Defumação de Mirra
Defumação de mirra, a resina amarronzada e avermelhada que sai do tronco da Commiphora myrrha, arbusto espinhoso das terras secas do nordeste da África e da Península Arábica. É uma fumaça amadeirada, densa e levemente amarga, bem diferente do olíbano, usada há milênios em rito religioso para elevar a espiritualidade, cortar energias pesadas e criar no ambiente uma atmosfera de prece. Nas casas de Umbanda ela entra nos defumadores clássicos ao lado do olíbano e do benjoim, e é muito procurada em momentos de luto, despedida e recolhimento.

Defumação de mirra, a resina amarronzada e avermelhada que sai do tronco da Commiphora myrrha, arbusto espinhoso das terras secas do nordeste da África e da Península Arábica. É uma fumaça amadeirada, densa e levemente amarga, bem diferente do olíbano, usada há milênios em rito religioso para elevar a espiritualidade, cortar energias pesadas e criar no ambiente uma atmosfera de prece. Nas casas de Umbanda ela entra nos defumadores clássicos ao lado do olíbano e do benjoim, e é muito procurada em momentos de luto, despedida e recolhimento. Defumação lustral (fumaça suave, que atrai e imanta). Queima-se mirra (resina), olíbano (resina), benjoim (resina) e outras ervas/resinas sobre o carvão em brasa, defumando do fundo do cômodo até a porta.
Sobre a defumação de mirra
Defumação de Mirra é uma defumação de elevação espiritual, corte de energias densas e apoio no luto e nas despedidas na Umbanda, na vibração de Oxalá. Defumação de mirra, a resina amarronzada e avermelhada que sai do tronco da Commiphora myrrha, arbusto espinhoso das terras secas do nordeste da África e da Península Arábica. É uma fumaça amadeirada, densa e levemente amarga, bem diferente do olíbano, usada há milênios em rito religioso para elevar a espiritualidade, cortar energias pesadas e criar no ambiente uma atmosfera de prece. Nas casas de Umbanda ela entra nos defumadores clássicos ao lado do olíbano e do benjoim, e é muito procurada em momentos de luto, despedida e recolhimento.
Ervas e resinas (o que usar)
- Mirra (resina)grãos ou lágrimas da resina, o carro-chefe da defumaçãoComprar
- Olíbano (resina)opcional, a dupla clássica, para abrir e elevar antes da mirra aprofundarComprar
- Benjoim (resina)opcional, para adoçar o ambiente depois do corteComprar
- Alecrimopcional, na primeira passada, para reforçar a limpezaComprar
- Rosa branca (pétalas)opcional, pétalas secas, muito usadas em defumação de luto e pazComprar
- Carvão para defumaçãocarvão vegetal ou pastilha própria para defumaçãoComprar
- Turíbulo / incensárioou pote de barro com areia ou sal grosso no fundoComprar
- Carvão e turíbulopara a brasaComprar
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Como defumar (passo a passo)
- Abra as janelas do ambiente e faça uma breve oração, concentrando-se na sua intenção e pedindo licença e proteção aos guias.
- Acenda o carvão próprio para defumação (numa peneira/colher de metal ou direto no turíbulo) e espere ficar em brasa, é a brasa que "puxa" e transmuta as energias.
- Coloque o turíbulo (incensário de cerâmica ou metal) num pegador seguro. Vá juntando as ervas e resinas aos poucos sobre a brasa, em número ímpar, agradecendo a cada uma pelo trabalho.
- Comece pela parte prática, que na tradição vem antes da parte espiritual: arrume a casa, tire o que está quebrado e parado e abra portas e janelas. Faça uma oração curta pedindo licença e proteção, com as suas palavras ou com o Pai Nosso e a Ave Maria, se a sua fé for essa; nas casas de Umbanda é comum firmar uma vela branca a Oxalá e ao anjo da guarda, em lugar alto e seguro, antes de acender o carvão. Ponha um dedo de areia ou de sal grosso no fundo do turíbulo ou do pote de barro, acenda o carvão com pinça e espere até ele ficar cinza-esbranquiçado, sem chama; resina jogada em carvão ainda em chama queima de uma vez, escurece e solta cheiro de queimado. Coloque poucos grãos de mirra por vez, dois ou três, e deixe derreter devagar. O sentido da fumaça acompanha a intenção do trabalho. Para limpar e cortar, caminhe do cômodo mais interno até a porta da rua, cruzando os cantos, atrás das portas e os batentes, pedindo que o pesado se retire, e deixe a fumaça sair pela porta aberta. Para imantar e elevar, refaça o caminho ao contrário, da porta da rua para dentro, agora chamando paz, proteção e serenidade, e termine no congá ou no ponto mais alto da casa, deixando a fumaça subir enquanto agradece. Muitas casas fazem a primeira volta com ervas quentes, como arruda ou alecrim, e reservam a mirra com o olíbano para a volta de dentro. Se estiver defumando uma pessoa, passe a fumaça do pescoço para baixo, em volta do corpo, sem nunca encostar a brasa na pele. No fim, deixe as cinzas esfriarem por completo e despache na terra do jardim ou conforme a orientação da sua casa. O melhor momento é de manhã cedo ou no fim da tarde, antes da oração, da meditação ou da gira, e uma vez por semana já cumpre o serviço; em caso de luto, muitas casas defumam no dia da despedida e repetem em silêncio nos dias seguintes, sem pressa.
