Erva · Xangô

Mil-Homens (Jarrinha)

Mil-homens é o nome popular de um cipó nativo de flor esquisita, parecida com um cachimbo ou com uma jarrinha de boca torta, e é justamente essa flor que batizou a planta em meio Brasil. Nos terreiros ele aparece nas listas de Xangô, pela firmeza e pela lei, e em parte das listas de Iemanjá, que o citam pelo nome jarrinha. O uso ritual mais repetido é o banho de descarrego forte e a defumação de corte, quase sempre em mistura. Esta é uma das páginas em que o aviso importa mais que o elogio: a planta é do gênero Aristolochia, tem toxicidade renal documentada e não se usa por dentro de jeito nenhum.

Foto da erva Mil-Homens (Jarrinha)
Resposta rápida

Mil-Homens (Jarrinha) é uma erva quente da Umbanda, regida por Xangô. Mil-homens é o nome popular de um cipó nativo de flor esquisita, parecida com um cachimbo ou com uma jarrinha de boca torta, e é justamente essa flor que batizou a planta em meio Brasil. Nos terreiros ele aparece nas listas de Xangô, pela firmeza e pela lei, e em parte das listas de Iemanjá, que o citam pelo nome jarrinha. O uso ritual mais repetido é o banho de descarrego forte e a defumação de corte, quase sempre em mistura. Esta é uma das páginas em que o aviso importa mais que o elogio: a planta é do gênero Aristolochia, tem toxicidade renal documentada e não se usa por dentro de jeito nenhum. No banho, vai do pescoço para baixo, nunca na cabeça. Atenção: não deve ser ingerida, uso apenas externo e ritual.

Atenção e cuidados

Uso espiritual e tradicional. Nada aqui é orientação médica, e neste caso o aviso é mais sério do que o habitual. Mil-homens é nome popular dado a espécies do gênero Aristolochia no Brasil, sobretudo a Aristolochia cymbifera e a Aristolochia gigantea, conhecidas também como jarrinha, papo de peru, cipó mil-homens, angelicó e patinho. Essas plantas contêm ácido aristolóquico, uma substância com nefrotoxicidade documentada e classificada como cancerígena para seres humanos, associada a uma doença renal grave e irreversível. Por causa disso, o uso interno está proibido: não se faz chá, não se faz garrafada, não se toma tintura e não se usa em cápsula, nem em dose pequena, nem por pouco tempo. A Anvisa restringe a comercialização de plantas do gênero para uso oral no Brasil, e essa restrição não é exagero de órgão regulador: é resposta a casos reais de insuficiência renal. O uso externo de banho e de defumação é o que a tradição de terreiro descreve, e mesmo ele pede cuidado: manuseie com luva, evite o contato prolongado com a pele, não use sobre ferida aberta, não use nos olhos nem nas mucosas e não deixe ao alcance de criança. Gestante e lactante não usam de forma nenhuma, nem por fora, porque a planta tem uso abortivo relatado na medicina popular. Quem tem doença renal, mesmo leve, deve ficar longe da planta inteira. Também há confusão de nome: em algumas regiões chamam de mil-homens outras plantas, e isso significa que você pode comprar uma coisa achando que é outra, o que só reforça a regra de não ingerir nada. Erva não é medicamento, não substitui tratamento e não substitui a orientação do seu dirigente.

Sobre a mil-homens (jarrinha)

Mil-Homens (Jarrinha) é uma erva quente da Umbanda, regida por Xangô. Mil-homens é o nome popular de um cipó nativo de flor esquisita, parecida com um cachimbo ou com uma jarrinha de boca torta, e é justamente essa flor que batizou a planta em meio Brasil. Nos terreiros ele aparece nas listas de Xangô, pela firmeza e pela lei, e em parte das listas de Iemanjá, que o citam pelo nome jarrinha. O uso ritual mais repetido é o banho de descarrego forte e a defumação de corte, quase sempre em mistura. Esta é uma das páginas em que o aviso importa mais que o elogio: a planta é do gênero Aristolochia, tem toxicidade renal documentada e não se usa por dentro de jeito nenhum.

