Oferenda · Entidade

Oferenda para Maria Navalha

Oferenda para Maria Navalha, a Dona Navalha, nome adotado por muitos espíritos femininos que trabalham ora como Malandra, na linha de Zé Pilintra, ora como Pombagira, junto da falange de Maria Padilha. A navalha que dá nome a ela é o símbolo da malandragem e, na Umbanda, a lâmina que corta e separa o mal de dentro e de fora da gente. A mesa mais citada leva rosas vermelhas e brancas, cerveja branca gelada, um pouco de pinga com mel, petiscos da malandragem como a farofa de carne seca, uma cocada, perfume e velas brancas e vermelhas. Entrega na esquina, na encruzilhada ou no terreiro, sempre com a orientação do dirigente da sua casa.

Oferenda para Maria Navalha em alguidar de barro com rosas vermelhas e brancas, farofa de carne seca, cocada, copo de cerveja e velas brancas e vermelhas acesas numa esquina de paralelepípedos ao anoitecer
Resposta rápida

Oferenda para Maria Navalha, a Dona Navalha, nome adotado por muitos espíritos femininos que trabalham ora como Malandra, na linha de Zé Pilintra, ora como Pombagira, junto da falange de Maria Padilha. A navalha que dá nome a ela é o símbolo da malandragem e, na Umbanda, a lâmina que corta e separa o mal de dentro e de fora da gente. A mesa mais citada leva rosas vermelhas e brancas, cerveja branca gelada, um pouco de pinga com mel, petiscos da malandragem como a farofa de carne seca, uma cocada, perfume e velas brancas e vermelhas. Entrega na esquina, na encruzilhada ou no terreiro, sempre com a orientação do dirigente da sua casa. Leva alguidar (vasilha de barro), rosas vermelhas, rosas brancas e outros itens, e é entregue Numa esquina tranquila ou numa encruzilhada, os lugares mais citados para as oferendas dos Malandros, que também aparecem entregues em morros e ao pé de coqueiro. A Maria Navalha que vem como Pombagira segue o reino do seu complemento, como da Encruzilhada, da Calunga, da Praia ou do Cabaré. O caminho mais seguro, quando possível, é entregar no próprio terreiro, com licença do dirigente. Evite porta de bar, de casa noturna e de hospital e qualquer ponto que atrapalhe a passagem ou ponha você em risco à noite..

Conteúdo de fé e informativo: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme com o seu dirigente e respeite a natureza. Ver cuidados

Sobre a oferenda para maria navalha

Oferenda para Maria Navalha é uma oferenda de coragem, proteção, corte do que faz mal, força para largar vícios, amor sem submissão e abertura de caminhos na Umbanda, na vibração de Malandro. Oferenda para Maria Navalha, a Dona Navalha, nome adotado por muitos espíritos femininos que trabalham ora como Malandra, na linha de Zé Pilintra, ora como Pombagira, junto da falange de Maria Padilha. A navalha que dá nome a ela é o símbolo da malandragem e, na Umbanda, a lâmina que corta e separa o mal de dentro e de fora da gente. A mesa mais citada leva rosas vermelhas e brancas, cerveja branca gelada, um pouco de pinga com mel, petiscos da malandragem como a farofa de carne seca, uma cocada, perfume e velas brancas e vermelhas. Entrega na esquina, na encruzilhada ou no terreiro, sempre com a orientação do dirigente da sua casa.

TipoEntidade
RegênciaMalandro
Diasegunda feira, dia do povo da rua e o mais usado para a linha dos Malandros, com entrega ao cair da tarde ou à noite; muitas casas que a recebem como Pombagira preferem a sexta feira. Não há consenso sobre um dia de festa dela: em 2021 um vereador de Porto Alegre propôs o 30 de setembro como Dia da Pomba Gira Maria Navalha no calendário da cidade. Vale o dia da sua casa

Pode ofertar mesmo sem ter uma casa

Não tem uma casa ou terreiro fixo? Pode ofertar com tranquilidade e respeito: toda oferenda aqui tem fundamento umbandista, e a espiritualidade atende quando o gesto é feito com fé, amor e axé.

