Simpatia · Caminhos

Simpatia das Sete Ondas para Iemanjá no Ano Novo

A simpatia mais conhecida da virada do ano no Brasil: entrar no mar vestido de branco à meia-noite, pular sete ondas fazendo um pedido em cada uma e saudar Iemanjá, a Mãe das águas salgadas. Leva roupa branca, rosas brancas sem embalagem e um coração limpo para agradecer pelo ano que termina. O costume nasceu da devoção umbandista a Iemanjá nas praias, e hoje é feito por gente de todas as crenças. Aqui você aprende o passo a passo com respeito ao fundamento, ao mar e à sua segurança.

Simpatia: Simpatia das Sete Ondas para Iemanjá no Ano Novo
Resposta rápida

A simpatia mais conhecida da virada do ano no Brasil: entrar no mar vestido de branco à meia-noite, pular sete ondas fazendo um pedido em cada uma e saudar Iemanjá, a Mãe das águas salgadas. Leva roupa branca, rosas brancas sem embalagem e um coração limpo para agradecer pelo ano que termina. O costume nasceu da devoção umbandista a Iemanjá nas praias, e hoje é feito por gente de todas as crenças. Aqui você aprende o passo a passo com respeito ao fundamento, ao mar e à sua segurança. Simpatia de caminhos, feita com roupa branca, rosa branca, alfazema (lavanda) e outros itens simples. Faça com fé, concentração e respeito, a simpatia alinha a sua intenção e caminha junto com a sua atitude.

Conteúdo de fé e informativo: simpatia não obriga ninguém e não substitui o seu esforço nem ajuda profissional. Ver cuidados

Sobre a simpatia das sete ondas para iemanjá no ano novo

Iemanjá é a Orixá das águas salgadas, cultuada pelos povos iorubás na atual Nigéria e trazida ao Brasil pelos africanos escravizados. Na Umbanda ela é a Mãe que acolhe, gera e protege, a Rainha do Mar, e o mar é visto como lugar de limpeza e de renovação. Por isso entrar nas ondas na virada é entregar à água o que pesa e pedir um começo novo. A festa da virada nas praias do Rio de Janeiro tem raiz umbandista. Pesquisadores lembram que adeptos da Umbanda passaram a se reunir na praia no último dia do ano para homenagear Iemanjá, com velas, flores e giras na areia, e o nome mais citado nessa história é o de Tata Tancredo da Silva Pinto. As fontes divergem sobre quando isso começou: há quem fale dos anos 1930, jornais registram a presença dos terreiros em Copacabana a partir dos anos 1940, e outros relatos apontam os anos 1950. Com o tempo, a festa cresceu, ganhou queima de fogos e virou o réveillon que o país inteiro conhece, e o costume de vestir branco e pular ondas se espalhou para além dos terreiros. Sobre o número sete, não há uma explicação única. O sete é número de força em muitas tradições, a Umbanda fala de sete Linhas, e há casas que dedicam cada onda a uma Linha ou a um Orixá. Algumas fontes populares ligam o sete a Exu, mas essa leitura não é unânime. O certo é que a simpatia é tradição popular de matriz umbandista, e não preceito fechado: cada casa e cada família tem o seu jeito. Na Umbanda e na fé popular, o que dá força à simpatia é a fé, a intenção limpa e o respeito à tradição.

FinalidadeCaminhos
ElementoÁgua
Melhor diaA data tradicional é a virada do ano, à meia-noite entre 31 de dezembro e 1º de janeiro, quando as praias do Brasil se enchem de gente vestida de branco. Iemanjá tem também as suas próprias festas: o 2 de fevereiro, dia mais celebrado em Salvador e em várias cidades, e o 8 de dezembro em parte das casas, ligado ao sincretismo com Nossa Senhora da Conceição; no Sul, ela é festejada também junto de Nossa Senhora dos Navegantes. Os dias de semana mais associados a Iemanjá variam conforme a casa, e muitos terreiros lembram o sábado. Quem é de terreiro deve seguir o calendário e a orientação do seu dirigente.
DificuldadeSimples

