Oferenda para Ewá
Oferenda para Ewá, a Orixá das águas paradas, da névoa e da vidência, arriada na margem de uma lagoa ou de um remanso limpo, em alguidar de barro com coco, feijões, batata-doce, milho e camarão, para pedir clareza no que ainda está encoberto, intuição afiada e proteção do que é puro e não deve ser exposto.

Oferenda para Ewá, a Orixá das águas paradas, da névoa e da vidência, arriada na margem de uma lagoa ou de um remanso limpo, em alguidar de barro com coco, feijões, batata-doce, milho e camarão, para pedir clareza no que ainda está encoberto, intuição afiada e proteção do que é puro e não deve ser exposto. Leva coco seco, feijão-fradinho, feijão preto e outros itens, e é entregue Na margem de água parada e limpa, que é o domínio mais citado dela: lagoas, lagos, remansos de rio, olhos de água e beiras tranquilas. Muitas casas preferem o começo da manhã, quando a neblina ainda está no chão, ou o fim da tarde de céu rosado, que a tradição chama de céu de Ewá. Mata virgem e mata fechada também são território dela, pelo fundamento do que é intocado. Em apartamento, arrume no congá ou num canto reservado e depois devolva flores e comida à terra de um vaso..
Conteúdo de fé e informativo: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme com o seu dirigente e respeite a natureza. Ver cuidados
Sobre a oferenda para ewá
Oferenda para Ewá é uma oferenda de vidência, intuição, clareza no que está encoberto e proteção do que é puro na Umbanda, na vibração de Ewá. Oferenda para Ewá, a Orixá das águas paradas, da névoa e da vidência, arriada na margem de uma lagoa ou de um remanso limpo, em alguidar de barro com coco, feijões, batata-doce, milho e camarão, para pedir clareza no que ainda está encoberto, intuição afiada e proteção do que é puro e não deve ser exposto.
Pode ofertar mesmo sem ter uma casa
Não tem uma casa ou terreiro fixo? Pode ofertar com tranquilidade e respeito: toda oferenda aqui tem fundamento umbandista, e a espiritualidade atende quando o gesto é feito com fé, amor e axé.
O que levar
- Coco secocozido e cortado em cubos, base do adimu mais citadoComprar
- Feijão-fradinhorefogado, em porção pequenaComprar
- Feijão pretorefogado, também em porção pequenaComprar
- Batata-docecozida e picada, e há casas que servem com mel e canelaComprar
- Milho vermelho (milho de galinha)milho de galinha cozido, sem salComprar
- Bananabanana-da-terra em cubos, que a tradição jeje registra frita no azeiteComprar
- Camarão secointeiro ou socado, por cimaComprar
- Arroz brancoarroz branco cozido sem sal, que aparece em parte das listas de comida delaComprar
- Ovos cozidosgema de ovo em algumas casas, e há registro de comida feita com ovo cruComprar
- Rosas brancasrosas brancas, e há casas que usam rosas vermelhas ou coralComprar
- Mel puroum pouco, opcional, sobre a batata-doceComprar
- Vela branca (palito)uma vela branca, a mais citada na entrega delaComprar
- Alguidar (vasilha de barro)de barro, para misturar o adimu, nunca de plásticoComprar
- Folha de bananeirapara forrar o chão do ponto de entregaComprar
- Água mineralum copo de água limpa ao ladoComprar
Ao tocar em Comprar, você será levado à loja que preferir: Mercado Livre ou Shopee.
Como afiliado, o Axé Umbanda pode receber comissão por compras qualificadas pelos links dos itens, sem custo extra para você.
Como ofertar (passo a passo)
- Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme.
- Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor.
- Prepare cada ingrediente separado e misture só no fim, que é o modo de fazer mais registrado para ela. Cozinhe o coco e corte em cubos, refogue o feijão-fradinho e o feijão preto, cozinhe e pique a batata-doce, cozinhe o milho sem sal, corte a banana-da-terra em cubos e deixe o camarão seco para pôr por cima. Junte tudo em porções pequenas dentro do alguidar de barro, sem enfeite e sem embalagem. No ponto de entrega, estenda a folha de bananeira na margem, apoie o alguidar sobre ela, ponha as rosas de um lado e o copo de água limpa do outro. Acenda a vela branca em lugar seguro, longe de mato seco, e salve Rirô Ewá, saudação que também se escreve Ri Rô Ewá. O pedido a ela se faz em voz baixa e com poucas palavras, porque é Orixá de mistério e de discrição: peça clareza no que está encoberto, paciência para esperar o tempo certo e olhos para ver o seu próprio caminho antes de decidir. Fique um instante em silêncio, agradeça e vá embora sem ficar vigiando a entrega.
