Simpatia · Harmonia

Simpatia da Rosa Branca para Paz na Família

Simpatia de fé feita com rosas brancas num vaso com água limpa, uma vela branca e uma oração a Oxalá, o Orixá da paz, e a Iemanjá, a mãe que a Umbanda aponta como protetora do lar e da família. É para a casa onde ninguém rompeu com ninguém, mas o convívio anda áspero: gente que responde atravessado, mesa de jantar em silêncio, pequenas brigas que se repetem. O branco da rosa é a cor de Oxalá, e a flor fresca no centro da casa é um pedido de calma, de palavra mansa e de paciência entre quem vive junto. Não é simpatia para mudar o jeito de ninguém à força: é um gesto de entrega que caminha junto com a conversa e com a mudança que começa em você. O modo de fazer varia de casa para casa, e aqui está a forma mais simples e respeitosa.

Simpatia: Simpatia da Rosa Branca para Paz na Família
Resposta rápida

Simpatia de fé feita com rosas brancas num vaso com água limpa, uma vela branca e uma oração a Oxalá, o Orixá da paz, e a Iemanjá, a mãe que a Umbanda aponta como protetora do lar e da família. É para a casa onde ninguém rompeu com ninguém, mas o convívio anda áspero: gente que responde atravessado, mesa de jantar em silêncio, pequenas brigas que se repetem. O branco da rosa é a cor de Oxalá, e a flor fresca no centro da casa é um pedido de calma, de palavra mansa e de paciência entre quem vive junto. Não é simpatia para mudar o jeito de ninguém à força: é um gesto de entrega que caminha junto com a conversa e com a mudança que começa em você. O modo de fazer varia de casa para casa, e aqui está a forma mais simples e respeitosa. Simpatia de harmonia, feita com rosa branca, vaso de barro, água mineral e outros itens simples. Faça com fé, concentração e respeito, a simpatia alinha a sua intenção e caminha junto com a sua atitude.

Conteúdo de fé e informativo: simpatia não obriga ninguém e não substitui o seu esforço nem ajuda profissional. Ver cuidados

Sobre a simpatia da rosa branca para paz na família

Oxalá é o Orixá da criação, da paz e da serenidade, chamado de pai de todos os Orixás em muitas casas. A cor dele é o branco, que representa a calma, a pureza das intenções e o equilíbrio entre o que se sente e o que se fala. É por isso que a sexta-feira, o dia dedicado a ele, é o dia em que tanta gente de terreiro se veste de branco. No sincretismo, Oxalá é ligado a Jesus Cristo, e na Bahia é celebrado como Senhor do Bonfim. A saudação mais conhecida é Epa Babá. Iemanjá, por sua vez, é lembrada na Umbanda como a grande mãe, protetora dos lares, das famílias e dos filhos, fonte de acolhimento e de perdão. Juntos, o pai da paz e a mãe do lar formam o par a quem a fé do povo entrega a casa quando o convívio pesa. As flores brancas são oferenda bem-vinda e muito comum nos gestos simples de fé feitos em casa, e a rosa branca, em especial, aparece em várias simpatias populares de paz e de proteção da família, seja num vaso sobre a mesa, seja em pétalas usadas no banho. O copo de água ao lado da vela é outro gesto antigo: o fogo representa a fé e a água representa o caminho da purificação. Vale dizer com honestidade que esta é uma simpatia da tradição popular, uma forma doméstica e simples de pedir harmonia, e não um preceito litúrgico fixo da Umbanda. As cores, os dias e as saudações podem mudar de casa para casa. E vale dizer com mais clareza ainda: na fé umbandista, pedir paz a Oxalá é também se comprometer a ser instrumento dela. Na Umbanda e na fé popular, o que dá força à simpatia é a fé, a intenção limpa e o respeito à tradição.

FinalidadeHarmonia
ElementoErvas
Melhor diaA sexta-feira é o dia de Oxalá na maior parte das casas de Umbanda e de Candomblé, e por isso é o mais escolhido para pedir paz. O sábado, que muitas casas dedicam a Iemanjá, também é lembrado quando o pedido é pela família e pelo lar. Há quem renove as rosas toda sexta-feira, mantendo sempre uma flor branca na mesa. Não existe dia obrigatório: em semana de muita tensão, a simpatia pode ser feita na hora em que o coração pedir.
DificuldadeSimples

