Oferenda · Orixá

Oferenda para Ewá

Oferenda para Ewá, a Orixá das águas paradas, da névoa e da vidência, arriada na margem de uma lagoa ou de um remanso limpo, em alguidar de barro com coco, feijões, batata-doce, milho e camarão, para pedir clareza no que ainda está encoberto, intuição afiada e proteção do que é puro e não deve ser exposto.

Oferenda: Oferenda para Ewá
Resposta rápida

Oferenda para Ewá, a Orixá das águas paradas, da névoa e da vidência, arriada na margem de uma lagoa ou de um remanso limpo, em alguidar de barro com coco, feijões, batata-doce, milho e camarão, para pedir clareza no que ainda está encoberto, intuição afiada e proteção do que é puro e não deve ser exposto. Leva coco seco, feijão-fradinho, feijão preto e outros itens, e é entregue Na margem de água parada e limpa, que é o domínio mais citado dela: lagoas, lagos, remansos de rio, olhos de água e beiras tranquilas. Muitas casas preferem o começo da manhã, quando a neblina ainda está no chão, ou o fim da tarde de céu rosado, que a tradição chama de céu de Ewá. Mata virgem e mata fechada também são território dela, pelo fundamento do que é intocado. Em apartamento, arrume no congá ou num canto reservado e depois devolva flores e comida à terra de um vaso..

Conteúdo de fé e informativo: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme com o seu dirigente e respeite a natureza. Ver cuidados

Sobre a oferenda para ewá

Oferenda para Ewá é uma oferenda de vidência, intuição, clareza no que está encoberto e proteção do que é puro na Umbanda, na vibração de Ewá. Oferenda para Ewá, a Orixá das águas paradas, da névoa e da vidência, arriada na margem de uma lagoa ou de um remanso limpo, em alguidar de barro com coco, feijões, batata-doce, milho e camarão, para pedir clareza no que ainda está encoberto, intuição afiada e proteção do que é puro e não deve ser exposto.

TipoOrixá
RegênciaEwá
Diaas fontes divergem: parte do material aponta a terça-feira e parte aponta o sábado. No calendário do ano, a data mais lembrada é 13 de dezembro, por causa do sincretismo com Santa Luzia, e aparecem também 5 de agosto em regiões que a ligam a Nossa Senhora das Neves, além de 16 de maio, 11 de julho e 7 de agosto em listas de terreiro

Pode ofertar mesmo sem ter uma casa

Não tem uma casa ou terreiro fixo? Pode ofertar com tranquilidade e respeito: toda oferenda aqui tem fundamento umbandista, e a espiritualidade atende quando o gesto é feito com fé, amor e axé.

O que levar

  • Coco secocozido e cortado em cubos, base do adimu mais citadoComprar
  • Feijão-fradinhorefogado, em porção pequenaComprar
  • Feijão pretorefogado, também em porção pequenaComprar
  • Batata-docecozida e picada, e há casas que servem com mel e canelaComprar
  • Milho vermelho (milho de galinha)milho de galinha cozido, sem salComprar
  • Bananabanana-da-terra em cubos, que a tradição jeje registra frita no azeiteComprar
  • Camarão secointeiro ou socado, por cimaComprar
  • Arroz brancoarroz branco cozido sem sal, que aparece em parte das listas de comida delaComprar
  • Ovos cozidosgema de ovo em algumas casas, e há registro de comida feita com ovo cruComprar
  • Rosas brancasrosas brancas, e há casas que usam rosas vermelhas ou coralComprar
  • Mel puroum pouco, opcional, sobre a batata-doceComprar
  • Vela branca (palito)uma vela branca, a mais citada na entrega delaComprar
  • Alguidar (vasilha de barro)de barro, para misturar o adimu, nunca de plásticoComprar
  • Folha de bananeirapara forrar o chão do ponto de entregaComprar
  • Água mineralum copo de água limpa ao ladoComprar

Ao tocar em Comprar, você será levado à loja que preferir: Mercado Livre ou Shopee.

Como afiliado, o Axé Umbanda pode receber comissão por compras qualificadas pelos links dos itens, sem custo extra para você.