O que levar

  • Alguidar (vasilha de barro)um alguidar de barro, ou uma cesta de vime bem arrumada, como base da entregaComprar
  • Rosas vermelhasrosas vermelhas abertas e sem espinhos; para as entidades femininas da malandragem as fontes falam em rosas, e não em cravosComprar
  • Rosas brancasrosas brancas junto com as vermelhas, combinação registrada para as MalandrasComprar
  • Cerveja clara (branca)cerveja branca gelada, a bebida mais citada para Maria Navalha e para toda a linha das MalandrasComprar
  • Cachaça (marafo)opcional, um pouco de pinga pura ou com mel, registrada em casas que trabalham com a Maria Navalha do CaisComprar
  • Mel puroum fio de mel para a pinga ou sobre a cocada, para adoçar o pedidoComprar
  • Carne seca (charque)desfiada e refogada para uma farofa de carne seca, um dos petiscos mais lembrados na mesa dos MalandrosComprar
  • Farinha de mandiocapara a farofa, feita na manteiga, sem exagero de salComprar
  • Cocada caseirauma cocada caseira, doce citado entre as comidas da malandragemComprar
  • Abóbora ou morangaopcional, abóbora cozida em pedaços para acompanhar a carne seca, como fazem muitas casasComprar
  • Perfume / alfazemaum perfume de que você goste, borrifado sobre as rosasComprar
  • Cigarro de palhacigarro de palha ou de filtro vermelho, somente nas casas que oferecem fumo às MalandrasComprar
  • Vela branca (palito)velas brancas, a cor mais indicada para as velas das MalandrasComprar
  • Vela vermelha (palito)velas vermelhas junto com as brancas; onde ela vem como Pombagira, muitas casas usam vermelho e pretoComprar

Ao tocar em Comprar, você será levado à loja que preferir: Mercado Livre ou Shopee.

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Como ofertar (passo a passo)

  1. Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme.
  2. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor.
  3. Comece pela conversa com o dirigente da sua casa, porque Maria Navalha é nome adotado por muitos espíritos, e a sua casa sabe se ela vem como Malandra ou como Pombagira e com qual complemento. Confirmado o caminho, tome um banho de ervas do pescoço para baixo, nunca na cabeça, e vista roupa limpa. Prepare tudo em casa e sem pressa. Desfie e refogue a carne seca, faça uma farofa simples na manteiga e, se a casa usar, cozinhe a abóbora em pedaços. Forre o alguidar ou a cesta, ponha a farofa no centro, a cocada de um lado e a abóbora do outro, tire os espinhos das rosas e arrume as flores em volta, borrifando o perfume por cima. No ponto de entrega, peça licença ao Exu guardião do lugar antes de colocar qualquer coisa no chão. Assente a oferenda, abra a cerveja e sirva num copo ao lado, com a pinga e o mel se a sua casa usar. Firme as velas brancas e vermelhas em base segura e acenda; o cigarro entra só onde a casa oferece fumo. Saúde com Salve a Malandragem e Saravá, Dona Navalha, ou com Laroyê quando ela vem como Pombagira. Fale com ela de modo simples e direto, como ela fala: peça coragem, proteção, força para cortar o que faz mal ou um caminho aberto no amor sem submissão. Agradeça, vá embora sem olhar para trás e volte depois, de dia, para recolher garrafa, copo e o que não se desfaz.
  4. Vá até o local de entrega (Numa esquina tranquila ou numa encruzilhada, os lugares mais citados para as oferendas dos Malandros, que também aparecem entregues em morros e ao pé de coqueiro. A Maria Navalha que vem como Pombagira segue o reino do seu complemento, como da Encruzilhada, da Calunga, da Praia ou do Cabaré. O caminho mais seguro, quando possível, é entregar no próprio terreiro, com licença do dirigente. Evite porta de bar, de casa noturna e de hospital e qualquer ponto que atrapalhe a passagem ou ponha você em risco à noite.) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda.
  5. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração.
  6. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue.
  7. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.

Onde e quando entregar

O local tradicional é Numa esquina tranquila ou numa encruzilhada, os lugares mais citados para as oferendas dos Malandros, que também aparecem entregues em morros e ao pé de coqueiro. A Maria Navalha que vem como Pombagira segue o reino do seu complemento, como da Encruzilhada, da Calunga, da Praia ou do Cabaré. O caminho mais seguro, quando possível, é entregar no próprio terreiro, com licença do dirigente. Evite porta de bar, de casa noturna e de hospital e qualquer ponto que atrapalhe a passagem ou ponha você em risco à noite.. Costuma-se ofertar em segunda feira, dia do povo da rua e o mais usado para a linha dos Malandros, com entrega ao cair da tarde ou à noite; muitas casas que a recebem como Pombagira preferem a sexta feira. Não há consenso sobre um dia de festa dela: em 2021 um vereador de Porto Alegre propôs o 30 de setembro como Dia da Pomba Gira Maria Navalha no calendário da cidade. Vale o dia da sua casa, dia regido por Malandro. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.

