Oferenda · Orixá

Oferenda para Obá

Oferenda à Orixá guerreira das águas doces revoltas, senhora da espada e do fogo do fogão, entregue com amalá de quiabo em alguidar de barro sobre folha de bananeira, para pedir coragem, justiça e a força de recomeçar depois de uma perda.

Oferenda: Oferenda para Obá
Resposta rápida

Oferenda à Orixá guerreira das águas doces revoltas, senhora da espada e do fogo do fogão, entregue com amalá de quiabo em alguidar de barro sobre folha de bananeira, para pedir coragem, justiça e a força de recomeçar depois de uma perda. Leva quiabo, camarão seco, azeite de dendê e outros itens, e é entregue Nas corredeiras, nas quebras fortes de água doce e ao pé de quedas d'água e cachoeiras, que são o domínio dela. Como o amalá é comida partilhada com Xangô, há casas que entregam em pedreira, na vibração dele..

Conteúdo de fé e informativo: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme com o seu dirigente e respeite a natureza. Ver cuidados

Sobre a oferenda para obá

Oferenda para Obá é uma oferenda de coragem, justiça, força feminina e superação de perdas na Umbanda, na vibração de Obá. Oferenda à Orixá guerreira das águas doces revoltas, senhora da espada e do fogo do fogão, entregue com amalá de quiabo em alguidar de barro sobre folha de bananeira, para pedir coragem, justiça e a força de recomeçar depois de uma perda.

TipoOrixá
RegênciaObá
Diaquarta-feira

Pode ofertar mesmo sem ter uma casa

Não tem uma casa ou terreiro fixo? Pode ofertar com tranquilidade e respeito: toda oferenda aqui tem fundamento umbandista, e a espiritualidade atende quando o gesto é feito com fé, amor e axé.

O que levar

  • Quiabocortado em rodelas finas, base do amaláComprar
  • Camarão secosocado em póComprar
  • Azeite de dendêum fio, para dar ligaComprar
  • Acaçá (massa de milho em folha de bananeira)para forrar o alguidar, opcionalComprar
  • Feijão-fradinhocozido, opcional, com camarão socadoComprar
  • Abóbora ou morangamoranga pequena, em algumas casas, recheadaComprar
  • Espumante / champanhea bebida mais citada como preferidaComprar
  • Flores vermelhas (cravos)cravos ou rosas vermelhasComprar
  • Vela vermelha (palito)uma, em local seguroComprar
  • Alguidar (vasilha de barro)de barro, nunca de plásticoComprar
  • Folha de bananeirapara forrar o chão do ponto de entregaComprar

Ao tocar em Comprar, você será levado à loja que preferir: Mercado Livre ou Shopee.

Como afiliado, o Axé Umbanda pode receber comissão por compras qualificadas pelos links dos itens, sem custo extra para você.

Como ofertar (passo a passo)

  1. Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme.
  2. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor.
  3. Prepare o amalá cortando o quiabo em rodelas finas, misturando o camarão seco socado, a cebola ralada, uma pitada de sal e o fio de dendê, sem cozinhar demais, porque o quiabo deve manter a textura. Forre o alguidar de barro com acaçá, se a sua casa usar, e arrume o amalá em cima. No ponto de entrega, estenda a folha de bananeira no chão e coloque o alguidar sobre ela, com as flores vermelhas ao lado, a taça de espumante e a vela em local seguro, longe de mato seco. Saudando Obá Xirê, apresente o pedido com clareza: coragem para enfrentar, justiça no que é justo, firmeza para recomeçar. Agradeça e vá embora sem olhar para trás, costume antigo que ensina a deixar o pedido entregue em vez de ficar vigiando.
  4. Vá até o local de entrega (Nas corredeiras, nas quebras fortes de água doce e ao pé de quedas d'água e cachoeiras, que são o domínio dela. Como o amalá é comida partilhada com Xangô, há casas que entregam em pedreira, na vibração dele.) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda.
  5. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração.
  6. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue.
  7. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.

Onde e quando entregar

O local tradicional é Nas corredeiras, nas quebras fortes de água doce e ao pé de quedas d'água e cachoeiras, que são o domínio dela. Como o amalá é comida partilhada com Xangô, há casas que entregam em pedreira, na vibração dele.. Costuma-se ofertar na quarta-feira, dia regido por Obá. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.

