Simpatia · Saúde

Simpatia da Pipoca de Obaluaê para a Saúde

Simpatia de fé feita com pipoca estourada sem sal, uma vela branca e uma oração a Obaluaê, também chamado Omulu, o Orixá da cura, da terra e da transformação. A pipoca, conhecida nos terreiros como flor do Velho e chamada de deburu ou doburu em muitas casas, é a comida mais ligada a ele: o milho duro que se abre no calor e vira flor branca é a imagem da doença que se transforma em saúde. O gesto é simples e muito antigo na fé do povo: estourar a pipoca com calma, rezar por quem está doente, passar a pipoca pelo corpo do pescoço para baixo e devolver tudo à terra, pedindo alívio, força e renovação. É um pedido de amparo espiritual, que caminha junto com o tratamento médico e nunca no lugar dele. O modo de fazer varia de casa para casa, e aqui está a forma mais simples e respeitosa.

Simpatia: Simpatia da Pipoca de Obaluaê para a Saúde
Resposta rápida

Simpatia de fé feita com pipoca estourada sem sal, uma vela branca e uma oração a Obaluaê, também chamado Omulu, o Orixá da cura, da terra e da transformação. A pipoca, conhecida nos terreiros como flor do Velho e chamada de deburu ou doburu em muitas casas, é a comida mais ligada a ele: o milho duro que se abre no calor e vira flor branca é a imagem da doença que se transforma em saúde. O gesto é simples e muito antigo na fé do povo: estourar a pipoca com calma, rezar por quem está doente, passar a pipoca pelo corpo do pescoço para baixo e devolver tudo à terra, pedindo alívio, força e renovação. É um pedido de amparo espiritual, que caminha junto com o tratamento médico e nunca no lugar dele. O modo de fazer varia de casa para casa, e aqui está a forma mais simples e respeitosa. Simpatia de saúde, feita com milho de pipoca, tigela branca de louça ou vidro, vela branca (palito) e outros itens simples. Faça com fé, concentração e respeito, a simpatia alinha a sua intenção e caminha junto com a sua atitude.

Conteúdo de fé e informativo: simpatia não obriga ninguém e não substitui o seu esforço nem ajuda profissional. Ver cuidados

Sobre a simpatia da pipoca de obaluaê para a saúde

Obaluaê e Omulu são nomes de um mesmo Orixá, ou de duas faces dele, conforme a casa: Obaluaê costuma ser lido como o rei, senhor da terra, e Omulu como o filho do senhor, o Velho. Na Umbanda muita gente explica que Obaluaê é a face jovem, ligada à evolução e à transformação, e Omulu a face madura, que conduz as passagens entre a vida e a morte, mas há casas que tratam os dois como um só. Ele é o senhor das doenças e da cura ao mesmo tempo: quem domina a doença é quem pode afastá-la. As histórias contam que ele nasceu com o corpo coberto de chagas, foi deixado por Nanã e criado por Iemanjá, e que passou a se cobrir de palha da costa para esconder as feridas. Numa das narrativas mais conhecidas, numa festa em que ninguém queria dançar com ele, os ventos de Iansã levantaram a palha e revelaram que por baixo havia brilho e beleza; noutra versão muito contada na Umbanda, as feridas viram pipoca, a flor branca que se abre do grão duro. Há também o itã do povo mahi, que recebeu o Orixá com balaios de pipoca e viu a epidemia de varíola ir embora. Daí vem a pipoca como comida de Omulu, chamada de deburu, doburu ou flor do Velho, presente no Olubajé, o banquete do rei feito em agosto nos terreiros de Candomblé, quando as pessoas levam os nomes de quem está doente e pedem cura. O banho de pipoca, passado pelo corpo e devolvido à terra, é uma prática muito difundida na Umbanda para limpeza, saúde e renovação, e a terra entra porque é o reino do Orixá: o que sai do corpo volta para ela e se transforma. No sincretismo, Obaluaê e Omulu são ligados a São Lázaro e a São Roque, santos dos doentes e dos que sofrem. Vale dizer com honestidade que esta é uma simpatia da tradição popular, uma forma doméstica e simples de um gesto que nos terreiros é conduzido por quem tem preparo, e não um preceito litúrgico fixo. E vale dizer com mais clareza ainda: na própria fé umbandista, pedir a Omulu é pedir força para o tratamento, e não fugir dele. Na Umbanda e na fé popular, o que dá força à simpatia é a fé, a intenção limpa e o respeito à tradição.

