Oferenda no Mar
A oferenda no mar é a entrega feita na praia, no campo de força que a tradição afro-brasileira reconhece como domínio de Iemanjá: flores brancas, perfume borrifado nas pétalas, canjica e uma vela azul e branca são assentadas na areia úmida ou confiadas às ondas, com licença pedida na beira, atenção à maré e o compromisso de não deixar ali nada que o mar não consiga desmanchar. Esta página trata do lugar e do jeito de entregar, e não da lista de gostos do Orixá, que está descrita na oferenda para Iemanjá.

A oferenda no mar é a entrega feita na praia, no campo de força que a tradição afro-brasileira reconhece como domínio de Iemanjá: flores brancas, perfume borrifado nas pétalas, canjica e uma vela azul e branca são assentadas na areia úmida ou confiadas às ondas, com licença pedida na beira, atenção à maré e o compromisso de não deixar ali nada que o mar não consiga desmanchar. Esta página trata do lugar e do jeito de entregar, e não da lista de gostos do Orixá, que está descrita na oferenda para Iemanjá. Leva flores brancas, rosas brancas, perfume / alfazema e outros itens, e é entregue Na faixa de areia úmida da praia, aquela que a maré alcança, ou dentro da água rasa quando a casa orienta assim. O ponto mais indicado é praia limpa, de mar calmo, com acesso liberado e de preferência com guarda-vidas por perto. Evite pedra molhada, molhe, quebra-mar, píer, foz de rio, canal de esgoto, área de banhistas cheia e trecho de arrebentação forte. Quem vive longe do litoral costuma entregar em água salgada de estuário ou de mangue, e há casas que orientam a entrega no congá quando não há mar acessível..
Conteúdo de fé e informativo: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme com o seu dirigente e respeite a natureza. Ver cuidados
Sobre a oferenda no mar
Oferenda no Mar é uma oferenda de acolhimento, limpeza, gratidão, proteção da família e entrega de pedido nas águas salgadas na Umbanda, na vibração de Iemanjá. A oferenda no mar é a entrega feita na praia, no campo de força que a tradição afro-brasileira reconhece como domínio de Iemanjá: flores brancas, perfume borrifado nas pétalas, canjica e uma vela azul e branca são assentadas na areia úmida ou confiadas às ondas, com licença pedida na beira, atenção à maré e o compromisso de não deixar ali nada que o mar não consiga desmanchar. Esta página trata do lugar e do jeito de entregar, e não da lista de gostos do Orixá, que está descrita na oferenda para Iemanjá.
Pode ofertar mesmo sem ter uma casa
Não tem uma casa ou terreiro fixo? Pode ofertar com tranquilidade e respeito: toda oferenda aqui tem fundamento umbandista, e a espiritualidade atende quando o gesto é feito com fé, amor e axé.
O que levar
- Flores brancaso item mais universal da praia, só as flores soltas, sem plástico, sem arame, sem espuma e sem papel celofaneComprar
- Rosas brancasrosas brancas são as mais citadas, e muitas casas somam flores azuis ou crisântemosComprar
- Perfume / alfazemaalfazema ou perfume suave borrifado nas flores antes de sair de casa, e o frasco de vidro volta com vocêComprar
- Canjica branca (milho mungunzá)canjica ou manjar branco, sem sal, servido em vasilha que volta com você depoisComprar
- Vela azul e branca (palito)uma ou sete velas, acesas em base firme longe da areia solta e do vento, e apagadas antes de você sairComprar
- Barquinho de madeira ou de fibra naturalbarquinho de madeira crua ou de fibra natural, nas casas que usam, jamais de isopor nem de plásticoComprar
- Sabonetesabonete comum ou vegetal, costume antigo da festa do Rio Vermelho, sempre fora da caixa e do plásticoComprar
- Frutas variadasfrutas claras e doces como melão, uva branca e pera, cortadas e sem casca duraComprar
- Espumante / champanheespumante ou suco de uva branco, nas casas que usam, servido em taça ou cuia que volta com vocêComprar
- Água mineralágua limpa para acompanhar, e para você beber, porque praia desidrata rápidoComprar
- Alguidar (vasilha de barro)alguidar de barro cru, cuia de coco ou balaio de palha, no lugar de bandeja de plástico ou de louçaComprar
Ao tocar em Comprar, você será levado à loja que preferir: Mercado Livre ou Shopee.
