Oferenda · Orixá

Oferenda de Oxumarê

A oferenda de Oxumarê é a entrega feita ao Orixá do arco-íris e da serpente, senhor do movimento e da renovação: leva-se batata-doce cozida, melão, banana, mel, fitas das sete cores e vela branca, entregues junto de água corrente ou em local aberto onde se veja o céu, para pedir a virada de um ciclo que precisa se fechar e recomeçar.

Oferenda: Oferenda de Oxumarê
Resposta rápida

A oferenda de Oxumarê é a entrega feita ao Orixá do arco-íris e da serpente, senhor do movimento e da renovação: leva-se batata-doce cozida, melão, banana, mel, fitas das sete cores e vela branca, entregues junto de água corrente ou em local aberto onde se veja o céu, para pedir a virada de um ciclo que precisa se fechar e recomeçar. Leva batata-doce, melão, banana e outros itens, e é entregue em margem de rio, de lago ou de cachoeira de acesso seguro, e também em campo aberto, em morro ou em jardim de onde se veja o céu, porque Oxumarê é a ponte entre a terra e o alto.

Conteúdo de fé e informativo: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme com o seu dirigente e respeite a natureza. Ver cuidados

Sobre a oferenda de oxumarê

Oferenda de Oxumarê é uma oferenda de renovação, movimento, virada de ciclo, riqueza que se renova e equilíbrio entre os opostos na Umbanda, na vibração de Oxumarê. A oferenda de Oxumarê é a entrega feita ao Orixá do arco-íris e da serpente, senhor do movimento e da renovação: leva-se batata-doce cozida, melão, banana, mel, fitas das sete cores e vela branca, entregues junto de água corrente ou em local aberto onde se veja o céu, para pedir a virada de um ciclo que precisa se fechar e recomeçar.

TipoOrixá
RegênciaOxumarê
Diaa terça-feira é o dia mais citado para Oxumarê na Umbanda, e o 24 de agosto, data de São Bartolomeu no sincretismo mais difundido, é a data em que muitas casas fazem a entrega anual

Pode ofertar mesmo sem ter uma casa

Não tem uma casa ou terreiro fixo? Pode ofertar com tranquilidade e respeito: toda oferenda aqui tem fundamento umbandista, e a espiritualidade atende quando o gesto é feito com fé, amor e axé.

O que levar

  • Batata-docea comida mais citada de Oxumarê, cozida sem sal e em número par, cortada em rodelas ou amassadaComprar
  • Melãoum melão cortado ao meio, ou em fatias, muito associado ao OrixáComprar
  • Bananabananas-da-terra ou banana-figo, fritas em azeite doce ou cruas, conforme o costume da casaComprar
  • Mel puroum fio de mel puro sobre a batata-doceComprar
  • Fitas coloridas (cores do arco-íris)sete fitas, uma de cada cor do arco-íris, amarradas juntasComprar
  • Vela branca (palito)duas velas brancas, ou velas das sete cores nas casas que usamComprar
  • Água mineralum copo de água limpa, para acompanhar a entregaComprar
  • Folha de bananeiraou um alguidar de barro, para assentar a oferendaComprar
  • Flores do campoum pequeno buquê colorido, opcional, nas casas que usam flores para OxumarêComprar

Ao tocar em Comprar, você será levado à loja que preferir: Mercado Livre ou Shopee.

Como afiliado, o Axé Umbanda pode receber comissão por compras qualificadas pelos links dos itens, sem custo extra para você.

Como ofertar (passo a passo)

  1. Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme.
  2. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor.
  3. Prepare a batata-doce em casa, cozida em água sem sal, e sirva ainda morna, amassada ou em rodelas, com um fio de mel por cima. Corte o melão e disponha as bananas ao lado, sobre a folha de bananeira limpa ou no alguidar de barro. Amarre as sete fitas coloridas num nó só, pedindo que cada cor traga o que ela representa na sua vida, e deixe as pontas soltas sobre a oferenda. Vá de manhã ou no fim da tarde, com luz boa, de roupa clara, e leve uma sacola vazia para o retorno. Chegando ao local, pare, respire e peça licença em voz baixa ao lugar antes de assentar qualquer coisa. Acenda as velas em base firme, protegidas do vento, longe de mato seco. Fale o que precisa mudar na sua vida com clareza, sem rodeio: Oxumarê é o Orixá do que se move, e a tradição entende que a ele se pede movimento, e não permanência. Fique alguns minutos em silêncio, agradeça e vá embora com calma. Muitas casas orientam voltar no dia seguinte para recolher a vasilha, as fitas e o que a natureza não absorveu.
  4. Vá até o local de entrega (em margem de rio, de lago ou de cachoeira de acesso seguro, e também em campo aberto, em morro ou em jardim de onde se veja o céu, porque Oxumarê é a ponte entre a terra e o alto) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda.
  5. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração.
  6. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue.
  7. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.