FinalidadeSaúde
ElementoGrãos
Melhor diaA segunda-feira é o dia de Obaluaê e Omulu na maior parte das casas de Umbanda, e agosto é o mês dele, quando muitos terreiros fazem banho de pipoca e rezas pela saúde. O 16 de agosto, dia de São Roque, é a data mais celebrada, e há regiões que festejam Omulu em 17 de dezembro, dia de São Lázaro. Não existe dia obrigatório: quando alguém adoece, a fé pede a hora em que o coração pede.
DificuldadeSimples

Do que você precisa

  • Milho de pipocaum punhado generoso de milho de pipoca, comum, de mercado; não use pipoca de micro-ondas, que já vem com sal, gordura e temperoComprar
  • Tigela branca de louça ou vidrouma tigela limpa para receber a pipoca estourada; muitas casas usam alguidar de barro, mas a tigela de louça serve muito bem em casaComprar
  • Vela branca (palito)uma vela branca (palito), a cor da paz e da luz, aceita por todas as linhasComprar
  • Pires de louçaum pires de louça para firmar a velaComprar
  • Copo de vidroum copo de vidro transparente, bem lavadoComprar
  • Água mineralágua mineral ou filtrada para encher o copoComprar
  • Papele uma caneta, para escrever o nome completo de quem precisa de saúdeComprar

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Como fazer (passo a passo)

  1. Escolha um momento tranquilo, faça uma breve oração e concentre-se na sua intenção, pedindo licença e proteção aos seus guias.
  2. Escolha o dia com calma. Na Umbanda, a segunda-feira é o dia mais ligado a Obaluaê e Omulu, e agosto é o mês dedicado a ele, com destaque para o 16 de agosto, dia de São Roque, e o 17 de dezembro, dia de São Lázaro, santos com quem ele é sincretizado. Mas, em hora de necessidade, a simpatia pode ser feita em qualquer dia.
  3. Antes de começar, tome o seu banho de higiene e vista roupa clara e limpa. Arrume um cantinho tranquilo da casa, coloque o copo com água e o papel com o nome completo de quem está doente, que pode ser você mesmo, uma criança da família ou alguém que está longe.
  4. Estoure a pipoca com calma e com o pensamento firme na saúde. A forma mais lembrada é na panela seca, sem óleo e sem sal, mexendo para não queimar; algumas casas estouram na areia limpa, e outras usam um fio de óleo de coco ou de dendê. O que quase todas pedem é o mesmo: nada de sal, nada de manteiga e nada de tempero. Enquanto o milho estoura, mentalize a doença se abrindo e se transformando, como o grão duro que vira flor.
  5. Coloque a pipoca na tigela e deixe esfriar por completo. Separe e descarte os grãos queimados ou que não estouraram, porque se oferece ao Velho o que está bonito e inteiro.
  6. Firme a vela branca no pires, ao lado da tigela e do copo, em superfície que não pega fogo e longe de cortinas. Acenda a vela e saúde o Orixá com respeito: Atotô, meu pai Obaluaê. Depois faça o pedido com as suas palavras. Um jeito simples: Meu pai Obaluaê, senhor da terra e da cura, eu peço licença e peço a vossa bênção. Olhai por esta pessoa cujo nome está aqui, afastai a doença, aliviai a dor, dai força ao corpo e clareza aos médicos e a quem cuida dela. Que, assim como o milho se abre em flor, a saúde volte a florescer. Atotô.
  7. Se a simpatia é para você, vá para um lugar com terra, como o quintal, um jardim ou um vaso grande, e passe a pipoca pelo corpo com as mãos, punhado por punhado, do pescoço para baixo: ombros, braços, peito, costas, barriga, pernas e pés. Não passe na cabeça: a cabeça é lugar de amaci e de cuidado do terreiro. Deixe a pipoca cair na terra enquanto pede que leve embora o que está pesando.
  8. Se a simpatia é para outra pessoa, que não pode estar presente, segure a tigela diante da vela, reze pelo nome escrito no papel e depois espalhe a pipoca na terra de um jardim ou ao pé de uma árvore saudável, entregando o pedido a Obaluaê. Também é costume entregar uma tigela de pipoca num pé de árvore para pedir a cura de alguém.
  9. Volte, deixe a vela queimar até o fim sob o seu olhar e agradeça. Quando a vela terminar, a água do copo pode regar uma planta ou ir para a terra, e o papel com o nome pode ficar guardado junto de uma imagem de devoção ou ser enterrado com a pipoca. Feche com um gesto de caridade, que é o fundamento de tudo na Umbanda: Omulu é o Orixá dos pobres e dos doentes, e visitar, ajudar ou doar a quem está enfermo é a forma mais bonita de agradecer.
  10. Ao terminar, agradeça de coração e confie. Lembre-se: a simpatia apoia, mas é a sua ação no dia a dia que completa o pedido.

