Banho de Assa-Peixe
O banho de assa-peixe é um dos descarregos de mato mais antigos do Brasil, feito com a folha grande e áspera de uma planta que nasce sozinha em beira de estrada e em terreno abandonado. As listas de terreiro o colocam na faixa das ervas de limpeza ligadas a Omulu e a Nanã, e o banho serve para tirar peso de doença, de hospital, de velório e de fase muito arrastada, sempre do pescoço para baixo.

O banho de assa-peixe é um dos descarregos de mato mais antigos do Brasil, feito com a folha grande e áspera de uma planta que nasce sozinha em beira de estrada e em terreno abandonado. As listas de terreiro o colocam na faixa das ervas de limpeza ligadas a Omulu e a Nanã, e o banho serve para tirar peso de doença, de hospital, de velório e de fase muito arrastada, sempre do pescoço para baixo. Prepara-se com assa-peixe (folhas), alecrim, sal grosso e outros itens, e toma-se do pescoço para baixo, com fé e intenção firme.
Conteúdo de fé e informativo: não substitui orientação médica nem a do seu dirigente. Em gravidez, crianças ou problemas de saúde, redobre o cuidado. Ver cuidados
Sobre o banho de assa-peixe
Banho de Assa-Peixe é um banho de descarrego na Umbanda, ligado à vibração de Omulu. O banho de assa-peixe é um dos descarregos de mato mais antigos do Brasil, feito com a folha grande e áspera de uma planta que nasce sozinha em beira de estrada e em terreno abandonado. As listas de terreiro o colocam na faixa das ervas de limpeza ligadas a Omulu e a Nanã, e o banho serve para tirar peso de doença, de hospital, de velório e de fase muito arrastada, sempre do pescoço para baixo.
Ingredientes
- Assa-peixe (folhas)5 a 7 folhas frescas de tamanho médio, rasgadas com a mãoComprar
- Alecrim1 punhado pequeno, opcional, para repor o ânimo no fim do banhoComprar
- Sal grosso1 punhado, opcional, apenas quando a queixa é de ambiente muito carregadoComprar
- Água mineral2 litros de água limpaComprar
- Panela para banhopara o preparoComprar
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Como preparar e tomar (passo a passo)
- Acenda uma vela branca e ofereça ao seu anjo da guarda, concentrando-se na sua intenção.
- Peça licença à planta antes de colher, costume que os mais velhos não dispensam, e retire de cinco a sete folhas de tamanho médio. Prefira planta longe de beira de rodovia movimentada, de terreno que recebe veneno e de local com passagem de animais, pelo motivo mais simples do mundo: o que está na folha vai para a sua pele. Lave bem em água corrente. Rasgue as folhas com as mãos, sem faca, e ponha numa bacia. Ferva os dois litros de água, desligue o fogo e só então despeje sobre as folhas. Tampe e deixe abafar de dez a quinze minutos, até a água escurecer e ficar com aquele cheiro forte de mato. Coe muito bem, em peneira fina ou pano limpo, porque a folha do assa-peixe é aspérrima e a penugem dela irrita a pele de quem é sensível. Espere amornar. Quem quiser somar o alecrim junta o punhado no mesmo abafado, para o banho não terminar só no corte. O sal grosso entra apenas quando a casa indica ou quando a queixa é de ambiente muito pesado, e nesse caso vai dissolvido em pouca água, num enxágue rápido antes do banho de erva, nunca misturado na mesma bacia. Prepare em vasilha limpa de vidro, de ágata ou de barro, e devolva as folhas coadas à terra depois, num vaso ou ao pé de uma árvore, agradecendo.
- Coe o banho retirando o excesso de folhas; deixe amornar até ficar agradável ao corpo.
- Tome primeiro o seu banho normal de higiene, de preferência com sabão neutro ou de coco.
- Tome primeiro o banho comum de higiene, com sabonete, e enxágue, porque banho de erva não lava, trabalha. Depois derrame a água morna devagar, do pescoço para baixo, começando pela nuca e pelos ombros e deixando escorrer pelas costas, pelos braços, pelas mãos e pelos pés. Enquanto escorre, diga em voz baixa o que você está entregando: o cansaço, o medo, a notícia ruim, o que ficou do hospital. Não enxágue, não esfregue a toalha, seque batendo de leve ou deixe secar no corpo e vista roupa clara. A cabeça fica de fora. Na Umbanda o banho de coroa se chama amaci, tem rito próprio e é conduzido pelo dirigente da casa, e isso não muda por conta de erva nenhuma. Por ser banho de corte, o assa-peixe pede intervalo: uma vez, e a próxima só depois de alguns dias. E pede também o passo que quase todo mundo esquece, o de repor. No dia seguinte faça um banho morno de energização, com alecrim, manjericão, colônia ou pétalas de rosa branca, porque campo limpo e vazio fica exposto. Muitas casas indicam a segunda-feira para as limpezas ligadas a Omulu e às almas, e o costume mais repetido é tomar no fim da tarde ou à noite, sem compromisso depois.
- Não se enxugue esfregando a toalha: retire só o excesso de água. Se puder, vista roupa branca e recolha-se por alguns minutos mentalizando o seu pedido.
- Ao final, recolha os restos das ervas e despache-os na natureza (rio, mar ou mata) ou em água corrente.
Quando tomar
Tradicionalmente associado a segunda-feira, dia de Omulu. Para limpeza, muitos preferem a lua minguante. Evite as "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite).
Atenção e cuidados
Este é um banho de energia forte: não é indicado para gestantes, crianças pequenas nem pessoas muito debilitadas, e não deve ser usado em excesso. O sal grosso descarrega muito: não use de forma intensiva e, depois, faça um banho de energização para repor as energias. Conteúdo informativo e espiritual: não substitui acompanhamento médico nem a orientação do seu dirigente. Banho ritualístico, quando indicado, deve ser confirmado com o seu Pai ou Mãe de Santo.