Como ofertar (passo a passo)

  1. Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme.
  2. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor.
  3. Prepare cada ingrediente separado e misture só no fim, que é o modo de fazer mais registrado para ela. Cozinhe o coco e corte em cubos, refogue o feijão-fradinho e o feijão preto, cozinhe e pique a batata-doce, cozinhe o milho sem sal, corte a banana-da-terra em cubos e deixe o camarão seco para pôr por cima. Junte tudo em porções pequenas dentro do alguidar de barro, sem enfeite e sem embalagem. No ponto de entrega, estenda a folha de bananeira na margem, apoie o alguidar sobre ela, ponha as rosas de um lado e o copo de água limpa do outro. Acenda a vela branca em lugar seguro, longe de mato seco, e salve Rirô Ewá, saudação que também se escreve Ri Rô Ewá. O pedido a ela se faz em voz baixa e com poucas palavras, porque é Orixá de mistério e de discrição: peça clareza no que está encoberto, paciência para esperar o tempo certo e olhos para ver o seu próprio caminho antes de decidir. Fique um instante em silêncio, agradeça e vá embora sem ficar vigiando a entrega.
  4. Vá até o local de entrega (Na margem de água parada e limpa, que é o domínio mais citado dela: lagoas, lagos, remansos de rio, olhos de água e beiras tranquilas. Muitas casas preferem o começo da manhã, quando a neblina ainda está no chão, ou o fim da tarde de céu rosado, que a tradição chama de céu de Ewá. Mata virgem e mata fechada também são território dela, pelo fundamento do que é intocado. Em apartamento, arrume no congá ou num canto reservado e depois devolva flores e comida à terra de um vaso.) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda.
  5. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração.
  6. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue.
  7. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.

Onde e quando entregar

O local tradicional é Na margem de água parada e limpa, que é o domínio mais citado dela: lagoas, lagos, remansos de rio, olhos de água e beiras tranquilas. Muitas casas preferem o começo da manhã, quando a neblina ainda está no chão, ou o fim da tarde de céu rosado, que a tradição chama de céu de Ewá. Mata virgem e mata fechada também são território dela, pelo fundamento do que é intocado. Em apartamento, arrume no congá ou num canto reservado e depois devolva flores e comida à terra de um vaso.. Costuma-se ofertar na as fontes divergem: parte do material aponta a terça-feira e parte aponta o sábado. No calendário do ano, a data mais lembrada é 13 de dezembro, por causa do sincretismo com Santa Luzia, e aparecem também 5 de agosto em regiões que a ligam a Nossa Senhora das Neves, além de 16 de maio, 11 de julho e 7 de agosto em listas de terreiro, dia regido por Ewá. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.

Atenção e cuidados

Ewá é uma das Orixás menos cultuadas do Brasil, e isso pede humildade de quem oferta. Pierre Verger registrou que na Bahia ela era cultuada em apenas três casas antigas, por causa da complexidade do ritual, e as fontes de terreiro repetem que é comum alguém dizer que fez obrigação para Ewá quando na verdade fez o que se faz para Oxum ou para Iansã. Por isso, entrega a Ewá pede orientação de pai ou mãe de santo, e a maior parte das casas de Umbanda a louva sem assentar. A quizila mais firme e mais repetida é a galinha: galinha não entra na comida dela e, em muitas casas, não passa nem pela porta no dia do ritual. Cuidado com o lugar também: não jogue comida dentro da água, arrie na margem, em barro e folha, e não deixe plástico, vidro, isopor nem louça na natureza. Margem de lagoa é chão escorregadio, então vá de dia, acompanhado e em local permitido, e não acenda vela em vegetação seca nem em dia de vento forte. E vale a ressalva de sempre: oferenda não é orientação médica, não substitui médico nem a palavra do seu dirigente, não se promete resultado e ninguém precisa cobrar caro de você para levar um pedido a Orixá. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: Varia muito de casa para casa, e nesse caso a divergência aparece até nas fontes escritas. O dia da semana é citado como terça-feira em parte do material e como sábado em outra parte. As cores mais recorrentes são o vermelho vivo, o coral e o rosa, com casas que somam o amarelo, casas que usam o laranja como fusão dos dois e casas que lembram o branco, pela faixa branca do arco-íris que a tradição atribui a ela. O parentesco também muda: aparece como filha de Nanã e de Oxalufã, irmã de Oxumaré, de Omulu e de Ossaim, e há versões em que é irmã gêmea, porção feminina, esposa ou filha de Oxumaré, além de versões em que é esposa de Obaluaê. Sobre quizila, a galinha é ponto pacífico, e aparecem também aranha e teia de aranha em algumas listas, o que já não é consenso. Muitas casas registram que Ewá não sobe em cabeça de homem, sendo feita apenas em filhas mulheres, e isso também não é regra universal. Quem determina é o fundamento da sua casa, não a lista mais compartilhada da internet. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.

