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Oferenda para Cabocla Jussara

Oferenda para Cabocla Jussara, cabocla da linha de Oxóssi que a tradição coloca na falange da Cabocla Jurema e que trabalha a intuição, a prudência e a hora certa de agir. A montagem mais citada para as caboclas junta frutas da mata, milho cozido, coco com mel, flores do campo e vela verde, num alguidar de barro forrado com folhas. Entrega feita na mata limpa, com licença pedida, e sempre com a orientação do dirigente da sua casa.

Oferenda para Cabocla Jussara em alguidar de barro forrado com folhas de bananeira, com frutas, milho cozido, coco com mel, flores do campo e velas verdes no chão da mata, com palmeiras ao fundo
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Oferenda para Cabocla Jussara, cabocla da linha de Oxóssi que a tradição coloca na falange da Cabocla Jurema e que trabalha a intuição, a prudência e a hora certa de agir. A montagem mais citada para as caboclas junta frutas da mata, milho cozido, coco com mel, flores do campo e vela verde, num alguidar de barro forrado com folhas. Entrega feita na mata limpa, com licença pedida, e sempre com a orientação do dirigente da sua casa. Leva alguidar (vasilha de barro), folha de bananeira, frutas variadas e outros itens, e é entregue Na mata, que é a morada dos caboclos e o lugar onde a tradição diz que eles recebem as suas oferendas. O ponto mais indicado é uma mata limpa e tranquila, na entrada da trilha ou ao pé de uma árvore frondosa, num chão firme e longe de vegetação seca. Há casas que preferem a beira de um riacho dentro da mata, e casas que firmam as caboclas ao pé de uma palmeira, lembrando que o nome Jussara é o mesmo da palmeira juçara da Mata Atlântica. Quem não tem acesso à mata pode entregar no congá do terreiro, com licença do dirigente, que é o caminho mais recomendado, ou arrumar em casa, num canto reservado, e depois devolver flores e frutas à terra de um jardim ou de um vaso..

Conteúdo de fé e informativo: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme com o seu dirigente e respeite a natureza. Ver cuidados

Sobre a oferenda para cabocla jussara

Oferenda para Cabocla Jussara é uma oferenda de intuição, cautela nas decisões, proteção contra ilusões e armadilhas, cura pelas ervas e equilíbrio na Umbanda, na vibração de Caboclo. Oferenda para Cabocla Jussara, cabocla da linha de Oxóssi que a tradição coloca na falange da Cabocla Jurema e que trabalha a intuição, a prudência e a hora certa de agir. A montagem mais citada para as caboclas junta frutas da mata, milho cozido, coco com mel, flores do campo e vela verde, num alguidar de barro forrado com folhas. Entrega feita na mata limpa, com licença pedida, e sempre com a orientação do dirigente da sua casa.

TipoEntidade
RegênciaCaboclo
Diaquinta feira, o dia de Oxóssi e das giras de caboclos na maior parte das casas de Umbanda, com entrega de manhã ou à tarde, sempre com luz do dia. O 20 de janeiro, dia de São Sebastião, com quem Oxóssi é sincretizado em boa parte do Brasil, é a data festiva mais lembrada para a linha. Há terreiros que fazem a festa dos caboclos em outra data, como o 2 de julho na Bahia, e nesse caso vale o calendário da sua casa

Pode ofertar mesmo sem ter uma casa

Não tem uma casa ou terreiro fixo? Pode ofertar com tranquilidade e respeito: toda oferenda aqui tem fundamento umbandista, e a espiritualidade atende quando o gesto é feito com fé, amor e axé.