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Como ofertar (passo a passo)
- Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme.
- Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor.
- Comece separando as duas coisas que muita gente mistura: escolher o presente é assunto do Orixá, e entregar na praia é assunto do lugar. Aqui o cuidado é com o lugar. Monte tudo em casa, já sem embalagem: tire as flores do papel, corte o arame, jogue fora a espuma verde do buquê, retire o sabonete da caixa e borrife o perfume nas pétalas em vez de levar o frasco. Prefira ir de manhã ou no fim da tarde, com luz boa e sol menos forte, de roupa clara, acompanhado, e leve uma sacola vazia para trazer de volta o que não é biodegradável. Verifique antes a tábua de maré do dia e as condições do mar. Ao chegar, pare na areia seca, olhe o mar, respire e peça licença em voz baixa, saudando Odoyá. Só então caminhe até a faixa de areia úmida. Assente ali o alguidar ou o balaio, disponha as flores em volta, ponha a canjica e as frutas, acenda a vela em base firme e protegida do vento e sirva o espumante na cuia, se for o costume da sua casa. Fale o que veio dizer com calma, agradecendo antes de pedir. Sobre a entrega na água, existem dois caminhos e vale conhecer os dois. Na entrega na areia você deixa a oferenda na faixa úmida e deixa o mar decidir a hora, o que é mais seguro e é o que a maioria das casas orienta para quem vai sozinho ou não sabe nadar. Na entrega na água você entra apenas até a altura do joelho ou da cintura, com o pé firme no fundo, de frente para as ondas, e solta as flores e o barquinho na crista de uma onda que já está indo embora, nunca virando as costas para o mar. O costume mais repetido por quem entrega na praia é aproveitar a maré vazante, quando a água está descendo, para que o mar leve o presente para longe em vez de devolvê-lo na areia. Isso é observação prática de pescador e de povo de santo, e não regra fechada de fundamento: há casas que não dão nenhuma importância à maré e há quem prefira a maré cheia. Depois da entrega, fique alguns minutos em silêncio, agradeça de novo, apague a vela, recolha vasilha, taça, sacola e restos de vela e vá embora com calma. Muitas casas orientam sair sem olhar para trás, e há quem volte no dia seguinte para limpar o trecho.
- Vá até o local de entrega (Na faixa de areia úmida da praia, aquela que a maré alcança, ou dentro da água rasa quando a casa orienta assim. O ponto mais indicado é praia limpa, de mar calmo, com acesso liberado e de preferência com guarda-vidas por perto. Evite pedra molhada, molhe, quebra-mar, píer, foz de rio, canal de esgoto, área de banhistas cheia e trecho de arrebentação forte. Quem vive longe do litoral costuma entregar em água salgada de estuário ou de mangue, e há casas que orientam a entrega no congá quando não há mar acessível.) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda.
- Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração.
- Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue.
- Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.
Onde e quando entregar
O local tradicional é Na faixa de areia úmida da praia, aquela que a maré alcança, ou dentro da água rasa quando a casa orienta assim. O ponto mais indicado é praia limpa, de mar calmo, com acesso liberado e de preferência com guarda-vidas por perto. Evite pedra molhada, molhe, quebra-mar, píer, foz de rio, canal de esgoto, área de banhistas cheia e trecho de arrebentação forte. Quem vive longe do litoral costuma entregar em água salgada de estuário ou de mangue, e há casas que orientam a entrega no congá quando não há mar acessível.. Costuma-se ofertar na O sábado é o dia da semana mais citado para Iemanjá na Umbanda. Nas datas anuais existe divergência regional documentada: 2 de fevereiro é a maior celebração, nascida em 1923 com os pescadores do Rio Vermelho em Salvador, o 31 de dezembro reúne multidões na virada do ano, o 15 de agosto é usado por parte da Umbanda carioca pelo sincretismo com Nossa Senhora da Glória, e em Belém, no Recife e em outras cidades a data é 8 de dezembro, junto de Nossa Senhora da Conceição. Nenhuma dessas datas anula as outras., dia regido por Iemanjá. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.
