia banganga, talenu, e Irôko Issó para Irôko. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.
Tempo e Irôko são o mesmo Orixá?
Não na origem. Tempo é Kitembo, nkisi das nações banto de raiz angoleira. Irôko é Orixá iorubá, cultuado na árvore do mesmo nome e, no Brasil, transferido para a gameleira-branca. Loko é vodum jeje. O sincretismo brasileiro aproximou os três porque todos se assentam em árvore e falam do tempo e da longevidade, e por isso muita gente usa os nomes como sinônimos. Casas de fundamento mais rigoroso separam. Vale seguir o que a sua casa ensina, e não a internet.
Posso fazer oferenda a Tempo em casa, sem mastro?
Mastro e bandeira branca são assentamento de terreiro, firmados pelo dirigente, e não se improvisam em quintal. O que se pode fazer sem casa é a entrega simples ao pé de uma árvore grande e antiga, com licença pedida, vasilha de barro, vela em lugar seguro e nada de plástico deixado no local. É oferenda de devoção, não é assentamento, e a diferença entre as duas coisas é justamente o que separa respeito de invenção.
Por que quase não se fala de Tempo na Umbanda?
Porque Tempo não entrou nas Sete Linhas com que a Umbanda se organizou no Rio de Janeiro do começo do século vinte. Ele chega ao Brasil pelo tronco banto e permanece forte no Candomblé Angola, aparecendo na Umbanda só onde a raiz é angoleira, omolocô ou cruzada com nação. Como não é Orixá de cabeça comum e não se manifesta em gira, o culto fica restrito à bandeira e à árvore, quase invisível para quem frequenta terreiro de Umbanda branca.
O que se pede ao Orixá Tempo?
Pede-se paciência e passagem. Tempo é a força que rege estações, clima, ciclos e amadurecimento, então o pedido coerente não é pressa, é o contrário dela: aguentar a espera sem endurecer, aceitar que certas coisas só se resolvem no prazo delas e atravessar mudança sem quebrar. Muita gente procura Tempo em fase de virada, mudança de cidade, de trabalho ou de vida, e em processo longo que não anda. Quem chega pedindo urgência costuma sair com a lição contrária.

Conheça outras oferendas

Conteúdo informativo e de fé. As oferendas têm uso espiritual e tradicional e variam de casa para casa. Não substituem a orientação do dirigente do seu terreiro; quando indicadas, devem ser confirmadas com o seu Pai ou Mãe de Santo. Respeite sempre a natureza e recolha o que ela não absorve.
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