O que levar

  • Alguidar (vasilha de barro)um alguidar de barro médio, ou uma gamela de madeira, como base da entrega; nada de bandeja de plástico ou de isoporComprar
  • Folha de bananeirafolhas de bananeira ou outras folhas verdes limpas para forrar o alguidar, que se desfazem na naturezaComprar
  • Frutas variadasfrutas da estação, inteiras ou abertas, como manga, mamão, goiaba, laranja e uva; as caboclas aceitam todas as frutas, segundo os cursos de UmbandaComprar
  • Bananaalgumas bananas, uma das frutas mais lembradas na mesa dos caboclosComprar
  • Milho verde (espiga)espigas de milho cozidas sem sal, inteiras ou debulhadas, alimento que a tradição liga a toda a linha de caboclosComprar
  • Coco secoum coco seco aberto ou em pedaços, que algumas casas regam com mel e um pouco de vinhoComprar
  • Mel puroum fio de mel puro sobre as frutas ou sobre o coco, para adoçar o pedidoComprar
  • Flores do campoflores do campo soltas, sem papel, arame ou celofane; há casas que usam rosas brancas ou flores amarelasComprar
  • Vela verde (palito)velas verdes, a cor das caboclas mais citada na Umbanda, que alguns cursos descrevem como verde transparenteComprar
  • Vinho tintoum pouco de vinho tinto suave numa cuia ou num copo que volta com você; onde a casa não usa bebida, só água ou suco de frutasComprar
  • Água mineralum copo ou uma quartinha de água limpa, e uma garrafa a mais para você beber na trilhaComprar

Ao tocar em Comprar, você será levado à loja que preferir: Mercado Livre ou Shopee.

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Como ofertar (passo a passo)

  1. Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme.
  2. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor.
  3. Comece pela conversa com o dirigente da sua casa, porque Cabocla Jussara é nome de falange e cada terreiro conhece a sua, com fundamento próprio. Confirmado o caminho, tome um banho de ervas da mata, como guiné, alecrim, arruda e folhas de eucalipto, sempre do pescoço para baixo, nunca na cabeça, e vista roupa limpa e clara. Monte tudo em casa e sem embalagem: cozinhe o milho sem sal, lave e corte as frutas, abra o coco e tire as flores do papel. Forre o alguidar com as folhas, ponha o milho e o coco no centro, as frutas em volta e as flores por cima, com um fio de mel no final. Na entrada da mata, pare um instante e peça licença a Oxóssi, às caboclas da Jurema e à Cabocla Jussara. Escolha o ponto, assente o alguidar no chão firme, sirva o vinho ou a água ao lado e acenda as velas verdes numa base segura, longe de folhas secas. Saúde com Okê Caboclo, ou com Okê Jussara, como se diz em muitas casas. Faça o pedido com calma e poucas palavras: peça olhos para enxergar o que está escondido, prudência para não cair em armadilha e paciência para agir na hora certa. Agradeça, fique um pouco em silêncio ouvindo a mata, apague as velas antes de sair se houver qualquer risco de fogo, e leve de volta copo, garrafa, sacola e tudo o que não se desfaz na terra.
  4. Vá até o local de entrega (Na mata, que é a morada dos caboclos e o lugar onde a tradição diz que eles recebem as suas oferendas. O ponto mais indicado é uma mata limpa e tranquila, na entrada da trilha ou ao pé de uma árvore frondosa, num chão firme e longe de vegetação seca. Há casas que preferem a beira de um riacho dentro da mata, e casas que firmam as caboclas ao pé de uma palmeira, lembrando que o nome Jussara é o mesmo da palmeira juçara da Mata Atlântica. Quem não tem acesso à mata pode entregar no congá do terreiro, com licença do dirigente, que é o caminho mais recomendado, ou arrumar em casa, num canto reservado, e depois devolver flores e frutas à terra de um jardim ou de um vaso.) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda.
  5. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração.
  6. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue.
  7. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.

Onde e quando entregar

O local tradicional é Na mata, que é a morada dos caboclos e o lugar onde a tradição diz que eles recebem as suas oferendas. O ponto mais indicado é uma mata limpa e tranquila, na entrada da trilha ou ao pé de uma árvore frondosa, num chão firme e longe de vegetação seca. Há casas que preferem a beira de um riacho dentro da mata, e casas que firmam as caboclas ao pé de uma palmeira, lembrando que o nome Jussara é o mesmo da palmeira juçara da Mata Atlântica. Quem não tem acesso à mata pode entregar no congá do terreiro, com licença do dirigente, que é o caminho mais recomendado, ou arrumar em casa, num canto reservado, e depois devolver flores e frutas à terra de um jardim ou de um vaso.. Costuma-se ofertar em quinta feira, o dia de Oxóssi e das giras de caboclos na maior parte das casas de Umbanda, com entrega de manhã ou à tarde, sempre com luz do dia. O 20 de janeiro, dia de São Sebastião, com quem Oxóssi é sincretizado em boa parte do Brasil, é a data festiva mais lembrada para a linha. Há terreiros que fazem a festa dos caboclos em outra data, como o 2 de julho na Bahia, e nesse caso vale o calendário da sua casa, dia regido por Caboclo. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.

