Defumação de Finados para as Almas
No Dia de Finados, 2 de novembro, muitos umbandistas se voltam para os seus mortos com prece, vela e respeito. Mãe Vera Iolorixá de Xangô, do Palácio de Xangô, em São Luís, contou ao jornal O Imparcial que nessa data a Umbanda louva a força de Omulu e Obaluaê e que as benditas almas trabalham fazendo caridade a partir do cruzeiro santo. Esta defumação suave, de alecrim, alfazema, rosa branca e resinas, é feita em casa para lembrar com carinho quem já partiu, pedir luz e descanso para as almas e acalmar o coração de quem ficou com saudade.

No Dia de Finados, 2 de novembro, muitos umbandistas se voltam para os seus mortos com prece, vela e respeito. Mãe Vera Iolorixá de Xangô, do Palácio de Xangô, em São Luís, contou ao jornal O Imparcial que nessa data a Umbanda louva a força de Omulu e Obaluaê e que as benditas almas trabalham fazendo caridade a partir do cruzeiro santo. Esta defumação suave, de alecrim, alfazema, rosa branca e resinas, é feita em casa para lembrar com carinho quem já partiu, pedir luz e descanso para as almas e acalmar o coração de quem ficou com saudade. Defumação lustral (fumaça suave, que atrai e imanta). Queima-se alecrim, alfazema (lavanda), rosa branca (pétalas) e outras ervas/resinas sobre o carvão em brasa, defumando do fundo do cômodo até a porta.
Sobre a defumação de finados para as almas
Defumação de Finados para as Almas é uma defumação de prece pelas almas dos entes queridos, elevação espiritual, consolo no luto e limpeza suave da casa no dia de finados na Umbanda, na vibração de Omulu/Almas. No Dia de Finados, 2 de novembro, muitos umbandistas se voltam para os seus mortos com prece, vela e respeito. Mãe Vera Iolorixá de Xangô, do Palácio de Xangô, em São Luís, contou ao jornal O Imparcial que nessa data a Umbanda louva a força de Omulu e Obaluaê e que as benditas almas trabalham fazendo caridade a partir do cruzeiro santo. Esta defumação suave, de alecrim, alfazema, rosa branca e resinas, é feita em casa para lembrar com carinho quem já partiu, pedir luz e descanso para as almas e acalmar o coração de quem ficou com saudade.
Ervas e resinas (o que usar)
- Alecrimuma colher de sopa de folhas secas, para limpar e elevarComprar
- Alfazema (lavanda)uma colher de sopa de flores secas, para a paz e o consoloComprar
- Rosa branca (pétalas)pétalas secas de uma ou duas rosas, a flor mais ligada às almasComprar
- Mirra (resina)alguns grãos, a resina tradicional do luto e das despedidasComprar
- Benjoim (resina)alguns grãos, opcional, para firmar a fumaça e adoçar o ambienteComprar
- Carvão para defumaçãouma pastilha ou dois pedaços pequenosComprar
- Turíbulo / incensárioou pote de barro com areia no fundoComprar
- Carvão e turíbulopara a brasaComprar
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Como defumar (passo a passo)
- Abra as janelas do ambiente e faça uma breve oração, concentrando-se na sua intenção e pedindo licença e proteção aos guias.
- Acenda o carvão próprio para defumação (numa peneira/colher de metal ou direto no turíbulo) e espere ficar em brasa, é a brasa que "puxa" e transmuta as energias.
- Coloque o turíbulo (incensário de cerâmica ou metal) num pegador seguro. Vá juntando as ervas e resinas aos poucos sobre a brasa, em número ímpar, agradecendo a cada uma pelo trabalho.
- Antes de acender o carvão, arrume um cantinho limpo da casa com uma vela branca, um copo de água fresca e, se quiser, uma rosa branca ou uma foto de quem você quer lembrar. Copos de água com rosas brancas são justamente o que pesquisadores da Universidade Federal do Pará encontraram aos pés do Cruzeiro das Almas, no Cemitério Santa Izabel, em Belém, no Finados de 2024. Seque as ervas e as pétalas à sombra até ficarem quebradiças e misture tudo com as mãos. Ponha areia no fundo do turíbulo, acenda o carvão com pinça e espere a brasa ficar cinza esbranquiçada, sem chama. Coloque primeiro os grãos de mirra e de benjoim e depois a mistura de ervas, uma pitada de cada vez. Esta é uma fumaça lustral, de elevação, então não há pressa nem corte forte. Comece pelo cantinho da vela e caminhe devagar pela casa, passando pelos cômodos onde a pessoa querida viveu ou que lembram ela, e termine na porta da rua. Enquanto anda, faça uma prece simples, diga o nome de cada pessoa e peça luz, paz e bom caminho para as almas, e consolo para a família. Muitos umbandistas saúdam Omulu com Atotô e pedem licença às almas antes de começar. No fim, deixe a brasa apagar sozinha, troque a água do copo no dia seguinte, devolva a água a uma planta ou à terra e a cinza fria ao jardim ou a um vaso, agradecendo.
