Banho para Depois da Gira
O banho para depois da gira é o banho de saída do trabalho: ervas mornas e frias abafadas na água, deixadas esfriar e jogadas do pescoço para baixo quando o médium ou o assistente chega em casa, para tirar o que ficou grudado no campo durante a gira, fechar o corpo que passou horas aberto e repor a energia que foi gasta. É o par do banho de antes da gira e faz o caminho inverso: onde o primeiro usa erva quente para abrir e firmar, este usa erva branda para acalmar, selar e devolver força.

O banho para depois da gira é o banho de saída do trabalho: ervas mornas e frias abafadas na água, deixadas esfriar e jogadas do pescoço para baixo quando o médium ou o assistente chega em casa, para tirar o que ficou grudado no campo durante a gira, fechar o corpo que passou horas aberto e repor a energia que foi gasta. É o par do banho de antes da gira e faz o caminho inverso: onde o primeiro usa erva quente para abrir e firmar, este usa erva branda para acalmar, selar e devolver força. Prepara-se com alecrim, alfazema (lavanda), rosa branca e outros itens, e toma-se do pescoço para baixo, com fé e intenção firme.
Conteúdo de fé e informativo: não substitui orientação médica nem a do seu dirigente. Em gravidez, crianças ou problemas de saúde, redobre o cuidado. Ver cuidados
Sobre o banho para depois da gira
Banho para Depois da Gira é um banho de descarrego na Umbanda, ligado à vibração de Geral. O banho para depois da gira é o banho de saída do trabalho: ervas mornas e frias abafadas na água, deixadas esfriar e jogadas do pescoço para baixo quando o médium ou o assistente chega em casa, para tirar o que ficou grudado no campo durante a gira, fechar o corpo que passou horas aberto e repor a energia que foi gasta. É o par do banho de antes da gira e faz o caminho inverso: onde o primeiro usa erva quente para abrir e firmar, este usa erva branda para acalmar, selar e devolver força.
Ingredientes
- Alecrim1 punhado de galhosComprar
- Alfazema (Lavanda)1 colher de flores secasComprar
- Rosa Brancapétalas de 1 rosaComprar
- Rosa Amarelapétalas de 1 rosa, opcionalComprar
- Colônia (Alevante)3 folhas rasgadas, opcionalComprar
- Erva-Cidreira1 punhado de folhas, opcionalComprar
- Macela (Marcela)1 colher de flores secas, opcionalComprar
- Sal grosso1 pitada, só se a gira foi muito pesadaComprar
- Panela para banhopara o preparoComprar
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Como preparar e tomar (passo a passo)
- Acenda uma vela branca e ofereça ao seu anjo da guarda, concentrando-se na sua intenção.
- Este banho se prepara pensando em quem chega cansado, por isso tudo nele é brando. Ferva cerca de um litro e meio de água e desligue o fogo. Coloque primeiro o alecrim, que é a erva morna equilibradora da receita, e abafe por uns dez minutos. Depois, com a água já fora do fogo e mais amena, junte as flores: pétalas de rosa branca, pétalas de rosa amarela e a alfazema. Flor não vai à fervura, porque o calor forte queima justamente a parte delicada da planta, que é o que interessa aqui. Quem tem colônia, erva-cidreira ou macela em casa pode acrescentar uma delas ou as três, que entram como calmantes e reequilibradoras do campo. Coe muito bem, deixe a água chegar à temperatura do corpo ou um pouco abaixo, e prepare em vasilha de vidro, de louça ou de ágata, evitando plástico. As ervas coadas voltam para a terra ou para um vaso, com respeito e agradecimento. A pitada de sal grosso da lista é a exceção: só entra quando a gira foi realmente pesada ou quando o dirigente determinou, porque o sal corta, e cortar duas vezes na mesma noite deixa a pessoa oca. Aqui a lógica do banho de antes da gira se inverte de propósito. Lá a arruda, o guiné e o alecrim entram quentes, porque a função é sacudir e firmar antes do trabalho. Depois da gira o campo já foi sacudido por horas, e repetir erva quente com água quente costuma deixar a cabeça latejando, o sono agitado e a pessoa irritada. Há casas que ensinam que nem os banhos de descarrego se tomam com água quente, e essa orientação vale em dobro para o pós-gira.
- Coe o banho retirando o excesso de folhas; deixe amornar até ficar agradável ao corpo.
- Tome primeiro o seu banho normal de higiene, de preferência com sabão neutro ou de coco.
- O preceito começa antes do banho. Ainda no terreiro, agradeça no congá pelos trabalhos, no cruzeiro pelas almas encaminhadas e por último na tronqueira pela proteção, invertendo a ordem da chegada. Tire a roupa de santo ali mesmo, guarde as guias enroladas em pano ou em saquinho próprio, e vá direto para casa, sem passar em bar, em pizzaria ou na casa de ninguém, porque roupa e guias saem imantadas do trabalho. Em casa, tome primeiro o banho de higiene, de preferência com sabão neutro. Depois jogue o banho de ervas devagar do pescoço para baixo, respirando fundo, agradecendo aos guias e pedindo que fique com você apenas o que é seu. Não enxague, não esfregue a toalha, seque só o excesso e vista roupa clara e limpa. Na cabeça não se joga: a coroa é a ligação da pessoa com o alto, e banho de coroa é amaci, fundamento de casa, feito somente com determinação do dirigente. Se você chegou e não tem erva nenhuma, um banho de água corrente já cumpre o essencial, e essa é a orientação mais repetida nas casas. Depois do banho, coma algo leve, beba água, evite tela, discussão e barulho, e durma. A tradição ensina que a gira termina no plano físico mas continua do outro lado, e que as entidades seguem usando o fluido vital do médium por mais algum tempo, às vezes até depois de ele adormecer. Daí a orientação comum de manter o preceito firme por mais oito a doze horas, sem bebida alcoólica, sem carne, sem sexo e sem cigarro. No dia seguinte a vida volta ao normal. E vale a honestidade de sempre: este é um cuidado espiritual, não é tratamento de saúde, não promete cura e não substitui médico. Cansaço leve depois da gira é comum, mas dor de cabeça forte, febre ou mal-estar que não passa se investiga com profissional de saúde. O preceito da sua casa vem antes de qualquer receita geral.
- Não se enxugue esfregando a toalha: retire só o excesso de água. Se puder, vista roupa branca e recolha-se por alguns minutos mentalizando o seu pedido.
- Ao final, recolha os restos das ervas e despache-os na natureza (rio, mar ou mata) ou em água corrente.
Quando tomar
Pode ser tomado em qualquer dia, conforme a sua necessidade. Para limpeza, muitos preferem a lua minguante. Evite as "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite).
Atenção e cuidados
O sal grosso descarrega muito: não use de forma intensiva e, depois, faça um banho de energização para repor as energias. Conteúdo informativo e espiritual: não substitui acompanhamento médico nem a orientação do seu dirigente. Banho ritualístico, quando indicado, deve ser confirmado com o seu Pai ou Mãe de Santo.