Perguntas frequentes

Para que serve a oferenda para ewá?
Oferenda para Ewá, a Orixá das águas paradas, da névoa e da vidência, arriada na margem de uma lagoa ou de um remanso limpo, em alguidar de barro com coco, feijões, batata-doce, milho e camarão, para pedir clareza no que ainda está encoberto, intuição afiada e proteção do que é puro e não deve ser exposto. É uma oferenda de vidência, intuição, clareza no que está encoberto e proteção do que é puro, na vibração de Ewá.
O que levar na oferenda para ewá?
Tradicionalmente: coco seco, feijão-fradinho, feijão preto, batata-doce, milho vermelho (milho de galinha), banana, camarão seco, arroz branco, ovos cozidos, rosas brancas, mel puro, vela branca (palito), alguidar (vasilha de barro), folha de bananeira, água mineral. Use itens limpos e de boa qualidade, com fé.
Onde e quando entregar?
O local tradicional é Na margem de água parada e limpa, que é o domínio mais citado dela: lagoas, lagos, remansos de rio, olhos de água e beiras tranquilas. Muitas casas preferem o começo da manhã, quando a neblina ainda está no chão, ou o fim da tarde de céu rosado, que a tradição chama de céu de Ewá. Mata virgem e mata fechada também são território dela, pelo fundamento do que é intocado. Em apartamento, arrume no congá ou num canto reservado e depois devolva flores e comida à terra de um vaso.. Costuma-se ofertar na as fontes divergem: parte do material aponta a terça-feira e parte aponta o sábado. No calendário do ano, a data mais lembrada é 13 de dezembro, por causa do sincretismo com Santa Luzia, e aparecem também 5 de agosto em regiões que a ligam a Nossa Senhora das Neves, além de 16 de maio, 11 de julho e 7 de agosto em listas de terreiro, dia regido por Ewá. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.
Como ofertar passo a passo?
Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor. Prepare cada ingrediente separado e misture só no fim, que é o modo de fazer mais registrado para ela. Cozinhe o coco e corte em cubos, refogue o feijão-fradinho e o feijão preto, cozinhe e pique a batata-doce, cozinhe o milho sem sal, corte a banana-da-terra em cubos e deixe o camarão seco para pôr por cima. Junte tudo em porções pequenas dentro do alguidar de barro, sem enfeite e sem embalagem. No ponto de entrega, estenda a folha de bananeira na margem, apoie o alguidar sobre ela, ponha as rosas de um lado e o copo de água limpa do outro. Acenda a vela branca em lugar seguro, longe de mato seco, e salve Rirô Ewá, saudação que também se escreve Ri Rô Ewá. O pedido a ela se faz em voz baixa e com poucas palavras, porque é Orixá de mistério e de discrição: peça clareza no que está encoberto, paciência para esperar o tempo certo e olhos para ver o seu próprio caminho antes de decidir. Fique um instante em silêncio, agradeça e vá embora sem ficar vigiando a entrega. Vá até o local de entrega (Na margem de água parada e limpa, que é o domínio mais citado dela: lagoas, lagos, remansos de rio, olhos de água e beiras tranquilas. Muitas casas preferem o começo da manhã, quando a neblina ainda está no chão, ou o fim da tarde de céu rosado, que a tradição chama de céu de Ewá. Mata virgem e mata fechada também são território dela, pelo fundamento do que é intocado. Em apartamento, arrume no congá ou num canto reservado e depois devolva flores e comida à terra de um vaso.) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.
Quais os cuidados?
Ewá é uma das Orixás menos cultuadas do Brasil, e isso pede humildade de quem oferta. Pierre Verger registrou que na Bahia ela era cultuada em apenas três casas antigas, por causa da complexidade do ritual, e as fontes de terreiro repetem que é comum alguém dizer que fez obrigação para Ewá quando na verdade fez o que se faz para Oxum ou para Iansã. Por isso, entrega a Ewá pede orientação de pai ou mãe de santo, e a maior parte das casas de Umbanda a louva sem assentar. A quizila mais firme e mais repetida é a galinha: galinha não entra na comida dela e, em muitas casas, não passa nem pela porta no dia do ritual. Cuidado com o lugar também: não jogue comida dentro da água, arrie na margem, em barro e folha, e não deixe plástico, vidro, isopor nem louça na natureza. Margem de lagoa é chão escorregadio, então vá de dia, acompanhado e em local permitido, e não acenda vela em vegetação seca nem em dia de vento forte. E vale a ressalva de sempre: oferenda não é orientação médica, não substitui médico nem a palavra do seu dirigente, não se promete resultado e ninguém precisa cobrar caro de você para levar um pedido a Orixá. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: Varia muito de casa para casa, e nesse caso a divergência aparece até nas fontes escritas. O dia da semana é citado como terça-feira em parte do material e como sábado em outra parte. As cores mais recorrentes são o vermelho vivo, o coral e o rosa, com casas que somam o amarelo, casas que usam o laranja como fusão dos dois e casas que lembram o branco, pela faixa branca do arco-íris que a tradição atribui a ela. O parentesco também muda: aparece como filha de Nanã e de Oxalufã, irmã de Oxumaré, de Omulu e de Ossaim, e há versões em que é irmã gêmea, porção feminina, esposa ou filha de Oxumaré, além de versões em que é esposa de Obaluaê. Sobre quizila, a galinha é ponto pacífico, e aparecem também aranha e teia de aranha em algumas listas, o que já não é consenso. Muitas casas registram que Ewá não sobe em cabeça de homem, sendo feita apenas em filhas mulheres, e isso também não é regra universal. Quem determina é o fundamento da sua casa, não a lista mais compartilhada da internet. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.
Quem é a Orixá Ewá na Umbanda?
Ewá, também escrita Euá, Ewa, Yewá ou Iyewa, é a Orixá das águas paradas e da névoa, senhora da neblina, do orvalho, do céu rosado, das lagoas e das matas ainda não exploradas. A tradição a apresenta como divindade do rio Yewá, na Nigéria, e a descreve como virgem por escolha, protetora das virgens e de tudo o que é puro e intocado. O domínio mais lembrado dela é a vidência, o sexto sentido, a capacidade de ver o que ainda não se mostrou. Na Umbanda ela aparece como Orixá do mistério e da intuição, muitas vezes louvada junto de Oxumaré, de Nanã e de Omulu.
Qual a comida de Ewá?
O adimu mais documentado leva coco cozido em cubos, feijão-fradinho refogado, feijão preto refogado, batata-doce cozida e picada, milho cozido, banana-da-terra em cubos e camarão seco. Cada ingrediente se prepara separado e só depois tudo se mistura no alguidar de barro, com uma vela branca ao lado. Aparecem também arroz, mungunzá, gema de ovo e, em algumas casas, comida feita com ovo cru, além de batata-doce com mel e canela e da banana-da-terra frita no azeite, prato que a tradição jeje registra no Olubajé. Nada de galinha, que é a quizila dela.
Qual a saudação de Ewá?
A saudação mais usada é Rirô Ewá, que também se escreve Ri Rô Ewá, e há casas que dizem apenas Rirô. Ela se fala na abertura e no fecho do pedido, em voz baixa, porque o culto a Ewá é culto de mistério e de pouca palavra. Outras formas de chamá-la que aparecem na tradição são Ewá Fagemy, senhora do arco-íris, senhora do céu estrelado e dona dos horizontes. Saudar direito faz parte do respeito: nome certo, saudação certa e pedido curto.
Qual o dia de Ewá?
Aqui as fontes divergem, e é honesto dizer isso. Parte do material aponta a terça-feira e parte aponta o sábado como dia da semana dela. No calendário do ano, a data mais lembrada é 13 de dezembro, dia de Santa Luzia, pelo sincretismo com a padroeira dos olhos e da visão. Em algumas regiões da Bahia aparece Nossa Senhora das Neves, em 5 de agosto, e listas de terreiro citam ainda 16 de maio, 11 de julho e 7 de agosto. Confirme com o seu dirigente, porque nesse ponto não existe consenso.
Onde entregar a oferenda de Ewá?
No domínio dela, que é a água parada e limpa. Lagoas, lagos, remansos de rio, olhos de água e margens tranquilas são os pontos mais citados, e muita casa prefere o horário da neblina, de manhã cedo, ou o fim da tarde de céu rosado. Mata virgem e mata fechada também são território dela, pelo fundamento do que é intocado. Arrie sempre na margem, sobre folha de bananeira e em vasilha de barro, nunca jogando comida dentro da água, e leve de volta tudo o que não se decompõe.
Por que Ewá não aceita galinha?
