Feijoada de Ogum
A feijoada de Ogum é a comida de santo mais conhecida do Orixá guerreiro no Brasil: feijão preto cozido, azeite de dendê e farofa, entregues em gratidão pela batalha vencida e em pedido de força para a que vem. É prato de terça-feira e, sobretudo, do dia 23 de abril, quando as casas celebram Ogum junto do São Jorge do sincretismo.

A feijoada de Ogum é a comida de santo mais conhecida do Orixá guerreiro no Brasil: feijão preto cozido, azeite de dendê e farofa, entregues em gratidão pela batalha vencida e em pedido de força para a que vem. É prato de terça-feira e, sobretudo, do dia 23 de abril, quando as casas celebram Ogum junto do São Jorge do sincretismo. Leva feijão preto, azeite de dendê, farinha de mandioca e outros itens, e é entregue no peji da casa, quando o rito é interno, ou em estrada, campo aberto e beira de linha de trem, sempre com o cuidado de não sujar o lugar.
Conteúdo de fé e informativo: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme com o seu dirigente e respeite a natureza. Ver cuidados
Sobre a feijoada de ogum
Feijoada de Ogum é uma oferenda de força, vitória e gratidão na Umbanda, na vibração de Ogum. A feijoada de Ogum é a comida de santo mais conhecida do Orixá guerreiro no Brasil: feijão preto cozido, azeite de dendê e farofa, entregues em gratidão pela batalha vencida e em pedido de força para a que vem. É prato de terça-feira e, sobretudo, do dia 23 de abril, quando as casas celebram Ogum junto do São Jorge do sincretismo.
Pode ofertar mesmo sem ter uma casa
Não tem uma casa ou terreiro fixo? Pode ofertar com tranquilidade e respeito: toda oferenda aqui tem fundamento umbandista, e a espiritualidade atende quando o gesto é feito com fé, amor e axé.
O que levar
- Feijão pretocozido apenas em água, sem tempero forte, quando a entrega é ao OrixáComprar
- Azeite de dendêazeite de dendê, regado por cima no fimComprar
- Farinha de mandiocafarofa seca ou de dendê, servida ao ladoComprar
- Cerveja pretaou cerveja clara, conforme o costume da casaComprar
- Vela vermelha (palito)vermelha ou branca, acesa em local seguroComprar
- Flores do campovermelhas, quando a casa usa flor para OgumComprar
- Alguidar (vasilha de barro)de barro, para assentar a comidaComprar
Ao tocar em Comprar, você será levado à loja que preferir: Mercado Livre ou Shopee.
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Como ofertar (passo a passo)
- Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme.
- Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor.
- O ponto de partida é a intenção, e nesse caso a intenção mais tradicional é agradecer. Feijoada de Ogum, nas casas mais antigas, é comida de agradecimento por vitória alcançada, e não moeda de troca por vitória prometida. Cozinhe o feijão preto em água limpa, em panela reservada para comida de santo, mexendo com colher de pau. Quando a comida vai para o assentamento do Orixá, muitas casas preparam o feijão puro, apenas cozido, e regam o azeite de dendê por cima no final, sem sal, sem alho e sem cebola. Quando a feijoada é a que vai para a mesa da comunidade depois do rito, aí sim ela é temperada e servida com carnes, arroz, couve e laranja, e vira festa. As duas coisas convivem no mesmo dia e não se confundem. Assente o feijão no alguidar de barro, faça a farofa ao lado, abra a cerveja e sirva um pouco numa vasilha própria, acenda a vela em local seguro e saúde: Ogunhê, meu pai. Fale o que você veio agradecer, com nome e com detalhe, porque agradecimento genérico é agradecimento pela metade. Depois do tempo que a casa determinar, recolha o que for descartável e devolva o alimento à terra, num vaso, num jardim ou no lugar que o dirigente indicar.
- Vá até o local de entrega (no peji da casa, quando o rito é interno, ou em estrada, campo aberto e beira de linha de trem, sempre com o cuidado de não sujar o lugar) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda.
- Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração.
- Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue.
- Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.
Onde e quando entregar
O local tradicional é no peji da casa, quando o rito é interno, ou em estrada, campo aberto e beira de linha de trem, sempre com o cuidado de não sujar o lugar. Costuma-se ofertar na terça-feira, e principalmente 23 de abril, dia de Ogum e de São Jorge, dia regido por Ogum. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.
Atenção e cuidados
Comida de santo pede panela, colher e vasilha reservadas para isso, e pede higiene comum de cozinha, porque alimento estragado não honra Orixá nenhum. Não entregue em local proibido, em unidade de conservação, em canteiro de rodovia movimentada nem em terreno de terceiros. Não deixe vela acesa em mato seco, em beira de estrada nem sem alguém por perto, e prefira a vela dentro de um copo ou acesa no peji da casa. Vidro, garrafa, plástico e papel voltam com você. E vale dizer o óbvio, porque nem sempre é dito: se a sua casa tem fundamento próprio para a comida de Ogum, o fundamento da sua casa vem antes de qualquer texto de internet. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: Varia bastante. Há casas de nação que servem a Ogum o inhame assado, a farofa de feijão fradinho e o cará, e que reservam a feijoada para a festa comunitária do dia 23 de abril. Há terreiros de Umbanda que fazem a feijoada como oferenda coletiva, cozinham em panela grande e depois repartem entre todos os presentes, entendendo a partilha como parte da entrega. Sobre a carne, o costume também muda de casa para casa, e há terreiros que não usam carne nenhuma na comida do assentamento. O sincretismo com São Jorge, o santo guerreiro, nasceu do tempo em que os africanos escravizados eram proibidos de cultuar seus Orixás e precisaram cobrir a devoção com a imagem católica mais próxima, e é por isso que a data de São Jorge se tornou também a data da feijoada de Ogum. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.
Perguntas frequentes
Para que serve a feijoada de ogum?
O que levar na feijoada de ogum?
Onde e quando entregar?
Como ofertar passo a passo?
Quais os cuidados?
O que é a feijoada de Ogum?
Qual feijão se usa na feijoada de Ogum?
A feijoada de Ogum leva carne?
Qual o dia certo para oferecer a feijoada de Ogum?
Onde entregar a feijoada de Ogum?
Por que Ogum é associado a São Jorge?
Posso comer a feijoada oferecida a Ogum?
Precisa ser de terreiro para oferecer a feijoada de Ogum?
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