- Comece pelo fundo da casa e caminhe defumando cômodo por cômodo, indo aos quatro cantos de cada um e terminando sempre na direção da porta de saída, para que o que sair, vá embora com a fumaça.
- Para defumar uma pessoa, passe a fumaça do pescoço para baixo (sem ir à cabeça/coroa), em volta do corpo, pedindo limpeza e proteção. Nunca encoste a brasa na pele.
- Ao terminar, agradeça, deixe o carvão se apagar com segurança e despache as cinzas frias (na terra ou no lixo, conforme o costume da sua casa).
Quando defumar
Costuma-se associar a O dia próprio é 2 de novembro, Dia de Finados. Muitas casas começam na véspera, na noite de 1º de novembro, e há terreiros que fazem trabalhos no cemitério na virada de um dia para o outro. Em casa, prefira a manhã ou o fim da tarde, com luz do dia e janelas abertas. Fora dessa data, a segunda-feira, dia das almas e de Omulu em muitas casas, também serve., dia de Omulu. Para atrair e imantar, muitos preferem a lua crescente ou cheia. Defume com as janelas abertas e renove o ar depois.
Cuidados e contraindicações
Ventilação é obrigatória: janelas e portas abertas antes, durante e por pelo menos vinte minutos depois. Quem tem asma, bronquite, rinite ou DPOC deve sair do cômodo e voltar só depois de bem arejado. Crianças pequenas, gestantes e idosos frágeis não devem ficar perto da fumaça, e cães, gatos e aves precisam ser retirados do ambiente. Vela e turíbulo pedem base firme e isolante, longe de cortina, papel, flores secas soltas e álcool, e nunca devem ficar acesos sem ninguém por perto. Jamais defume perto de cilindro de oxigênio domiciliar. Se quiser completar com banho de ervas, faça do pescoço para baixo, depois do banho higiênico; a cabeça fica para o amaci, sob orientação do dirigente. E o mais importante: saudade é natural, mas luto que não alivia com o tempo, com tristeza funda, insônia ou falta de vontade de viver, pede ajuda de médico ou psicólogo. A defumação acolhe, mas não substitui esse cuidado. A fumaça pode incomodar gestantes, bebês, idosos, asmáticos e pessoas com problemas respiratórios, defume com moderação, ventilando bem o ambiente. Cuidado com a brasa e o carvão acesos: use suporte seguro, longe de cortinas e de material inflamável, e nunca deixe sem vigilância. Retire crianças e animais do cômodo durante a defumação e só os traga de volta com o ar renovado. Observação: É honesto dizer que não existe uma receita única e fechada de defumação de Finados na Umbanda. O que as fontes registram é a data como dia de louvor aos mortos, com prece, velas, flores, copos de água e oferendas às almas, aos pretos velhos e a Obaluaê, e a defumação entra como parte desse cuidado, com ervas do repertório lustral. Cada casa organiza essas presenças do seu jeito, como lembra o próprio estudo feito em Belém. Há terreiros que vão ao cemitério e ao Cruzeiro das Almas, como na Festa da Kalunga no Cemitério São Pedro, na Vila Alpina, em São Paulo, e outros que só rezam em casa ou no próprio terreiro. Algumas casas acrescentam arruda ou guiné para uma primeira passada de descarrego, outras usam alfazema e rosa branca e nada mais. Em São Luís, a mãe Vera lembra também de Iansã do Balé, senhora dos eguns, e no Sul há casas que ligam a véspera de Finados a Ogum Megê, que guarda o cemitério. Quem confirma o fundamento é sempre o dirigente do seu terreiro. Conteúdo informativo e de fé: a composição e a forma de defumar variam de casa para casa. Confirme sempre com o seu Pai ou Mãe de Santo.







