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Oferenda para Ogum Beira-Mar

Oferenda para Ogum Beira-Mar, o Ogum guardião das praias e das ondas, chefe de falange da linha de Ogum que trabalha cruzado com Iemanjá e é lembrado como o Senhor da Sétima Onda. A montagem mais citada junta a mesa de Ogum com a beira do mar: cravos vermelhos e rosas brancas, milho cozido, farofa de dendê, cerveja clara e velas vermelhas, brancas ou azuis. Entrega feita na areia da praia, com licença pedida ao mar, os pés em terra firme e a orientação do dirigente da sua casa.

Oferenda para Ogum Beira-Mar em alguidar de barro forrado com folhas de bananeira, com milho cozido, farofa de dendê, cravos vermelhos, rosas brancas e velas vermelhas e brancas na areia da praia, com ondas ao fundo
Resposta rápida

Oferenda para Ogum Beira-Mar, o Ogum guardião das praias e das ondas, chefe de falange da linha de Ogum que trabalha cruzado com Iemanjá e é lembrado como o Senhor da Sétima Onda. A montagem mais citada junta a mesa de Ogum com a beira do mar: cravos vermelhos e rosas brancas, milho cozido, farofa de dendê, cerveja clara e velas vermelhas, brancas ou azuis. Entrega feita na areia da praia, com licença pedida ao mar, os pés em terra firme e a orientação do dirigente da sua casa. Leva alguidar (vasilha de barro), folha de bananeira, milho verde (espiga) e outros itens, e é entregue Na areia da praia, que a tradição descreve como o reino de Ogum Beira-Mar, da sétima onda até a areia. O ponto mais indicado é uma praia limpa e calma, com a oferenda assentada na areia firme, num lugar onde você possa ficar em pé com segurança, sem entrar no mar. Há casas que pedem a faixa de areia úmida, perto de onde as ondas morrem, e casas que preferem a areia seca, longe de onde a maré chega de imediato. Quem não tem acesso ao litoral pode entregar no congá do terreiro, com licença do dirigente, que é o caminho mais recomendado, ou firmar em casa, junto de um copo de água com uma pitada de sal grosso..

Conteúdo de fé e informativo: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme com o seu dirigente e respeite a natureza. Ver cuidados

Sobre a oferenda para ogum beira-mar

Oferenda para Ogum Beira-Mar é uma oferenda de proteção, coragem, justiça para quem sofre injustiça, corte de demanda, abertura de caminhos e amparo para quem vive ou trabalha perto do mar na Umbanda, na vibração de Ogum. Oferenda para Ogum Beira-Mar, o Ogum guardião das praias e das ondas, chefe de falange da linha de Ogum que trabalha cruzado com Iemanjá e é lembrado como o Senhor da Sétima Onda. A montagem mais citada junta a mesa de Ogum com a beira do mar: cravos vermelhos e rosas brancas, milho cozido, farofa de dendê, cerveja clara e velas vermelhas, brancas ou azuis. Entrega feita na areia da praia, com licença pedida ao mar, os pés em terra firme e a orientação do dirigente da sua casa.

TipoEntidade
RegênciaOgum
Diaterça feira, o dia de Ogum na maior parte das casas de Umbanda, com entrega de manhã ou no fim da tarde, com luz do dia e mar calmo. O 23 de abril, dia de São Jorge, com quem Ogum é sincretizado, é a data festiva mais lembrada. Há terreiros que trabalham Ogum Beira-Mar na gira do povo d'água ou num dia próprio de Iemanjá, e nesse caso vale o calendário da sua casa

Pode ofertar mesmo sem ter uma casa

Não tem uma casa ou terreiro fixo? Pode ofertar com tranquilidade e respeito: toda oferenda aqui tem fundamento umbandista, e a espiritualidade atende quando o gesto é feito com fé, amor e axé.

