Sinais e Significados · Velas

Vela vermelha e branca

Força para lutar e paz para seguir

Vela vermelha e branca
Resposta rápida

A vela vermelha e branca é uma vela bicolor ligada, na maioria das casas de Umbanda, a Ogum e à abertura de caminhos. Ela junta a força e a coragem do vermelho com a paz e a pureza do branco, e é acesa para pedir vitória nas lutas, proteção e caminhos destravados. Algumas casas a usam também para Zé Pilintra ou para Xangô, e o costume muda de terreiro para terreiro.

O que a tradição diz

Na leitura mais conhecida das cores da Umbanda, o branco é de Oxalá e fala de pureza, paz e luz, enquanto o vermelho é lembrado como a cor da força e da coragem. Quando as duas aparecem na mesma vela, a ideia é de uma luta feita com o coração limpo: ir em frente com firmeza, mas sem perder a paz.

O uso mais citado é para Ogum, o Orixá guerreiro, senhor dos caminhos, das batalhas e da vitória. Em muitas casas de Umbanda, a linha de Ogum aparece com contas vermelhas, ou vermelhas e brancas. Por isso a vela bicolor costuma acompanhar pedidos de emprego, de solução para um problema travado e de coragem para enfrentar uma demanda.

O vermelho e o branco também são as cores de Zé Pilintra, o malandro mais conhecido dos terreiros. Ele é lembrado de terno branco, gravata ou lenço vermelho e chapéu com fita vermelha, e é procurado para abrir caminhos profissionais, resolver questões de dinheiro e dar discernimento. Há casas que firmam o Seu Zé com essa vela, sempre na linha e no dia que a casa ensina.

Em muitas casas de Candomblé e de algumas Umbandas, as contas de Xangô são vermelhas e brancas, e por isso a vela bicolor também pode aparecer em pedidos de justiça. Já em boa parte da Umbanda, Xangô recebe a vela marrom. É um bom exemplo de como a mesma combinação de cores pode ter dono diferente em cada casa.

Há ainda uma leitura popular que vê na vela vermelha e branca um equilíbrio entre ação e serenidade. Quem está em uma fase de briga, de disputa no trabalho ou de decisão difícil acende pedindo força para agir e calma para não se perder no caminho. É uma interpretação espalhada, não um fundamento comum a todas as casas.

O que se apresenta aqui é o costume mais difundido. Quem pode dizer para qual Orixá ou entidade a sua casa acende a vela vermelha e branca é o seu dirigente.

GrupoVelas
TemaForça para lutar e paz para seguir
LeituraTradicional

O que fazer

  1. Use para pedir abertura de caminhos, coragem para enfrentar uma luta, vitória em uma questão justa, proteção no trabalho ou para agradecer a Ogum por uma batalha vencida.
  2. Se quiser seguir o costume mais comum, acenda na terça-feira, dia dedicado a Ogum em muitas casas de Umbanda. Se a vela for para Zé Pilintra ou para Xangô, siga o dia que a sua casa ensina.
  3. Acenda com intenção clara e palavras simples. Peça o que é justo, sem desejar mal a ninguém: Ogum é lembrado como o guerreiro que vence demandas, não como quem ataca.
  4. Muita gente acompanha a vela com um copo de água ao lado e reza a oração de Ogum ou um Pai Nosso. Há quem coloque perto uma espada de São Jorge plantada em vaso, planta muito ligada a Ogum na tradição.
  5. Antes de acender, se sentir o corpo carregado, um banho de ervas de limpeza do pescoço para baixo ajuda a se preparar. Lavar a cabeça com ervas é amaci, e isso se faz com orientação da sua casa.
  6. Acenda em local seguro, sobre um pires ou prato de louça, longe de cortinas, papéis e tomadas, e nunca deixe a vela acesa sozinha na casa nem durante o sono.
  7. Firmeza de entidade, oferenda e trabalho de demanda pedem preparo. Se a intenção for além de uma vela de pedido, converse antes com o seu dirigente.