Do que você precisa

  • Roupa brancaroupa clara e confortável, de preferência branca, que possa molhar sem problema; nada de peça que pese ou prenda as pernas na águaComprar
  • Rosa brancaopcional: sete rosas brancas ou uma só, sem papel, sem plástico e sem fita, para oferecer a IemanjáComprar
  • Alfazema (lavanda)opcional: um pouco de água de alfazema para perfumar as mãos antes de entrar no mar, como fazem muitos devotosComprar
  • Papelopcional: um papel para anotar os sete pedidos antes de sair de casa, que depois fica guardado com você e nunca vai para o marComprar
  • Caneta ou lápispara escrever os pedidos com calma, ainda em casaComprar
  • Vela branca (palito)opcional e só para quem fizer a versão em casa, longe da praia; vela não vai para a areiaComprar
  • Caixa de fósforosapenas para a versão em casa, para acender a vela brancaComprar

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Como fazer (passo a passo)

  1. Escolha um momento tranquilo, faça uma breve oração e concentre-se na sua intenção, pedindo licença e proteção aos seus guias.
  2. Ainda em casa, no dia 31 de dezembro, tome um banho de higiene com calma. Se quiser um banho de ervas de limpeza ou de Iemanjá, como alfazema ou rosa branca, jogue do pescoço para baixo, sem molhar a cabeça, que é lugar de amaci e de cuidado do terreiro.
  3. Vista a roupa branca. Na Umbanda o branco é a cor de Oxalá, da paz e do recomeço, e foi dos umbandistas reunidos nas praias para saudar Iemanjá que o povo herdou o costume de passar a virada de branco.
  4. Pense no ano que termina e separe os seus sete pedidos. Muita gente escreve no papel, um por linha, para não se perder na hora. Peça coisas boas para você e para os seus: saúde, paz, trabalho, caminhos abertos, amor verdadeiro. Nunca peça o mal de ninguém nem para prender pessoa alguma.
  5. Na praia, antes da meia-noite, procure um trecho iluminado, de mar calmo, perto de outras pessoas e de preferência onde haja salva vidas. Olhe o mar com respeito e veja onde as ondas quebram. Se a água estiver agitada, faça a simpatia na beirinha, só com os pés molhados, que vale do mesmo jeito.
  6. Se levou rosas brancas, segure-as entre as mãos e agradeça a Iemanjá pelo ano que passou. Diga com as suas palavras: Odoyá, minha Mãe Iemanjá, obrigado por tudo o que vivi neste ano, pelo que ganhei e pelo que aprendi. Leve embora o que já não me serve e abençoe os meus caminhos no ano que vai começar.
  7. Quando o relógio marcar meia-noite, entre no mar de frente para as ondas, até onde a água chegar no máximo aos joelhos. Ao chegar a primeira onda, pule por cima dela fazendo o primeiro pedido em pensamento ou em voz baixa.
  8. Pule as outras seis ondas, uma de cada vez, com um pedido diferente em cada pulo. Há quem dedique cada onda a uma Linha da Umbanda ou a um Orixá, e há quem apenas conte e peça. Não tenha pressa: espere a onda vir, respire e pule com fé.
  9. Depois da sétima onda, entregue as rosas brancas ao mar, soltando as flores na água sem nada que polua. Agradeça mais uma vez e saúde a Mãe das águas: Odoyá, Iemanjá.
  10. Saia do mar andando de costas, olhando para as ondas, sem virar as costas para a água até chegar à areia. É o gesto de respeito mais lembrado pelas casas e pelo povo: não se dá as costas para a Mãe que acabou de receber os seus pedidos.
  11. Já em casa, guarde o papel com os pedidos numa gaveta ou no seu cantinho de oração e releia ao longo do ano. Quando um pedido se cumprir, agradeça a Iemanjá e faça uma caridade: ajude alguém, limpe uma praia, doe algo a quem precisa.
  12. Ao terminar, agradeça de coração e confie. Lembre-se: a simpatia apoia, mas é a sua ação no dia a dia que completa o pedido.

Quando fazer

A tradição costuma associar esta simpatia a A data tradicional é a virada do ano, à meia-noite entre 31 de dezembro e 1º de janeiro, quando as praias do Brasil se enchem de gente vestida de branco. Iemanjá tem também as suas próprias festas: o 2 de fevereiro, dia mais celebrado em Salvador e em várias cidades, e o 8 de dezembro em parte das casas, ligado ao sincretismo com Nossa Senhora da Conceição; no Sul, ela é festejada também junto de Nossa Senhora dos Navegantes. Os dias de semana mais associados a Iemanjá variam conforme a casa, e muitos terreiros lembram o sábado. Quem é de terreiro deve seguir o calendário e a orientação do seu dirigente.. Para abrir e atrair, muitos preferem a lua crescente. O mais importante é a fé e a sinceridade do seu pedido.