Atenção e cuidados

Mata pede respeito e segurança. Vá de dia, acompanhado, avise alguém e prefira trilha conhecida, em área onde a entrada é permitida. Não acenda vela em mato seco, em época de estiagem nem em dia de vento forte, e nunca deixe chama acesa sem ninguém olhando: incêndio na mata destrói justamente a casa dos caboclos. Não deixe plástico, vidro, lata, isopor, garrafa nem papel alumínio: prefira barro, madeira, folhas, flores soltas e frutas. Não arranque plantas nem corte galhos para enfeitar a entrega, e não leve palmito: a palmeira juçara é ameaçada de extinção, e honrar o nome da cabocla é proteger a árvore. O banho de ervas é do pescoço para baixo; cabeça só se trata com amaci, na orientação da casa. Oferenda é ato de fé e não substitui tratamento de saúde, terapia nem orientação profissional: ela caminha junto com esses cuidados, nunca no lugar deles. Desconfie de quem cobra caro ou promete resultado garantido em nome de uma cabocla, e não peça o mal de ninguém: a linha dela é de cura, de proteção e de discernimento. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: Cabocla Jussara é nome de falange, e não de um espírito só, e por isso cada casa tem a sua, com particularidades. A maior parte das fontes a coloca na linha de Oxóssi, entre as caboclas da Jurema, e há casas que a apresentam como filha da Cabocla Jurema e neta do Caboclo Tupinambá, enquanto outras a tratam como irmã de falange de Jupira, Jandira e Iara, que aparecem juntas em pontos cantados. As cores também mudam: o verde é a mais citada, há casas que somam o branco ou o amarelo, e há terreiros que a recebem na irradiação de outro Orixá, porque os cursos de Umbanda lembram que as caboclas costumam vir na vibração do Orixá feminino da coroa do médium. O mesmo vale para a mesa: frutas, milho, coco com mel e vinho são os itens mais repetidos para toda a linha, e algumas casas acrescentam mandioca cozida, pinhão, abóbora ou cigarro de palha. Não existe receita única só para ela, então quem define a sua oferenda é o fundamento da sua casa. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.