Do que você precisa

  • Rosa brancarosas brancas frescas, uma, três ou quantas couberem no seu bolso; não existe número obrigatório, e o que importa é que estejam bonitas e viçosasComprar
  • Vaso de barroum vaso ou jarra limpa para as rosas; serve o vaso de barro, de vidro ou de louça que você já tem em casaComprar
  • Água mineralágua mineral ou filtrada, para o vaso e para o copoComprar
  • Copo de vidroum copo de vidro transparente, bem lavadoComprar
  • Vela branca (palito)uma vela branca (palito), a cor de Oxalá e da pazComprar
  • Pires de louçaum pires de louça para firmar a velaComprar
  • Papele uma caneta, para escrever o nome de cada pessoa que mora na casaComprar
  • Alfazema (lavanda)algumas gotas de água de alfazema ou um raminho de lavanda, opcional, para perfumar o vasoComprar

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Como fazer (passo a passo)

  1. Escolha um momento tranquilo, faça uma breve oração e concentre-se na sua intenção, pedindo licença e proteção aos seus guias.
  2. Escolha o dia com calma. Na Umbanda, a sexta-feira é o dia de Oxalá na maior parte das casas, e é o mais indicado para pedir paz. O sábado, dedicado a Iemanjá em muitos terreiros, também é bastante lembrado quando o pedido é pela família. Faça num momento em que a casa esteja tranquila, de preferência sem ninguém discutindo por perto.
  3. Antes de começar, limpe o lugar onde a simpatia vai ficar. O melhor é a mesa onde a família come ou a sala onde todos se encontram, porque é ali que o convívio acontece. Forre com uma toalhinha branca, se tiver, e abra a janela para o ar circular.
  4. Encha o vaso com água limpa e, se quiser, pingue algumas gotas de alfazema. Corte a ponta do cabo das rosas na diagonal, retire as folhas que ficariam dentro da água e arrume as flores no vaso com carinho, pensando em cada pessoa da casa.
  5. Escreva no papel o nome de cada pessoa que mora com você, incluindo o seu. Escreva sem pressa e sem raiva. Se houver alguém com quem você esteja mais estremecido, escreva o nome dessa pessoa com o mesmo cuidado dos outros. Dobre o papel e deixe embaixo do vaso.
  6. Coloque ao lado do vaso o copo com água limpa e, à frente, o pires com a vela branca firme, em superfície que não pega fogo e longe de cortinas e de papel. Respire fundo três vezes antes de acender, deixando o coração assentar.
  7. Acenda a vela e saúde o Orixá com respeito: Epa Babá, meu pai Oxalá. Depois faça o pedido com as suas palavras. Um jeito simples: Meu pai Oxalá, senhor da paz e do pano branco, e minha mãe Iemanjá, protetora do lar, eu entrego esta casa e cada pessoa cujo nome está aqui. Acalmai os ânimos, adoçai as palavras, dai paciência a quem está cansado e humildade a quem está ferido, começando por mim. Que a paz desta rosa entre em cada cômodo e em cada coração. Epa Babá. Odoyá.
  8. Fique alguns minutos em silêncio diante da vela, agradecendo pelo que a família tem de bom, por menor que pareça. Deixe a vela queimar até o fim sob o seu olhar. As rosas ficam no vaso, no centro da casa, para que todos vejam e convivam com elas.
  9. Troque a água do vaso a cada dois dias, sempre renovando o pedido em pensamento. Quando as rosas começarem a murchar, retire as pétalas ainda bonitas e deixe secar; as flores e as folhas vão para a terra de um jardim, de um vaso grande ou para o lixo orgânico, com agradecimento. A água do copo pode regar uma planta. Guarde o papel com os nomes junto de uma imagem de devoção ou renove junto com a próxima rosa.
  10. Se quiser, use as pétalas secas num banho de harmonia: ferva a água, desligue o fogo, coloque as pétalas, abafe por alguns minutos, coe e jogue do pescoço para baixo depois do banho de higiene. Não jogue na cabeça: a cabeça é lugar de amaci e de cuidado do terreiro. E feche a simpatia com o gesto que só você pode fazer: uma palavra mansa, um pedido de desculpas ou uma conversa sem pressa com quem está mais distante.
  11. Ao terminar, agradeça de coração e confie. Lembre-se: a simpatia apoia, mas é a sua ação no dia a dia que completa o pedido.

Quando fazer

A tradição costuma associar esta simpatia a A sexta-feira é o dia de Oxalá na maior parte das casas de Umbanda e de Candomblé, e por isso é o mais escolhido para pedir paz. O sábado, que muitas casas dedicam a Iemanjá, também é lembrado quando o pedido é pela família e pelo lar. Há quem renove as rosas toda sexta-feira, mantendo sempre uma flor branca na mesa. Não existe dia obrigatório: em semana de muita tensão, a simpatia pode ser feita na hora em que o coração pedir.. Renove sempre que a convivência precisar de mais leveza. O mais importante é a fé e a sinceridade do seu pedido.

