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Oferenda para Boiadeiro Navizala

Oferenda para o Boiadeiro Navizala, o vaqueiro do sertão de Pernambuco que as casas lembram como direto, sincero e de bom coração, chamado para a cura, para abrir caminhos e para dar coragem. A mesa segue o que a tradição registra para ele e para a linha dos Boiadeiros: carne de sol desfiada com cebola e gengibre, farofa com banana, rapadura, milho, um pouco de vinho tinto numa cuia, velas marrons e brancas e flores do campo. Entrega em campo aberto ou no lugar que a sua casa indicar, sempre com a orientação do dirigente.

Oferenda para Boiadeiro Navizala em alguidar de barro forrado com folha de bananeira, com carne de sol desfiada, farofa com banana, rapadura, milho verde, cuia com vinho, flores do campo e velas marrons e brancas num pasto do sertão
Resposta rápida

Oferenda para o Boiadeiro Navizala, o vaqueiro do sertão de Pernambuco que as casas lembram como direto, sincero e de bom coração, chamado para a cura, para abrir caminhos e para dar coragem. A mesa segue o que a tradição registra para ele e para a linha dos Boiadeiros: carne de sol desfiada com cebola e gengibre, farofa com banana, rapadura, milho, um pouco de vinho tinto numa cuia, velas marrons e brancas e flores do campo. Entrega em campo aberto ou no lugar que a sua casa indicar, sempre com a orientação do dirigente. Leva alguidar (vasilha de barro), folha de bananeira, carne de sol e outros itens, e é entregue Em campo aberto, num pasto limpo, numa beira de estrada de terra tranquila ou ao pé de uma árvore do campo, lugares que lembram o caminho das boiadas. As fontes populares sobre a linha indicam pastagens e campos como o ponto de entrega dos Boiadeiros. Quem não tem acesso a um lugar assim pode entregar no congá do terreiro, com licença do dirigente, que é o caminho mais recomendado, ou montar num canto limpo de casa, sobre uma toalha branca ou marrom, devolvendo depois a comida à terra..

Conteúdo de fé e informativo: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme com o seu dirigente e respeite a natureza. Ver cuidados

Sobre a oferenda para boiadeiro navizala

Oferenda para Boiadeiro Navizala é uma oferenda de saúde e cura espiritual, abertura de caminhos, coragem, proteção em situação de perigo e ajuda em questões de justiça na Umbanda, na vibração de Boiadeiro. Oferenda para o Boiadeiro Navizala, o vaqueiro do sertão de Pernambuco que as casas lembram como direto, sincero e de bom coração, chamado para a cura, para abrir caminhos e para dar coragem. A mesa segue o que a tradição registra para ele e para a linha dos Boiadeiros: carne de sol desfiada com cebola e gengibre, farofa com banana, rapadura, milho, um pouco de vinho tinto numa cuia, velas marrons e brancas e flores do campo. Entrega em campo aberto ou no lugar que a sua casa indicar, sempre com a orientação do dirigente.

TipoEntidade
RegênciaBoiadeiro
Diaquinta feira, o dia mais citado para os Boiadeiros, ou segunda feira, que um pai de santo registra como outro dia em que Seu Navizala gosta de receber oferenda. As festas da linha costumam cair em 24 e 29 de junho, e se o seu terreiro faz a gira de Boiadeiro em outro dia, vale o calendário da sua casa

Pode ofertar mesmo sem ter uma casa

Não tem uma casa ou terreiro fixo? Pode ofertar com tranquilidade e respeito: toda oferenda aqui tem fundamento umbandista, e a espiritualidade atende quando o gesto é feito com fé, amor e axé.