Onde e quando entregar

O local tradicional é em margem de rio, de lago ou de cachoeira de acesso seguro, e também em campo aberto, em morro ou em jardim de onde se veja o céu, porque Oxumarê é a ponte entre a terra e o alto. Costuma-se ofertar na a terça-feira é o dia mais citado para Oxumarê na Umbanda, e o 24 de agosto, data de São Bartolomeu no sincretismo mais difundido, é a data em que muitas casas fazem a entrega anual, dia regido por Oxumarê. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.

Atenção e cuidados

Beira de rio e de cachoeira é lugar bonito e é lugar de risco. Não desça barranco molhado, não entre na água, não vá sozinho e avise alguém para onde está indo. Atenção redobrada com fogo em época seca, porque vela mal firmada em capim vira incêndio. Não use vidro, plástico, isopor nem fita sintética que fique solta na natureza, e prefira fita de algodão. Recolha depois tudo o que não é biodegradável. Oferenda não substitui decisão: a virada de ciclo que se pede a Oxumarê continua exigindo escolha, conversa difícil e passo dado. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: O fundamento varia bastante e vale registrar. Oxumarê é um Orixá muito mais cultuado no Candomblé do que na Umbanda, e boa parte dos terreiros umbandistas não faz gira própria para ele, tratando a sua vibração dentro da linha de Oxalá, de Oxum ou das Sete Linhas, já que a tradição umbandista lê o arco-íris como origem das sete faixas vibratórias. Há casas que oferecem apenas batata-doce e água, outras que acrescentam o maracujá e o melão, e existe divergência sobre a bebida, com terreiros que não oferecem álcool nenhum e outros que servem um pouco de vinho branco. O sincretismo também varia: São Bartolomeu é o mais citado, e há regiões que associam Oxumarê a São João Batista. Pergunte sempre ao dirigente da sua casa qual é o fundamento de lá. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.

