Banho de Pipoca
Banho de pipoca de Obaluaê e Omulu, o mais conhecido dos banhos de cura da tradição afro-brasileira: o milho estourado no fogo, sem sal e sem tempero, é lido como a doença que vira flor e a pele que se renova, e a água em que ele descansa lava o que ficou grudado depois de um período de doença, de hospital, de luto ou de fase pesada.

Banho de pipoca de Obaluaê e Omulu, o mais conhecido dos banhos de cura da tradição afro-brasileira: o milho estourado no fogo, sem sal e sem tempero, é lido como a doença que vira flor e a pele que se renova, e a água em que ele descansa lava o que ficou grudado depois de um período de doença, de hospital, de luto ou de fase pesada. Prepara-se com milho de pipoca, azeite de oliva, água mineral e outros itens, e toma-se do pescoço para baixo, com fé e intenção firme.
Conteúdo de fé e informativo: não substitui orientação médica nem a do seu dirigente. Em gravidez, crianças ou problemas de saúde, redobre o cuidado. Ver cuidados
Sobre o banho de pipoca
Banho de Pipoca é um banho de descarrego na Umbanda, ligado à vibração de Omulu. Banho de pipoca de Obaluaê e Omulu, o mais conhecido dos banhos de cura da tradição afro-brasileira: o milho estourado no fogo, sem sal e sem tempero, é lido como a doença que vira flor e a pele que se renova, e a água em que ele descansa lava o que ficou grudado depois de um período de doença, de hospital, de luto ou de fase pesada.
Ingredientes
- Milho de pipocameia xícara de milho de pipoca, sem sal, sem manteiga e sem temperoComprar
- Azeite de olivao mínimo para estourar, ou faça na panela seca e sem óleo nenhumComprar
- Água mineral2 litros de água limpaComprar
- Rosa Brancapétalas de 1 rosa branca, opcional, para suavizar o fechoComprar
- Alfazema (Lavanda)1 punhado, opcional, na reposição do dia seguinteComprar
- Panela para banhopara o preparoComprar
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Como preparar e tomar (passo a passo)
- Acenda uma vela branca e ofereça ao seu anjo da guarda, concentrando-se na sua intenção.
- Estoure meia xícara de milho de pipoca numa panela limpa, com um fio de azeite de oliva ou na panela seca, sem sal, sem manteiga, sem açúcar e sem tempero nenhum. Pipoca de banho é pipoca de fundamento e não é lanche: qualquer tempero descaracteriza a entrega. Depois de estourar, escolha as flores mais brancas e mais abertas, que são as que a tradição aproveita, e reserve. Ferva cerca de dois litros de água, desligue o fogo e coloque a pipoca dentro, deixando descansar até a água chegar à temperatura morna ou fria. A água vai ficar levemente turva e é isso mesmo. Coe muito bem, porque casca de pipoca entope ralo e gruda no corpo, e reserve as flores coadas para devolver à terra depois. Quem quiser suavizar o fecho acrescenta pétalas de rosa branca na água já coada. Prepare tudo na hora, use vasilha limpa e não guarde o que sobrar de um dia para o outro. Existe uma variação muito antiga em que a pipoca não vai à água: a pessoa fica em pé, de roupa branca ou de sunga, e outra pessoa joga a pipoca estourada sobre ela, do alto da cabeça aos pés, num gesto que representa a limpeza da pele e a renovação. Essa forma é conduzida no terreiro, com fundamento, e não se improvisa em casa.
- Coe o banho retirando o excesso de folhas; deixe amornar até ficar agradável ao corpo.
- Tome primeiro o seu banho normal de higiene, de preferência com sabão neutro ou de coco.
- Tome primeiro o banho comum de higiene, com sabonete, e enxágue. Depois jogue a água com pipoca devagar, do pescoço para baixo, deixando escorrer sem enxaguar e sem esfregar a toalha. Enquanto a água desce, peça licença a Ossaim, dono das folhas e das ervas, e saúde Obaluaê com um Atotô, meu pai, pedindo saúde de corpo, saúde de cabeça e renovação do que ficou parado. Seque de leve, vista roupa clara e procure ficar em silêncio por alguns minutos. Este é banho de descarrego forte, e por isso não é de rotina: a orientação mais comum é no máximo uma vez por semana, e muita gente faz apenas quando sente necessidade real, depois de doença, de internação, de velório ou de um período em que tudo pesou. No mesmo dia ou no dia seguinte, faça um banho morno de reposição, de alecrim, de alfazema ou de rosas brancas, porque descarrego sem reposição deixa a pessoa leve e sem força. A segunda-feira é o dia que a maioria das casas de Umbanda consagra a Obaluaê, e é o mais escolhido para este banho. Banho de cabeça é outra coisa, entra em amaci e em obrigação, e só se faz com indicação do dirigente.
- Não se enxugue esfregando a toalha: retire só o excesso de água. Se puder, vista roupa branca e recolha-se por alguns minutos mentalizando o seu pedido.
- Ao final, recolha os restos das ervas e despache-os na natureza (rio, mar ou mata) ou em água corrente.
Quando tomar
Tradicionalmente associado a segunda-feira, dia de Omulu. Para limpeza, muitos preferem a lua minguante. Evite as "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite).
Atenção e cuidados
Este é um banho de energia forte: não é indicado para gestantes, crianças pequenas nem pessoas muito debilitadas, e não deve ser usado em excesso. Conteúdo informativo e espiritual: não substitui acompanhamento médico nem a orientação do seu dirigente. Banho ritualístico, quando indicado, deve ser confirmado com o seu Pai ou Mãe de Santo.