O que levar

  • Alguidar (vasilha de barro)um alguidar de barro médio, ou uma gamela de madeira, como base da entregaComprar
  • Folha de bananeirafolhas de bananeira para forrar, que voltam para a terraComprar
  • Carne de soldessalgada, cozida e desfiada; um pai de santo do Rio de Janeiro registra a carne de sol desfiada como uma das oferendas de Seu NavizalaComprar
  • Cebola roxacebola, roxa ou branca, picada para temperar a carneComprar
  • Gengibre (raiz)um pedaço pequeno de gengibre ralado, o outro tempero citado para a carne de sol deleComprar
  • Farinha de mandiocapara uma farofa simples, feita na manteiga ou no azeite, sem sal em excessoComprar
  • Bananabananas em rodelas na farofa; a farofa com banana aparece na história de Navizala como a comida da infância no sertãoComprar
  • Rapaduraum pedaço de rapadura, o doce do sertanejo que a tradição diz que ele gostava de levar na bocaComprar
  • Milho verde (espiga)espigas de milho verde, presença comum na mesa dos BoiadeirosComprar
  • Vinho tintoum pouco de vinho tinto seco servido numa cuia ou coité; onde a casa prefere, troque por águaComprar
  • Flores do campoflores do campo, sem plástico nem celofane; a linha aceita todas as floresComprar
  • Vela marrom (palito)velas marrons, a cor da terra e do couro, a mais ligada aos BoiadeirosComprar
  • Vela branca (palito)velas brancas junto com as marrons; algumas casas usam também o verde e branco que Navizala veste na giraComprar
  • Charutoum charuto, opcional e somente nas casas que oferecem fumo aos Boiadeiros; há casas que preferem fumo de roloComprar
  • Água mineralum copo ou uma quartinha com água fresca, lembrança do cântaro do vaqueiroComprar

Ao tocar em Comprar, você será levado à loja que preferir: Mercado Livre ou Shopee.

Como afiliado, o Axé Umbanda pode receber comissão por compras qualificadas pelos links dos itens, sem custo extra para você.

Como ofertar (passo a passo)

  1. Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme.
  2. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor.
  3. Comece pela conversa com o dirigente da sua casa, porque Navizala é nome de falange e cada terreiro conhece o seu, com fundamento próprio. Confirmado o caminho, tome um banho de ervas, sempre do pescoço para baixo, nunca na cabeça, e vista roupa limpa e clara. Prepare tudo em casa e sem pressa. Dessalgue a carne de sol, cozinhe, desfie e refogue com a cebola e o gengibre ralado. Faça uma farofa simples com rodelas de banana. Forre o alguidar com a folha de bananeira, ponha a carne no centro, a farofa de um lado, o milho e a rapadura do outro. No ponto de entrega, peça licença ao lugar antes de colocar qualquer coisa no chão. Assente o alguidar, ponha a cuia com vinho e o copo de água na frente e as flores em volta. Firme as velas marrons e brancas em base segura e acenda; o charuto entra só se a sua casa usar. Saúde com Jetruá, Boiadeiro, ou com Xetro Marrumbaxetro, como se diz em muitas casas. Fale com Seu Navizala olhando para frente e sem rodeio, que é o jeito dele: peça saúde, um caminho aberto, coragem ou ajuda numa causa justa. Agradeça, fique um momento em silêncio, despeça-se com respeito e leve de volta sacola, garrafa e tudo o que não se desfaz na terra.
  4. Vá até o local de entrega (Em campo aberto, num pasto limpo, numa beira de estrada de terra tranquila ou ao pé de uma árvore do campo, lugares que lembram o caminho das boiadas. As fontes populares sobre a linha indicam pastagens e campos como o ponto de entrega dos Boiadeiros. Quem não tem acesso a um lugar assim pode entregar no congá do terreiro, com licença do dirigente, que é o caminho mais recomendado, ou montar num canto limpo de casa, sobre uma toalha branca ou marrom, devolvendo depois a comida à terra.) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda.
  5. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração.
  6. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue.
  7. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.

Onde e quando entregar

O local tradicional é Em campo aberto, num pasto limpo, numa beira de estrada de terra tranquila ou ao pé de uma árvore do campo, lugares que lembram o caminho das boiadas. As fontes populares sobre a linha indicam pastagens e campos como o ponto de entrega dos Boiadeiros. Quem não tem acesso a um lugar assim pode entregar no congá do terreiro, com licença do dirigente, que é o caminho mais recomendado, ou montar num canto limpo de casa, sobre uma toalha branca ou marrom, devolvendo depois a comida à terra.. Costuma-se ofertar em quinta feira, o dia mais citado para os Boiadeiros, ou segunda feira, que um pai de santo registra como outro dia em que Seu Navizala gosta de receber oferenda. As festas da linha costumam cair em 24 e 29 de junho, e se o seu terreiro faz a gira de Boiadeiro em outro dia, vale o calendário da sua casa, dia regido por Boiadeiro. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.