Perguntas frequentes

Para que serve a oferenda de oxumarê?
A oferenda de Oxumarê é a entrega feita ao Orixá do arco-íris e da serpente, senhor do movimento e da renovação: leva-se batata-doce cozida, melão, banana, mel, fitas das sete cores e vela branca, entregues junto de água corrente ou em local aberto onde se veja o céu, para pedir a virada de um ciclo que precisa se fechar e recomeçar. É uma oferenda de renovação, movimento, virada de ciclo, riqueza que se renova e equilíbrio entre os opostos, na vibração de Oxumarê.
O que levar na oferenda de oxumarê?
Tradicionalmente: batata-doce, melão, banana, mel puro, fitas coloridas (cores do arco-íris), vela branca (palito), água mineral, folha de bananeira, flores do campo. Use itens limpos e de boa qualidade, com fé.
Onde e quando entregar?
O local tradicional é em margem de rio, de lago ou de cachoeira de acesso seguro, e também em campo aberto, em morro ou em jardim de onde se veja o céu, porque Oxumarê é a ponte entre a terra e o alto. Costuma-se ofertar na a terça-feira é o dia mais citado para Oxumarê na Umbanda, e o 24 de agosto, data de São Bartolomeu no sincretismo mais difundido, é a data em que muitas casas fazem a entrega anual, dia regido por Oxumarê. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.
Como ofertar passo a passo?
Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor. Prepare a batata-doce em casa, cozida em água sem sal, e sirva ainda morna, amassada ou em rodelas, com um fio de mel por cima. Corte o melão e disponha as bananas ao lado, sobre a folha de bananeira limpa ou no alguidar de barro. Amarre as sete fitas coloridas num nó só, pedindo que cada cor traga o que ela representa na sua vida, e deixe as pontas soltas sobre a oferenda. Vá de manhã ou no fim da tarde, com luz boa, de roupa clara, e leve uma sacola vazia para o retorno. Chegando ao local, pare, respire e peça licença em voz baixa ao lugar antes de assentar qualquer coisa. Acenda as velas em base firme, protegidas do vento, longe de mato seco. Fale o que precisa mudar na sua vida com clareza, sem rodeio: Oxumarê é o Orixá do que se move, e a tradição entende que a ele se pede movimento, e não permanência. Fique alguns minutos em silêncio, agradeça e vá embora com calma. Muitas casas orientam voltar no dia seguinte para recolher a vasilha, as fitas e o que a natureza não absorveu. Vá até o local de entrega (em margem de rio, de lago ou de cachoeira de acesso seguro, e também em campo aberto, em morro ou em jardim de onde se veja o céu, porque Oxumarê é a ponte entre a terra e o alto) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.
Quais os cuidados?
Beira de rio e de cachoeira é lugar bonito e é lugar de risco. Não desça barranco molhado, não entre na água, não vá sozinho e avise alguém para onde está indo. Atenção redobrada com fogo em época seca, porque vela mal firmada em capim vira incêndio. Não use vidro, plástico, isopor nem fita sintética que fique solta na natureza, e prefira fita de algodão. Recolha depois tudo o que não é biodegradável. Oferenda não substitui decisão: a virada de ciclo que se pede a Oxumarê continua exigindo escolha, conversa difícil e passo dado. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: O fundamento varia bastante e vale registrar. Oxumarê é um Orixá muito mais cultuado no Candomblé do que na Umbanda, e boa parte dos terreiros umbandistas não faz gira própria para ele, tratando a sua vibração dentro da linha de Oxalá, de Oxum ou das Sete Linhas, já que a tradição umbandista lê o arco-íris como origem das sete faixas vibratórias. Há casas que oferecem apenas batata-doce e água, outras que acrescentam o maracujá e o melão, e existe divergência sobre a bebida, com terreiros que não oferecem álcool nenhum e outros que servem um pouco de vinho branco. O sincretismo também varia: São Bartolomeu é o mais citado, e há regiões que associam Oxumarê a São João Batista. Pergunte sempre ao dirigente da sua casa qual é o fundamento de lá. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.
Quem é Oxumarê na Umbanda?
Oxumarê é o Orixá do arco-íris e da serpente, senhor do movimento, da renovação e dos ciclos. O nome vem do iorubá e é traduzido como a serpente que se move no céu. A tradição conta que ele leva a água da terra de volta ao alto e traz do alto a renovação do axé, e por isso é entendido como ponte entre os dois planos. Na Umbanda, muitas casas ligam as sete cores do arco-íris às Sete Linhas.
O que se oferece para Oxumarê?
A batata-doce é a comida mais citada, cozida sem sal e servida com um fio de mel, seguida do melão, da banana e do maracujá nas casas que o usam. Somam-se fitas das sete cores, velas brancas ou coloridas, flores do campo e água limpa. A entrega é colorida, doce e sem violência, coerente com a natureza do Orixá.
Qual o dia de Oxumarê?
A terça-feira é o dia da semana mais citado, e o 24 de agosto é a data anual mais difundida, por conta do sincretismo com São Bartolomeu. Algumas regiões associam Oxumarê a São João Batista e trabalham outra data. Como quase tudo no assunto, isso varia de casa para casa e de nação para nação.
Onde entregar a oferenda de Oxumarê?
Os locais mais citados são a margem de rio, de lago ou de cachoeira, pela ligação com a água que sobe e desce, e o campo aberto ou o alto de um morro de onde se veja o céu, pela ligação com o arco-íris. Quem não tem como sair de casa pode fazer a entrega num jardim, num vaso grande de terra ou no congá da casa de santo, sempre com a orientação do dirigente.
Por que a batata-doce é a comida de Oxumarê?
A tradição conta, num dos itans mais repetidos sobre ele, que o menino Oxumarê sobreviveu plantando e comendo as próprias batatas, e desde então a batata-doce ficou como o alimento que o sustenta. É por isso que a comida aparece em quase toda oferenda a ele, cozida sem sal e servida com mel, e é por isso também que ele é lembrado como Orixá da riqueza que a pessoa constrói com as próprias mãos.
Para que se pede a Oxumarê?
Pede-se movimento e renovação: a virada de um ciclo que emperrou, o fim de uma fase que já deu o que tinha para dar, o reequilíbrio entre extremos e a riqueza que se renova em vez de estagnar. A tradição entende que a Oxumarê não se pede permanência, e sim mudança, porque ele é justamente a força do que não fica parado.
Oxumarê é homem ou mulher?
A tradição iorubá o descreve como um Orixá de dupla natureza, que reúne o princípio masculino e o feminino, e há itans que falam de períodos alternados em cada forma. Essa dualidade é justamente o que faz dele símbolo do equilíbrio entre os opostos, do mesmo modo que a serpente rasteja na terra e o arco-íris se ergue no céu. As casas explicam isso de maneiras diferentes, e o fundamento é da sua casa.
A Umbanda cultua Oxumarê?
Cultua, mas com muito menos frequência que o Candomblé. Boa parte dos terreiros de Umbanda não faz gira própria para Oxumarê e trabalha a vibração dele dentro de outras linhas, sobretudo porque a leitura umbandista associa as sete cores do arco-íris às Sete Linhas da Umbanda. Onde existe culto direto, ele costuma acontecer em casas de raiz mista ou com forte influência de nação.

Conheça outras oferendas

Conteúdo informativo e de fé. As oferendas têm uso espiritual e tradicional e variam de casa para casa. Não substituem a orientação do dirigente do seu terreiro; quando indicadas, devem ser confirmadas com o seu Pai ou Mãe de Santo. Respeite sempre a natureza e recolha o que ela não absorve.
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