RegênciaXangô
ClasseErva quente
Parte usadafolhas
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Para que serve

Mil-homens é o nome popular de um cipó nativo de flor esquisita, parecida com um cachimbo ou com uma jarrinha de boca torta, e é justamente essa flor que batizou a planta em meio Brasil. Nos terreiros ele aparece nas listas de Xangô, pela firmeza e pela lei, e em parte das listas de Iemanjá, que o citam pelo nome jarrinha. O uso ritual mais repetido é o banho de descarrego forte e a defumação de corte, quase sempre em mistura. Esta é uma das páginas em que o aviso importa mais que o elogio: a planta é do gênero Aristolochia, tem toxicidade renal documentada e não se usa por dentro de jeito nenhum. Na Umbanda, atua principalmente em:

  • Banho de descarrego forte, sempre em mistura e nunca sozinho
  • Defumação de corte e de limpeza de ambiente
  • Composições de Xangô e de firmeza
  • Citada como jarrinha em listas de Iemanjá
  • Uso popular antigo em fitoterapia caseira, hoje contraindicado por via interna

Modos de uso

Banho

Entra em banhos de descarrego, do pescoço para baixo. Veja o passo a passo na nossa seção de Banhos.

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Chá / uso interno

Não. Mil-Homens (Jarrinha) não deve ser ingerida, pode fazer mal à saúde. O uso é apenas externo/ritual: defumação, banho (do pescoço para baixo) e proteção do ambiente.

Defumação

Queime folhas secas (com carvão ou junto ao incenso) para limpar e elevar a vibração do ambiente.

No ambiente

Cultivada em vaso, principalmente na entrada, protege o lar e afasta energias densas.

Quando usar

O melhor momento é na lua minguante, fase ligada à limpeza e ao descarrego. Faça com fé, pedindo licença ao guia e à própria erva. Por ser uma erva quente, no banho use sempre do pescoço para baixo, nunca na cabeça (ori): ela descarrega energias densas.