O que levar

  • Alguidar (vasilha de barro)um alguidar de barro médio, ou uma gamela de madeira, como base da entrega; nada de bandeja de plástico ou de isoporComprar
  • Folha de bananeirafolhas de bananeira ou outras folhas verdes limpas para forrar o alguidar, que se desfazem na naturezaComprar
  • Milho verde (espiga)espigas de milho cozidas, inteiras ou debulhadas; o milho cozido aparece entre os alimentos citados para Ogum Beira-MarComprar
  • Farinha de mandiocafarinha de mandioca para uma farofa simples, feita em casaComprar
  • Azeite de dendêazeite de dendê para a farofa, na medida de deixar a farinha amarelada e soltinhaComprar
  • Flores vermelhas (cravos)cravos vermelhos, a flor mais ligada a Ogum, soltos e sem papel, arame ou celofaneComprar
  • Rosas brancasrosas brancas ou margaridas, que algumas casas somam aos cravos pela ligação com IemanjáComprar
  • Cerveja clara (branca)cerveja clara, a chamada espuma de Ogum, servida num copo ou numa cuia que volta com você; onde a casa não usa álcool, só águaComprar
  • Vela vermelha (palito)velas vermelhas, a cor de Ogum mais citada na UmbandaComprar
  • Vela branca (palito)velas brancas, que muitas casas acendem junto com as vermelhas para Ogum Beira-MarComprar
  • Vela azul-clara (palito)velas azuis, opcionais, citadas pela ligação dele com o mar e com IemanjáComprar
  • Água mineralum copo ou uma quartinha de água limpa, e uma garrafa a mais para você, porque praia desidrataComprar

Ao tocar em Comprar, você será levado à loja que preferir: Mercado Livre ou Shopee.

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Como ofertar (passo a passo)

  1. Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme.
  2. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor.
  3. Comece pela conversa com o dirigente da sua casa, porque Ogum Beira-Mar é nome de falange e cada terreiro conhece o seu, com fundamento próprio. Confirmado o caminho, tome um banho de ervas de Ogum, como espada de São Jorge, guiné, arruda e alecrim, sempre do pescoço para baixo, nunca na cabeça, e vista roupa limpa e clara. Monte tudo em casa e sem embalagem: cozinhe o milho sem sal, faça a farofa só com farinha de mandioca e dendê, tire as flores do papel e separe a cerveja e a água. Forre o alguidar com as folhas, ponha a farofa no centro, as espigas em volta e os cravos e as rosas por cima. Antes de sair, veja a tábua de maré e as condições do mar e combine de ir acompanhado. Na praia, pare na areia seca, olhe o mar e peça licença em voz baixa a Iemanjá e a Ogum Beira-Mar. Escolha o ponto, assente o alguidar, sirva a cerveja no copo ao lado e acenda as velas em base firme, protegidas do vento. Saúde com Ogunhê, ou com Saravá Ogum Beira-Mar, como se diz em muitas casas. Faça o pedido com clareza e honestidade, sobretudo por proteção, por coragem, por justiça numa situação em que você foi tratado com injustiça, ou pelo caminho de quem vive do mar. Agradeça, fique um pouco em silêncio ouvindo as ondas, apague as velas antes de sair se o vento estiver forte, e leve de volta copo, garrafa, sacola e tudo o que não se desfaz na areia.
  4. Vá até o local de entrega (Na areia da praia, que a tradição descreve como o reino de Ogum Beira-Mar, da sétima onda até a areia. O ponto mais indicado é uma praia limpa e calma, com a oferenda assentada na areia firme, num lugar onde você possa ficar em pé com segurança, sem entrar no mar. Há casas que pedem a faixa de areia úmida, perto de onde as ondas morrem, e casas que preferem a areia seca, longe de onde a maré chega de imediato. Quem não tem acesso ao litoral pode entregar no congá do terreiro, com licença do dirigente, que é o caminho mais recomendado, ou firmar em casa, junto de um copo de água com uma pitada de sal grosso.) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda.
  5. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração.
  6. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue.
  7. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.

Onde e quando entregar

O local tradicional é Na areia da praia, que a tradição descreve como o reino de Ogum Beira-Mar, da sétima onda até a areia. O ponto mais indicado é uma praia limpa e calma, com a oferenda assentada na areia firme, num lugar onde você possa ficar em pé com segurança, sem entrar no mar. Há casas que pedem a faixa de areia úmida, perto de onde as ondas morrem, e casas que preferem a areia seca, longe de onde a maré chega de imediato. Quem não tem acesso ao litoral pode entregar no congá do terreiro, com licença do dirigente, que é o caminho mais recomendado, ou firmar em casa, junto de um copo de água com uma pitada de sal grosso.. Costuma-se ofertar em terça feira, o dia de Ogum na maior parte das casas de Umbanda, com entrega de manhã ou no fim da tarde, com luz do dia e mar calmo. O 23 de abril, dia de São Jorge, com quem Ogum é sincretizado, é a data festiva mais lembrada. Há terreiros que trabalham Ogum Beira-Mar na gira do povo d'água ou num dia próprio de Iemanjá, e nesse caso vale o calendário da sua casa, dia regido por Ogum. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.