Cuidados e responsabilidade

Vela acesa só com supervisão, firme no pires, sobre superfície que não pega fogo, longe de cortinas, toalhas soltas, do papel com os nomes e do alcance de crianças e animais. Se precisar sair, apague a vela com os dedos molhados ou um abafador e acenda de novo depois. Troque a água do vaso com frequência para evitar mosquitos e mau cheiro. Rosas têm espinhos: manuseie com cuidado e deixe o vaso longe de crianças pequenas. Quem tem alergia a flores ou a perfumes pode fazer só a vela, o copo de água e a oração. Esta simpatia não resolve sozinha conflitos sérios: se há violência, ameaça ou medo dentro de casa, a proteção começa pela rede de apoio e, quando necessário, pela autoridade competente, e em situações de sofrimento emocional vale procurar ajuda psicológica ou terapia familiar. Também não substitui a orientação do dirigente da sua casa de Umbanda. Com velas acesas, redobre a atenção: use suporte seguro (prato ou castiçal), longe de cortinas e material inflamável, e nunca deixe a chama sem vigilância. Simpatia é ato de fé e não substitui o seu esforço, nem acompanhamento médico, psicológico ou jurídico quando necessário. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém. Observação: O costume muda bastante de casa para casa. Há quem use uma única rosa branca, quem prefira três ou sete, e quem misture rosas brancas com outras flores brancas, como palmas, lírios ou margaridas. Algumas pessoas trocam a vela branca pela azul clara, lembrada para Iemanjá, ou usam uma vela de sete dias para manter a chama ao longo da semana. Há quem coloque um fio de mel num pires ao lado do vaso para adoçar a convivência, quem misture pétalas de rosa branca com arroz cru para pedir paz e fartura juntas, e quem leve rosas brancas ao mar no 2 de fevereiro em homenagem a Iemanjá, pedindo pela família. Em vez do papel com os nomes, algumas famílias colocam uma fotografia de todos juntos embaixo do vaso. Quem é de terreiro pode perguntar ao dirigente quais cores, dias e saudações a casa usa para Oxalá e Iemanjá. Conteúdo informativo e de fé: a forma de fazer varia muito de casa para casa e de região para região. Confie no seu coração e, se for da sua fé, na orientação do seu terreiro.