Atenção e cuidados

Navizala é lembrado como o Boiadeiro da sinceridade, e a oferenda dele pede o mesmo: pedido claro, sem enfeite e sem desejar mal a ninguém. Não deixe plástico, vidro, isopor nem papel alumínio no campo; prefira barro, cuia, madeira e folhas. Vela no pasto só em chão limpo, longe de capim seco, e acompanhada até a chama ficar segura; em tempo de seca ou de vento, acenda as velas em casa diante de um copo de água e leve ao campo só a comida e as flores. Respeite cerca, porteira e propriedade alheia, e nunca deixe comida onde o gado ou os animais domésticos possam se machucar com embalagem. Quem procura Navizala pela saúde precisa lembrar que a oferenda é amparo espiritual e não substitui médico, exame nem tratamento. Se a questão é de justiça dos homens, ela caminha junto com advogado e com os seus direitos. O vinho é oferta e não bebida de quem entrega. Desconfie de quem cobra caro ou promete cura garantida em nome do Boiadeiro. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: Navizala é nome de falange, e não de um espírito só, por isso cada casa tem o seu. A história mais contada, registrada por um centro umbandista em 2013, fala de um vaqueiro do sertão de Pernambuco no século XVIII, filho de uma benzedeira chamada Dona Cecília, que aprendeu com ela o nome das ervas, ajudava os doentes por onde levava as boiadas e gostava de rapadura e de banho de açude. É relato de tradição oral, e não fato histórico comprovado. Também circula na internet a explicação de que o nome viria de uma fazenda chamada pelos africanos de origem bantu com uma palavra ligada a senhor e amar, sem fonte documental. A cor varia: muitas casas usam o marrom e branco da linha dos Boiadeiros, e há quem descreva Navizala com faixa verde e branca no peito. A linha é lida na vibração de Oxóssi, com Iansã conduzindo os eguns, e há casas que a colocam na sustentação de Ogum. Na mesa, umas preferem carne de sol, outras carne com feijão tropeiro, abóbora ou só frutas do sertão e rapadura. Quem define é o fundamento da sua casa. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.