Quando fazer

A tradição costuma associar esta simpatia a A segunda-feira é o dia de Obaluaê e Omulu na maior parte das casas de Umbanda, e agosto é o mês dele, quando muitos terreiros fazem banho de pipoca e rezas pela saúde. O 16 de agosto, dia de São Roque, é a data mais celebrada, e há regiões que festejam Omulu em 17 de dezembro, dia de São Lázaro. Não existe dia obrigatório: quando alguém adoece, a fé pede a hora em que o coração pede.. Faça com calma; pode repetir quando sentir necessidade de renovar o ânimo. O mais importante é a fé e a sinceridade do seu pedido.

Cuidados e responsabilidade

Esta simpatia não substitui consulta, diagnóstico, exame, remédio nem tratamento médico. Ninguém deve interromper ou trocar um tratamento por causa de uma simpatia. Diante de febre alta, dor forte, falta de ar ou qualquer sinal de urgência, procure atendimento de saúde imediatamente; a fé caminha junto com o médico. Cuidado com o fogo da panela e da vela: não deixe a panela sozinha no fogo, use tampa para os grãos não saltarem, mantenha crianças longe do fogão e deixe a vela firme no pires, longe de cortinas e do alcance de crianças e animais. Espere a pipoca esfriar bem antes de passar pelo corpo. A pipoca do rito não é para comer depois, e não deve ser deixada em calçada, rua ou rio: vai para a terra, em pequena quantidade, num lugar onde não incomode ninguém. Quem tem alergia de pele ou feridas abertas pode fazer só a reza e a entrega na terra, sem passar a pipoca no corpo. Esta simpatia também não substitui a orientação do dirigente da sua casa de Umbanda. Com velas acesas, redobre a atenção: use suporte seguro (prato ou castiçal), longe de cortinas e material inflamável, e nunca deixe a chama sem vigilância. Simpatia é ato de fé e não substitui o seu esforço, nem acompanhamento médico, psicológico ou jurídico quando necessário. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém. Observação: O costume muda bastante de casa para casa. Há terreiros que estouram a pipoca na areia da praia ou em areia lavada, outros na panela seca, e há quem use um fio de dendê ou de óleo de coco; em algumas casas a pipoca de Omulu é enfeitada com lascas de coco. Na vela também há diferenças: a branca é a mais segura e aceita por todos, e algumas casas usam a vela preta e branca, ou a roxa, ligadas ao Orixá. Muita gente faz o banho de pipoca dentro do terreiro, conduzido pelo médium ou pelo próprio Orixá incorporado, e nesse caso a forma e o lugar do corpo onde a pipoca passa seguem o fundamento da casa. Há quem reze a oração de São Lázaro ou de São Roque no lugar da saudação ao Orixá, quem faça sete segundas-feiras seguidas e quem entregue a tigela inteira num pé de árvore em vez de passar no corpo. Quem é de terreiro deve perguntar ao dirigente como a casa trabalha com Omulu. Conteúdo informativo e de fé: a forma de fazer varia muito de casa para casa e de região para região. Confie no seu coração e, se for da sua fé, na orientação do seu terreiro.