Atenção e cuidados

Obá é uma das Orixás menos cultuadas no Brasil e em muitas casas não é assentada nem recebida, sendo louvada junto de Xangô ou de Iansã. Por isso, oferenda a Obá pede orientação de pai ou mãe de santo, e as próprias fontes de tradição fazem essa ressalva em destaque. Use barro, folha e material biodegradável, e nunca deixe plástico, vidro, louça ou isopor na mata, no rio ou na encruzilhada. Não acenda vela em vegetação seca nem em dia de vento forte. Se puder, volte ao ponto no dia seguinte para recolher o que não se integra à natureza. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: As cores atribuídas a Obá variam bastante: marrom raiado, vermelho e amarelo em algumas casas, vermelho e branco com detalhes amarelos e armas de cobre em outras, e rosa em certas qualidades. O metal recorrente é o cobre. As listas de quizila também se contradizem entre si: há fontes que citam sopa, cogumelo e peixe de água doce, e outras que citam galinha branca e taioba. O que aparece de forma recorrente é a interdição relacional, e essa vale registrar: Obá e Oxum não ficam próximas no xirê, por causa do mito da orelha, e dançam o mais longe possível uma da outra. Quizila é fundamento de casa e de qualidade do Orixá, então confirme sempre com o seu dirigente. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.