Perguntas frequentes

Para que serve a simpatia da rosa branca para paz na família?
Simpatia de fé feita com rosas brancas num vaso com água limpa, uma vela branca e uma oração a Oxalá, o Orixá da paz, e a Iemanjá, a mãe que a Umbanda aponta como protetora do lar e da família. É para a casa onde ninguém rompeu com ninguém, mas o convívio anda áspero: gente que responde atravessado, mesa de jantar em silêncio, pequenas brigas que se repetem. O branco da rosa é a cor de Oxalá, e a flor fresca no centro da casa é um pedido de calma, de palavra mansa e de paciência entre quem vive junto. Não é simpatia para mudar o jeito de ninguém à força: é um gesto de entrega que caminha junto com a conversa e com a mudança que começa em você. O modo de fazer varia de casa para casa, e aqui está a forma mais simples e respeitosa. É uma simpatia de harmonia, da tradição popular brasileira.
Do que eu preciso?
Itens simples: rosa branca, vaso de barro, água mineral, copo de vidro, vela branca (palito), pires de louça, papel, alfazema (lavanda). Use o que tiver com fé; o essencial é a sua intenção.
Como fazer passo a passo?
Escolha um momento tranquilo, faça uma breve oração e concentre-se na sua intenção, pedindo licença e proteção aos seus guias. Escolha o dia com calma. Na Umbanda, a sexta-feira é o dia de Oxalá na maior parte das casas, e é o mais indicado para pedir paz. O sábado, dedicado a Iemanjá em muitos terreiros, também é bastante lembrado quando o pedido é pela família. Faça num momento em que a casa esteja tranquila, de preferência sem ninguém discutindo por perto. Antes de começar, limpe o lugar onde a simpatia vai ficar. O melhor é a mesa onde a família come ou a sala onde todos se encontram, porque é ali que o convívio acontece. Forre com uma toalhinha branca, se tiver, e abra a janela para o ar circular. Encha o vaso com água limpa e, se quiser, pingue algumas gotas de alfazema. Corte a ponta do cabo das rosas na diagonal, retire as folhas que ficariam dentro da água e arrume as flores no vaso com carinho, pensando em cada pessoa da casa. Escreva no papel o nome de cada pessoa que mora com você, incluindo o seu. Escreva sem pressa e sem raiva. Se houver alguém com quem você esteja mais estremecido, escreva o nome dessa pessoa com o mesmo cuidado dos outros. Dobre o papel e deixe embaixo do vaso. Coloque ao lado do vaso o copo com água limpa e, à frente, o pires com a vela branca firme, em superfície que não pega fogo e longe de cortinas e de papel. Respire fundo três vezes antes de acender, deixando o coração assentar. Acenda a vela e saúde o Orixá com respeito: Epa Babá, meu pai Oxalá. Depois faça o pedido com as suas palavras. Um jeito simples: Meu pai Oxalá, senhor da paz e do pano branco, e minha mãe Iemanjá, protetora do lar, eu entrego esta casa e cada pessoa cujo nome está aqui. Acalmai os ânimos, adoçai as palavras, dai paciência a quem está cansado e humildade a quem está ferido, começando por mim. Que a paz desta rosa entre em cada cômodo e em cada coração. Epa Babá. Odoyá. Fique alguns minutos em silêncio diante da vela, agradecendo pelo que a família tem de bom, por menor que pareça. Deixe a vela queimar até o fim sob o seu olhar. As rosas ficam no vaso, no centro da casa, para que todos vejam e convivam com elas. Troque a água do vaso a cada dois dias, sempre renovando o pedido em pensamento. Quando as rosas começarem a murchar, retire as pétalas ainda bonitas e deixe secar; as flores e as folhas vão para a terra de um jardim, de um vaso grande ou para o lixo orgânico, com agradecimento. A água do copo pode regar uma planta. Guarde o papel com os nomes junto de uma imagem de devoção ou renove junto com a próxima rosa. Se quiser, use as pétalas secas num banho de harmonia: ferva a água, desligue o fogo, coloque as pétalas, abafe por alguns minutos, coe e jogue do pescoço para baixo depois do banho de higiene. Não jogue na cabeça: a cabeça é lugar de amaci e de cuidado do terreiro. E feche a simpatia com o gesto que só você pode fazer: uma palavra mansa, um pedido de desculpas ou uma conversa sem pressa com quem está mais distante. Ao terminar, agradeça de coração e confie. Lembre-se: a simpatia apoia, mas é a sua ação no dia a dia que completa o pedido.
Qual o melhor dia para fazer?
A tradição costuma associar esta simpatia a A sexta-feira é o dia de Oxalá na maior parte das casas de Umbanda e de Candomblé, e por isso é o mais escolhido para pedir paz. O sábado, que muitas casas dedicam a Iemanjá, também é lembrado quando o pedido é pela família e pelo lar. Há quem renove as rosas toda sexta-feira, mantendo sempre uma flor branca na mesa. Não existe dia obrigatório: em semana de muita tensão, a simpatia pode ser feita na hora em que o coração pedir.. Renove sempre que a convivência precisar de mais leveza. O mais importante é a fé e a sinceridade do seu pedido.
Quais os cuidados?