- Comece pelo fundo da casa e caminhe defumando cômodo por cômodo, indo aos quatro cantos de cada um e terminando sempre na direção da porta de saída, para que o que sair, vá embora com a fumaça.
- Para defumar uma pessoa, passe a fumaça do pescoço para baixo (sem ir à cabeça/coroa), em volta do corpo, pedindo limpeza e proteção. Nunca encoste a brasa na pele.
- Ao terminar, agradeça, deixe o carvão se apagar com segurança e despache as cinzas frias (na terra ou no lixo, conforme o costume da sua casa).
Quando defumar
Costuma-se associar a sexta-feira, dia de Oxalá, dia de Oxalá. Para atrair e imantar, muitos preferem a lua crescente ou cheia. Defume com as janelas abertas e renove o ar depois.
Cuidados e contraindicações
Fumaça em ambiente fechado faz mal a quem tem problema respiratório, e isso precisa ser dito com honestidade: a queima de qualquer resina libera partículas finas e gases irritantes, e há alertas de entidades de química apontando que um único grama de incenso pode liberar bem mais material particulado do que um cigarro. Abra as janelas antes, durante e por pelo menos vinte minutos depois de defumar. Quem tem asma, bronquite, rinite ou DPOC deve sair do cômodo e só voltar com o ar renovado. Gestantes, bebês, crianças pequenas e idosos ficam fora da fumaça direta, porque as vias aéreas da criança ainda estão em formação e a gestante integra o grupo de risco para exposição a fumaça. Retire cães, gatos e sobretudo aves antes de começar, porque o pulmão das aves é extremamente sensível. Use pouca resina de cada vez: fumaça branca e fina é sinal de defumação bem feita, fumaça escura e cheiro de queimado é sinal de excesso. O turíbulo esquenta muito, então apoie sempre em base resistente ao calor, longe de cortina, papel, álcool e produto inflamável, e segure com pegador ou pano grosso. Nunca deixe a brasa acesa sozinha, nem perto de criança, nem de animal, e não jogue água em carvão quente. Defumação é ato de fé, de limpeza e de acolhimento, e não substitui médico, psicólogo, tratamento de luto nem a orientação do dirigente da sua casa. Se a dor da perda vier acompanhada de desânimo persistente, insônia e desesperança, procure ajuda profissional. A fumaça pode incomodar gestantes, bebês, idosos, asmáticos e pessoas com problemas respiratórios, defume com moderação, ventilando bem o ambiente. Cuidado com a brasa e o carvão acesos: use suporte seguro, longe de cortinas e de material inflamável, e nunca deixe sem vigilância. Retire crianças e animais do cômodo durante a defumação e só os traga de volta com o ar renovado. Observação: O fundamento varia de casa para casa e é bom saber disso antes de seguir qualquer receita fechada. As listas de incensos dos Orixás mais difundidas colocam a mirra entre as resinas de Oxalá, também chamado Obatalá ou Oxalufã, pela vibração de paz, fé e pureza, e há listas que a somam ao campo de Nanã, pela sabedoria e pela ancestralidade. Por outro lado, como a mirra carrega desde o Egito e desde a tradição cristã um forte uso funerário, algumas casas a aproximam do povo das almas e do campo de Omulu e Obaluaê em trabalhos de luto, passagem e desligamento. São leituras diferentes de terreiros diferentes, não uma verdade única, e listas de incenso por Orixá são convenção de casa, não dogma. Na prática mais comum, a mirra quase nunca é queimada sozinha: junta-se ao olíbano para aprofundar a elevação, ao benjoim para adoçar o ambiente depois do corte, ou a ervas quentes numa etapa anterior de descarrego. Quem define a mistura, o dia e a intenção é sempre o Pai ou a Mãe de Santo da sua casa. Conteúdo informativo e de fé: a composição e a forma de defumar variam de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.







