Erva · Iansã/Oxum

Romã

A romã é a fruta de prosperidade mais popular do Brasil e uma das poucas plantas em que folha, casca e semente têm uso ritual distinto. A folha entra nos banhos de descarrego e de proteção, a casca é usada em defumação e em limpeza de ambiente, e as sementes guardadas na carteira viraram o gesto de fartura mais repetido em terreiro, em casa e na virada do ano.

Foto da erva Romã
Resposta rápida

Romã é uma erva morna da Umbanda, regida por Iansã/Oxum. A romã é a fruta de prosperidade mais popular do Brasil e uma das poucas plantas em que folha, casca e semente têm uso ritual distinto. A folha entra nos banhos de descarrego e de proteção, a casca é usada em defumação e em limpeza de ambiente, e as sementes guardadas na carteira viraram o gesto de fartura mais repetido em terreiro, em casa e na virada do ano. Costuma ser usada do pescoço para baixo. Atenção: Uso espiritual e tradicional. Nada aqui é orientação médica. A casca, a raiz e o caule da romã contêm alcaloides que, em quantidade, são tóxicos, e o chá caseiro feito com casca em concentração alta já provocou casos de intoxicação, com náusea, vômito, tontura e alterações visuais. O consumo interno deve ser evitado por conta própria, sobretudo por gestantes, lactantes, crianças, pessoas com doença hepática e quem usa medicação contínua, porque há interações relatadas. A fruta e as sementes, comidas como alimento, não têm esse problema. Para o banho, coe bem e faça um teste em pequena área da pele antes do primeiro uso, suspendendo se houver ardência ou vermelhidão. Banho de erva não vai na cabeça: banho de coroa se chama amaci e é conduzido pelo dirigente da casa.

Atenção e cuidados

Uso espiritual e tradicional. Nada aqui é orientação médica. A casca, a raiz e o caule da romã contêm alcaloides que, em quantidade, são tóxicos, e o chá caseiro feito com casca em concentração alta já provocou casos de intoxicação, com náusea, vômito, tontura e alterações visuais. O consumo interno deve ser evitado por conta própria, sobretudo por gestantes, lactantes, crianças, pessoas com doença hepática e quem usa medicação contínua, porque há interações relatadas. A fruta e as sementes, comidas como alimento, não têm esse problema. Para o banho, coe bem e faça um teste em pequena área da pele antes do primeiro uso, suspendendo se houver ardência ou vermelhidão. Banho de erva não vai na cabeça: banho de coroa se chama amaci e é conduzido pelo dirigente da casa.

Sobre a romã

Romã é uma erva morna da Umbanda, regida por Iansã/Oxum. A romã é a fruta de prosperidade mais popular do Brasil e uma das poucas plantas em que folha, casca e semente têm uso ritual distinto. A folha entra nos banhos de descarrego e de proteção, a casca é usada em defumação e em limpeza de ambiente, e as sementes guardadas na carteira viraram o gesto de fartura mais repetido em terreiro, em casa e na virada do ano.

RegênciaIansã/Oxum
ClasseErva morna
Parte usadafolhas
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Para que serve

A romã é a fruta de prosperidade mais popular do Brasil e uma das poucas plantas em que folha, casca e semente têm uso ritual distinto. A folha entra nos banhos de descarrego e de proteção, a casca é usada em defumação e em limpeza de ambiente, e as sementes guardadas na carteira viraram o gesto de fartura mais repetido em terreiro, em casa e na virada do ano. Na Umbanda, atua principalmente em:

  • Banho de proteção e de descarrego, com as folhas, do pescoço para baixo
  • Sementes guardadas na carteira para atrair fartura e prosperidade
  • Casca seca em defumação de limpeza e de abertura de comércio
  • Fruta inteira em oferendas de prosperidade e nas mesas de fim de ano
  • Banho de atração e de magnetismo pessoal, em preparo morno com pétalas e mel
  • Uso popular do chá da casca, fora do campo ritual

Modos de uso

Banho

Entra em banhos de equilíbrio, podendo ir à cabeça. Veja o passo a passo na nossa seção de Banhos.

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Chá / uso interno

O chá de Romã existe na tradição popular, mas pede cautela: evite em gestantes, crianças e por tempo prolongado, e só use com orientação. Na Umbanda, ela é mais aproveitada em banho, defumação e oferenda.

Defumação

Queime folhas secas (com carvão ou junto ao incenso) para limpar e elevar a vibração do ambiente.

No ambiente

Cultivada em vaso, principalmente na entrada, protege o lar e afasta energias densas.

Quando usar

Combina com a lua crescente (para atrair e fazer crescer) e a lua cheia (para equilíbrio e elevação). Faça com fé, pedindo licença ao guia e à própria erva. Por ser uma erva morna, equilibra a energia e costuma ser usada do pescoço para baixo, podendo ir à cabeça com orientação.