- Vá até o local de entrega (Na margem de água parada e limpa, que é o domínio mais citado dela: lagoas, lagos, remansos de rio, olhos de água e beiras tranquilas. Muitas casas preferem o começo da manhã, quando a neblina ainda está no chão, ou o fim da tarde de céu rosado, que a tradição chama de céu de Ewá. Mata virgem e mata fechada também são território dela, pelo fundamento do que é intocado. Em apartamento, arrume no congá ou num canto reservado e depois devolva flores e comida à terra de um vaso.) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda.
- Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração.
- Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue.
- Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.
Onde e quando entregar
O local tradicional é Na margem de água parada e limpa, que é o domínio mais citado dela: lagoas, lagos, remansos de rio, olhos de água e beiras tranquilas. Muitas casas preferem o começo da manhã, quando a neblina ainda está no chão, ou o fim da tarde de céu rosado, que a tradição chama de céu de Ewá. Mata virgem e mata fechada também são território dela, pelo fundamento do que é intocado. Em apartamento, arrume no congá ou num canto reservado e depois devolva flores e comida à terra de um vaso.. Costuma-se ofertar na as fontes divergem: parte do material aponta a terça-feira e parte aponta o sábado. No calendário do ano, a data mais lembrada é 13 de dezembro, por causa do sincretismo com Santa Luzia, e aparecem também 5 de agosto em regiões que a ligam a Nossa Senhora das Neves, além de 16 de maio, 11 de julho e 7 de agosto em listas de terreiro, dia regido por Ewá. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.
Atenção e cuidados
Ewá é uma das Orixás menos cultuadas do Brasil, e isso pede humildade de quem oferta. Pierre Verger registrou que na Bahia ela era cultuada em apenas três casas antigas, por causa da complexidade do ritual, e as fontes de terreiro repetem que é comum alguém dizer que fez obrigação para Ewá quando na verdade fez o que se faz para Oxum ou para Iansã. Por isso, entrega a Ewá pede orientação de pai ou mãe de santo, e a maior parte das casas de Umbanda a louva sem assentar. A quizila mais firme e mais repetida é a galinha: galinha não entra na comida dela e, em muitas casas, não passa nem pela porta no dia do ritual. Cuidado com o lugar também: não jogue comida dentro da água, arrie na margem, em barro e folha, e não deixe plástico, vidro, isopor nem louça na natureza. Margem de lagoa é chão escorregadio, então vá de dia, acompanhado e em local permitido, e não acenda vela em vegetação seca nem em dia de vento forte. E vale a ressalva de sempre: oferenda não é orientação médica, não substitui médico nem a palavra do seu dirigente, não se promete resultado e ninguém precisa cobrar caro de você para levar um pedido a Orixá. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: Varia muito de casa para casa, e nesse caso a divergência aparece até nas fontes escritas. O dia da semana é citado como terça-feira em parte do material e como sábado em outra parte. As cores mais recorrentes são o vermelho vivo, o coral e o rosa, com casas que somam o amarelo, casas que usam o laranja como fusão dos dois e casas que lembram o branco, pela faixa branca do arco-íris que a tradição atribui a ela. O parentesco também muda: aparece como filha de Nanã e de Oxalufã, irmã de Oxumaré, de Omulu e de Ossaim, e há versões em que é irmã gêmea, porção feminina, esposa ou filha de Oxumaré, além de versões em que é esposa de Obaluaê. Sobre quizila, a galinha é ponto pacífico, e aparecem também aranha e teia de aranha em algumas listas, o que já não é consenso. Muitas casas registram que Ewá não sobe em cabeça de homem, sendo feita apenas em filhas mulheres, e isso também não é regra universal. Quem determina é o fundamento da sua casa, não a lista mais compartilhada da internet. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.
Perguntas frequentes
Para que serve a oferenda para ewá?
O que levar na oferenda para ewá?
Onde e quando entregar?
Como ofertar passo a passo?
Quais os cuidados?
Quem é a Orixá Ewá na Umbanda?
Qual a comida de Ewá?
Qual a saudação de Ewá?
Qual o dia de Ewá?
Onde entregar a oferenda de Ewá?
Por que Ewá não aceita galinha?
Qual é o itan de Ewá com a morte e com Ifá?
Ewá e Oxumaré são a mesma coisa?
Por que o culto a Ewá é tão raro no Brasil?
Como a Umbanda louva Ewá se não a assenta?
Pode fazer oferenda para Ewá em casa?
Para que se pede a Ewá?
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