Perguntas frequentes

Para que serve a oferenda para cabocla jussara?
Oferenda para Cabocla Jussara, cabocla da linha de Oxóssi que a tradição coloca na falange da Cabocla Jurema e que trabalha a intuição, a prudência e a hora certa de agir. A montagem mais citada para as caboclas junta frutas da mata, milho cozido, coco com mel, flores do campo e vela verde, num alguidar de barro forrado com folhas. Entrega feita na mata limpa, com licença pedida, e sempre com a orientação do dirigente da sua casa. É uma oferenda de intuição, cautela nas decisões, proteção contra ilusões e armadilhas, cura pelas ervas e equilíbrio, na vibração de Caboclo.
O que levar na oferenda para cabocla jussara?
Tradicionalmente: alguidar (vasilha de barro), folha de bananeira, frutas variadas, banana, milho verde (espiga), coco seco, mel puro, flores do campo, vela verde (palito), vinho tinto, água mineral. Use itens limpos e de boa qualidade, com fé.
Onde e quando entregar?
O local tradicional é Na mata, que é a morada dos caboclos e o lugar onde a tradição diz que eles recebem as suas oferendas. O ponto mais indicado é uma mata limpa e tranquila, na entrada da trilha ou ao pé de uma árvore frondosa, num chão firme e longe de vegetação seca. Há casas que preferem a beira de um riacho dentro da mata, e casas que firmam as caboclas ao pé de uma palmeira, lembrando que o nome Jussara é o mesmo da palmeira juçara da Mata Atlântica. Quem não tem acesso à mata pode entregar no congá do terreiro, com licença do dirigente, que é o caminho mais recomendado, ou arrumar em casa, num canto reservado, e depois devolver flores e frutas à terra de um jardim ou de um vaso.. Costuma-se ofertar em quinta feira, o dia de Oxóssi e das giras de caboclos na maior parte das casas de Umbanda, com entrega de manhã ou à tarde, sempre com luz do dia. O 20 de janeiro, dia de São Sebastião, com quem Oxóssi é sincretizado em boa parte do Brasil, é a data festiva mais lembrada para a linha. Há terreiros que fazem a festa dos caboclos em outra data, como o 2 de julho na Bahia, e nesse caso vale o calendário da sua casa, dia regido por Caboclo. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.
Como ofertar passo a passo?
Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor. Comece pela conversa com o dirigente da sua casa, porque Cabocla Jussara é nome de falange e cada terreiro conhece a sua, com fundamento próprio. Confirmado o caminho, tome um banho de ervas da mata, como guiné, alecrim, arruda e folhas de eucalipto, sempre do pescoço para baixo, nunca na cabeça, e vista roupa limpa e clara. Monte tudo em casa e sem embalagem: cozinhe o milho sem sal, lave e corte as frutas, abra o coco e tire as flores do papel. Forre o alguidar com as folhas, ponha o milho e o coco no centro, as frutas em volta e as flores por cima, com um fio de mel no final. Na entrada da mata, pare um instante e peça licença a Oxóssi, às caboclas da Jurema e à Cabocla Jussara. Escolha o ponto, assente o alguidar no chão firme, sirva o vinho ou a água ao lado e acenda as velas verdes numa base segura, longe de folhas secas. Saúde com Okê Caboclo, ou com Okê Jussara, como se diz em muitas casas. Faça o pedido com calma e poucas palavras: peça olhos para enxergar o que está escondido, prudência para não cair em armadilha e paciência para agir na hora certa. Agradeça, fique um pouco em silêncio ouvindo a mata, apague as velas antes de sair se houver qualquer risco de fogo, e leve de volta copo, garrafa, sacola e tudo o que não se desfaz na terra. Vá até o local de entrega (Na mata, que é a morada dos caboclos e o lugar onde a tradição diz que eles recebem as suas oferendas. O ponto mais indicado é uma mata limpa e tranquila, na entrada da trilha ou ao pé de uma árvore frondosa, num chão firme e longe de vegetação seca. Há casas que preferem a beira de um riacho dentro da mata, e casas que firmam as caboclas ao pé de uma palmeira, lembrando que o nome Jussara é o mesmo da palmeira juçara da Mata Atlântica. Quem não tem acesso à mata pode entregar no congá do terreiro, com licença do dirigente, que é o caminho mais recomendado, ou arrumar em casa, num canto reservado, e depois devolver flores e frutas à terra de um jardim ou de um vaso.) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.
Quais os cuidados?