Cuidados e responsabilidade

O mar é sagrado e também é perigoso. Faça a simpatia só onde dá pé, com a água no máximo nos joelhos, num trecho iluminado e perto de outras pessoas, e nunca entre no mar depois de beber, à noite sozinho ou com bandeira vermelha. Criança só com um adulto segurando a mão. Se o mar estiver bravo, fique na beirinha: Iemanjá recebe o pedido do mesmo jeito. Respeite a natureza, que é casa dos Orixás: nada de plástico, papel, vidro, garrafa, espelho, sabonete ou vela acesa na areia e na água. Leve as rosas sem embalagem e traga de volta tudo o que levou. Os pedidos devem ser de bem: simpatia de Umbanda não serve para amarrar, prender ou prejudicar ninguém. E fé caminha junto com atitude: o pedido de trabalho pede currículo enviado, o de saúde pede consulta médica, e esta simpatia não substitui orientação médica nem ajuda profissional. Com velas acesas, redobre a atenção: use suporte seguro (prato ou castiçal), longe de cortinas e material inflamável, e nunca deixe a chama sem vigilância. Simpatia é ato de fé e não substitui o seu esforço, nem acompanhamento médico, psicológico ou jurídico quando necessário. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém. Observação: Há muitas versões e todas falam de respeito e renovação. Há quem pule sete ondas e quem pule sete vezes a mesma onda; há quem entre de costas e saia de frente, ao contrário do mais comum, e há casas que pedem para não virar as costas ao mar em momento algum. Algumas famílias dedicam cada onda a uma Linha da Umbanda, outras fazem os sete pedidos a Iemanjá. Há quem ofereça rosas brancas, quem leve palmas brancas ou alfazema, e quem só agradeça com as mãos vazias. Quem mora longe da praia pode fazer em casa: numa bacia com água limpa e uma pitada de sal grosso, molhe os pés sete vezes, uma para cada pedido, com uma vela branca acesa num pires ao lado, e depois jogue a água na terra ou no ralo. Há também quem faça a homenagem em rio ou cachoeira, mas aí a dona da água é Oxum, e o pedido muda de endereço. Quem é de terreiro pode participar das giras e entregas de Iemanjá organizadas pela sua casa, sempre com orientação do dirigente. Conteúdo informativo e de fé: a forma de fazer varia muito de casa para casa e de região para região. Confie no seu coração e, se for da sua fé, na orientação do seu terreiro.