Perguntas frequentes

Para que serve a oferenda para obá?
Oferenda à Orixá guerreira das águas doces revoltas, senhora da espada e do fogo do fogão, entregue com amalá de quiabo em alguidar de barro sobre folha de bananeira, para pedir coragem, justiça e a força de recomeçar depois de uma perda. É uma oferenda de coragem, justiça, força feminina e superação de perdas, na vibração de Obá.
O que levar na oferenda para obá?
Tradicionalmente: quiabo, camarão seco, azeite de dendê, acaçá (massa de milho em folha de bananeira), feijão-fradinho, abóbora ou moranga, espumante / champanhe, flores vermelhas (cravos), vela vermelha (palito), alguidar (vasilha de barro), folha de bananeira. Use itens limpos e de boa qualidade, com fé.
Onde e quando entregar?
O local tradicional é Nas corredeiras, nas quebras fortes de água doce e ao pé de quedas d'água e cachoeiras, que são o domínio dela. Como o amalá é comida partilhada com Xangô, há casas que entregam em pedreira, na vibração dele.. Costuma-se ofertar na quarta-feira, dia regido por Obá. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.
Como ofertar passo a passo?
Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor. Prepare o amalá cortando o quiabo em rodelas finas, misturando o camarão seco socado, a cebola ralada, uma pitada de sal e o fio de dendê, sem cozinhar demais, porque o quiabo deve manter a textura. Forre o alguidar de barro com acaçá, se a sua casa usar, e arrume o amalá em cima. No ponto de entrega, estenda a folha de bananeira no chão e coloque o alguidar sobre ela, com as flores vermelhas ao lado, a taça de espumante e a vela em local seguro, longe de mato seco. Saudando Obá Xirê, apresente o pedido com clareza: coragem para enfrentar, justiça no que é justo, firmeza para recomeçar. Agradeça e vá embora sem olhar para trás, costume antigo que ensina a deixar o pedido entregue em vez de ficar vigiando. Vá até o local de entrega (Nas corredeiras, nas quebras fortes de água doce e ao pé de quedas d'água e cachoeiras, que são o domínio dela. Como o amalá é comida partilhada com Xangô, há casas que entregam em pedreira, na vibração dele.) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.
Quais os cuidados?
Obá é uma das Orixás menos cultuadas no Brasil e em muitas casas não é assentada nem recebida, sendo louvada junto de Xangô ou de Iansã. Por isso, oferenda a Obá pede orientação de pai ou mãe de santo, e as próprias fontes de tradição fazem essa ressalva em destaque. Use barro, folha e material biodegradável, e nunca deixe plástico, vidro, louça ou isopor na mata, no rio ou na encruzilhada. Não acenda vela em vegetação seca nem em dia de vento forte. Se puder, volte ao ponto no dia seguinte para recolher o que não se integra à natureza. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: As cores atribuídas a Obá variam bastante: marrom raiado, vermelho e amarelo em algumas casas, vermelho e branco com detalhes amarelos e armas de cobre em outras, e rosa em certas qualidades. O metal recorrente é o cobre. As listas de quizila também se contradizem entre si: há fontes que citam sopa, cogumelo e peixe de água doce, e outras que citam galinha branca e taioba. O que aparece de forma recorrente é a interdição relacional, e essa vale registrar: Obá e Oxum não ficam próximas no xirê, por causa do mito da orelha, e dançam o mais longe possível uma da outra. Quizila é fundamento de casa e de qualidade do Orixá, então confirme sempre com o seu dirigente. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.
Quem é a Orixá Obá?
Obá é a Orixá guerreira das águas doces revoltas, das corredeiras, das quebras de água e das quedas d'água, rainha do rio Níger. Traz a espada, chamada ofange, e o escudo de cobre. Em várias versões da tradição é a primeira esposa de Xangô, e antes disso esteve ligada a Ogum. Um atributo pouco lembrado é o domínio da transformação do alimento cru em cozido, o que faz do fogo do fogão e da comida território dela.
Qual a comida de Obá?
O prato central é o amalá, feito de quiabo cortado, cebola ralada, camarão seco em pó, sal e dendê, servido em alguidar de barro forrado com acaçá. O amalá é comida partilhada por Xangô, Iansã, Obá e Ibeji. Também aparecem acarajé, abará, aberém e feijão fradinho, e há receitas de casa com moranga recheada de camarão fresco. A bebida mais citada é o espumante. Não confunda: xinxim de galinha é de Oxum e axoxô é de Oxóssi.
Qual a saudação e o dia de Obá?
A saudação é Obá Xirê, também escrita Obá Siré, glosada como rainha poderosa. O dia da semana mais citado é a quarta-feira, e a data festiva é 30 de maio, pelo sincretismo com Santa Joana d'Arc, embora em algumas regiões apareça Santa Catarina. Vale lembrar que o sincretismo foi estratégia de resistência para o culto sobreviver à repressão, e não equivalência entre as figuras.
Qual é o mito da orelha de Obá?
Na versão mais documentada, Obá, enciumada da preferência de Xangô por Oxum, pergunta a ela o segredo do prato. Oxum, que sempre cobria a cabeça com turbante, mente e diz que o segredo do amalá é acrescentar a própria orelha. Obá corta a orelha esquerda, mistura ao amalá e serve. Xangô descobre e a repudia. As duas fogem e se tornam rios paralelos, e onde as águas se encontram formam ondas fortes. Daí a interdição de aproximar Obá e Oxum no xirê. Há uma leitura minoritária em que ela corta a orelha por vontade própria, como prova de amor.
Onde entregar a oferenda de Obá?
No domínio dela: corredeiras, quebras fortes de água doce, quedas d'água, cachoeiras e margens de rio agitado. Como o amalá é partilhado com Xangô, algumas casas entregam em pedreira, na vibração dele. Em qualquer ponto, forre o chão com folha de bananeira, use barro e material biodegradável e não deixe nada de plástico, vidro ou louça na natureza.
Para que se pede a Obá?
Para coragem, justiça, superação e força feminina. Obá é a guerreira que venceu quase todos os Orixás em combate e foi derrotada apenas pelo amor, e por isso a tradição a invoca em causas jurídicas e trabalhistas, em disputas em que é preciso firmeza, e sobretudo por quem precisa se reerguer depois de uma perda ou de uma humilhação. Os filhos dela são descritos como leais, diretos e reservados.
O que não se oferece a Obá?
As listas divergem, e é honesto dizer isso. Algumas fontes citam sopa, cogumelo e peixe de água doce como quizila; outras citam galinha branca e taioba. O que aparece com constância é a interdição relacional de não juntar Obá e Oxum na mesma entrega ou na mesma roda. Como quizila é fundamento de casa e varia por qualidade do Orixá, não existe lista universal confiável, e a orientação do seu dirigente vem antes de qualquer lista de internet.
Por que Obá é tão pouco cultuada?
O culto a Obá é raro e disperso no Brasil. Em muitas casas ela não é assentada nem recebida, sendo louvada junto de Xangô ou de Iansã, e há regiões em que é lida como um Xangô feminino. Isso não diminui a Orixá, apenas explica por que há menos material e mais variação sobre ela. Se a sua casa cultua Obá, siga o fundamento de lá, que é o que vale.

Conheça outras oferendas

Conteúdo informativo e de fé. As oferendas têm uso espiritual e tradicional e variam de casa para casa. Não substituem a orientação do dirigente do seu terreiro; quando indicadas, devem ser confirmadas com o seu Pai ou Mãe de Santo. Respeite sempre a natureza e recolha o que ela não absorve.
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