Perguntas frequentes

Para que serve a simpatia da pipoca de obaluaê para a saúde?
Simpatia de fé feita com pipoca estourada sem sal, uma vela branca e uma oração a Obaluaê, também chamado Omulu, o Orixá da cura, da terra e da transformação. A pipoca, conhecida nos terreiros como flor do Velho e chamada de deburu ou doburu em muitas casas, é a comida mais ligada a ele: o milho duro que se abre no calor e vira flor branca é a imagem da doença que se transforma em saúde. O gesto é simples e muito antigo na fé do povo: estourar a pipoca com calma, rezar por quem está doente, passar a pipoca pelo corpo do pescoço para baixo e devolver tudo à terra, pedindo alívio, força e renovação. É um pedido de amparo espiritual, que caminha junto com o tratamento médico e nunca no lugar dele. O modo de fazer varia de casa para casa, e aqui está a forma mais simples e respeitosa. É uma simpatia de saúde, da tradição popular brasileira.
Do que eu preciso?
Itens simples: milho de pipoca, tigela branca de louça ou vidro, vela branca (palito), pires de louça, copo de vidro, água mineral, papel. Use o que tiver com fé; o essencial é a sua intenção.
Como fazer passo a passo?
Escolha um momento tranquilo, faça uma breve oração e concentre-se na sua intenção, pedindo licença e proteção aos seus guias. Escolha o dia com calma. Na Umbanda, a segunda-feira é o dia mais ligado a Obaluaê e Omulu, e agosto é o mês dedicado a ele, com destaque para o 16 de agosto, dia de São Roque, e o 17 de dezembro, dia de São Lázaro, santos com quem ele é sincretizado. Mas, em hora de necessidade, a simpatia pode ser feita em qualquer dia. Antes de começar, tome o seu banho de higiene e vista roupa clara e limpa. Arrume um cantinho tranquilo da casa, coloque o copo com água e o papel com o nome completo de quem está doente, que pode ser você mesmo, uma criança da família ou alguém que está longe. Estoure a pipoca com calma e com o pensamento firme na saúde. A forma mais lembrada é na panela seca, sem óleo e sem sal, mexendo para não queimar; algumas casas estouram na areia limpa, e outras usam um fio de óleo de coco ou de dendê. O que quase todas pedem é o mesmo: nada de sal, nada de manteiga e nada de tempero. Enquanto o milho estoura, mentalize a doença se abrindo e se transformando, como o grão duro que vira flor. Coloque a pipoca na tigela e deixe esfriar por completo. Separe e descarte os grãos queimados ou que não estouraram, porque se oferece ao Velho o que está bonito e inteiro. Firme a vela branca no pires, ao lado da tigela e do copo, em superfície que não pega fogo e longe de cortinas. Acenda a vela e saúde o Orixá com respeito: Atotô, meu pai Obaluaê. Depois faça o pedido com as suas palavras. Um jeito simples: Meu pai Obaluaê, senhor da terra e da cura, eu peço licença e peço a vossa bênção. Olhai por esta pessoa cujo nome está aqui, afastai a doença, aliviai a dor, dai força ao corpo e clareza aos médicos e a quem cuida dela. Que, assim como o milho se abre em flor, a saúde volte a florescer. Atotô. Se a simpatia é para você, vá para um lugar com terra, como o quintal, um jardim ou um vaso grande, e passe a pipoca pelo corpo com as mãos, punhado por punhado, do pescoço para baixo: ombros, braços, peito, costas, barriga, pernas e pés. Não passe na cabeça: a cabeça é lugar de amaci e de cuidado do terreiro. Deixe a pipoca cair na terra enquanto pede que leve embora o que está pesando. Se a simpatia é para outra pessoa, que não pode estar presente, segure a tigela diante da vela, reze pelo nome escrito no papel e depois espalhe a pipoca na