Mata pede respeito e segurança. Vá de dia, acompanhado, avise alguém e prefira trilha conhecida, em área onde a entrada é permitida. Não acenda vela em mato seco, em época de estiagem nem em dia de vento forte, e nunca deixe chama acesa sem ninguém olhando: incêndio na mata destrói justamente a casa dos caboclos. Não deixe plástico, vidro, lata, isopor, garrafa nem papel alumínio: prefira barro, madeira, folhas, flores soltas e frutas. Não arranque plantas nem corte galhos para enfeitar a entrega, e não leve palmito: a palmeira juçara é ameaçada de extinção, e honrar o nome da cabocla é proteger a árvore. O banho de ervas é do pescoço para baixo; cabeça só se trata com amaci, na orientação da casa. Oferenda é ato de fé e não substitui tratamento de saúde, terapia nem orientação profissional: ela caminha junto com esses cuidados, nunca no lugar deles. Desconfie de quem cobra caro ou promete resultado garantido em nome de uma cabocla, e não peça o mal de ninguém: a linha dela é de cura, de proteção e de discernimento. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: Cabocla Jussara é nome de falange, e não de um espírito só, e por isso cada casa tem a sua, com particularidades. A maior parte das fontes a coloca na linha de Oxóssi, entre as caboclas da Jurema, e há casas que a apresentam como filha da Cabocla Jurema e neta do Caboclo Tupinambá, enquanto outras a tratam como irmã de falange de Jupira, Jandira e Iara, que aparecem juntas em pontos cantados. As cores também mudam: o verde é a mais citada, há casas que somam o branco ou o amarelo, e há terreiros que a recebem na irradiação de outro Orixá, porque os cursos de Umbanda lembram que as caboclas costumam vir na vibração do Orixá feminino da coroa do médium. O mesmo vale para a mesa: frutas, milho, coco com mel e vinho são os itens mais repetidos para toda a linha, e algumas casas acrescentam mandioca cozida, pinhão, abóbora ou cigarro de palha. Não existe receita única só para ela, então quem define a sua oferenda é o fundamento da sua casa. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.
Quem é a Cabocla Jussara na Umbanda?
É uma cabocla da linha de Oxóssi, ligada à falange da Cabocla Jurema. A tradição a descreve como guia da intuição e da cautela, que ensina a esperar o momento certo e a não se precipitar. Muitas casas a apresentam como filha de Jurema e neta do Caboclo Tupinambá.
O que oferecer à Cabocla Jussara?
As listas mais citadas para as caboclas falam em frutas da estação, milho cozido, coco com mel, flores do campo, vela verde e um pouco de vinho tinto ou água. Tudo vai num alguidar de barro forrado com folhas. Não existe receita única só para ela, então confirme com o dirigente da sua casa.
Qual a cor da vela da Cabocla Jussara?
O verde é a cor das caboclas mais citada na Umbanda, e há cursos que falam em verde transparente para elas. Algumas casas somam o branco ou o amarelo. Na dúvida, pergunte na sua casa antes de comprar.
Qual o dia da Cabocla Jussara?
A quinta feira, dia de Oxóssi e das giras de caboclos na maior parte das casas, e o 20 de janeiro, dia de São Sebastião, como data festiva da linha. Há terreiros que celebram os caboclos em outra data, e nesse caso vale o calendário deles.
Onde entregar a oferenda da Cabocla Jussara?
Na mata limpa, que é a morada dos caboclos, na entrada da trilha ou ao pé de uma árvore, num chão firme e seguro. Há casas que preferem a beira de um riacho dentro da mata. Quem não tem acesso à mata pode entregar no congá do terreiro, com licença do dirigente.
Para que pedir à Cabocla Jussara?
A tradição a procura sobretudo por intuição, prudência nas decisões e proteção contra ilusões, mentiras e armadilhas. Também se pede cura pelas ervas e equilíbrio emocional, como em toda a falange da Jurema. Pedido bom é pedido claro, honesto e sem desejar mal a ninguém.
Qual a relação entre Cabocla Jussara e Cabocla Jurema?
A Cabocla Jurema é lembrada como comandante de várias falanges, chamadas de falangeiros da Jurema. A Cabocla Jussara aparece entre elas, e muitas casas a chamam de filha de Jurema. Cada terreiro organiza essa hierarquia do seu jeito.
O nome Jussara tem a ver com a palmeira?
Jussara, ou juçara, é também o nome de uma palmeira nativa da Mata Atlântica, de onde se tira o palmito e um fruto parecido com o açaí. Muitas casas veem nisso a ligação dela com a mata. Por isso mesmo, quem honra a cabocla não compra palmito de juçara, que é espécie ameaçada.
Pode oferecer vinho à Cabocla Jussara?
Muitas casas oferecem vinho tinto suave aos caboclos, e há cursos que citam o coco com vinho e mel como agrado da linha. Outras preferem água ou suco de frutas. A bebida é servida num copo que volta com você, e garrafa nenhuma fica na mata.
Posso fazer a oferenda em casa?
Pode, com orientação do seu dirigente. Arrume o alguidar num canto reservado ou no seu altar, acenda a vela verde em base segura e faça o pedido. Depois de um ou dois dias, devolva flores e frutas à terra de um jardim ou de um vaso.

Conheça outras oferendas

Conteúdo informativo e de fé. As oferendas têm uso espiritual e tradicional e variam de casa para casa. Não substituem a orientação do dirigente do seu terreiro; quando indicadas, devem ser confirmadas com o seu Pai ou Mãe de Santo. Respeite sempre a natureza e recolha o que ela não absorve.
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