Atenção e cuidados
Segurança antes de tudo, porque mar não avisa. Não entre na água à noite, não entre depois de beber, não entre sozinho e não entre em praia com bandeira vermelha, arrebentação forte ou correnteza de retorno, aquele corredor de água que puxa para o fundo. Se a água chegar acima da cintura ou o pé perder o fundo, a entrega já saiu do que é razoável: volte para a areia e entregue de lá, que a tradição não pede que ninguém arrisque a vida. Vá acompanhado, avise alguém, prefira trecho com guarda-vidas e não leve criança para dentro da água por causa de oferenda. No dia 31 de dezembro e no 2 de fevereiro a praia fica cheia e há registro de afogamento todos os anos, então redobre a atenção. Sobre o que não se leva, a lista é objetiva e é onde a tradição e a lei ambiental dizem a mesma coisa: nada de isopor, plástico, vidro, garrafa, lata, sacola, papel celofane, purpurina, fita sintética, espuma floral, arame, flor artificial, pente, espelho, boneca, imagem de gesso, roupa, bijuteria e vela em copo descartável. Nada disso se desfaz na água, e peixe, ave marinha e tartaruga confundem esse material com comida. Vela em areia seca é outro ponto: além de apagar no vento e de virar entulho, o resto de parafina e o vidro quebrado ficam ali para machucar pé de banhista, então acenda em base firme, longe de gente, e apague antes de sair. Não faça fogueira, não enterre nada e não deixe alimento temperado ou salgado, que faz mal aos animais. Em praia de município com regra própria, em unidade de conservação e em área de desova de tartaruga existe fiscalização e há legislação que restringe o descarte na areia e no mar, então respeite a sinalização do local. E o cuidado mais honesto de todos: oferenda no mar é gesto de fé e de gratidão, não é garantia de resultado. Ninguém precisa pagar caro por isso, e quem cobra valor alto, promete milagre, fala em urgência ou diz que o pedido só funciona com um pacote caro de itens não está falando pela tradição. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: Varia bastante, e o próprio mar é lido de maneiras diferentes. A associação mais difundida no Brasil é com Iemanjá, mas parte das casas reconhece na água salgada também a presença de Olokun, o Orixá do fundo do mar na tradição iorubá, de Nanã na foz e no mangue, de Oxum no encontro do rio com o mar e do povo dos Marinheiros na beira da praia. O suporte da entrega também muda: há terreiros que usam alguidar de barro, outros que usam balaio de palha, outros que soltam as flores diretamente na onda e outros que fazem o barquinho de madeira crua enfeitado. Sobre recolher, existe divergência real: casas de forte consciência ambiental orientam voltar e recolher tudo o que não desmanchou, e há terreiros que consideram que o que foi entregue não se toca mais, caso em que a solução é levar só material orgânico desde o começo. Na festa do Rio Vermelho, o formato tradicional é outro: os presentes são reunidos em balaios na Casa de Iemanjá e levados ao alto mar por barcos de pescadores no fim da tarde, o que resolve de uma vez a questão de a oferenda voltar para a areia. E vale a diferença de vocabulário: no mar se fala em presente, em oferenda e em entrega, e não em despacho, que é o nome popular da oferenda deixada na rua ou na encruzilhada. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.
Perguntas frequentes
Para que serve a oferenda no mar?
O que levar na oferenda no mar?
Onde e quando entregar?
Como ofertar passo a passo?
Quais os cuidados?
O que levar de oferenda no mar?
O que não pode levar para a praia?
Pode acender vela na praia?
Qual o melhor dia para oferenda no mar?
Precisa entrar na água para entregar?
E se a oferenda voltar para a areia?
Oferenda no mar é poluição?
Preciso pertencer a um terreiro para entregar no mar?
Quanto custa uma oferenda no mar?
Qual a diferença entre entregar na areia e entregar na água?
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