Banho de Para-Raio
Banho de para-raio é o banho de proteção feito com as folhas da erva que, como o nome sugere, é lembrada nos terreiros como um escudo contra as descargas pesadas que chegam de fora. Na Umbanda ele é procurado para cortar demanda, descarregar o que se acumulou no campo espiritual e devolver firmeza a quem anda exposto a ambientes carregados. A erva é associada às vibrações de Iansã, senhora dos ventos e das tempestades, e muitas casas a ligam também a Xangô, dono do raio e do trovão. A classificação e a regência variam de terreiro para terreiro, e a finalidade exata de cada folha na sua vida é coisa que o dirigente orienta.

Banho de para-raio é o banho de proteção feito com as folhas da erva que, como o nome sugere, é lembrada nos terreiros como um escudo contra as descargas pesadas que chegam de fora. Na Umbanda ele é procurado para cortar demanda, descarregar o que se acumulou no campo espiritual e devolver firmeza a quem anda exposto a ambientes carregados. A erva é associada às vibrações de Iansã, senhora dos ventos e das tempestades, e muitas casas a ligam também a Xangô, dono do raio e do trovão. A classificação e a regência variam de terreiro para terreiro, e a finalidade exata de cada folha na sua vida é coisa que o dirigente orienta. Prepara-se com para-raio (folhas), água mineral, e toma-se do pescoço para baixo, com fé e intenção firme.
Conteúdo de fé e informativo: não substitui orientação médica nem a do seu dirigente. Em gravidez, crianças ou problemas de saúde, redobre o cuidado. Ver cuidados
Sobre o banho de para-raio
Banho de Para-Raio é um banho de proteção na Umbanda, ligado à vibração de Iansã. Banho de para-raio é o banho de proteção feito com as folhas da erva que, como o nome sugere, é lembrada nos terreiros como um escudo contra as descargas pesadas que chegam de fora. Na Umbanda ele é procurado para cortar demanda, descarregar o que se acumulou no campo espiritual e devolver firmeza a quem anda exposto a ambientes carregados. A erva é associada às vibrações de Iansã, senhora dos ventos e das tempestades, e muitas casas a ligam também a Xangô, dono do raio e do trovão. A classificação e a regência variam de terreiro para terreiro, e a finalidade exata de cada folha na sua vida é coisa que o dirigente orienta.
Ingredientes
- Para-Raio (folhas)1 punhado de folhas frescas, ou 2 colheres de sopa da erva seca, a erva principal do banhoComprar
- Água mineral2 litros de água limpaComprar
- Panela para banhopara o preparoComprar
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Como preparar e tomar (passo a passo)
- Acenda uma vela branca e ofereça ao seu anjo da guarda, concentrando-se na sua intenção.
- O para-raio se encontra seco em casa de ervas e em loja de artigos religiosos, e há quem tenha a árvore no quintal. O nome popular aparece ligado ao cinamomo, a Melia azedarach, mas nomes de planta mudam de região para região; na dúvida, pergunte a quem vende e confira o nome científico. Use só as folhas: os frutinhos amarelos dessa árvore são tóxicos e não entram no banho. Há dois modos com fundamento. No primeiro, muito usado nas casas de tradição baiana, as folhas frescas são maceradas com as mãos numa bacia com água em temperatura ambiente, sem ir ao fogo, enquanto se reza e se firma o pedido de proteção. No segundo, ferva a água, desligue o fogo, coloque as folhas, tampe a vasilha e deixe abafar por uns dez minutos. Em qualquer dos modos, quem segue a regência de Iansã costuma saudar com um Eparrey respeitoso, e quem trabalha a erva na linha de Xangô saúda com um Kaô Kabecilê. Coe muito bem em pano limpo ou peneira fina e use a água morna ou fresca, numa vasilha de vidro, louça, ágata ou barro.
- Coe o banho retirando o excesso de folhas; deixe amornar até ficar agradável ao corpo.
- Tome primeiro o seu banho normal de higiene, de preferência com sabão neutro ou de coco.
- Antes do primeiro banho, passe um pouco do preparo num pedacinho do braço e espere alguns minutos. Se arder, coçar ou avermelhar, não use. Tome primeiro o seu banho de higiene, com sabonete, e enxágue bem. Depois, com o chuveiro desligado, despeje o banho de para-raio do pescoço para baixo, devagar, pedindo que as cargas pesadas que vieram em sua direção sejam desviadas e levadas para a terra, como faz o para-raio de verdade. A cabeça fica de fora, assim como olhos, boca e partes íntimas: banho de cabeça na Umbanda é o amaci, feito no terreiro e conduzido pelo dirigente com as folhas certas para o seu Orixá. Por ser erva quente, o costume é tomar à noite, antes de deitar, e não passar sabonete por cima. No dia seguinte, os mais velhos recomendam um banho de energização, de alecrim, manjericão ou flores, para preencher o campo que foi limpo. Vista roupa clara, descanse e devolva as folhas coadas à terra, num jardim ou num vaso, agradecendo.
- Não se enxugue esfregando a toalha: retire só o excesso de água. Se puder, vista roupa branca e recolha-se por alguns minutos mentalizando o seu pedido.
- Ao final, recolha os restos das ervas e despache-os na natureza (rio, mar ou mata) ou em água corrente.
Quando tomar
Tradicionalmente associado a quarta-feira, dia de Iansã. Para limpeza, muitos preferem a lua minguante. Evite as "horas abertas" (6h, meio-dia, 18h e meia-noite).
Atenção e cuidados
Este é um banho de energia forte: não é indicado para gestantes, crianças pequenas nem pessoas muito debilitadas, e não deve ser usado em excesso. Conteúdo informativo e espiritual: não substitui acompanhamento médico nem a orientação do seu dirigente. Banho ritualístico, quando indicado, deve ser confirmado com o seu Pai ou Mãe de Santo.