Atenção e cuidados

Segurança antes de tudo, porque mar não avisa. Esta oferenda se entrega com os pés na areia, e não se entra na água por causa dela: nada de entrar à noite, depois de beber, sozinho, em praia com bandeira vermelha, arrebentação forte ou correnteza de retorno. Vá acompanhado, avise alguém e prefira trecho com guarda-vidas. Não deixe plástico, vidro, lata, isopor, garrafa nem papel alumínio na praia: prefira barro, madeira, folhas e flores soltas. Não leve conchas, estrelas do mar nem bichos marinhos como oferenda, e a tradição pede licença a Ogum Beira-Mar até para recolher os búzios que o mar deixa na areia. A cerveja é oferta e não bebida de quem entrega, e ninguém faz entrega alcoolizado. O banho de ervas é do pescoço para baixo; cabeça só se trata com amaci, na orientação da casa. Oferenda é ato de fé e não substitui advogado, polícia nem tratamento de saúde: ela caminha junto com essas providências, nunca no lugar delas. Desconfie de quem cobra caro ou promete vitória garantida em nome de Ogum, e não peça o mal de ninguém: a linha dele é de proteção e de justiça. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: Ogum Beira-Mar é nome de falange, e não de um espírito só, e por isso cada casa tem o seu, com particularidades. Na Umbanda tradicional ele aparece como chefe da primeira falange da linha de Ogum, a que vibra entre as ondas que quebram na praia e o começo do mar alto, também chamada Ogum do Mar ou Ogum Marinho, e tem como falangeiro principal Ogum Sete Ondas. Também é lembrado entre os regentes do povo d'água, ao lado de Iemanjá e de Oxum, e por isso há casas que o chamam na gira dos marinheiros. As cores variam bastante: há registros de velas e cravos brancos e vermelhos, de vermelho com azul-claro e de azul-escuro, e há casas que somam o verde. O mesmo vale para a comida: as listas citam milho cozido, farofa de dendê, feijão-preto e carne assada, e a bebida pode ser cerveja clara, vinho suave ou só água. A tradição oral conta que ele, depois de punir uma aldeia por engano, foi ao mar arrependido, fitou a sétima onda e jurou proteger os fracos e os injustiçados, e que o mar respondeu jogando conchas na areia. É história de terreiro, que dá rosto à falange, e não biografia. Quem define a sua oferenda é o fundamento da sua casa. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.