Atenção e cuidados

A navalha de Maria Navalha não é arma de vingança. Na Umbanda ela é o símbolo de cortar e separar o mal, e as fontes sérias lembram que ela é procurada por quem precisa de coragem, limites e proteção, inclusive mulheres que saem de relações violentas. Por isso não se pede a ela para ferir, prender ou dominar a vontade de ninguém. Se você vive violência, a oferenda caminha junto com ajuda concreta: ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher, ou 190 em emergência. Quem pede força para largar um vício precisa saber que a oferenda é amparo espiritual e não substitui médico, psicólogo, CAPS nem grupo de apoio. A bebida é oferta para a entidade, e não para quem entrega; quem está em recuperação deve pedir à casa para trocar a cerveja e a pinga por água ou água de coco, que também aparece entre as bebidas das Malandras. Não deixe vidro, lata, plástico nem isopor na rua, e não acenda vela perto de mato seco ou onde passa gente. Desconfie de quem cobra caro, promete resultado garantido ou vende medo em nome dela. Oferendas da esquerda exigem respeito e responsabilidade: nunca para prejudicar alguém, e de preferência com a orientação de um dirigente. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: Maria Navalha é nome adotado por muitos espíritos femininos que trabalham de forma independente, e não uma mulher só com biografia fechada. Um texto clássico da linha dos Malandros, publicado em 2013, explica que ela pode vir como Malandra, com complementos como da Lapa, do Morro, da Ladeira, da Madrugada ou do Samba, ou como Pombagira, ligada à falange de Maria Padilha, com complementos como da Encruzilhada, da Calunga, da Praia ou do Cabaré. O mesmo texto pede para não confundir Maria Navalha com Maria Padilha da Navalha nem com Maria Padilha das Sete Navalhas, e lembra que algumas vertentes só a reconhecem como Malandra. As histórias contadas sobre ela também mudam: na versão mais difundida, foi uma menina abandonada que cresceu nas ruas e recebeu a navalha de Zé Pilintra para se defender, e em outra fugiu de casa ainda criança para escapar de um padrasto abusivo. São relatos da tradição oral, e não biografia comprovada. As cores variam: como Malandra usa roupas mais coloridas, com chapéu e lenço, e velas brancas e vermelhas; como Pombagira aparece de vermelho e preto, e há casas que somam o branco. Na mesa, umas casas preferem espumante, perfume e doces, como é costume das Pombagiras, e outras pedem cerveja, petiscos e sardinha frita, como é costume dos Malandros. Quem define é o fundamento da sua casa. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.