terra de um jardim ou ao pé de uma árvore saudável, entregando o pedido a Obaluaê. Também é costume entregar uma tigela de pipoca num pé de árvore para pedir a cura de alguém. Volte, deixe a vela queimar até o fim sob o seu olhar e agradeça. Quando a vela terminar, a água do copo pode regar uma planta ou ir para a terra, e o papel com o nome pode ficar guardado junto de uma imagem de devoção ou ser enterrado com a pipoca. Feche com um gesto de caridade, que é o fundamento de tudo na Umbanda: Omulu é o Orixá dos pobres e dos doentes, e visitar, ajudar ou doar a quem está enfermo é a forma mais bonita de agradecer. Ao terminar, agradeça de coração e confie. Lembre-se: a simpatia apoia, mas é a sua ação no dia a dia que completa o pedido.
Qual o melhor dia para fazer?
A tradição costuma associar esta simpatia a A segunda-feira é o dia de Obaluaê e Omulu na maior parte das casas de Umbanda, e agosto é o mês dele, quando muitos terreiros fazem banho de pipoca e rezas pela saúde. O 16 de agosto, dia de São Roque, é a data mais celebrada, e há regiões que festejam Omulu em 17 de dezembro, dia de São Lázaro. Não existe dia obrigatório: quando alguém adoece, a fé pede a hora em que o coração pede.. Faça com calma; pode repetir quando sentir necessidade de renovar o ânimo. O mais importante é a fé e a sinceridade do seu pedido.
Quais os cuidados?
Esta simpatia não substitui consulta, diagnóstico, exame, remédio nem tratamento médico. Ninguém deve interromper ou trocar um tratamento por causa de uma simpatia. Diante de febre alta, dor forte, falta de ar ou qualquer sinal de urgência, procure atendimento de saúde imediatamente; a fé caminha junto com o médico. Cuidado com o fogo da panela e da vela: não deixe a panela sozinha no fogo, use tampa para os grãos não saltarem, mantenha crianças longe do fogão e deixe a vela firme no pires, longe de cortinas e do alcance de crianças e animais. Espere a pipoca esfriar bem antes de passar pelo corpo. A pipoca do rito não é para comer depois, e não deve ser deixada em calçada, rua ou rio: vai para a terra, em pequena quantidade, num lugar onde não incomode ninguém. Quem tem alergia de pele ou feridas abertas pode fazer só a reza e a entrega na terra, sem passar a pipoca no corpo. Esta simpatia também não substitui a orientação do dirigente da sua casa de Umbanda. Com velas acesas, redobre a atenção: use suporte seguro (prato ou castiçal), longe de cortinas e material inflamável, e nunca deixe a chama sem vigilância. Simpatia é ato de fé e não substitui o seu esforço, nem acompanhamento médico, psicológico ou jurídico quando necessário. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém. Observação: O costume muda bastante de casa para casa. Há terreiros que estouram a pipoca na areia da praia ou em areia lavada, outros na panela seca, e há quem use um fio de dendê ou de óleo de coco; em algumas casas a pipoca de Omulu é enfeitada com lascas de coco. Na vela também há diferenças: a branca é a mais segura e aceita por todos, e algumas casas usam a vela preta e branca, ou a roxa, ligadas ao Orixá. Muita gente faz o banho de pipoca dentro do terreiro, conduzido pelo médium ou pelo próprio Orixá incorporado, e nesse caso a forma e o lugar do corpo onde a pipoca passa seguem o fundamento da casa. Há quem reze a oração de São Lázaro ou de São Roque no lugar da saudação ao Orixá, quem faça sete segundas-feiras seguidas e quem entregue a tigela inteira num pé de árvore em vez de passar no corpo. Quem é de terreiro deve perguntar ao dirigente como a casa trabalha com Omulu. Conteúdo informativo e de fé: a forma de fazer varia muito de casa para casa e de região para região. Confie no seu coração e, se for da sua fé, na orientação do seu terreiro.