Perguntas frequentes

Para que serve a simpatia das sete ondas para iemanjá no ano novo?
A simpatia mais conhecida da virada do ano no Brasil: entrar no mar vestido de branco à meia-noite, pular sete ondas fazendo um pedido em cada uma e saudar Iemanjá, a Mãe das águas salgadas. Leva roupa branca, rosas brancas sem embalagem e um coração limpo para agradecer pelo ano que termina. O costume nasceu da devoção umbandista a Iemanjá nas praias, e hoje é feito por gente de todas as crenças. Aqui você aprende o passo a passo com respeito ao fundamento, ao mar e à sua segurança. É uma simpatia de caminhos, da tradição popular brasileira.
Do que eu preciso?
Itens simples: roupa branca, rosa branca, alfazema (lavanda), papel, caneta ou lápis, vela branca (palito), caixa de fósforos. Use o que tiver com fé; o essencial é a sua intenção.
Como fazer passo a passo?
Escolha um momento tranquilo, faça uma breve oração e concentre-se na sua intenção, pedindo licença e proteção aos seus guias. Ainda em casa, no dia 31 de dezembro, tome um banho de higiene com calma. Se quiser um banho de ervas de limpeza ou de Iemanjá, como alfazema ou rosa branca, jogue do pescoço para baixo, sem molhar a cabeça, que é lugar de amaci e de cuidado do terreiro. Vista a roupa branca. Na Umbanda o branco é a cor de Oxalá, da paz e do recomeço, e foi dos umbandistas reunidos nas praias para saudar Iemanjá que o povo herdou o costume de passar a virada de branco. Pense no ano que termina e separe os seus sete pedidos. Muita gente escreve no papel, um por linha, para não se perder na hora. Peça coisas boas para você e para os seus: saúde, paz, trabalho, caminhos abertos, amor verdadeiro. Nunca peça o mal de ninguém nem para prender pessoa alguma. Na praia, antes da meia-noite, procure um trecho iluminado, de mar calmo, perto de outras pessoas e de preferência onde haja salva vidas. Olhe o mar com respeito e veja onde as ondas quebram. Se a água estiver agitada, faça a simpatia na beirinha, só com os pés molhados, que vale do mesmo jeito. Se levou rosas brancas, segure-as entre as mãos e agradeça a Iemanjá pelo ano que passou. Diga com as suas palavras: Odoyá, minha Mãe Iemanjá, obrigado por tudo o que vivi neste ano, pelo que ganhei e pelo que aprendi. Leve embora o que já não me serve e abençoe os meus caminhos no ano que vai começar. Quando o relógio marcar meia-noite, entre no mar de frente para as ondas, até onde a água chegar no máximo aos joelhos. Ao chegar a primeira onda, pule por cima dela fazendo o primeiro pedido em pensamento ou em voz baixa. Pule as outras seis ondas, uma de cada vez, com um pedido diferente em cada pulo. Há quem dedique cada onda a uma Linha da Umbanda ou a um Orixá, e há quem apenas conte e peça. Não tenha pressa: espere a onda vir, respire e pule com fé. Depois da sétima onda, entregue as rosas brancas ao mar, soltando as flores na água sem nada que polua. Agradeça mais uma vez e saúde a Mãe das águas: Odoyá, Iemanjá. Saia do mar andando de costas, olhando para as ondas, sem virar as costas para a água até chegar à areia. É o gesto de respeito mais lembrado pelas casas e pelo povo: não se dá as costas para a Mãe que acabou de receber os seus pedidos. Já em casa, guarde o papel com os pedidos numa gaveta ou no seu cantinho de oração e releia ao longo do ano. Quando um pedido se cumprir, agradeça a Iemanjá e faça uma caridade: ajude alguém, limpe uma praia, doe algo a quem precisa. Ao terminar, agradeça de coração e confie. Lembre-se: a simpatia apoia, mas é a sua ação no dia a dia que completa o pedido.
Qual o melhor dia para fazer?
A tradição costuma associar esta simpatia a A data tradicional é a virada do ano, à meia-noite entre 31 de dezembro e 1º de janeiro, quando as praias do Brasil se enchem de gente vestida de branco. Iemanjá tem também as suas próprias festas: o 2 de fevereiro, dia mais celebrado em Salvador e em várias cidades, e o 8 de dezembro em parte das casas, ligado ao sincretismo com Nossa Senhora da Conceição; no Sul, ela é festejada também junto de Nossa Senhora dos Navegantes. Os dias de semana mais associados a Iemanjá variam conforme a casa, e muitos terreiros lembram o sábado. Quem é de terreiro deve seguir o calendário e a orientação do seu dirigente.. Para abrir e atrair, muitos preferem a lua crescente. O mais importante é a fé e a sinceridade do seu pedido.
Quais os cuidados?