Vela acesa só com supervisão, firme no pires, sobre superfície que não pega fogo, longe de cortinas, toalhas soltas, do papel com os nomes e do alcance de crianças e animais. Se precisar sair, apague a vela com os dedos molhados ou um abafador e acenda de novo depois. Troque a água do vaso com frequência para evitar mosquitos e mau cheiro. Rosas têm espinhos: manuseie com cuidado e deixe o vaso longe de crianças pequenas. Quem tem alergia a flores ou a perfumes pode fazer só a vela, o copo de água e a oração. Esta simpatia não resolve sozinha conflitos sérios: se há violência, ameaça ou medo dentro de casa, a proteção começa pela rede de apoio e, quando necessário, pela autoridade competente, e em situações de sofrimento emocional vale procurar ajuda psicológica ou terapia familiar. Também não substitui a orientação do dirigente da sua casa de Umbanda. Com velas acesas, redobre a atenção: use suporte seguro (prato ou castiçal), longe de cortinas e material inflamável, e nunca deixe a chama sem vigilância. Simpatia é ato de fé e não substitui o seu esforço, nem acompanhamento médico, psicológico ou jurídico quando necessário. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém. Observação: O costume muda bastante de casa para casa. Há quem use uma única rosa branca, quem prefira três ou sete, e quem misture rosas brancas com outras flores brancas, como palmas, lírios ou margaridas. Algumas pessoas trocam a vela branca pela azul clara, lembrada para Iemanjá, ou usam uma vela de sete dias para manter a chama ao longo da semana. Há quem coloque um fio de mel num pires ao lado do vaso para adoçar a convivência, quem misture pétalas de rosa branca com arroz cru para pedir paz e fartura juntas, e quem leve rosas brancas ao mar no 2 de fevereiro em homenagem a Iemanjá, pedindo pela família. Em vez do papel com os nomes, algumas famílias colocam uma fotografia de todos juntos embaixo do vaso. Quem é de terreiro pode perguntar ao dirigente quais cores, dias e saudações a casa usa para Oxalá e Iemanjá. Conteúdo informativo e de fé: a forma de fazer varia muito de casa para casa e de região para região. Confie no seu coração e, se for da sua fé, na orientação do seu terreiro.
Por que a rosa branca traz paz?
Porque o branco é a cor de Oxalá, o Orixá da paz, da serenidade e da criação. A rosa branca é uma oferenda simples e bonita, muito presente nas simpatias populares de paz e de proteção da família. Ela não traz paz sozinha: é um símbolo que lembra a todos da casa, todos os dias, o pedido que foi feito.
Qual Orixá cuida da paz na família?
Na maior parte das casas de Umbanda, o pedido de paz é dirigido a Oxalá, o pai da paz, e o pedido pelo lar e pela família a Iemanjá, a grande mãe e protetora dos lares. Por isso esta simpatia saúda os dois. Algumas casas lembram também Oxum para a doçura no convívio. Siga o que a sua casa ensina.
Quantas rosas brancas devo usar?
Não existe número obrigatório. Há quem use uma só rosa, quem prefira três e quem faça um buquê. O mais importante é que as flores estejam frescas, bonitas e escolhidas com carinho. Prefira poucas rosas bem cuidadas a muitas murchas.
Qual a diferença desta simpatia para a de reconciliar a família?
Esta é para o convívio do dia a dia, quando a casa está tensa, com palavras ásperas e brigas pequenas que se repetem, mas ninguém rompeu. Quando já existe afastamento de verdade, com parentes que não se falam, a simpatia de reconciliação, feita com vela, mel e os nomes escritos, costuma ser a mais lembrada.
Posso fazer a simpatia sem que a família saiba?
Pode. Muita gente faz em silêncio, deixando apenas as rosas no vaso, sem explicar nada. A simpatia é um pedido seu, entregue a Oxalá e a Iemanjá. Só não use para tentar controlar a vontade de ninguém: o pedido é por paz, não para que os outros façam o que você quer.
O que faço com as rosas quando murcharem?
Retire com agradecimento. As pétalas ainda bonitas podem secar e ser usadas num banho de harmonia, do pescoço para baixo. O resto vai para a terra de um jardim, de um vaso grande ou para o lixo orgânico, sem desrespeito. Se quiser manter o pedido, coloque rosas novas.
Posso usar as pétalas no banho?
Pode. Ferva a água, desligue o fogo, coloque as pétalas, abafe por alguns minutos, coe e jogue do pescoço para baixo depois do banho de higiene. A cabeça fica de fora, porque é lugar de amaci e de cuidado do terreiro. Quem tem pele sensível deve testar antes num pedacinho do braço.
Qual o melhor dia para fazer?
A sexta-feira, dia de Oxalá na maior parte das casas. O sábado, dedicado a Iemanjá em muitos terreiros, também é bastante lembrado quando o pedido é pela família. Em semana de muita tensão, qualquer dia serve.
A simpatia resolve as brigas de casa?
Ela é um pedido de fé, não uma solução mágica. O que ela faz é abrir espaço para a calma e lembrar a todos do desejo de paz. O resto vem das atitudes: ouvir mais, responder com menos pressa e conversar. Se há violência ou medo dentro de casa, procure ajuda da rede de apoio e da autoridade competente.
De quanto em quanto tempo posso repetir?
Sempre que sentir necessidade. Muitas famílias mantêm uma rosa branca na mesa e renovam toda sexta-feira, acendendo a vela e repetindo a oração. O que não pode faltar é o agradecimento quando a casa melhora, e um gesto de caridade, que a Umbanda coloca em tudo.

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Conteúdo informativo e de fé. As simpatias são da tradição popular e variam de casa para casa. São atos de fé que não obrigam ninguém e não substituem o seu esforço nem ajuda profissional, médica ou jurídica. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém.
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