Perguntas frequentes

Para que serve a oferenda para boiadeiro navizala?
Oferenda para o Boiadeiro Navizala, o vaqueiro do sertão de Pernambuco que as casas lembram como direto, sincero e de bom coração, chamado para a cura, para abrir caminhos e para dar coragem. A mesa segue o que a tradição registra para ele e para a linha dos Boiadeiros: carne de sol desfiada com cebola e gengibre, farofa com banana, rapadura, milho, um pouco de vinho tinto numa cuia, velas marrons e brancas e flores do campo. Entrega em campo aberto ou no lugar que a sua casa indicar, sempre com a orientação do dirigente. É uma oferenda de saúde e cura espiritual, abertura de caminhos, coragem, proteção em situação de perigo e ajuda em questões de justiça, na vibração de Boiadeiro.
O que levar na oferenda para boiadeiro navizala?
Tradicionalmente: alguidar (vasilha de barro), folha de bananeira, carne de sol, cebola roxa, gengibre (raiz), farinha de mandioca, banana, rapadura, milho verde (espiga), vinho tinto, flores do campo, vela marrom (palito), vela branca (palito), charuto, água mineral. Use itens limpos e de boa qualidade, com fé.
Onde e quando entregar?
O local tradicional é Em campo aberto, num pasto limpo, numa beira de estrada de terra tranquila ou ao pé de uma árvore do campo, lugares que lembram o caminho das boiadas. As fontes populares sobre a linha indicam pastagens e campos como o ponto de entrega dos Boiadeiros. Quem não tem acesso a um lugar assim pode entregar no congá do terreiro, com licença do dirigente, que é o caminho mais recomendado, ou montar num canto limpo de casa, sobre uma toalha branca ou marrom, devolvendo depois a comida à terra.. Costuma-se ofertar em quinta feira, o dia mais citado para os Boiadeiros, ou segunda feira, que um pai de santo registra como outro dia em que Seu Navizala gosta de receber oferenda. As festas da linha costumam cair em 24 e 29 de junho, e se o seu terreiro faz a gira de Boiadeiro em outro dia, vale o calendário da sua casa, dia regido por Boiadeiro. Muitos evitam ofertar nas "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite) e preferem o anoitecer para as entidades da esquerda.
Como ofertar passo a passo?
Tome um banho de limpeza e vista-se com roupa limpa; faça tudo com calma, fé e intenção firme. Reúna os itens da oferenda limpos e separados, de preferência em vasilha de barro, louça ou sobre folha, evite plástico e isopor. Comece pela conversa com o dirigente da sua casa, porque Navizala é nome de falange e cada terreiro conhece o seu, com fundamento próprio. Confirmado o caminho, tome um banho de ervas, sempre do pescoço para baixo, nunca na cabeça, e vista roupa limpa e clara. Prepare tudo em casa e sem pressa. Dessalgue a carne de sol, cozinhe, desfie e refogue com a cebola e o gengibre ralado. Faça uma farofa simples com rodelas de banana. Forre o alguidar com a folha de bananeira, ponha a carne no centro, a farofa de um lado, o milho e a rapadura do outro. No ponto de entrega, peça licença ao lugar antes de colocar qualquer coisa no chão. Assente o alguidar, ponha a cuia com vinho e o copo de água na frente e as flores em volta. Firme as velas marrons e brancas em base segura e acenda; o charuto entra só se a sua casa usar. Saúde com Jetruá, Boiadeiro, ou com Xetro Marrumbaxetro, como se diz em muitas casas. Fale com Seu Navizala olhando para frente e sem rodeio, que é o jeito dele: peça saúde, um caminho aberto, coragem ou ajuda numa causa justa. Agradeça, fique um momento em silêncio, despeça-se com respeito e leve de volta sacola, garrafa e tudo o que não se desfaz na terra. Vá até o local de entrega (Em campo aberto, num pasto limpo, numa beira de estrada de terra tranquila ou ao pé de uma árvore do campo, lugares que lembram o caminho das boiadas. As fontes populares sobre a linha indicam pastagens e campos como o ponto de entrega dos Boiadeiros. Quem não tem acesso a um lugar assim pode entregar no congá do terreiro, com licença do dirigente, que é o caminho mais recomendado, ou montar num canto limpo de casa, sobre uma toalha branca ou marrom, devolvendo depois a comida à terra.) e peça licença ao Orixá/guia e ao local antes de assentar a oferenda. Acenda a vela com firmeza, declare a quem se destina e faça o seu pedido ou agradecimento em voz baixa, do fundo do coração. Fique alguns instantes em concentração, agradeça e vá embora sem olhar para trás, deixando a oferenda entregue. Volte depois (ou no dia seguinte) para recolher o que a natureza não absorve, velas, louças e embalagens. Respeite o meio ambiente: leve só o que ela aproveita.
Quais os cuidados?