O mar é sagrado e também é perigoso. Faça a simpatia só onde dá pé, com a água no máximo nos joelhos, num trecho iluminado e perto de outras pessoas, e nunca entre no mar depois de beber, à noite sozinho ou com bandeira vermelha. Criança só com um adulto segurando a mão. Se o mar estiver bravo, fique na beirinha: Iemanjá recebe o pedido do mesmo jeito. Respeite a natureza, que é casa dos Orixás: nada de plástico, papel, vidro, garrafa, espelho, sabonete ou vela acesa na areia e na água. Leve as rosas sem embalagem e traga de volta tudo o que levou. Os pedidos devem ser de bem: simpatia de Umbanda não serve para amarrar, prender ou prejudicar ninguém. E fé caminha junto com atitude: o pedido de trabalho pede currículo enviado, o de saúde pede consulta médica, e esta simpatia não substitui orientação médica nem ajuda profissional. Com velas acesas, redobre a atenção: use suporte seguro (prato ou castiçal), longe de cortinas e material inflamável, e nunca deixe a chama sem vigilância. Simpatia é ato de fé e não substitui o seu esforço, nem acompanhamento médico, psicológico ou jurídico quando necessário. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém. Observação: Há muitas versões e todas falam de respeito e renovação. Há quem pule sete ondas e quem pule sete vezes a mesma onda; há quem entre de costas e saia de frente, ao contrário do mais comum, e há casas que pedem para não virar as costas ao mar em momento algum. Algumas famílias dedicam cada onda a uma Linha da Umbanda, outras fazem os sete pedidos a Iemanjá. Há quem ofereça rosas brancas, quem leve palmas brancas ou alfazema, e quem só agradeça com as mãos vazias. Quem mora longe da praia pode fazer em casa: numa bacia com água limpa e uma pitada de sal grosso, molhe os pés sete vezes, uma para cada pedido, com uma vela branca acesa num pires ao lado, e depois jogue a água na terra ou no ralo. Há também quem faça a homenagem em rio ou cachoeira, mas aí a dona da água é Oxum, e o pedido muda de endereço. Quem é de terreiro pode participar das giras e entregas de Iemanjá organizadas pela sua casa, sempre com orientação do dirigente. Conteúdo informativo e de fé: a forma de fazer varia muito de casa para casa e de região para região. Confie no seu coração e, se for da sua fé, na orientação do seu terreiro.
Por que se pulam sete ondas no Ano Novo?
É uma homenagem a Iemanjá, a Orixá do mar, que nasceu da devoção umbandista nas praias. A cada onda se faz um pedido para o ano que começa. O número sete tem força em muitas tradições e a Umbanda fala de sete Linhas, mas não há uma explicação única aceita por todas as casas.
Qual a origem da simpatia das sete ondas?
Vem da Umbanda. Adeptos começaram a se reunir nas praias do Rio de Janeiro no último dia do ano para saudar Iemanjá com flores e velas, e o nome mais lembrado é o de Tata Tancredo da Silva Pinto. As fontes divergem sobre a década exata, entre os anos 1930 e 1950. Depois o costume se espalhou pelo país.
Posso virar as costas para o mar depois de pular as ondas?
A orientação mais comum é não virar. Saia andando de costas, olhando para as ondas, até chegar à areia, em sinal de respeito a Iemanjá. A crença popular diz que dar as costas ao mar logo depois dos pedidos atrapalha a sorte, e muitas casas mantêm esse cuidado.
O que pedir em cada uma das sete ondas?
Pedidos de bem para você e para quem você ama, como saúde, paz, trabalho, prosperidade, amor sincero, proteção e caminhos abertos. Há quem dedique cada onda a uma Linha ou a um Orixá. Nunca peça o mal de alguém nem para prender uma pessoa.
Por que usar roupa branca na virada do ano?
O branco é a cor de Oxalá e da paz na Umbanda, e os umbandistas iam de branco à praia para homenagear Iemanjá. O costume se espalhou e hoje é seguido por quase todo mundo. Se quiser, combine com um detalhe azul claro, cor muito ligada a Iemanjá.
Posso jogar rosas brancas no mar?
Pode, desde que sejam só as flores, sem papel, plástico, fita ou arame. Não deixe garrafas, espelhos, velas ou embalagens na areia nem na água. O mar é a casa de Iemanjá e cuidar dele também é oferenda.
E se eu não estiver na praia na virada?
Faça em casa. Encha uma bacia com água limpa e uma pitada de sal grosso, acenda uma vela branca num pires ao lado e molhe os pés sete vezes, uma para cada pedido. Depois jogue a água na terra ou no ralo e agradeça a Iemanjá.
É perigoso pular ondas à noite?
Pode ser. Entre só onde dá pé, com a água no máximo nos joelhos, num lugar iluminado, perto de outras pessoas e de salva vidas, e nunca depois de beber. Se o mar estiver agitado, fique na beirinha. Fé não pede risco.
Preciso ser umbandista para fazer a simpatia das sete ondas?
Não. A simpatia nasceu na Umbanda e hoje é feita por gente de todas as crenças. O que se pede é respeito: saber que Iemanjá é uma Orixá cultuada com fé por milhões de pessoas e tratar o mar e o ritual com seriedade.

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Conteúdo informativo e de fé. As simpatias são da tradição popular e variam de casa para casa. São atos de fé que não obrigam ninguém e não substituem o seu esforço nem ajuda profissional, médica ou jurídica. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém.
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