Perguntas frequentes

Mil-Homens (Jarrinha) é de qual Orixá?
Mil-Homens (Jarrinha) é uma erva regida por Xangô. Na Umbanda é considerada uma erva quente.
Para que serve Mil-Homens (Jarrinha) na Umbanda?
Mil-homens é o nome popular de um cipó nativo de flor esquisita, parecida com um cachimbo ou com uma jarrinha de boca torta, e é justamente essa flor que batizou a planta em meio Brasil. Nos terreiros ele aparece nas listas de Xangô, pela firmeza e pela lei, e em parte das listas de Iemanjá, que o citam pelo nome jarrinha. O uso ritual mais repetido é o banho de descarrego forte e a defumação de corte, quase sempre em mistura. Esta é uma das páginas em que o aviso importa mais que o elogio: a planta é do gênero Aristolochia, tem toxicidade renal documentada e não se usa por dentro de jeito nenhum. É usada principalmente em: banho de descarrego forte, sempre em mistura e nunca sozinho, defumação de corte e de limpeza de ambiente, composições de xangô e de firmeza, citada como jarrinha em listas de iemanjá, uso popular antigo em fitoterapia caseira, hoje contraindicado por via interna.
Pode tomar chá de Mil-Homens (Jarrinha)?
Não. Mil-Homens (Jarrinha) não deve ser ingerida, pode fazer mal à saúde. O uso é apenas externo/ritual: defumação, banho (do pescoço para baixo) e proteção do ambiente.
Mil-Homens (Jarrinha) é quente ou fria?
Mil-Homens (Jarrinha) é uma erva quente. Por ser uma erva quente, no banho use sempre do pescoço para baixo, nunca na cabeça (ori): ela descarrega energias densas.
Quais os cuidados ao usar Mil-Homens (Jarrinha)?
Uso espiritual e tradicional. Nada aqui é orientação médica, e neste caso o aviso é mais sério do que o habitual. Mil-homens é nome popular dado a espécies do gênero Aristolochia no Brasil, sobretudo a Aristolochia cymbifera e a Aristolochia gigantea, conhecidas também como jarrinha, papo de peru, cipó mil-homens, angelicó e patinho. Essas plantas contêm ácido aristolóquico, uma substância com nefrotoxicidade documentada e classificada como cancerígena para seres humanos, associada a uma doença renal grave e irreversível. Por causa disso, o uso interno está proibido: não se faz chá, não se faz garrafada, não se toma tintura e não se usa em cápsula, nem em dose pequena, nem por pouco tempo. A Anvisa restringe a comercialização de plantas do gênero para uso oral no Brasil, e essa restrição não é exagero de órgão regulador: é resposta a casos reais de insuficiência renal. O uso externo de banho e de defumação é o que a tradição de terreiro descreve, e mesmo ele pede cuidado: manuseie com luva, evite o contato prolongado com a pele, não use sobre ferida aberta, não use nos olhos nem nas mucosas e não deixe ao alcance de criança. Gestante e lactante não usam de forma nenhuma, nem por fora, porque a planta tem uso abortivo relatado na medicina popular. Quem tem doença renal, mesmo leve, deve ficar longe da planta inteira. Também há confusão de nome: em algumas regiões chamam de mil-homens outras plantas, e isso significa que você pode comprar uma coisa achando que é outra, o que só reforça a regra de não ingerir nada. Erva não é medicamento, não substitui tratamento e não substitui a orientação do seu dirigente. Este conteúdo é informativo e de fé, não substitui orientação médica nem a do dirigente do seu terreiro.
Para que serve o mil-homens na Umbanda?
O uso ritual mais citado é o descarrego forte. Mil-homens é classificado como erva quente, de ação de corte, e aparece em banho de limpeza pesada e em defumação de ambiente carregado, quase sempre misturado a guiné, a alecrim e a aroeira. Algumas casas também o usam em firmeza, pela ideia de lei e de sentença que se associa a Xangô. Não é erva de energização, não é erva de amor e não tem nada de suave: onde ele entra, a receita já é de corte.
Mil-homens é erva de qual Orixá?
As listas divergem, e essa divergência está ligada ao nome usado. Onde a planta é chamada de cipó mil-homens, a atribuição mais repetida é Xangô, pela firmeza, pela lei e pelo corte. Onde ela é chamada de jarrinha, aparece em listas de ervas de Iemanjá, junto com cana do brejo e outras plantas de beira de água. Há ainda casas que a citam no campo de Ogum e de Exu, pelo uso em demanda. Regência de erva varia muito de raiz para raiz, e o que o seu dirigente ensina vale mais do que qualquer tabela de internet.
Qual é a planta do mil-homens?
O nome popular designa espécies do gênero Aristolochia, principalmente a Aristolochia cymbifera e a Aristolochia gigantea, cipós nativos de flor grande e curvada, parecida com um cachimbo ou com uma jarrinha de boca torta, e é dessa forma que vêm os apelidos jarrinha e papo de peru. Em algumas regiões do Brasil o nome mil-homens é aplicado a outras plantas sem parentesco nenhum, o que gera confusão de compra. Se você não tem certeza do que está comprando, o caminho mais seguro é não usar por dentro em nenhuma hipótese.