Navizala é lembrado como o Boiadeiro da sinceridade, e a oferenda dele pede o mesmo: pedido claro, sem enfeite e sem desejar mal a ninguém. Não deixe plástico, vidro, isopor nem papel alumínio no campo; prefira barro, cuia, madeira e folhas. Vela no pasto só em chão limpo, longe de capim seco, e acompanhada até a chama ficar segura; em tempo de seca ou de vento, acenda as velas em casa diante de um copo de água e leve ao campo só a comida e as flores. Respeite cerca, porteira e propriedade alheia, e nunca deixe comida onde o gado ou os animais domésticos possam se machucar com embalagem. Quem procura Navizala pela saúde precisa lembrar que a oferenda é amparo espiritual e não substitui médico, exame nem tratamento. Se a questão é de justiça dos homens, ela caminha junto com advogado e com os seus direitos. O vinho é oferta e não bebida de quem entrega. Desconfie de quem cobra caro ou promete cura garantida em nome do Boiadeiro. Respeite o meio ambiente: não deixe plástico, vidro, isopor ou louça que a natureza não absorve; recolha os restos depois. Cuidado com velas acesas perto de mato seco, evite risco de incêndio. Observação: Navizala é nome de falange, e não de um espírito só, por isso cada casa tem o seu. A história mais contada, registrada por um centro umbandista em 2013, fala de um vaqueiro do sertão de Pernambuco no século XVIII, filho de uma benzedeira chamada Dona Cecília, que aprendeu com ela o nome das ervas, ajudava os doentes por onde levava as boiadas e gostava de rapadura e de banho de açude. É relato de tradição oral, e não fato histórico comprovado. Também circula na internet a explicação de que o nome viria de uma fazenda chamada pelos africanos de origem bantu com uma palavra ligada a senhor e amar, sem fonte documental. A cor varia: muitas casas usam o marrom e branco da linha dos Boiadeiros, e há quem descreva Navizala com faixa verde e branca no peito. A linha é lida na vibração de Oxóssi, com Iansã conduzindo os eguns, e há casas que a colocam na sustentação de Ogum. Na mesa, umas preferem carne de sol, outras carne com feijão tropeiro, abóbora ou só frutas do sertão e rapadura. Quem define é o fundamento da sua casa. Conteúdo informativo e de fé: a forma de ofertar varia de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.
Quem é o Boiadeiro Navizala na Umbanda?
É um guia da linha dos Boiadeiros, os vaqueiros do sertão, lembrado como sertanejo de Pernambuco, direto, sincero e firme. Trabalha pela cura espiritual, emocional e física, abre caminhos e dá coragem. Como toda a linha, conduz os espíritos desgarrados de volta ao caminho do bem.
O que oferecer ao Boiadeiro Navizala?
As fontes citam carne de sol desfiada temperada com cebola e gengibre, vinho tinto servido numa cuia e charuto. A tradição dele lembra ainda a farofa com banana e a rapadura. Junte velas marrons e brancas, flores do campo e água fresca, sempre conforme o fundamento da sua casa.
Qual a cor da vela do Boiadeiro Navizala?
Marrom e branco são as cores mais usadas na linha dos Boiadeiros, e existe a vela bicolor marrom e branca. Há casas que associam Navizala ao verde e branco, que é a cor da faixa que ele usa no peito em alguns terreiros. Na dúvida, pergunte na sua casa.
Qual o dia do Boiadeiro Navizala?
A quinta feira é o dia mais citado para os Boiadeiros, e há registro de que Navizala também gosta de receber oferenda na segunda feira. As festas da linha costumam cair em 24 e 29 de junho, dias de São João e São Pedro. Vale o calendário do seu terreiro.
Onde entregar a oferenda do Boiadeiro Navizala?
Em campo aberto, num pasto limpo ou numa beira de estrada de terra tranquila, que lembram o caminho das boiadas. Quem não tem acesso a um lugar assim pode entregar no congá do terreiro, com licença do dirigente, ou montar em casa e depois devolver a comida à terra.
Para que pedir ao Boiadeiro Navizala?
A tradição o procura pela saúde, pela abertura de caminhos, por coragem diante de um desafio, por proteção em situação de perigo e por ajuda em causa justa. Peça com clareza e sem rodeio, que é o jeito dele. Para a saúde, a oferenda não substitui orientação médica.
Qual a saudação do Boiadeiro Navizala?
As saudações mais ouvidas para a linha são Jetruá, Boiadeiro, e Xetro Marrumbaxetro, esta registrada também para Navizala. A grafia muda de casa para casa, porque são palavras transmitidas na oralidade dos terreiros.
Pode oferecer vinho ao Boiadeiro Navizala?
Há registro de vinho tinto forte servido numa cuia, chamada coité, como oferenda dele. Outras casas oferecem cachaça com mel aos Boiadeiros, e outras preferem só água. Quando não houver orientação, a água é a escolha mais segura.
Navizala é Caboclo ou Boiadeiro?
É Boiadeiro, e muitas casas o chamam de Caboclo Boiadeiro, porque a linha dos Boiadeiros é próxima da dos Caboclos e também trabalha na vibração de Oxóssi. Mesmo assim, os Boiadeiros têm fundamento próprio: são os vaqueiros do sertão, com seu laço, seu chapéu de couro e sua missão.
Posso fazer a oferenda do Navizala em casa?
Pode, com orientação. Arrume o alguidar sobre uma toalha branca ou marrom, acenda as velas em lugar seguro e deixe por algumas horas ou até o dia seguinte. Depois devolva a comida e as flores à terra de um jardim e lave o alguidar e a cuia.

Conheça outras oferendas

Conteúdo informativo e de fé. As oferendas têm uso espiritual e tradicional e variam de casa para casa. Não substituem a orientação do dirigente do seu terreiro; quando indicadas, devem ser confirmadas com o seu Pai ou Mãe de Santo. Respeite sempre a natureza e recolha o que ela não absorve.
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