Atenção às causas naturais

Antes de tudo, observe o simples. A leitura das cores das velas é tradição, não dogma, e a vela vermelha e branca é uma das que mais mudam de dono de casa para casa. Ela firma a intenção e ajuda a manter o pensamento na coragem e na paz, mas não substitui o caminho prático: currículo enviado, conversa franca e boas decisões continuam sendo o chão de qualquer vitória. Também vale lembrar que velas bicolores costumam ter cera tingida em camadas, e por isso é comum que queimem de modo irregular, chorem mais de um lado ou mudem a chama quando passam de uma cor para a outra. Nada disso apaga a leitura de quem tem fé, mas é por aqui que se começa. Se faltar a vela bicolor, a branca serve para qualquer pedido feito com fé.

Perguntas frequentes

Para que serve a vela vermelha e branca?
Na Umbanda, a vela vermelha e branca serve para pedir abertura de caminhos, coragem, vitória em lutas justas e proteção. Na maioria das casas ela é ligada a Ogum, mas o uso exato muda de terreiro para terreiro.
A vela vermelha e branca é de qual Orixá?
O uso mais citado na Umbanda é para Ogum. Algumas casas usam a mesma combinação para Xangô, cujas contas são vermelhas e brancas em muitas tradições, e outras para Zé Pilintra. Confirme com o seu terreiro.
A vela vermelha e branca é de Zé Pilintra?
Pode ser. Vermelho e branco são as cores mais lembradas do Seu Zé, que aparece de terno branco com gravata ou lenço vermelho. Há casas que firmam Zé Pilintra com essa vela, e outras que usam vermelho, branco ou preto e branco.
Qual o significado de cada cor na vela bicolor?
O branco é lembrado como a cor de Oxalá, da paz, da pureza e da luz. O vermelho é a cor da força, da coragem e do movimento. Juntas, falam de lutar com firmeza sem perder a paz.
Qual o dia de acender a vela vermelha e branca?
Para Ogum, o costume mais citado é a terça-feira. Para Xangô, muitas casas usam a quarta-feira, e para Zé Pilintra o dia muda conforme a linha em que ele trabalha na casa. Siga a orientação do seu terreiro.
Qual a diferença entre vela vermelha e vela vermelha e branca?
A vela toda vermelha fala de força, paixão e luta, e é usada para Ogum, Iansã ou Pombagira conforme a casa. A bicolor junta a esse sentido a paz e a proteção do branco, e por isso costuma ser preferida para pedidos de caminho e de vitória com equilíbrio.
Posso acender vela vermelha e branca em casa?
Uma vela de pedido ou de agradecimento, com respeito e em local seguro, é costume em muitas famílias. Firmezas de entidade e trabalhos de demanda, porém, pedem orientação do seu dirigente.
A vela vermelha e branca chorou ou queimou torta. É sinal ruim?
Não necessariamente. Velas bicolores são feitas em camadas de cera tingida e costumam queimar de modo irregular. Antes de ler como sinal, olhe o vento, a qualidade da vela e a base onde ela está.
Vela vermelha e branca serve para arrumar emprego?
É um dos pedidos mais comuns, por causa de Ogum, senhor dos caminhos, e de Zé Pilintra, procurado para caminhos profissionais. A vela firma a intenção, e o resto vem do esforço: currículo, contatos e preparo continuam valendo.

Fonte: Umbanda, Maria Auxiliadora da Silva (texto de Adriano Pedrosa), Acervo MASP, De quem é a guia vermelha e preta?, Auditório Ibirapuera, Você sabe quem é Zé Pelintra?, Tribuna PR

Conteúdo informativo e de fé. A leitura de sinais varia de casa para casa e muitos deles também têm causas naturais. Não substitui a orientação do dirigente do seu terreiro nem o cuidado médico. Observe com equilíbrio.
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