Perguntas frequentes

Para que serve a oferenda para ogum beira-mar?
Oferenda para Ogum Beira-Mar, o Ogum guardião das praias e das ondas, chefe de falange da linha de Ogum que trabalha cruzado com Iemanjá e é lembrado como o Senhor da Sétima Onda. A montagem mais citada junta a mesa de Ogum com a beira do mar: cravos vermelhos e rosas brancas, milho cozido, farofa de dendê, cerveja clara e velas vermelhas, brancas ou azuis. Entrega feita na areia da praia, com licença pedida ao mar, os pés em terra firme e a orientação do dirigente da sua casa. É uma oferenda de proteção, coragem, justiça para quem sofre injustiça, corte de demanda, abertura de caminhos e amparo para quem vive ou trabalha perto do mar, na vibração de Ogum.
O que levar na oferenda para ogum beira-mar?
Tradicionalmente: alguidar (vasilha de barro), folha de bananeira, milho verde (espiga), farinha de mandioca, azeite de dendê, flores vermelhas (cravos), rosas brancas, cerveja clara (branca), vela vermelha (palito), vela branca (palito), vela azul-clara (palito), água mineral. Use itens limpos e de boa qualidade, com fé.
Onde e quando entregar?
O local tradicional é Na areia da praia, que a tradição descreve como o reino de Ogum Beira-Mar, da sétima onda até a areia. O ponto mais indicado é uma praia limpa e calma, com a oferenda assentada na areia firme, num lugar onde você possa ficar em pé com segurança, sem entrar no mar. Há casas que pedem a faixa de areia úmida, perto de onde as ondas morrem, e casas que preferem a areia seca, longe de onde a maré chega de imediato. Quem não tem acesso ao litoral pode entregar no congá do terreiro, com licença do dirigente, que é o caminho mais recomendado, ou firmar em casa, junto de um copo de água com uma pitada de sal grosso.. Costuma-se ofertar em terça feira, o dia de Ogum na maior parte das casas de Umbanda, com entrega de manhã ou no fim da tarde, com luz do dia e mar calmo. O 23 de abril, dia de São Jorge, com quem Ogum é sincretizado, é a data festiva mais lembrada. Há terreiros que trabalham Ogum Beira-Mar na gira do povo d'água ou num dia próprio de Iemanjá, e nesse caso vale o calendário da sua casa, dia regido por Ogum. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.
Como ofertar passo a passo?
Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor. Comece pela conversa com o dirigente da sua casa, porque Ogum Beira-Mar é nome de falange e cada terreiro conhece o seu, com fundamento próprio. Confirmado o caminho, tome um banho de ervas de Ogum, como espada de São Jorge, guiné, arruda e alecrim, sempre do pescoço para baixo, nunca na cabeça, e vista roupa limpa e clara. Monte tudo em casa e sem embalagem: cozinhe o milho sem sal, faça a farofa só com farinha de mandioca e dendê, tire as flores do papel e separe a cerveja e a água. Forre o alguidar com as folhas, ponha a farofa no centro, as espigas em volta e os cravos e as rosas por cima. Antes de sair, veja a tábua de maré e as condições do mar e combine de ir acompanhado. Na praia, pare na areia seca, olhe o mar e peça licença em voz baixa a Iemanjá e a Ogum Beira-Mar. Escolha o ponto, assente o alguidar, sirva a cerveja no copo ao lado e acenda as velas em base firme, protegidas do vento. Saúde com Ogunhê, ou com Saravá Ogum Beira-Mar, como se diz em muitas casas. Faça o pedido com clareza e honestidade, sobretudo por proteção, por coragem, por justiça numa situação em que você foi tratado com injustiça, ou pelo caminho de quem vive do mar. Agradeça, fique um pouco em silêncio ouvindo as ondas, apague as velas antes de sair se o vento estiver forte, e leve de volta copo, garrafa, sacola e tudo o que não se desfaz na areia. Vá até o local de entrega (Na areia da praia, que a tradição descreve como o reino de Ogum Beira-Mar, da sétima onda até a areia. O ponto mais indicado é uma praia limpa e calma, com a oferenda assentada na areia firme, num lugar onde você possa ficar em pé com segurança, sem entrar no mar. Há casas que pedem a faixa de areia úmida, perto de onde as ondas morrem, e casas que preferem a areia seca, longe de onde a maré chega de imediato. Quem não tem acesso ao litoral pode entregar no congá do terreiro, com licença do dirigente, que é o caminho mais recomendado, ou firmar em casa, junto de um copo de água com uma pitada de sal grosso.) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.
Quais os cuidados?
Segurança antes de tudo, porque mar não avisa. Esta oferenda se entrega com os pés na areia, e não se entra na água por causa dela: nada de entrar à noite, depois de beber, sozinho, em praia com bandeira vermelha, arrebentação forte ou correnteza de retorno. Vá acompanhado, avise alguém e prefira trecho com guarda-vidas. Não deixe plástico, vidro, lata, isopor, garrafa nem papel alumínio na praia: prefira barro, madeira, folhas e flores soltas. Não leve conchas, estrelas do mar nem bichos marinhos como oferenda, e a tradição pede licença a Ogum Beira-Mar até para recolher os búzios que o mar deixa na areia. A cerveja é oferta e não bebida de quem entrega, e ninguém faz entrega alcoolizado. O banho de ervas é do pescoço para baixo; cabeça só se trata com amaci, na orientação da casa. Oferenda é ato de fé e não substitui advogado, polícia nem tratamento de saúde: ela caminha junto com essas providências, nunca no lugar delas. Desconfie de quem cobra caro ou promete vitória garantida em nome de Ogum, e não peça o mal de ninguém: a linha dele é de proteção e de justiça. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: Ogum Beira-Mar é nome de falange, e não de um espírito só, e por isso cada casa tem o seu, com particularidades. Na Umbanda tradicional ele aparece como chefe da primeira falange da linha de Ogum, a que vibra entre as ondas que quebram na praia e o começo do mar alto, também chamada Ogum do Mar ou Ogum Marinho, e tem como falangeiro principal Ogum Sete Ondas. Também é lembrado entre os regentes do povo d'água, ao lado de Iemanjá e de Oxum, e por isso há casas que o chamam na gira dos marinheiros. As cores variam bastante: há registros de velas e cravos brancos e vermelhos, de vermelho com azul-claro e de azul-escuro, e há casas que somam o verde. O mesmo vale para a comida: as listas citam milho cozido, farofa de dendê, feijão-preto e carne assada, e a bebida pode ser cerveja clara, vinho suave ou só água. A tradição oral conta que ele, depois de punir uma aldeia por engano, foi ao mar arrependido, fitou a sétima onda e jurou proteger os fracos e os injustiçados, e que o mar respondeu jogando conchas na areia. É história de terreiro, que dá rosto à falange, e não biografia. Quem define a sua oferenda é o fundamento da sua casa. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.
Quem é Ogum Beira-Mar na Umbanda?
É um Ogum chefe de falange, o guardião das praias e das ondas, lembrado como o Senhor da Sétima Onda e fiel guerreiro de Iemanjá. Une a força de Ogum, que corta demanda e abre caminho, com a energia do mar. A tradição o descreve como protetor dos fracos e de quem sofre injustiça, e também das oferendas deixadas na beira da praia.
O que oferecer a Ogum Beira-Mar?
As listas mais citadas falam em cravos vermelhos, rosas brancas ou margaridas, milho cozido, farofa de dendê, cerveja clara e velas vermelhas, brancas ou azuis. Algumas casas acrescentam feijão-preto ou carne assada. Não existe receita única só para ele, então confirme com o dirigente da sua casa.
Qual a cor da vela de Ogum Beira-Mar?
Vermelho é a cor de Ogum mais citada na Umbanda, e para Ogum Beira-Mar há registros de vermelho com branco e de vermelho com azul, pela ligação dele com o mar. Há casas que usam azul-escuro ou somam o verde. Na dúvida, pergunte na sua casa antes de comprar.
Qual o dia de Ogum Beira-Mar?
A terça feira, dia de Ogum na maior parte das casas de Umbanda, e o 23 de abril, dia de São Jorge, como data festiva. Se o seu terreiro trabalha Ogum Beira-Mar na gira do povo d'água ou em outro dia, vale o calendário dele. A entrega na praia se faz com luz do dia e mar calmo.
Onde entregar a oferenda de Ogum Beira-Mar?
Na areia da praia, que a tradição chama de reino dele, num ponto limpo e seguro, sempre com os pés em terra firme. Há casas que pedem a areia úmida, perto de onde as ondas morrem, e casas que preferem a areia seca. Quem não tem acesso ao mar pode entregar no congá do terreiro, com licença do dirigente.
Precisa entrar no mar para entregar?
Não, e a orientação de segurança vale mais que qualquer costume. A oferenda fica na areia, e quem a entrega fica em pé, em terra firme. Mar tem correnteza de retorno e buraco que não se vê, e a tradição não pede que ninguém arrisque a vida por uma entrega.
Para que pedir a Ogum Beira-Mar?
A tradição o procura sobretudo por proteção, coragem, corte de demanda, abertura de caminhos e justiça em situações de injustiça, perseguição ou discriminação. Pescadores, marinheiros e quem vive perto do mar também pedem amparo a ele. Pedido bom é pedido claro, honesto e sem desejar mal a ninguém.
Qual a diferença entre Ogum Beira-Mar e Ogum Iara?
Na Umbanda tradicional, Ogum Beira-Mar trabalha cruzado com Iemanjá e recebe oferendas na praia, enquanto Ogum Iara trabalha cruzado com Oxum e recebe oferendas na beira de rios, cachoeiras e lagos. São falanges diferentes da mesma linha de Ogum, e cada casa organiza essa hierarquia do seu jeito.
Pode oferecer cerveja a Ogum Beira-Mar?
Muitas casas oferecem cerveja clara a Ogum, a chamada espuma de Ogum, e algumas usam vinho suave. Outras preferem só água. A bebida é servida num copo que volta com você, e garrafa nenhuma fica na praia. Quando não houver orientação, a água é a escolha mais segura.
Posso pegar conchas e búzios na praia depois da entrega?
A tradição diz que os búzios deixados na areia são presentes que Ogum Beira-Mar recebe de Iemanjá e espalha para os filhos de fé, e por isso pede licença a ele antes de recolhê-los. Conchas e estrelas do mar, por outro lado, não entram como oferenda: o que é do mar fica no mar.

Conheça outras oferendas

Conteúdo informativo e de fé. As oferendas têm uso espiritual e tradicional e variam de casa para casa. Não substituem a orientação do dirigente do seu terreiro; quando indicadas, devem ser confirmadas com o seu Pai ou Mãe de Santo. Respeite sempre a natureza e recolha o que ela não absorve.
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