Perguntas frequentes

Romã é de qual Orixá?
Romã é uma erva regida por Iansã/Oxum. Na Umbanda é considerada uma erva morna.
Para que serve Romã na Umbanda?
A romã é a fruta de prosperidade mais popular do Brasil e uma das poucas plantas em que folha, casca e semente têm uso ritual distinto. A folha entra nos banhos de descarrego e de proteção, a casca é usada em defumação e em limpeza de ambiente, e as sementes guardadas na carteira viraram o gesto de fartura mais repetido em terreiro, em casa e na virada do ano. É usada principalmente em: banho de proteção e de descarrego, com as folhas, do pescoço para baixo, sementes guardadas na carteira para atrair fartura e prosperidade, casca seca em defumação de limpeza e de abertura de comércio, fruta inteira em oferendas de prosperidade e nas mesas de fim de ano, banho de atração e de magnetismo pessoal, em preparo morno com pétalas e mel, uso popular do chá da casca, fora do campo ritual.
Pode tomar chá de Romã?
O chá de Romã existe na tradição popular, mas pede cautela: evite em gestantes, crianças e por tempo prolongado, e só use com orientação. Na Umbanda, ela é mais aproveitada em banho, defumação e oferenda.
Romã é quente ou fria?
Romã é uma erva morna. Por ser uma erva morna, equilibra a energia e costuma ser usada do pescoço para baixo, podendo ir à cabeça com orientação.
Quais os cuidados ao usar Romã?
Uso espiritual e tradicional. Nada aqui é orientação médica. A casca, a raiz e o caule da romã contêm alcaloides que, em quantidade, são tóxicos, e o chá caseiro feito com casca em concentração alta já provocou casos de intoxicação, com náusea, vômito, tontura e alterações visuais. O consumo interno deve ser evitado por conta própria, sobretudo por gestantes, lactantes, crianças, pessoas com doença hepática e quem usa medicação contínua, porque há interações relatadas. A fruta e as sementes, comidas como alimento, não têm esse problema. Para o banho, coe bem e faça um teste em pequena área da pele antes do primeiro uso, suspendendo se houver ardência ou vermelhidão. Banho de erva não vai na cabeça: banho de coroa se chama amaci e é conduzido pelo dirigente da casa. Este conteúdo é informativo e de fé, não substitui orientação médica nem a do dirigente do seu terreiro.
Para que serve a romã na Umbanda?
Serve para atrair prosperidade e para proteger. A leitura tradicional parte da própria fruta: uma casca dura por fora, guardando dentro centenas de sementes vermelhas e organizadas, imagem direta de fartura protegida. Daí vêm os dois usos principais, o das sementes guardadas para o dinheiro não faltar e o das folhas em banho de limpeza e de resguardo. A casca seca ainda entra em defumação de abertura de comércio.
Romã é de qual Orixá?
As tradições divergem, e vale dizer isso com honestidade. As listas mais difundidas ligam a romãzeira a Iansã, cujas folhas entram em banhos de descarrego, e há um número grande de casas que associa a fruta a Oxum e à Pombagira, pelo vermelho, pela doçura e pelo campo do amor e da prosperidade. Também aparece citada para Xangô em algumas listas. Quem confirma o fundamento é a sua casa.
Quantas sementes de romã guardar na carteira?
Sete é o número mais citado no Brasil, e há quem use três. Não existe regra fechada, e a diferença de número é menos importante do que o gesto e a intenção. Separe as sementes de uma romã fresca, deixe secar por um ou dois dias sobre papel para não mofar, embrulhe em papel branco ou em saquinho de pano e guarde na carteira. Muita gente renova na virada do ano.
As sementes de romã podem mofar na carteira?
Podem, e é o erro mais comum. Semente guardada úmida escurece, mofa e melecã a carteira inteira em poucos dias. Deixe secar bem, espalhada sobre papel, em local arejado e à sombra, por um ou dois dias, antes de guardar. Troque assim que perceber cheiro, escurecimento ou umidade, e não guarde a semente solta junto de cédula e documento.
Como fazer banho de folha de romã?
Ferva cerca de dois litros de água, desligue o fogo e abafe um punhado pequeno de folhas por dez a quinze minutos. Coe muito bem, espere amornar e jogue do pescoço para baixo, depois do banho comum de higiene, dizendo o que você está limpando ou chamando. Não enxágue e deixe secar no corpo. Feito só com a folha, o banho é de limpeza e de proteção. Com pétalas de rosa e mel, muitas casas o usam como banho de atração.
Pode tomar chá de casca de romã?
O chá de casca é um dos remédios populares mais antigos do Brasil, usado para garganta inflamada, mas o consumo por conta própria é desaconselhado. A casca, a raiz e o caule contêm alcaloides tóxicos em quantidade, e há registros de intoxicação com preparos concentrados. Gestantes, lactantes, crianças e quem usa medicação contínua devem evitar. Se a intenção for medicinal, converse com um profissional de saúde.
O que fazer com a casca da romã depois?
Deixe secar ao sol ou à sombra, guarde num pote fechado e use em pequenas porções na defumação de limpeza e de abertura de caminho, sobre carvão em brasa. Há casas que também moem a casca seca e a usam em preparos de firmeza de comércio. O que não se faz é jogar casca úmida em vaso dentro de casa, porque mofa e atrai mosquito.
Por que a romã aparece tanto no fim de ano?
Porque o gesto virou tradição popular no Brasil inteiro, muito além do terreiro. Comer sete sementes na virada e guardar as sementes na carteira é costume repetido em famílias de todas as religiões, com raiz em simbolismos antigos de fartura ligados à fruta em várias culturas do Mediterrâneo e do Oriente. Na Umbanda, o costume foi absorvido e se soma às ervas de prosperidade usadas em janeiro.

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Conteúdo informativo e de fé. As ervas têm usos espirituais tradicionais e não substituem acompanhamento médico nem a orientação do dirigente do seu terreiro. Em caso de gravidez, crianças, animais ou problemas de saúde, redobre o cuidado e busque orientação.
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