Porque existe um itan que explica a interdição. Conta a tradição que Ewá lavou roupa no rio e estendeu os panos para secar, e uma galinha ciscou terra por cima de tudo, obrigando a Orixá a lavar de novo. Enraivecida, Ewá amaldiçoou a ave, disse que dali em diante ela ficaria com os pés espalmados e que nem a Orixá nem os filhos dela a comeriam. Desde então galinha não entra na comida de Ewá e, em muitas casas, não passa nem pela porta durante o ritual dela. Essa é a quizila mais firme e mais repetida nas fontes.
Qual é o itan de Ewá com a morte e com Ifá?
É a história mais contada sobre ela. Ewá estava à beira do rio com uma gamela cheia de roupa quando viu um homem correndo, esbaforido, fugindo de Ikú, a morte. Ela despejou a roupa no chão, emborcou a gamela sobre o homem e sentou-se em cima. Quando Ikú chegou perguntando, Ewá apontou rio abaixo e mandou a morte para o lado errado. O homem era Ifá, o dono de todos os oráculos, que em agradecimento lhe deu o dom da adivinhação. Daí vem a vidência de Ewá, e daí vem também o sincretismo com Santa Luzia, protetora dos olhos.
Ewá e Oxumaré são a mesma coisa?
Não são a mesma coisa, mas andam muito juntos, e as versões variam. A tradição os liga como irmãos, filhos de Nanã e de Oxalufã, e há fontes que falam em irmãos gêmeos, com Ewá herdando dele a natureza de serpente. Outro itan conta que Nanã queria casar a filha e Oxumaré a levou para o fim do arco-íris, onde ninguém mais sabia chegar, e por isso os dois são lidos como a energia do arco-íris, cabendo a ela a faixa branca. Existem ainda versões em que Ewá é a porção feminina, a esposa ou a filha de Oxumaré, e versões em que é esposa de Obaluaê. Nos terreiros ela costuma ser cultuada e dançada perto dele.
Por que o culto a Ewá é tão raro no Brasil?
Por causa da complexidade do rito e da perda de transmissão. Pierre Verger registrou que, na Bahia, Ewá era cultuada em apenas três casas antigas, porque as gerações mais novas não recolheram o conhecimento necessário para o ritual dela. As fontes de terreiro repetem esse alerta e vão além: é comum alguém dizer que fez obrigação para Ewá quando na verdade fez o que se faz para Oxum ou para Iansã, e o desconhecimento começa por coisas básicas como a roupa, as insígnias, os cânticos e as danças. Isso não diminui a Orixá, apenas explica por que há pouco material e tanta divergência.
Como a Umbanda louva Ewá se não a assenta?
A maioria das casas de Umbanda não assenta nem recebe Ewá, e mesmo assim a louva. Ela é saudada na abertura da gira junto dos outros Orixás, é lembrada na linha de Oxumaré, de Nanã e de Omulu, aparece em ponto cantado, em oração e em vela acesa no congá, e recebe oferenda simples de flor, água e comida arriada na natureza. A corrente da Umbanda Sagrada, popularizada por Rubens Saraceni, é uma das que a incluem explicitamente entre os Orixás cultuados. Louvar sem assentar não é devoção pela metade, é respeito ao limite do fundamento que a casa tem.
Pode fazer oferenda para Ewá em casa?
Pode, de forma simples. Um copo de água limpa, uma rosa branca, um pouco do adimu em vasilha de barro e uma vela branca em local seguro já formam uma entrega digna, feita no congá ou num canto reservado. Depois que a vela apagar, devolva a flor e a comida à terra de um vaso ou de um jardim, e não deixe alimento estragando em canto fechado. Para pedido maior, para assentamento ou para qualquer obrigação, procure o dirigente da sua casa, porque o rito de Ewá é dos mais delicados da tradição e não se improvisa.
Para que se pede a Ewá?
Para clareza, intuição e discernimento. A tradição a invoca quando a pessoa precisa ver o que está encoberto, decidir sem ter toda a informação, desenvolver a mediunidade de vidência, sustentar a escolha de não se envolver com quem não deve, ou proteger o que ainda é frágil e não deve ser exposto. Ela também é lembrada como quem limpa o ambiente e traz harmonia, alegria e beleza. O que não se pede a Ewá, nem a nenhum Orixá em casa séria, é prejuízo a alguém, quebra do livre-arbítrio ou vantagem sobre o segredo de outra pessoa.

Conheça outras oferendas

Conteúdo informativo e de fé. As oferendas têm uso espiritual e tradicional e variam de casa para casa. Não substituem a orientação do dirigente do seu terreiro; quando indicadas, devem ser confirmadas com o seu Pai ou Mãe de Santo. Respeite sempre a natureza e recolha o que ela não absorve.
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