Perguntas frequentes

Para que serve a oferenda para maria navalha?
Oferenda para Maria Navalha, a Dona Navalha, nome adotado por muitos espíritos femininos que trabalham ora como Malandra, na linha de Zé Pilintra, ora como Pombagira, junto da falange de Maria Padilha. A navalha que dá nome a ela é o símbolo da malandragem e, na Umbanda, a lâmina que corta e separa o mal de dentro e de fora da gente. A mesa mais citada leva rosas vermelhas e brancas, cerveja branca gelada, um pouco de pinga com mel, petiscos da malandragem como a farofa de carne seca, uma cocada, perfume e velas brancas e vermelhas. Entrega na esquina, na encruzilhada ou no terreiro, sempre com a orientação do dirigente da sua casa. É uma oferenda de coragem, proteção, corte do que faz mal, força para largar vícios, amor sem submissão e abertura de caminhos, na vibração de Malandro.
O que levar na oferenda para maria navalha?
Tradicionalmente: alguidar (vasilha de barro), rosas vermelhas, rosas brancas, cerveja clara (branca), cachaça (marafo), mel puro, carne seca (charque), farinha de mandioca, cocada caseira, abóbora ou moranga, perfume / alfazema, cigarro de palha, vela branca (palito), vela vermelha (palito). Use itens limpos e de boa qualidade, com fé.
Onde e quando entregar?
O local tradicional é Numa esquina tranquila ou numa encruzilhada, os lugares mais citados para as oferendas dos Malandros, que também aparecem entregues em morros e ao pé de coqueiro. A Maria Navalha que vem como Pombagira segue o reino do seu complemento, como da Encruzilhada, da Calunga, da Praia ou do Cabaré. O caminho mais seguro, quando possível, é entregar no próprio terreiro, com licença do dirigente. Evite porta de bar, de casa noturna e de hospital e qualquer ponto que atrapalhe a passagem ou ponha você em risco à noite.. Costuma-se ofertar em segunda feira, dia do povo da rua e o mais usado para a linha dos Malandros, com entrega ao cair da tarde ou à noite; muitas casas que a recebem como Pombagira preferem a sexta feira. Não há consenso sobre um dia de festa dela: em 2021 um vereador de Porto Alegre propôs o 30 de setembro como Dia da Pomba Gira Maria Navalha no calendário da cidade. Vale o dia da sua casa, dia regido por Malandro. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.
Como ofertar passo a passo?
Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor. Comece pela conversa com o dirigente da sua casa, porque Maria Navalha é nome adotado por muitos espíritos, e a sua casa sabe se ela vem como Malandra ou como Pombagira e com qual complemento. Confirmado o caminho, tome um banho de ervas do pescoço para baixo, nunca na cabeça, e vista roupa limpa. Prepare tudo em casa e sem pressa. Desfie e refogue a carne seca, faça uma farofa simples na manteiga e, se a casa usar, cozinhe a abóbora em pedaços. Forre o alguidar ou a cesta, ponha a farofa no centro, a cocada de um lado e a abóbora do outro, tire os espinhos das rosas e arrume as flores em volta, borrifando o perfume por cima. No ponto de entrega, peça licença ao Exu guardião do lugar antes de colocar qualquer coisa no chão. Assente a oferenda, abra a cerveja e sirva num copo ao lado, com a pinga e o mel se a sua casa usar. Firme as velas brancas e vermelhas em base segura e acenda; o cigarro entra só onde a casa oferece fumo. Saúde com Salve a Malandragem e Saravá, Dona Navalha, ou com Laroyê quando ela vem como Pombagira. Fale com ela de modo simples e direto, como ela fala: peça coragem, proteção, força para cortar o que faz mal ou um caminho aberto no amor sem submissão. Agradeça, vá embora sem olhar para trás e volte depois, de dia, para recolher garrafa, copo e o que não se desfaz. Vá até o local de entrega (Numa esquina tranquila ou numa encruzilhada, os lugares mais citados para as oferendas dos Malandros, que também aparecem entregues em morros e ao pé de coqueiro. A Maria Navalha que vem como Pombagira segue o reino do seu complemento, como da Encruzilhada, da Calunga, da Praia ou do Cabaré. O caminho mais seguro, quando possível, é entregar no próprio terreiro, com licença do dirigente. Evite porta de bar, de casa noturna e de hospital e qualquer ponto que atrapalhe a passagem ou ponha você em risco à noite.) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.
Quais os cuidados?
A navalha de Maria Navalha não é arma de vingança. Na Umbanda ela é o símbolo de cortar e separar o mal, e as fontes sérias lembram que ela é procurada por quem precisa de coragem, limites e proteção, inclusive mulheres que saem de relações violentas. Por isso não se pede a ela para ferir, prender ou dominar a vontade de ninguém. Se você vive violência, a oferenda caminha junto com ajuda concreta: ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher, ou 190 em emergência. Quem pede força para largar um vício precisa saber que a oferenda é amparo espiritual e não substitui médico, psicólogo, CAPS nem grupo de apoio. A bebida é oferta para a entidade, e não para quem entrega; quem está em recuperação deve pedir à casa para trocar a cerveja e a pinga por água ou água de coco, que também aparece entre as bebidas das Malandras. Não deixe vidro, lata, plástico nem isopor na rua, e não acenda vela perto de mato seco ou onde passa gente. Desconfie de quem cobra caro, promete resultado garantido ou vende medo em nome dela. Oferendas da esquerda exigem respeito e responsabilidade: nunca para prejudicar alguém, e de preferência com a orientação de um dirigente. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: Maria Navalha é nome adotado por muitos espíritos femininos que trabalham de forma independente, e não uma mulher só com biografia fechada. Um texto clássico da linha dos Malandros, publicado em 2013, explica que ela pode vir como Malandra, com complementos como da Lapa, do Morro, da Ladeira, da Madrugada ou do Samba, ou como Pombagira, ligada à falange de Maria Padilha, com complementos como da Encruzilhada, da Calunga, da Praia ou do Cabaré. O mesmo texto pede para não confundir Maria Navalha com Maria Padilha da Navalha nem com Maria Padilha das Sete Navalhas, e lembra que algumas vertentes só a reconhecem como Malandra. As histórias contadas sobre ela também mudam: na versão mais difundida, foi uma menina abandonada que cresceu nas ruas e recebeu a navalha de Zé Pilintra para se defender, e em outra fugiu de casa ainda criança para escapar de um padrasto abusivo. São relatos da tradição oral, e não biografia comprovada. As cores variam: como Malandra usa roupas mais coloridas, com chapéu e lenço, e velas brancas e vermelhas; como Pombagira aparece de vermelho e preto, e há casas que somam o branco. Na mesa, umas casas preferem espumante, perfume e doces, como é costume das Pombagiras, e outras pedem cerveja, petiscos e sardinha frita, como é costume dos Malandros. Quem define é o fundamento da sua casa. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.
Quem é Maria Navalha na Umbanda?
É o nome adotado por muitos espíritos femininos que trabalham como Malandra, na linha de Zé Pilintra, ou como Pombagira, junto da falange de Maria Padilha. É lembrada pela coragem, pela fala direta e pela proteção a quem está vulnerável. A navalha é o símbolo da malandragem e da força de cortar o mal.
O que oferecer para Maria Navalha?
As fontes citam rosas vermelhas e brancas, cerveja branca gelada, pinga pura ou com mel, petiscos como a farofa de carne seca, cocada, perfume e velas brancas e vermelhas. Cigarro de palha ou de filtro vermelho entra só nas casas que oferecem fumo. Siga a orientação do seu dirigente.
Qual a bebida de Maria Navalha?
A cerveja branca gelada é a mais citada. Aparecem também pinga pura ou com mel, batidas, caipirinha e água de coco, e onde ela vem como Pombagira algumas casas servem espumante. A bebida é oferta para a entidade, e não para quem entrega.
Qual a cor da vela de Maria Navalha?
Para as Malandras, as velas brancas e brancas com vermelhas são as mais indicadas. Quando ela vem como Pombagira, muitas casas usam vermelho e preto. Pergunte na sua casa antes de comprar.
Qual o dia de Maria Navalha?
A segunda feira, dia do povo da rua, é a mais usada para a linha dos Malandros, e muitas casas que a recebem como Pombagira preferem a sexta feira. Não há consenso sobre um dia de festa: em Porto Alegre houve uma proposta de lei para marcar o 30 de setembro. Vale o calendário da sua casa.
Onde entregar a oferenda para Maria Navalha?
Numa esquina tranquila ou numa encruzilhada, que são os lugares mais citados para os Malandros, ou no próprio terreiro, com licença do dirigente, que é o caminho mais recomendado. Escolha um lugar limpo e seguro e nunca atrapalhe a passagem.
Maria Navalha é Pombagira ou Malandra?
Pode ser as duas coisas. Há Marias Navalhas que trabalham como Malandras, com chapéu, lenço e fala de malandragem, e há as que trabalham como Pombagiras, com ponto riscado de Pombagira. Algumas vertentes só a reconhecem como Malandra. Quem diz como ela vem é a sua casa.
Maria Navalha e Maria Padilha são a mesma entidade?
Não. São entidades diferentes, com histórias e atuação próprias. A Maria Navalha que vem como Pombagira trabalha junto da falange de Maria Padilha, sem rivalidade entre elas. Também não se deve confundir Maria Navalha com Maria Padilha das Sete Navalhas.
Para que pedir a Maria Navalha?
A tradição a procura por coragem, proteção, força para largar vícios e padrões que fazem mal, amor sem submissão, autoestima e abertura de caminhos. Peça de modo simples e direto. Para vício e saúde, a oferenda não substitui tratamento nem orientação médica.
Qual a saudação de Maria Navalha?
As mais ouvidas são Salve a Malandragem e Saravá, Dona Navalha. Quando ela vem como Pombagira, muitas casas saúdam com Laroyê. A forma muda de casa para casa.

Conheça outras oferendas

Conteúdo informativo e de fé. As oferendas têm uso espiritual e tradicional e variam de casa para casa. Não substituem a orientação do dirigente do seu terreiro; quando indicadas, devem ser confirmadas com o seu Pai ou Mãe de Santo. Respeite sempre a natureza e recolha o que ela não absorve.
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