Por que a pipoca é a comida de Obaluaê?
Pelas histórias do Orixá. Ele tinha o corpo marcado por chagas e se cobria de palha, e numa das narrativas as feridas viram pipoca, a flor branca que se abre do grão duro. Em outro itã, o povo mahi o recebe com balaios de pipoca e a epidemia vai embora. Por isso a pipoca, chamada de deburu, doburu ou flor do Velho, é o símbolo da doença que se transforma em cura.
Obaluaê e Omulu são o mesmo Orixá?
Depende da casa. Muitos terreiros tratam os dois nomes como um só Orixá. Outros explicam que Obaluaê é a face jovem, ligada à evolução e à transformação, e Omulu a face madura, o Velho, que conduz as passagens. Nos dois casos, a pipoca, a terra e a cura pertencem a ele.
A pipoca pode ter sal ou óleo?
Sal não, e quase todas as casas concordam nisso, assim como nada de manteiga ou tempero. Sobre o óleo há variação: a forma mais lembrada é a pipoca na panela seca ou na areia, e algumas casas usam um fio de dendê ou de óleo de coco. Pipoca de micro-ondas não serve.
Posso passar a pipoca na cabeça?
Em casa, o recomendado é passar do pescoço para baixo. A cabeça é lugar de amaci e de cuidado do terreiro, e o que se faz nela deve ser orientado por quem conduz a sua casa. Dentro do terreiro, o banho de pipoca segue o fundamento do dirigente.
Posso fazer a simpatia para outra pessoa que está doente?
Pode. Escreva o nome completo dela no papel, reze diante da vela e entregue a pipoca na terra de um jardim ou ao pé de uma árvore saudável, pedindo por ela. Se a pessoa estiver por perto e quiser, ela mesma pode passar a pipoca no corpo, do pescoço para baixo.
Esta simpatia substitui o tratamento médico?
Não, nunca. Ela é um pedido de amparo espiritual que caminha junto com o tratamento. Continue as consultas, os exames e os remédios indicados, e procure atendimento imediato em caso de urgência. Na própria fé umbandista, pedir a Omulu é pedir força e clareza para o tratamento dar certo.
Qual o melhor dia para fazer?
A segunda-feira, dia de Obaluaê e Omulu na maior parte das casas, e o mês de agosto, dedicado a ele, com destaque para o 16 de agosto, dia de São Roque. Algumas regiões celebram em 17 de dezembro, dia de São Lázaro. Em hora de necessidade, qualquer dia serve.
O que faço com a pipoca depois?
Ela volta para a terra: no quintal, num jardim, num vaso grande ou ao pé de uma árvore. Não é para comer e não deve ser jogada na calçada, na rua ou em rio. Use pouca quantidade, para não atrair bichos nem incomodar ninguém.
Qual a cor da vela para Obaluaê?
A branca é a mais indicada para fazer em casa, porque serve a qualquer pedido de fé e é aceita por todas as linhas. Algumas casas usam a vela preta e branca, ou a roxa, ligadas ao Orixá. Siga a orientação da sua casa.
De quanto em quanto tempo posso repetir?
Sempre que sentir necessidade, sem exagero. Muita gente faz uma vez por semana, na segunda-feira, durante o tratamento de alguém da família, e há quem faça sete segundas seguidas. O que não pode faltar é o agradecimento e um gesto de caridade com quem está doente.

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Conteúdo informativo e de fé. As simpatias são da tradição popular e variam de casa para casa. São atos de fé que não obrigam ninguém e não substituem o seu esforço nem ajuda profissional, médica ou jurídica. Nunca faça uma simpatia para prejudicar alguém.
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