Pode tomar chá de mil-homens?
Não. Esta é a resposta mais importante desta página e ela não tem meio termo. As plantas do gênero Aristolochia contêm ácido aristolóquico, substância com nefrotoxicidade documentada e classificada como cancerígena para seres humanos, associada a uma doença renal grave e irreversível descrita em vários países. O uso oral é restrito pela Anvisa no Brasil justamente por isso. Não existe dose pequena segura, não existe tempo curto seguro e não existe preparo caseiro que neutralize a substância. O uso tradicional interno, que existiu, hoje é considerado inseguro pela toxicologia e deve ser abandonado.
O banho de mil-homens é seguro?
O uso externo é o que a tradição de terreiro descreve, mas ele também pede cuidado. Manuseie a planta com luva, porque a seiva irrita pele sensível, e não use a infusão sobre ferida aberta, nos olhos nem nas mucosas. Use quantidade pequena e sempre em mistura, nunca em banho concentrado só dessa erva. Não deixe ao alcance de criança e não guarde a infusão. Gestante, lactante e pessoa com qualquer problema renal ficam de fora, mesmo no uso externo. Se houver vermelhidão, coceira ou ardência, lave com água corrente e não repita.
Com quais ervas o mil-homens combina?
Nas casas ele aparece em receita composta, e as combinações mais repetidas juntam mil-homens com guiné, com alecrim e com aroeira, formando banho de descarrego forte. Quando a intenção é fechar o corpo depois do corte, entra uma casca firme como a do barbatimão, e para a pessoa não ficar áspera, entram pétalas e alfazema no final. Vale a regra de sempre, e aqui ela vale dobrado: receita curta e bem feita rende mais que receita comprida, e erva que você não conhece não entra no balde.
Serve para defumação?
Serve, e é um uso tradicional. O caule seco queima devagar sobre a brasa de carvão e solta uma fumaça amadeirada e amarga, usada em limpeza de ambiente que ficou pesado depois de doença, de briga ou de fase ruim. O costume é colocar aos poucos, uma pitada de cada vez, com a casa vazia e com as janelas abertas, caminhando do cômodo mais fundo em direção à porta da rua. Como toda defumação, fica fora quem tem asma, bronquite ou rinite, e criança pequena, idoso, animal de estimação e pássaro em gaiola saem do imóvel antes.
Por que existe tanto uso popular se a planta é tóxica?
Porque o uso popular é antigo e a descoberta da toxicidade é recente. O mil-homens foi usado no Brasil por gerações como tônico, como antídoto de picada de cobra e como remédio de estômago, e essa memória continua viva em livro velho de erva e em conversa de feira. A identificação do ácido aristolóquico como causa de doença renal grave veio a partir dos anos noventa, com casos documentados em vários países, e mudou completamente a orientação. Tradição de uso não é prova de segurança, e reconhecer isso é parte do respeito à própria tradição.
Como colher mil-homens com respeito?
A tradição ensina a pedir licença antes de colher, saudando Ossaim, que é o senhor das folhas, e o Orixá regente da erva. Colhe se pela manhã, com o sol já nascido, sem arrancar o cipó do tronco à força e sem desfolhar a planta inteira. Use luva, porque a seiva irrita, e lave as mãos ao terminar. Muita casa deixa uma moeda, um pouco de mel ou um copo de água no local como agradecimento. Vale lembrar que várias espécies de Aristolochia são plantas hospedeiras de borboletas, então colher pouco também é cuidado com a mata.
Existe substituto para o mil-homens no banho de descarrego?
Existe, e em abundância. A tradição brasileira tem ervas de corte de sobra, e nenhuma planta é insubstituível em receita de descarrego. Guiné, arruda em pouca quantidade, aroeira, quebra demanda, vassourinha e espada de São Jorge cumprem o papel de corte com muito menos risco de manuseio. Se você tem dúvida sobre a planta que comprou, se tem criança em casa ou se tem qualquer questão renal, o mais sensato é simplesmente trocar a erva e conversar com o seu dirigente.
O que fazer com o material depois do banho?
Devolva à terra, em local onde criança e animal não alcancem. Recolha o que ficou na peneira ou no ralo e deposite na terra de um vaso, num canteiro ou no pé de uma árvore, com uma palavra de agradecimento, e lave as mãos depois. Na tradição, a folha e o cipó são matéria viva emprestada pela mata, e não se joga no lixo comum quando dá para evitar. Não guarde a infusão de um dia para o outro e não reaproveite o material para outro banho.

Conheça outras ervas

Conteúdo informativo e de fé. As ervas têm usos espirituais tradicionais e não substituem acompanhamento médico nem a orientação do dirigente do seu terreiro. Em caso de gravidez, crianças, animais ou problemas de saúde, redobre o cuidado e busque orientação.
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